Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Serginho Chulapa

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Olá nação tricolor!

Ele é o maior artilheiro da história do São Paulo, com 242 gols em 399 jogos.

Sérgio Bernardino, nascido em 23 de dezembro de 1953, o santista mais são-paulino de todos os tempos.

Chegou no Morumbi em 1970, seu primeiro clube profissional, após uma peneira que contou com o olheiro do Tricolor, na Casa Verde. Ainda muito jovem, foi emprestado ao Marília, do interior paulista, para ganhar vivência e experiência. O SPFC ainda tinha Toninho Guerreiro no time de cima.

Quem promoveu a estreia de Serginho Chulapa foi ninguém menos que Telê Santana, em 1973. Duas décadas mais tarde, Telê se tornaria o Mestre Eterno do São Paulo. Pra quem não sabe, foi inicialmente ponta-esquerda. Era canhoto. Mas seu destino seria ser centroavante.

O primeiro gol do predestinado Serginho foi contra o rival Corinthians. Começava uma saga de muitos gols, artilharias e campeonatos conquistados.

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Chulapa foi artilheiro do Paulistão por 4 vezes, sendo 2 vezes pelo SPFC (1975 e 1977). Também no Brasileirão, em 1982, foi o recordista de gols daquela temporada. Raça e técnica precisa, até no chute de bico, sua marca registrada, se aliavam.

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Seus títulos com gols decisivos vieram em 1975 contra a Portuguesa (final nos pênaltis), 1980 contra o Santos (marcando nas duas finais vencidas por 1 a 0) e 1981 contra a Ponte Preta (com direito ao gol apoteótico do título, chapéu no goleiro Carlos e roubo do guarda-chuva da mesa do 4º árbitro).

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Mas nem só de gols e taças ficou marcada a carreira de Serginho pelo São Paulo. Foi o rei das confusões. Serginho foi campeão brasileiro de 1977, mas não jogou a final, porque pegou uma suspensão de 14 meses, após chutar o bandeirinha em um jogo contra o Botafogo de Ribeirão Preto.

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Mas sua presença impunha tanto temor, que o São Paulo simulou ter conseguido efeito suspensivo, para a finalíssima contra o Atlético Mineiro, no Mineirão lotado. O ato tricolor desestabilizou completamente a equipe mineira, que apressou-se em chamar Reinaldo, também suspenso, para o jogo, tirando a confiança do atacante substituto que iria pra decisão. Genial. O Tricolor foi campeão nos pênaltis e promoveu o maior silêncio da história do Mineirão.

Teve muito mais. Em um jogo contra o Corinthians que o São Paulo estava sendo derrotado, não pensou duas vezes, encheu o pé no banco de reservas adversários em um chute potente e caiu por cima de todos, gerando uma tremenda confusão (vídeo, copie e cole https://www.youtube.com/watch?v=mGQ3hIjrDY0)

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Na final perdida para o Grêmio, em 1981, a “cera” promovida por Emerson Leão rendeu um “bico” em sua testa.

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Na Copa do Mundo de 1982, foi o titular do técnico que o lançara para o futebol.

Entre glórias e encrencas, Serginho findou sua fantástica passagem pelo São Paulo em 1983, para jogar no Santos.

É eterno nos dois clubes.

Valeu Chulapa!

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: TV Cultura, Revista Placar, site oficial do SPFC, Uol Esporte.

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