Opinião Tricolor: Projeto Tóquio

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O programa da nação tricolor recebeu o publicitário Rodolfo Trevisan e o jornalista Giancarlo Lepiani, idealizadores do fantástico Projeto Tóquio, que revive as glórias dos campeonatos da Libertadores e Mundiais do São Paulo, em 1992 e 1993.

Confira!

 

Saudações Tricolores.

No Twitter: @carlosport @paulinhoheavy @projetotoquio92

 

Opinião Tricolor: Dario Pereyra

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Salve nação tricolor!

Já integrante da família #OpiniaoTricolor, a lenda Dario Pereyra participou de mais uma edição especial.

Homenagem à mística celeste, a trajetória dos uruguaios tricolores, os técnicos na carreira do grande zagueiro e uma análise do SPFC atual.

Eterno, gigante, são-paulino.

Confira!

Saudações Tricolores!

No Twitter: @carlosport @paulinhoheavy

Opinião Tricolor: Altair Ramos

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Salve nação tricolor!

Nosso programa recebeu o preparador físico Altair Ramos, são-paulino de alma, profissional que bate no peito com orgulho pra dizer o time que ama, independentemente de toda sua excepcional competência, para trabalhar em qualquer grande clube do mundo.

Foram 14 anos de São Paulo FC, experiência no Japão, parceria com Moracy, convivência com Telê, Muricy e grandes ídolos tricolores.

Tempo que o SPFC “voava” fisicamente em campo.

Confira!

Saudações Tricolores!

No Twitter: @carlosport @paulinhoheavy

Opinião Tricolor: José Francisco Manssur

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Salve nação tricolor!

Um debate antagonista, construtivo, respeitoso, democracia plena, alto nível são-paulino, com José Francisco Manssur, no Opinião Tricolor.

Também a presença de Layla Reis, proprietária do spfc.net, o site mais visitado pela torcida do São Paulo FC, convocando o movimento #UnidosPeloSPFC.

Confira!

Saudações Tricolores!

No Twitter: @carlosport @paulinhoheavy

Opinião Tricolor: Erovan Tadeu

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Salve nação tricolor!

O Opinião Tricolor recebeu o conselheiro Erovan Tadeu, que trouxe toda são-paulinidade de décadas de bons préstimos ao São Paulo.

Em debate, os caminhos da profissionalização da diretoria do clube, os novos conselhos de administração e fiscal, as expectativas do futuro tricolor.

Confira!

Saudações Tricolores!

No Twitter: @carlosport @paulinhoheavy @erovan62

Opinião Tricolor: Homero Bellintani Filho e Felipe Morais

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Salve nação tricolor!

Noite de elegância em nosso programa.

Com muita honra, recebemos um personagem que podemos chamar de história viva do São Paulo, retratada na devoção do conselheiro Homero Bellintani Filho, com seus sensacionais relatos e arquivos, daqueles que construíram os primeiros alicerces do Mais Querido.

Enobrecendo também os entrevistados, Felipe Morais, autor do livro “Ao Mestre, com carinho”, emocionante narrativa dos caminhos de Telê Santana, eterno em nossos corações tricolores.

Confira!

Saudações Tricolores!

No Twitter: @carlosport @paulinhoheavy @usamaquinas @plannerfelipe

Opinião Tricolor: Ópice Blum

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O Opinião Tricolor recebeu o conselheiro de seis décadas de amor ao SPFC, Dr. Ópice Blum.

De carreira jurídica brilhante, advogado, juiz, desembargador, causídico conhecedor da lei que preside o Comitê de Ética do São Paulo FC e é candidato à presidência do Conselho Deliberativo.

Um programa contundente, revelador, com esclarecimentos fundamentais de assuntos importantíssimos, dos bastidores do Mais Querido.

Imperdível, confira!

Saudações Tricolores!

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Opinião Tricolor: Pimenta

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O programa da nação tricolor recebeu o presidente bi-mundial e candidato na eleição 2017, José Eduardo Mesquita Pimenta.

Histórico de trajetória no Tricolor, projetos e pilares das propostas da governança, polêmicas esclarecidas.

Uma entrevista obrigatória para todo são-paulino, independentemente da posição política que prefiram.

Confira, na íntegra!

Saudações Tricolores!

Opinião Tricolor: Luis Cunha

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Olá nação tricolor!

O programa Opinião Tricolor entrevistou o ex-diretor de futebol Luis Cunha, responsável direto pelo melhor período que o São Paulo atravessou, na temporada 2016.

No bate-papo, com muita contundência, declarações fortes e transparentes, contendo emoção de torcedor apaixonado pelo Tricolor, Cunha revelou as razões do seu sucesso e os motivos que o levaram a sair da direção do clube.

Casos Cueva, Maicon, a luta pessoal para manter Ganso, o relacionamento com a diretoria de Leco, Gustavo, Ataíde, Manssur, Pinotti, Medicis, Jacobson e outros.

O desejo de sucesso para Rogério Ceni e o anseio pela aprovação do projeto do novo estatuto.

Imperdível e obrigatório para todo são-paulino, disposto a saber a verdade dos fatos.

Confira!

Saudações Tricolores!

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Opinião Tricolor: Olten Ayres de Abreu Jr

Salve nação tricolor!

O programa Opinião Tricolor segue com seus preparativos (reforma para o novo estúdio) mas fizemos questão de realizar, ainda em 2016, 3 programas pelo debate fundamental do projeto do novo estatuto são-paulino.

Neste primeiro, recebemos Olten Ayres de Abreu Jr, sócio titular desde 1978, filho do lendário árbitro Olten, conselheiro atuante do SPFC, que já atuou em diversas áreas do clube, jurídico, mkt/com, diretoria internacional e hoje preside a comissão legislativa.

Em foco, as questões primordiais do estatuto que vai (se aprovado) revolucionar o São Paulo, na recondução do Tricolor ao patamar de vanguarda nacional.

Entenda como funcionariam os novos rumos diretivos do clube, como Conselho de Administração, o Conselho Fiscal, a profissionalização, a transparência. Os estudos visando maior participação dos sócios e até STs, nas futuras eleições. Entre outros assuntos de grande relevância.

O Opinião contou ainda com a estréia de Paulinho Heavy, veia metal no programa, muita vibe e conhecimento são-paulino de décadas de amor ao SPFC. Fundador da Metal Tricolor, o Chicão da Matrix (quem se lembra?) e Ana Sauma, a são-paulina que representa a personalidade da mulher são-paulina, em suas opiniões sempre cheias de charme e estilo.

Confira!

Obs: pedimos desculpas por uma pequena falha de velocidade do servidor no clipe de abertura do programa, que afetou alguns navegadores. Prometemos corrigir em nossas novas instalações.

Saudações Tricolores!

https://www.youtube.com/watch?v=mFQU5Aef5x4

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O protesto: Constituição, excessos, cortina de fumaça

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Salve nação tricolor.

Diz a Constituição brasileira:

“Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente”. (artigo 5º, inciso 16).

Assisti sábado pela manhã, no CT da Barra Funda, local de treinamentos do São Paulo, o cumprimento de diversas premissas do direito ao protesto. Não existiam armas, não era necessária a autorização, pois nada estava marcado para o mesmo local (avenida Marquês de São Vicente), o SPFC tinha conhecimento prévio, pela divulgação das organizadas. Nada foi feito às escondidas, personalidades, jornalistas, blogueiros, comunicaram presença nas redes sociais. O próprio São Paulo FC solicitou reforço de segurança, que estava presente sim, ao ato.

Sobre o famoso ator Henri Castelli, que o SPFC diz pretender processar, pelo fato de ter conclamado a torcida para participar do protesto, vale citar um editorial de junho de 2013, do periódico Cruzeiro:

“Não está entre as prerrogativas das autoridades usar a Polícia Militar ou a Guarda Civil para tentar silenciar as vozes discordantes… é imprescindível que o poder político reveja a orientação dada às forças de segurança, para que só sejam coibidos, de maneira profissional e focada – com a devida identificação e prisão dos autores -, os atos de depredação e vandalismo, jamais o direito constitucional de se reunir e se manifestar”.

Um pouco mais da nossa Carta Magna, referente não somente à Castelli, mas a todo são-paulino que expressa sua indignação, seja onde for:

“Art.5º: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de nenhuma natureza, garantindo-se aos brasileiros e estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e a propriedade, nos termos seguintes: …

IX – É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.

Portanto, baseado na lei, amparado pela liberdade de expressão de um país que não é ditatorial (muito menos um clube de futebol), torcedores são-paulinos protestaram no Centro de Treinamento. De abastados a povão, de gente simples a letrados, diferentes entre si, mas com a mesma razão e sentimento: o São Paulo FC.

Segue o relato do que vi:
A ação ocorria na frente do CT são-paulino e somente do lado de fora, até que todas as torcidas organizadas e demais torcedores que lá estavam, se reuniram na frente do portão de acesso do clube.
Da avenida Marquês de São Vicente, na mesma faixa de via onde estava presente com centenas de torcedores, presenciei o portão do CT ser aberto.
Repito, de onde estavam centenas de torcedores, do lado de fora, não pareceu ser invasão forçada, com o portão tentando ser arrombado ou destruído (o clube relata que foi quebrado). Nenhum torcedor tentou pular muro ou o próprio portão. Atitudes como chutes, socos, pontapés, que seriam dignas de repressão policial, também não foram vistas da avenida.
De qualquer forma, é um relato de cerca de 20 metros do local, onde havia uma massa humana na frente. Por isso seria importante o São Paulo disponibilizar às autoridades, imagens filmadas da sua segurança, para comprovar tal impressão. Se, ao contrário do que pareceu, for mostrado que tentaram vandalizar o portão, que os responsáveis nas filmagens sejam identificados e punidos.
Importante ressaltar: após a abertura dos portões, existiam seguranças do clube e policiais militares no CT. Nenhuma retaliação ocorreu, ou tentativa de impedimento. Foi possível ver, da avenida, que torcedores entraram tranquilamente pela alameda que leva ao estacionamento do centro de treinamento, em bloco, poucos correndo, maioria caminhando, sem agressões ou confronto algum.
Então adentraram gramado, campo de treino. Esta situação, ao meu ver, não deveria ter ocorrido jamais. Ali o protesto perdeu limites, sim. Porém, algumas considerações merecem ser feitas, a partir deste instante:
1) foram relatadas e vistas (em vídeo de celular exposto nas redes sociais) algumas leves intimidações a alguns jogadores: o monitoramento existiu, portanto, a identificaçãoindividualização de cada um que praticou ato de violência, é fundamental e deve ser exigida em forma de sanção. Bem como, punição aos responsáveis pela subtração dos poucos objetos que o São Paulo FC afirma terem sido furtados.
2) policiais militares estavam presentes no gramado também, andando entre os manifestantes. Nenhum registro de confronto ocorreu.
3) a ação de saída do gramado parece ter sido claramente ordenada pelas lideranças das organizadas e transcorreu, novamente, pacificamente entre torcedores e policiais, que lá estavam com viaturas do Batalhão de Choque.
Qual o saldo disso tudo?
Primeiro, a consolidação do conceito de que o protesto era legítimo, conforme as leis brasileiras.
Segundo, atos que ultrapassaram a ação pacífica do ato, devem ser investigados e responsáveis processados, sem generalizar toda ação.
O torcedor são-paulino não suporta mais anos de humilhação, consequência de gestões desastrosas e incapacidade de quase todos, dirigentes, treinadores e atletas, de honrar a tradição do time mais vitorioso do Brasil. Sempre existirão, claro, as boas exceções que entendem a dimensão do que é o São Paulo FC.
Raí, ídolo eterno, afirmou neste ano de 2016 que “falta alma”.
Falta muito mais, Terror do Morumbi, falta capacidade! Profissionalização, respeito.
Vivemos uma era de anos de poder perpétuo, com apenas uma sórdida dança de cadeiras, daqueles que o detêm.
Conselheiro expulso pode ser diretor, executivo que nunca ganhou nada em 4 temporadas, pode continuar fracassando na montagem de elencos.
Querem que quase 20 milhões de torcedores, fiquem calados diante de tamanho ataque à honra são-paulina.
Esta sim, a maior atingida, ao longo dos últimos anos.
Por fim, o apelo:
Que a instituição São Paulo FC não transforme o protesto legítimo dos seus torcedores (onde excessos devem ser duramente punidos) em cortina de fumaça e transferência de responsabilidade. Ao mesmo tempo, que excessos sejam punidos na forma da lei.
Não foi e não será o desabafo de centenas, ecoado por milhares/milhões, o responsável pelo futebol deplorável do São Paulo.
O problema não é perder, isto é do futebol. É como se perde.
Eliminações vexatórias como nunca vistas na história do Tricolor, ano após ano, seguem ocorrendo. Sejam para times de divisões inferiores, sejam para rivais históricos. Ninguém mais respeita o São Paulo, nem em seus domínios, pela administração lastimável do futebol do clube.
Deploravelmente, do terceiro mandato de Juvenal Juvêncio adiante. Aidar também sucumbiu nos gramados e escândalos e com Leco, a vergonha continua quando o Tricolor entra em campo.
Detalhe: falamos de 3 presidentes, JJ, Aidar e Leco. Os cargos diretivos que contribuem para tal situação lastimável, são formados, em sua maioria, pelas mesmas pessoas. Sobretudo, pós 2013, no departamento de futebol. Ressalte-se um viva, às boas exceções que realizam um bom trabalho pelo clube. Nem todos tem se demonstrado incapazes.
O final de 2016 segue perigoso e tenebroso para o Tricolor que amamos, na questão do risco ao rebaixamento.
Por isso bradamos, por isso, seguiremos lutando pelo resgate do São Paulo aos seus verdadeiros donos, a torcida!
Saudações Tricolores.
Carlos Port – Opinião Tricolor

Opinião Tricolor: Manssur e Chapéu

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O Opinião Tricolor recebeu o vice-presidente de comunicações e Marketing. José Francisco Manssur e Newton Luiz Ferreira, último candidato da oposição à presidência do clube.

Em debate, a convocação da Assembléia Geral Extraordinária, que decidirá sobre Reforma do Estatuto Social e ratificação ou não, de atos estatutários sub-judice.

Uma grande noite de esclarecimentos, para o futuro do São Paulo FC.

Confira!

Saudações Tricolores!

https://www.youtube.com/watch?v=2ZVDIqyjrlQ

Opinião Tricolor: Roberto Rojas

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Rojas.

Descobri que o futebol que corre na minha veia, ainda tem razão de ser.

Muitos dizem, “futebol moderno é um lixo, hoje é só dinheiro, competição de tatuagens, brincos de joias, chuteira colorida, cabelos estilosos, fortunas, violência de torcida mesmo com festa proibida” e outras coisas pejorativas a mais.

Mas não, senhores e senhoras, futebol ainda é sangue que bombeia o coração, jamais será só um esporte. É luta, devoção, causa, daqueles que jogam a pelada na rua que virou society, na quadra, no campinho que ainda resta. É torcer pro time que se ama. É explicar o inexplicável.

Cobro os mais novos no Opinião Tricolor. Graças a Deus, somos honrados com audiência de milhares todas as semanas, mas muitos dos mais jovens se afastam do interesse, quando é um jogador antigo. Quando é um programa de história, de homenagem.

A estes, revejam atitudes: “As tuas glórias, vem do passado”.

Passado de herois como Rojas, alma Colo Colo e coração também tricolor, “a segunda casa”, por ele mesmo.

Venceu no esporte, superou o erro, voltou no extra-campo, ajudou sobremaneira um gigante adormecido, acordar para a Libertadores novamente.

Roberto Rojas veio ao Opinião Tricolor e falou de ídolos consagrados ao roupeiro, com a mesma gratidão.

O respeito demonstrado pelo futebol e pelo São Paulo, denotam conhecimento de uma vida.

Fica a minha gratidão e o convite, assistam, quando o programa for ao Youtube.

Aos que já viram ao vivo, o meu muito obrigado e parabéns, por terem vivenciado o que Rojas nos proporcionou.

Obs: começo animal do programa, vida longa ao Rock’n'Roll, viva Paulinho Heavy!

Saudações Tricolores!

Carta Aberta ao Conselho do SPFC, a hora da virada!

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São Paulo, maio de 2016.

Com sentimento retomado de respeito e orgulho ao manto sagrado tricolor, direciono esta Carta Aberta, aos nobres conselheiros do São Paulo FC.

Respeito perante a família tricolor que me ensinou e ensino a ser SPFC.

Orgulho pelo vermelho, branco e preto, voltar ao protagonismo de vitórias e esperança.

A nação tricolor, em seu universo gigantesco e sem fronteiras, de cerca de 20 milhões de torcedores espalhados pelo mundo, precisava voltar a vibrar. Assim tem feito, em apoio ao Clube da Fé.

Mas não foi fácil essa transformação que ocorreu, principalmente, pelo bradar de vozes das arquibancadas, redes sociais, torcedores organizados, sócios torcedores, torcedores comuns, todos com o mesmo valor, que não suportavam mais o estado de coisas que pairavam no Morumbi.

Círculo vicioso de poder, em detrimento da profissionalização, tão mister ao futuro do clube!

Profissionalização jamais será infantilidade por quem a defenda, isso precisa ficar muito claro ao presidente Leco e sua diretoria.

Brincamos de profissionalizar, perdemos dinheiro e podemos perder ainda mais, em esfera judicial, por desmandos diretivos.

Se os avanços dentro do campo ocorreram, não foi por uma limpeza total de condutas, pois elas ainda persistem, em algumas situações, fora do gramado.

Em primeiro lugar, os protestos surtiram efeito! Por eles, o time mudou.

A vice-presidência de futebol ficou vaga por força da torcida que exigia a saída de Ataíde Gil Guerreiro, dois dirigentes, um oriundo de base, Luiz Cunha outro símbolo boleiro, Pintado, chegaram e fizeram a diferença.

Vitórias começaram a ocorrer, confiança, efeito El Morumbi Te Mata na Libertadores, clássico vencido no Brasileiro.

Identidade.

Ocorre que para que esta evolução seja plenamente verdadeira, arestas precisam ser ainda aparadas, por parte do Conselho tricolor.

Pois este Conselho votou pela expulsão de Carlos Miguel Aidar e Ataíde Gil Guerreiro dos seus quadros. O que a diretoria fez? Reconduziu Ataíde ao cargo de diretor de relações institucionais, ironicamente, criado por Aidar. Como dirigente boleiro, fracassou no vestiário, ao lado de Gustavo, até a sua tardia destituição.

Como, em sã consciência, um conselheiro expulso pode representar uma instituição? Uma vergonha.

Doravante, temos um marketing que conseguiu avanços, como o tão pretendido patrocínio master. Ocorre que a diretoria de marketing segue longe de um modelo profissional, tão necessário ao clube. Não podemos ter um executivo recebendo apenas, abaixo de uma linha hierárquica de vice-presidente e diretor da pasta. Não é assim que se cria plano de ação eficiente, eficaz e do tamanho do São Paulo FC que não consegue, sequer, explorar seus ídolos economicamente, gerando receitas. Com todo respeito ao Manssur, Vinicius Pinotti e o remunerado Alan Cimerman, não é este o caminho. Profissionalização ou é integral, ou é remendo.

Por fim, o trabalho de Gustavo Vieira de Oliveira, que tem “seus” reforços de 2016 mostrando bons resultados. Mas a sua forma de remuneração segue não condizente com um clube que diz priorizar a recuperação econômica e recontrata um executivo ganhando muito mais do que quando foi demitido, sem nenhum plus na carreira no período que esteve fora para justificar tal incremento de salário e o pior, complementado com bônus em venda de atletas, segundo palavras do próprio presidente.

Não seria o tempo de virar a página nessas práticas no São Paulo?!

Justamente agora que o time reagiu, a camisa envergou o varal, a América teme novamente o Tricolor?!

Vamos dar realmente o exemplo completo?!

Em tempo, quando vamos blindar nosso SPFC da ação vil e torpe da mídia anti? Que segue sistematicamente atacando o clube, querendo colocar estigmas preconceituosos na torcida e ainda são recebidos de braços abertos, ou tem seus convites aceitos nos circos que promovem em seus programas de rádio e TV? Chegamos ao cúmulo de um rival assumido em nossa casa, toda segunda-feira, tripudiando o nosso amado estádio do Morumbi. Assessoria e comunicação, preservem o São Paulo!

Ou seguiremos contando com superações no campo, luta dos jogadores e devoção do torcedor, enquanto se perpetua a dança das cadeiras, na área diretiva?!

Com a palavra, os senhores conselheiros que realmente amam o São Paulo FC!

Cobrem a profissionalização! A entrega dos balancetes jurídicos, o caso Prazan, o fim das comissões e bonificações em transações de futebol.

Aí sim, acreditaremos em um São Paulo forte, dentro e fora de campo, como sempre foi!

Saudações Tricolores!

Carlos Port – Opinião Tricolor

Opinião Tricolor: Waldir Peres

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O Opinião Tricolor recebeu Waldir Peres, segundo atleta que mais vestiu a camisa do São Paulo na história, 617 vezes.

Foram 3 títulos paulistas e 1 título brasileiro no período, além de representar o Tricolor paulista na lendária seleção brasileira de 1982.

Confira!

Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Gilberto Sorriso

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Gilberto Ferreira da Silva, ou no mundo boleiro, Gilberto Sorriso. Jogador de futebol, educador físico e administrador esportivo.

Nascido em 18/09/1951, dos pais Sr. Guilherme e dona Pedra, teve uma vida dedicada ao São Paulo e também ao Santos.

No Tricolor, foi do infantil ao profissional, entre os anos de 1968 a 1977, em uma década de dedicação, bom futebol e títulos.

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1975 turno

Viu a conclusão definitiva do Morumbi, defendendo as cores do São Paulo. Campeão paulista em 1970, repetiu o feito em 1971, na então nova e para sempre eterna, casa tricolor. Foi vice campeão brasileiro duas vezes (1971 e 1973) e da Libertadores (1974), até erguer nova taça estadual, no ano de 1975.

Quase pegou o primeiro título nacional do São Paulo, mas se transferiu antes ao Santos, em 1977, clube que defendeu também por mais de 10 anos, sendo campeão paulista em 1978 e 1984.

Neste último, um reencontro com duas outras pratas tricolores, Serginho e Zé Sérgio.

Foi o décimo terceiro jogador da história do São Paulo, com maior número de partidas, 434.

Deixou além do talento, a simpatia como marca, tanto que voltou ao clube após encerrar a carreira, para trabalhar nas categorias de base.

O importante na vida é sorrir.

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Revista Placar, Tardes de Pacaembu

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Opinião Tricolor: Luiz Alberto Rosan

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Opinião Tricolor recebeu Luiz Alberto Rosan, grandioso profissional da fisioterapia, idealizador do Reffis do SPFC, onde viveu momentos de glória, ajudando o Tricolor a ser extremamente vencedor e referência mundial em tratamento de atletas.

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Saudações Tricolores!

O SPFC virou o Brasil do PT e do PMDB. Em 10 pontos.

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“Salve o Tricolor Paulista”.

A saudação histórica se transformou em pedido desesperado de socorro. Contra a perpetuação do poder, círculo vicioso, conchavos.

Politicalha, no dicionário e na vida real: ato político de exploração através do Estado em benefício de interesses pessoais ou grupos.

Entenda porque o São Paulo FC se transformou no Brasil do PT e do PMDB, em 10 pontos.

1) Inchaço da máquina administrativa: a partir da era JJ, o Tricolor paulista inflou de tamanho. Crescer planejado é muito diferente de inchar desordenado. Muitos apadrinhamentos, poucos merecimentos. Parafraseando o ex-presidente Fernando Casal De Rey: “precisamos de um resgate, a são-paulinidade imperava sobre os interesses pessoais e pequenos, que são os grupos (políticos)”.

2) Aparelhamento pela criação de cargos: o São Paulo bicampeão da América e do mundo, tinha uma diretoria enxuta, com presidência, vice-presidência e diretoria de futebol, diretorias da área social do clube e cerca de 500 funcionários, nos anos 90. Atualmente, são aproximados 900 funcionários. Além disso, a criação da vice-presidência de futebol a partir de Juvenal Juvêncio, que nunca gerou frutos de glórias, apenas, vexames e humilhações nos campos. Todos “VPs” fracassaram na função. Não é o cargo que ganha título, é a bola.

3) Juvenal Juvêncio, saudoso para muitos, era petista histórico. Gostava muito do ex-presidente Lula, aquele que hoje é alvo de investigação pelos crimes do PT. O espelho de modelo de governar foi um retrato do seu período à frente do Tricolor. Conquistas ocorreram no Tricolor e no Brasil de Luis Inácio, mas com um preço muito alto, a perpetuação do poder.

4) No cenário político nacional, Eduardo Cunha, o líder do PMDB que sempre foi base aliada do PT, criou um grupo dissidente e o enfrentamento político entre Câmara dos Deputados e Planalto, parou o Brasil. No SPFC, Carlos Miguel Aidar, sucessor de Juvenal Juvêncio, igualmente base aliada, também se rebelou contra o “sistema”. Com isso, sua administração confrontou um estado montado de coisas e pessoas, visando quebrar uma pirâmide de benefícios, por outra. Assim, derrubar Aidar se tornou ponto de honra para os partidários de JJ, assim como derrubar Cunha é missão mister dos conduzidos pelo governo federal. Independente dos seus atos vexatórios e indignos da tradição tricolor.

5) O Conselho são-paulino lembra muito o Congresso Nacional. Dos 240 conselheiros, 160 são vitalícios. Na Câmara e Senado, o que não faltam são mandatos estendidos. A renovação de 80 não é capaz de ocasionar uma mudança. O modelo administrativo é promíscuo, tanto lá em Brasília, quanto no Morumbi.

6) O PMDB trabalha como escudo do PT, desde 2003. O Conselho do SPFC trabalha (em sua maioria, salvo brilhantes exceções) como escudo da era Juvenal Juvêncio, desde 2011, quando da efetivação do terceiro mandato, via estatuto rasgado.

7) O mensalão, crime político que antecedeu o petrolão, minguou no Congresso pela ação da base aliada, que tinha o PMDB como principal engrenagem. Os crimes investigados do SPFC correm o risco de uma grande pizza também, fatiada entre aqueles conselheiros e dirigentes que apenas praticam a dança das cadeiras e são os mesmos, desde quando o Tricolor parou no tempo, a partir de 2009.

8) Criar o Soberano no SPFC foi ato arrogante, prepotente, ato de auto-julgamento inatingível. Reflexo do que pensa o ex-presidente da República, quando debocha das instituições da justiça nacional, diante das evidências dos seus ilícitos. Não existe soberania sem decência.

9) O Ministério Público precisou entrar em ação, tanto no Brasil do PT e do PMDB, quanto no SPFC dos “filhos” de Juvenal e Aidar, pelos atos cometidos nos últimos anos. A investigação Aidar-Ataíde segue curso paralelo na justiça, independente do que pensem e queiram, os mandatários são-paulinos. O SPFC precisa ser passado a limpo e auditorias bancadas pelo bilionário Abílio Diniz tentam fazer isso. O empresário, em carta, já disse da dificuldade em conseguir documentos. Recentemente, em ação da Polícia Federal, o Instituto Lula foi esvaziado antes da varredura interna. Vazamento, palavra que o são-paulino mais se acostumou a ouvir, nos últimos anos. A exposição da fratura exposta tricolor, o sensacionalismo, nada disso importa para aqueles que pretendem manter seus cargos em seus “gabinetes”, no Brasil e no São Paulo.

10) A oposição no Brasil é o PSDB, tucanos desalinhados e sem força política para derrubar o status quo. Tal qual a oposição são-paulina, onde grupos racham um modelo de ação e fiscalização que seriam fundamentais para o funcionamento da “máquina” com eficiência e eficácia. Fora aqueles que mudam de lado.

Deplorável.

Até quando teremos “os partidos” destruindo dentre os grandes, o primeiro?!

Com a palavra, o sentimento dos homens que mandam no Tricolor. Se é que este sentimento ainda existe, diante do fascínio pelo poder.

 

Saudações Tricolores

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Um editorial crítico e de respeito ao SPFC

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Salve nação tricolor.

2016, aparentemente, começava diferente no nosso amado São Paulo.

Aparentemente.

Depois de uma tormenta como nunca antes vista na temporada 2015, que quase destruiu o clube moralmente, conseguimos sobreviver para a Libertadores.

Não vou me ater ao passado político, sabedoria é olhar sempre para o presente e para o futuro.

Assim, iniciamos de certa forma promissora, não no sentido de favoritismo de títulos, mas de retomada de caminho.

Veio Bauza, um técnico bi-campeão da Libertadores. Chegou Calleri, que arrebatou a torcida de cara. E jogadores medianos, regulares, como Mena, Kelvin, fecharam o elenco. Limitados foram negociados.

Claro, acima de todos eles, a liderança de Lugano, a mais festejada contratação, para mudar a apatia que feriu a honra tricolor.

Também a base tem feito bonito nos campos nacionais e estrangeiros, conquistando títulos importantes, como Copa do Brasil e Libertadores sub-20.

No comando de futebol desta velha-nova fase (sim, afinal, já eram homens de Juvenal Juvêncio e Aidar), estão Gustavo Vieira de Oliveira e Ataíde Gil Guerreiro.

Vale a lembrança que a estes nomes de contratações citados, Thiago Mendes e Michel Bastos merecem destaque também, pela dupla Ataíde/Gustavo.

Tudo parecia realmente melhor, mas aí veio o primeiro clássico.

Na sequência, o primeiro jogo da fase de grupos da Libertadores.

Duas derrotas. Uma, autêntico vexame. Vergonha total!

Eis que devemos cutucar a ferida, para realmente saber se existe cicatrização dos males recentes. E não, ainda não há. O SPFC não está cicatrizado.

Não tenho posição política atual, nem sou sócio do clube para isso, apenas, como muitos nostálgicos dos anos 80, apoiei Aidar nas eleições, sedento pelo retorno de times maravilhosos, que sua gestão montou entre os anos de 1984 a 1988.

Com o perdão da expressão, caí do cavalo. Após uma ilusão de evolução em 2014, o tombo no ano seguinte.

A minha parte fiz, o que apoiei, cobrei e exigi renúncia (inclusive em carta aberta aqui neste blog). Mas, como bem disse, o olhar é para o presente e para o futuro.

Presente incerto, futuro que preocupa.

Comecemos falando brevemente de gestão, para logo mais entrar de sola no futebol.

Leco chegou com proposta de pacificação e por ser oriundo da era JJ, teve muita força política pra isso. Afinal, os homens do saudoso Juvenal Juvêncio ainda dominam completamente o conselho são-paulino.

Porém, Leco rejeitou a profissionalização, tão fundamental para o clube e, assumindo mais uma temporada de administração com pilares amadores (estatutariamente) o SPFC perderá mais um ano de sua história, em relação à evolução absolutamente necessária em sua gestão.

Mais do que isso, perderá muito dinheiro e ficará, novamente, atrás dos seus rivais da capital paulista, em receitas, ao final deste ciclo. Por parar no tempo e por vozes favoráveis a profissionalização, serem minoria no Morumbi.

Ah as carteiradas do poder…

A política ainda fervilha com investigações internas, para selar o destino de Aidar e Ataíde. O desfecho virá em breve.

Aidar se tornou passado, a coletividade tricolor agradece mas, Ataíde ainda é presente.

Não sei se ocorrerá “pizza” ou não, o que sei, é que Ataíde Gil Guerreiro jamais poderia ter sido mantido na vice-presidência de futebol, sendo objeto de um processo interno. Pelo menos, até sua resolução final, tinha que estar afastado. É o que a ética, minimamente, exigiria.

Enfim, permaneceu e com isso não honrou suas palavras de saída do cargo, por metas não cumpridas.

Um histórico de erros que superaram os acertos, que podem ser comprovados pelas suas próprias palavras.

Ataíde dizia que o futebol que comandava era uma “ilha blindada”e que não existia intervenção política. Assistimos que não foi assim.

Ataíde desmereceu a torcida do São Paulo, em declaração extremamente infeliz, sobre ingressos caros e ida ao estádio.

Ataíde ficou com obsessão por um zagueiro canhoto, demonstrando um desconhecimento inacreditável para a função. Para um zagueiro jogar pelo lado esquerdo, não precisa ter o pé esquerdo como o bom! Era só conhecer a história das zagas lendárias do Tricolor.

Ataíde negou Lugano, quando as condições eram muito mais favoráveis e, por mais que se diga que quem não quis foi o técnico Osorio, o colombiano não tinha obrigação de conhecer a mística do uruguaio no Tricolor. Ataide tinha o dever de informá-lo e exercer seu comando de última palavra.

Em 2016…

O São Paulo tomou 31 gols clássicos em 2015, marca negativa recordista, em 86 anos de história.

Aí já é hora de questionar Gustavo, ao lado de Ataíde.

O gerente, que tem seu alto salário mais bonificação contestado por muitos, inclusive, por este que vos escreve, teve um planejamento errado de zaga, em conjunto com o VP de futebol.

Trazer Lugano, sem considerar as variáveis físicas de declínio das últimas 4 temporadas do ídolo, somado ao problemático Breno, esperança que ainda se ressente de lesões seguidas pelo período afastado do futebol, sem uma reposição confiável, foi um grande erro no planejamento da equipe.

Rodrigo Caio, tido como o zagueiro mais técnico do time, precisa ter um xerife do lado, senão se torna presa fácil, pela sua característica (física e técnica) de não impor temor e pior, contando apenas com zagueiros inexperientes ao lado.

Impressiona como o Tricolor não tem líderes de linha, falta malandragem. Imposição. Hashtag de rede social #JuntosSomosMaisFortes não assusta ninguém. É risível, vira chacota.

Lucão foi a prova no final de 2015 e começo de 2016. Fatalista, despreparado para a pressão, entregou o time em momentos que o são-paulino vai demorar pra esquecer. Mas, independente da limitação evidente do zagueiro, não atirarei ainda mais pedras, além das quais já recebeu.

Acima de tudo e por incrível que pareça, Lucão foi também vítima desse planejamento errôneo, para não dizer, tosco, da diretoria. Porque nele foi depositada uma carga de responsabilidade pelo vice-presidente, desde a temporada passada. Abrindo mão de contratações pra isso.

Aí o desespero bateu na porta e como já fizeram com Luiz Eduardo em 2015, zagueiro trazido de série D, foram buscar às pressas o defensor Maicon, ex-Porto. Vamos torcer para dar certo mas já alertamos que é outro caso como Doria, com contrato curto e que deixará o SPFC na mão no segundo semestre.

Então chega a questão da grana, do cacau. A diretoria alega que o dinheiro para contratar era curto, que foram feitas tentativas que não deram resultado.

Fica tudo por isso mesmo?

Pera lá…

No meio da turbulência mais apavorante que vivia, a Brand Finance, uma das mais conceituadas consultorias do planeta, conferiu ao São Paulo o título da “marca mais valiosa das Américas”. Entre aspas, porque assim foi noticiado no site oficial.

Por favor, pense comigo leitor, como a marca mais valiosa das Américas não consegue ter dinheiro para contratar um zagueiro?!

E não estamos falando de craques consagrados, de jogadores muito caros, inviáveis. Defensores, por si só, já valem menos que atletas de meio-ataque. O mercado era o sul-americano, onde o futebol argentino, uruguaio, colombiano, paga muito menos que o futebol brasileiro. Só insucessos.

Aí o círculo vicioso volta à falta de profissionalismo e gestão por meritocracia de funções. Se o dinheiro é curto, entra o marketing! Nada foi feito para um plano de ação. O departamento de Vinicius Pinotti (que tanto tem feito por amor ao clube) e Manssur tem méritos mas não pode ser tratado também como política. Precisa ser totalmente profissional, meritocrático, técnico. Agressivo, atuante, digno de uma camisa trimundial!

A defesa ficou exposta. A torcida não sabe o que esperar, pois segue refém da condição física ainda incerta das suas maiores esperanças.

A Libertadores já começou trágica, não sabemos como terminará. Mas assusta o nível de falta de identidade com a tradição tricolor!

Ao São Paulo, restará mais um ano de superação e força da camisa. O futebol é dinâmico e podem haver surpresas positivas.

Mas, definitivamente, não por um planejamento profissional e boleiro.

Aliás, superintendente ex-ídolo, do ramo, é tabu no Morumbi!

A batida segue no amadorismo dos seus cartolas…

Até quando?!

 

Saudações Tricolores.

Carlos Port

Opinião Tricolor

Lugano: o retorno da alma celeste, sangue tricolor

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Olá nação tricolor!

Lugano está de volta, el dios!

Um retorno que teve ensaios nas últimas temporadas, enfim, concretizado. Bom para todas as partes, time, jogador e torcida.

Bom para o São Paulo, que se ressente tanto de líderes em atitude, raça e bravura.

Bom para o Lugano, que volta enfim para um grande clube do cenário mundial.

Bom para a nação tricolor, que terá muito mais confiança na Libertadores da América.

Nas tentativas anteriores, ou sondagens, da volta do ídolo uruguaio, muitas vezes alertei e me posicionei com certa reserva. Lugano já viveu o ápice em sua carreira e nos últimos anos, o declínio técnico e físico foi evidente.

As performances não deixam mentir. Na Turquia foi monstro no Fenerbahçe, desde a saída do SPFC até no ano de 2011. Rumou então ao PSG, onde viveu alguns bons momentos, mas a maré começou a virar, quando Carlo Ancellotti, então técnico do time parisiense, resolveu não contar com Lugano na Champions League temporada 2012-2013. Desde então, clubes menores passaram a figurar na carreira do zagueiro e mesmo nesses, não conseguiu impor sua conhecida força. Circulou por Malaga na Espanha, West Bromwich (2013-2014) no futebol inglês, o pequeno BK Hacken (2015) sueco, até voltar ao continente sulamericano, pelo Cerro Porteño.

A prova maior da limitação física de Lugano ocorreu na Copa do Mundo, no Brasil. Nem seu amor visceral e dedicação de capitão pela Celeste, o permitiram jogar em todos os jogos do Uruguai.

Por todas essas razões, pela preservação do ídolo e conhecedor da exigente nação tricolor, temia pela cobrança acima do apoio.

Porém, 2015 foi um ano trágico em atitude do São Paulo dentro dos gramados e diante de tal realidade, a garra inesgotável de Lugano e sua personalidade brigadora, intensa, guerreira e implacável, fizeram o sentimento da volta prevalecer.

Na despedida do M1to, a certeza vinda da arquibancada, no eco gigantesco pelo nome do ídolo de alma celeste, sangue tricolor.

Lugano talvez não seja zagueiro de 90 minutos, mas fará pela sua presença, que todos corram até os acréscimos.

Lugano talvez não tenha mais o vigor de 2005, mas quem baterá de frente pra comprovar?

Lugano talvez não consiga jogar tudo aquilo que já jogou, mas não tenham dúvidas que dará tudo de si.

Certa vez, quando estava na Turquia, argumentei com Lugano sobre a tão mística alma celeste. Confira no vídeo:

A raça uruguaia, tão presente em momentos gloriosos do São Paulo, com Forlan, Pedro Rocha, Dario Pereyra, mais recente com Álvaro Pereira, tem um dos seus maiores expoentes novamente no Tricolor.

El Morumbi te mata, é a marca do São Paulo na Libertadores.

El dios te mata também!

Ficou mais difícil para todos os rivais, bem-vindo à sua casa, Diego Lugano!

 

Saudações Tricolores

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Obrigado Capitão

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11/12/2015 foi um dia, melhor dizendo, uma noite lendária na história de todo são-paulino.

Encontro de gerações, pais e filhos, avós e netos, todos campeões, nas arquibancadas.

Reencontro de craques, bi e tri mundiais, todos campeões, nos gramados do mundo.

Todos por um homenageado, que homenageou.

Rogério Ceni fez do São Paulo Futebol Clube, uma instituição ainda maior. Com seus recordes mundiais, elevou o maior clube brasileiro em conquistas (não é discurso de arrogância, é a realidade do único trimundial) a um patamar ainda mais admirado em todo planeta bola.

A imprensa mundial se rende ao fato, já a mídia nacional faz do anti-são paulinismo, a sua bandeira (com brilhantes exceções). Não tem problema, nós sabemos.

Todos tem goleiros, só nós temos (tivemos) Rogério Ceni.

Cada lágrima, cada grito, cada êxtase, cada dor, sentidos no Morumbi em sua despedida, foi uma apoteótica síntese de 25 anos de glórias.

As bandeiras de mastro e luzes na arquibancada, nostalgia e presente.

Quem viveu, viveu.

Aos rivais, jamais entenderão.

Aos são-paulinos, parabéns pelo privilégio.

Um M1to deixou o futebol, mas jamais, a nação tricolor.

Saudações são-paulinas.

Carlos Port – Opinião Tricolor

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Descanse em paz Juvenal Juvêncio, o antagônico.

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Descanse em paz Juvenal Juvêncio, o antagônico.

O presidente que marcou época no Tricolor paulista, para o bem e para o mal. Carismático para muitos, soberbo para outros tantos, características notórias do cidadão mais ilustre da história de Santa Rosa do Viterbo.

Homem que migrou politicamente de Faria Lima, para os braços do PT. Democraticamente, de direito. Mas tal ideologia foi muito nociva ao São Paulo, principalmente, na era do fanático corintiano, Luís Inácio.

Porém, o assunto aqui é futebol.

E o momento é de pesar, pela morte de JJ.

Carlos Miguel Aidar. O homem que fez Juvenal Juvêncio ser diretor de futebol, em 1984. Grande diretor. Campeão paulista duas vezes (85-87) e brasileiro (86), com Carlos Miguel.

Após isso, foi eleito presidente do antagonismo vencedor e perdedor, no final da década de 80, ao vencer o campeonato paulista de 1989 e no ano seguinte, protagonizar a pior campanha do SPFC em um estadual. Seu sucessor, Pimenta, nada mais poderia fazer quando assumiu a equipe. O Tricolor só não caiu porque o regulamento não permitia.

A política tricolor mudou de ventos e mãos, foi bicampeã da América e do Mundo com outros personagens, até o começo do novo século.

Quando JJ promoveu uma escalada crescente e notória na política são-paulina, como ninguém foi capaz de superar, no século XXI.

O saudoso e também eterno Dr. Marcelo Portugal Gouvêa foi eleito presidente em abril de 2002 e convenceu Juvenal a voltar ao SPFC, para ser novamente diretor de futebol, cargo que ocupou entre 2003 a 2006.

Uma dupla que foi fantástica. Juntos, fizeram o SPFC voltar pra Libertadores após 10 anos. E a venceram.

Juntos, conquistaram o Tri-mundial!

Então, Juvenal Juvêncio gostou de ser Tri e partiu pra um novo mandato de presidente, conquistando o Tri-Hexa brasileiro. Campeonatos consecutivos que jamais outro clube brasileiro foi capaz de igualar.

Mas, a partir de então, os problemas começaram a se somar.

A postura tida como soberba, o tal “Soberano”, começou a “machucar” o SPFC, aos poucos.

Os números desfavoráveis mostram o tamanho do abismo provocado pela perpetuação do poder, “coroada” com um terrível terceiro mandato, às custas de uma mudança de estatuto, até hoje criticada.

Clássicos: 81 disputados entre abril de 2006 até abril de 2014. Apenas 27 vencidos, apesar da chave de ouro de vencer o último Majestoso em março 2014. Um terço de aproveitamento, isso nunca foi SPFC.

Campeonatos: 31 disputados, apenas 4 títulos. Como atenuante marcante, o histórico e único tri consecutivo da história do Brasileirão, já sublimado aqui. Mas foram muitas decepções e vexames históricos, como nunca na história do SPFC. Quando foi mata-mata, mais trágico ainda. 23 disputados, 22 perdidos.

O ocaso foi a campanha desesperadora do Brasileirão 2013.

Na era JJ pós 2006, foram cerca de 20 contratações que deram certo, para mais de 50 que deram errado. Quanto aos treinadores, foram 14 trocas, para 8 técnicos diferentes. Começou e terminou com Muricy Ramalho.

Ressalte-se a competência de JJ em vender bem, jogadores da base ou não, foram negociados com valores altíssimos para o SPFC, sobretudo, Lucas.

Mesmo com tantos desmandos entre 2009 a 2013, sua força política permaneceu gigante no conselho são-paulino. E os papéis se inverteram: Aidar havia feito JJ presidente em 1988. JJ fez Aidar presidente em 2014.

Para então, protagonizarem a maior briga de dirigentes já vista na história do Tricolor. Infelizmente, outra mancha histórica.

Dizem e concordo: JJ sempre funcionou melhor como diretor, do que como presidente. Os resultados falam por si só.

O legado de Juvenal foi a gestão patrimonial. Os avanços de Cotia, Barra Funda e Morumbi, justificaram, em parte, os últimos anos da presidência do polêmico JJ.

Juvenal Juvêncio fez parte da geração de dirigentes que mandaram nos seus clubes por grande período. Hoje, o futebol é outro. O caminho da profissionalização é mister. O São Paulo ainda não percebeu isso e se não acordar a tempo, seguirá refém do modelo que JJ deixou.

Amado, odiado, agora, perpétuo.

Deus o tenha.

 

Saudações Tricolores.

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Tributo ao M1to

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Ah, Rogério Ceni…

Como descrever um M1to?

Na condição de simples torcedor, a idolatria se confunde com a razão, os argumentos são tantos, as emoções são tamanhas, que faltariam palavras, momentos, lembranças, de tanta história pra contar.

Quem sabe em breve cronologia, consiga externar minimamente, o que representou o maior Capitão do futebol mundial, em todos os tempos.

07 de setembro de 1990. Chegava ao São Paulo, vindo de Sinop, o natural de Pato Branco, Rogério Mücke Ceni. 17 anos de vida e muitos sonhos na cabeça.

Julho de 1992. O destino trágico ceifou quem estava sendo preparado como sucessor do lendário Zetti, Alexandre. Porém, um outro abnegado também lutava por seu espaço. As linhas tortas da vida. Alexandre, certamente, foi honrado.

Expressinho 1993. O São Paulo do Mestre Telê conquistava o estado, o país, o continente, o planeta, em quase 100 jogos por ano. A carga era imensa e o discípulo Muricy, com um garoto de muita personalidade no gol, foram pra Conmebol 1994.

São Paulo campeão, passando por times titulares de Grêmio, Corinthians e Peñarol.

Zetti, a muralha, estava próximo de findar sua história gigante no Tricolor. Mas a certeza da linhagem estava assegurada. Porém, em épocas de vacas magras.

1997. A primeira final como vice. Mas o mais marcante estava marcado para Araras. Contra o União São João, o primeiro gol de falta. Nação tricolor surpresa. Ah se imaginasse como viriam outros 130…

1998, a revanche sendo campeão. “Arerê, o Corinthians veio aqui para se ….”

2000. Alguns acreditavam no final do mundo na virada do milênio, outros, queriam conquistar o mundo. Antes disso, preparação, aprimoramento e mais um título estadual, com direito a golaço na gaveta de Carlos Germano.O Santos seguiu na fila.

Com Kaka e Luis Fabiano, o inédito Rio-SP veio parar no Morumbi. O supercampeonato paulista de 2002, também. Ceni não esteve nas finais.

Mas a volta pra Libertadores vinha sendo galgada. Em 2003, o passaporte, em 2004, a semifinal.

2005. O campeão paulista SPFC lutaria pelo Tri da América, com seu capitão, o goleiro-artilheiro. Chilenos, argentinos e bolivianos, superados na fase de grupos. O rival Palmeiras, freguês de Libertadores, derrotado nas oitavas, os mexicanos do Tigres não foram páreo nas quartas, o River Plate sucumbiu no Morumbi (com direito a gol de Rogério) e em Nuñez, o Atlético Paranaense foi destroçado na final. Campeão da Libertadores!

Dá licença que lá vou eu, novamente! Para conquistar o mundo, é preciso atravessá-lo. O Liverpool não perdia, sequer levava gols, a várias partidas. Mas Aloisio achou Mineiro, que achou o gol. E os Reds não acharam o empate, porque lá estava Ceni, magistral, imbatível. Gerrard e a falta perfeita, defendida por um goleiro que estava perfeito. Trimundial!

SP parou pra receber os heróis e seu capitão. Mas ainda havia o que se conquistar.

2006. Campeão Brasileiro. 2007 e 2008, idem! Tri consecutivo façanha jamais realizada por nenhum clube brasileiro. O SPFC conseguiu. Ceni foi o general da conquista.

2012. Após alguns percalços que todo guerreiro enfrenta, o reencontro com um título internacional. A Sul-americana, no oferecimento do já M1to ao garoto Lucas.

Assim foi Ceni.

Em 2013, o chamaram de outro planeta, lá no Chile.

Arqueiro roqueiro de Hells Bells.

O goleiro de 4 recordes Guinness, maior número de jogos com o mesmo manto, maior tempo de capitão, goleiro-artilheiro e maior número de vitórias com o mesmo time.

O eixo dos maiores clubes brasileiros sabe bem disso.

Em MG, Atlético e Cruzeiro (recordista com 7) tomaram gols do M1to.

O Rio de Janeiro continua lindo, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco, levaram bola na rede do goleiro matador.

No RS, Grêmio e Inter (o milésimo do SPFC em Brasileiros) também sofreram tentos de Rogério.

Por fim, claro, não poderia faltar: Palmeiras, o outro recordista de 7 gols tomados, em Libertadores, no São Marcos, de tudo que é jeito. O Santos tomou gol de final e mais 4 e o mais fantástico, o gol 100, no rival Corinthians, além de mais 2, sendo um deles, o do famoso 5 a 1.

Realmente, a história de um quarto de século que provou que todos tem goleiros, só nós, temos Rogério Ceni.

Obrigado Capitão!

Carlos Port

Crédito-imagem: Metal da Ilha – Blogspot / Samuel Coutinho

Saudações Tricolores!

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O fim da era Aidar

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Olá nação tricolor,

A traumática e deplorável saída de Carlos Miguel Aidar da presidência do São Paulo se torna, ainda mais lamentável, diante do que a sua família representou para a instituição.

Uma situação vexatória de porta dos fundos, jamais condizente com os feitos de pai e filho, pelo Tricolor do Morumbi, nos anos 70 e 80.

Henri e Carlos Miguel, pai e filho, os primeiros campeões brasileiros presidindo o SPFC.

Da honra a desonra.

Uma tradição familiar perdida por atos egocêntricos, esnobes, transações questionáveis e suspeitas de ampla divulgação na mídia e agora objeto de auditoria interna e comissão de devassa, brigas com antigos “parceiros” políticos, maiores do que as travadas com a legítima oposição.

Um ocaso irreparável, para o ex-presidente que viu nascer os Menudos do Morumbi, ao contratar Cilinho; o ex-mandatário que contratou o Rei de Roma, Falcão; o ex-visionário fundador do Clube dos 13 que peitou a CBF; o ex-comandante que marcou época entre 1985 a 1987. Pita, Raí, gênios do meio-campo, aquisições de Carlos Miguel Aidar.

Tudo isso perdido, pela imoralidade que foi a administração são-paulina, nos anos de 2014 e 2015.

O choque de gestão previsto no sentido de profissionalização (até agora, bravata) acabou ocorrendo de outra forma, por escândalo de magnitude jamais vista.

O futuro do Tricolor é incerto.

A única coisa certa, é o São Paulo ter sido alvo de próprios são-paulinos.

Mas o manto enverga o varal, a camisa é gigante, as glórias mais ainda.

“Dentre os Grandes, És o Primeiro”.

Ele passará, o Tricolor permanecerá.

Adeus, Carlos Miguel Aidar. Que sua consciência lhe permita dias em paz. Ou não.

O mais importante: “Salve o Tricolor Paulista, amado clube brasileiro”, viva o Clube da Fé!

 

Saudações Tricolores

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Carta aberta ao São Paulo FC: Renuncie, Carlos Miguel Aidar

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São Paulo, 08 de outubro de 2015.

À Presidência do São Paulo Futebol Clube.

 

Senhor Presidente,

Esta carta será protocolada no São Paulo, mas também, será de conhecimento público.

Quem lhe remete foi um apoiador atuante nas eleições da sucessão são-paulina, que acreditava em seus princípios e possibilidades de fazer o Tricolor voltar a crescer.

Afinal, o senhor foi o presidente visionário dos anos 80, que reformulou o futebol do São Paulo e marcou época. O presidente que contratou Gilmar Rinaldi e Zé Teodoro para jogar com a zaga histórica remanescente de Oscar e Dario Pereyra, no meio, contratou o Rei de Roma Falcão e o craque Pita que, ao lado de Silas, fez um dos maiores setores de meio-campo da história do Morumbi. Os Menudos ainda tiveram Muller e Sidney, formados na sua gestão, com o genial Careca.

Os títulos inesquecíveis de 1985 e 1986.

Mais adiante, o senhor contratou Lê, Edvaldo e venceu a disputa pra trazer ninguém mais, ninguém menos, do que Raí.

São Paulo campeão 1987 e com sua base, campeão 1989 (mesmo já não sendo mais presidente).

Eu era oposição, presidente, em 2013. Fui um dos formadores do grupo chamado Consulado Tricolor e lutávamos pelo fim da era Juvenal Juvêncio, cujo terceiro mandato afundou o SPFC em vexames, humilhações e perda de força nos campos e bastidores.

O conceito arrogante da era JJ, o “Soberano”, fez muito mal ao Clube da Fé.

Mas sua chegada como candidato, já no “segundo tempo” da sucessão, me fez ter a esperança que teríamos um grande nome para suceder Juvenal, sem ser subserviente a Juvenal. Eu estava certo, só não esperava, que isso se consumasse por uma guerra sem fim, que hoje prejudica tanto o nosso time.

Esperava que esse “rompimento” fosse amistoso e que o senhor fizesse da sua personalidade, a sua marca, tal qual o período 1984 a 1988, repito, histórico na época do São Paulo.

Mas não foi o que assistimos.

Seu atual mandato se tornou trágico para o Tricolor. Reconheço que, após uma campanha para se salvar do rebaixamento em 2013, herdada do último ano de JJ, sua chegada ofereceu um curto crescimento, com o vice-campeonato brasileiro de 2014 causado, principalmente, pelo repatriamento de Kaka.

Mas ficou por aí, presidente.

2015, mais humilhações, agora somados a escândalos, de grande conhecimento pela mídia. Não é preciso fazer alguma acusação, todas estão noticiadas quase todos os meses, neste ano de 2015. Não entrarei no mérito de cada uma, se são factíveis ou não, mas o fato é que a soma de todas elas, tornaram inviável a sua permanência no cargo que ocupa.

O São Paulo Futebol Clube tem uma história ilibada, íntegra, tida sempre como exemplo aos rivais. Hoje somos a vergonha do futebol paulista, em termos administrativos.

Perdemos a vanguarda, perdemos respeito.

Perdemos também dinheiro, muito dinheiro, pelo amadorismo de áreas fundamentais ao clube, que o senhor não soube administrar.

Falando no financeiro, como explicar encontrar “terra arrasada” e manter o departamento com os mesmos na condução das receitas e despesas?

Um ano e meio sem patrocínio master na camisa, em um clube tricampeão mundial.

Marketing nulo com a lenda Rogério Ceni.

A mesma crítica contumaz aos demais grandes nomes, tido como ídolos.

O projeto do técnico estrangeiro, desperdiçado pela incapacidade diretiva. Em tempo, obrigado Juan Carlos Osorio, que sequer citou seu nome em sua despedida.

A não contratação de superintendente, promessa de campanha, expondo elenco e técnicos, aos problemas de sua gestão.

Contratações questionáveis tecnicamente e pior, até alvo de investigação da Confederação Brasileira de Futebol, no caso Iago Maidana.

O plano de profissionalização que seria apresentado pelo ex-CEO (que recebeu pra isso), sequer levado adiante.

Brigas e brigas nos corredores do Conselho, que vazavam na grande imprensa, nas discussões entre seus pares e desafetos políticos. Como gran finale, a dissolução da diretoria de futebol de forma aviltante à história do São Paulo.

Foi, sem dúvida, o pior ano da história do São Paulo, administrativamente falando. Sorte do senhor e da torcida, que a camisa do Tricolor “enverga o varal” e o time ainda briga nos gramados, por título e por vaga na Libertadores.

Mas não dá mais, mesmo o senhor tendo pedido que todos oferecessem seus cargos para uma nova reformulação. Os ex-presidentes não irão somar, muitos grupos políticos querem outra saída.

A sua saída!

Portanto, renuncie Carlos Miguel Aidar, pela preservação do que fez de bom pelo São Paulo e sei reconhecer. Os dois primeiros títulos brasileiros do Tricolor tiveram a família Aidar no comando, mas o presente é de desilusão total com tudo aquilo que acreditávamos.

Caso insista em permanecer no poder, até seu passado poderá sofrer as consequências.

Porque o São Paulo sangra atualmente!

Seja grande, reconheça que falhou, entregue o cargo, como gesto de são-paulinidade!

Será, acredite, ato de grandeza.

Obs: essa carta segue com manifestação de cerca de 1000 torcedores, que também pedem sua renúncia, nas redes sociais.

Pense no bem do São Paulo, renuncie, Carlos Miguel Aidar!

É o que a maioria da nação tricolor espera.

 

Atenciosamente,

Carlos Port

Rogério Ceni: começo, meio e fim

M1to

Agora é pra valer.

2015 é o final de uma era.

Um quarto de século.

07 de setembro de 1990. Dezembro de 2015.

Não vou narrar mais uma biografia de Rogério. Está no brilhante livro Maioridade Penal, de André Plihal, está em tantos sites tricolores. Tem dados no Wikipedia, tem estatísticas, recordes e feitos em todos os lugares, onde o futebol é amado.

Vou narrar o São Paulo, antes, durante e depois de Ceni. Para que todos percebam, o quanto o goleiro incorpora o que representa o Tricolor paulista.

Século XX, década de 30. O Tricolor nasceu ambicioso, campeão. Em dificuldades, se reergueu ainda nos primeiros anos de vida. Surgia o Clube da Fé.

Ceni também tem fé.

A moeda caiu em pé. O Rolo Compressor dominou. Anos 40. Imposição sobre os rivais estaduais.

Ceni também arrebentou os rivais, em títulos, classificações, gols. Até o centésimo foi em clássico.

“Se é pra sonhar, que seja grande”. O advento do Morumbi. Títulos rarearam nos anos 50, sumiram nos 60. Mas o gigante era levantado, com suor e sangue tricolor.

Ceni também conviveu com as vacas magras, na reforma do Cícero Pompeu de Toledo.

Pós 1970. O portentoso estádio, enfim, concluído. Começaria um novo domínio, que se constituiria predomínio.

Ceni também teve no Morumbi, a sua supremacia. Recordes imbatíveis, de jogos, tarjas de capitão, taças, glórias.

Máquina Tricolor nos anos 80. Geração Menudos do Morumbi.

Ceni também conviveu com craques consagrados e jovens ídolos.

Os 90. Era do Mestre, Telê Santana. Tempo do Rei Raí, o terror do Morumbi.

Ceni também trabalhou com Telê e teve em seu discípulo, Muricy, o maior parceiro de títulos. Viu Raí na sombra de Zetti, se tornou o 10 ao contrário. O 01.

Os Brasileiros, a Libertadores, o Mundial. Tudo no novo século, com um mito sendo a muralha que defende o território e destroi o gol adversário.

Ceni também teve sua marca, no 6-3-3 tricolor. Titular do gol, foi 3-1-1.

Quantos clubes em suas sagas, por mais campeões que já tenham sido, invejam a façanha de um mítico goleiro, por não conseguirem superá-lo.

Porém, foi no São Paulo, o maior clube brasileiro, que despontou o maior goleiro artilheiro.

Começo, meio e fim.

Tudo na vida tem ascensão, ápice e declínio.

No caso de Rogério Ceni, o declínio não faz mal, até porque, encerrará a carreira ainda em alto nível.

Milagres e falhas, todos os estupendos do gol tiveram em suas carreiras. O único que não erra, está acima de nós. Certamente, batendo palmas para um dos seus santos: Santo Paulo.

Portanto, quanto tudo terminar, restará nostalgia, saudade, vazio.

Porém, maior do que tudo isso, terá a eternidade, daquele que escreveu para sempre, seu nome na história.

Gravado na memória e no sangue vermelho, branco e preto, das veias de milhões de são-paulinos.

Perdoem, rivais, nenhum ídolo de você chegou perto disso. Jamais entenderão, do que estamos falando aqui.

Saudações tricolores e muito obrigado, Rogério Mücke Ceni.

De pais, filhos e netos, da nação tricolor.

 

Carlos Port

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SPFC prejudicado nos Majestosos: 1988, 1993, 2005, 2014 e 2015

Em 1988, São Paulo e Corinthians disputavam vaga pra final do Campeonato Paulista, em grupo que contava ainda com Palmeiras e Santos. Um gol impedido de Biro-Biro decidiu o finalista. Cilinho “assalto à mão armada”. No outro grupo, o Guarani foi o classificado.

 

1993. Novamente, fase final do Paulistão em 2 grupos com 4 times. Em um deles, SPFC, SCCP, SFC e Novorizontino. O Tricolor era o atual bicampeão, tinha tabu de 3 anos sem tomar gol do rival, mas teve um gol legítimo anulado de Palhinha e tomou gol impedido de Neto. Escândalo. O outro finalista foi a SEP.

2005. O maior tabu, de 14 jogos, que o São Paulo impôs ao Corinthians, estava em pleno andamento, mas o jogo do Campeonato Brasileiro que o São Paulo venceu foi anulado, em razão da máfia do apito. No jogo que foi remarcado, empate. Uma vergonha.

2014. O zagueiro Antonio Carlos não fez pênalti, no primeiro Majestoso em Itaquera. Só se amputasse a própria mão. A justificativa foi uma “recomendação” da Fifa, desmentida pela entidade.

2015. Brasileirão. Aos 48 minutos do segundo tempo, o jogador Uendel se atira na bola com as mãos, em uma verdadeira “manchete” de vôlei, pênalti escandaloso não marcado.

Depois reclamam da fama…

É inegável, é vergonhoso.

Grêmio Sampaulino, depois TUSP, a 1ª uniformizada do Brasil

Olá nação tricolor!

1939, o São Paulo vivia o final de sua primeira década.

Fundado em 1930, refundado em 1935, da Floresta ao Clube da Fé.

Persistente, na busca do gigantismo que se consolidaria.

Então, torcedores abnegados do Tricolor, o Mais Querido da cidade, criaram o Grêmio Sampaulino que se transformaria, no início dos anos 40, na TUSP.

Personagens históricos, como Manoel Raymundo Paes de Almeida, Frederico Menzen e anônimos, no folhetim Arakan, provam o pioneirismo da nação tricolor, em levar o vermelho, branco e preto, de forma organizada, aos estádios do Brasil.

Eternizados no tempo, pelo universo fanático em 3 cores:

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Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Site oficial do SPFC, SPFCpedia (Michael Serra), Blog do Curioso (Marcelo Duarte).

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Uma declaração de amor fabulosa. Obrigado Luis Fabiano.

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Estive com Luis Fabiano. O conheço pessoalmente desde os tempos onde jogava na Espanha e arrebentou na Europa, ganhando muitos prêmios. Pra quem não sabe, LF foi campeão do mundo pelo Porto e ganhou premiações individuais no Sevilha, além de títulos importantes pela UEFA e federação espanhola. No SPFC, dizem que não foi campeão, o que também é uma inverdade: fez os gols da primeira final que abriram o caminho para o inédito Rio-SP, o campeonato que viu surgir Kaka.

As marcas individuais impressionam no Tricolor: maior artilheiro do clube em Campeonatos Brasileiros, maior marcador nos times top ten do Brasil, artilheiro da história do SPFC na Libertadores com Ceni e da edição 2004. Terceiro maior goleador da existência do São Paulo FC.

Meu propósito foi mostrar à nação tricolor o ídolo e exemplo de jogador que ama o clube que é. É explosivo, temperamental, está longe de ser um modelo de disciplina. Mas é isso que o faz matador. Sua gana de enfrentar a dor que poucos sabem que sofrem, pelas contusões graves na carreira, superadas somente pela luta.

Creio eu que a missão foi cumprida. Em 3 décadas acompanhando futebol, são raras as vezes que vi um jogador profissional falando de AMOR ao time que joga, já que muitas vezes, craques trocam de camisa como trocam de roupa. Pois bem, Luis Fabiano abriu o coração e falou 3 vezes sobre AMOR, em pouco mais de 3 minutos.

Ídolo.

Sem mais.

Para assistir: https://www.youtube.com/watch?v=hilZvErO_k8

Saudações Tricolores!

Carlos Port

Grandes ídolos do São Paulo, por Carlos Port: Toninho Guerreiro

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Olá nação tricolor!

Antonio Ferreira, o Toninho Guerreiro, nasceu em 10 de agosto de 1942. Faleceu jovem, aos 47 anos, em 26 de janeiro de 1990.

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Toninho escreveu uma história vencedora nas camisas de Santos e São Paulo, em uma relação inversa ao que fez outro grande centroavante dos dois times, Serginho. Chulapa brilhou primeiro no SPFC, depois no SFC. Guerreiro, o contrário.

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Toninho chegou ao Tricolor ao final de 1969, para continuar sua carreira extremamente vitoriosa no time praiano. Jogando ao lado de Pelé, foi certamente um dos 3 maiores avantes da história santista, marcando 283 gols. Depois de vencer tudo que era possível no rival da praia, de estadual a mundial, os desafios se renovariam para ajudar um gigante que estava há 13 anos na fila de títulos, pela construção do seu monumental estádio.

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Assim, Toninho chegou ao São Paulo ciente da missão que seria honrar o manto sagrado tricolor. E o fez com maestria.

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Campeão em 1970, bicampeão em 71. Duas artilharias de Campeonato Paulista (70/72).  Ao todo, 7 títulos estaduais na carreira do saudoso matador, sendo o único jogador da história a vencer 5 vezes consecutivamente (1967 a 1971).

Na final de 1971, diante do Palmeiras, o gol da vitória foi de Toninho, logo aos 5 minutos do primeiro tempo, diante de 103.000 torcedores pagantes.

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Ao todo, 171 jogos e 86 gols. Verdadeiro goleador, que aliava técnica, categoria e faro artilheiro na área.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Placar, blog Tardes de Pacaembu, site Terceiro Tempo.

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