Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Gino Orlando

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Olá nação tricolor!

Gino Orlando, nascido em 03 de setembro de 1929. Falecido em 24 de abril de 2003.

Uma vida de amor ao São Paulo FC. Como jogador, foi e ainda é, o segundo maior goleador da história do Tricolor, com 233 gols em 453 jogos, iniciados em 1953. Sua missão, na chegada ao Tricolor, era um desafio e tanto. Fazer a torcida não sentir tanto a falta de Leônidas da Silva, o Diamante Negro, eternizado pelo bicicleta. Curiosamente, em 1956, foi Leônidas quem marcou um golaço de bicicleta, mas pela Seleção Brasileira, em Lisboa, diante de Portugal.

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Gino contou com muito oportunismo, vontade incansável e persistência constante pelo gol, para se tornar ídolo. Teve companheiros de ataque que o ajudaram muito para tanto, nas pontas com Maurinho pela direita e o genial Canhoteiro, pela esquerda.

Campeão e artilheiro em 1953 e 1957, permaneceu no São Paulo até o final de 1962, já sentindo as dificuldades de um time sem recursos, já que quase todo aporte financeiro tricolor era destinado ao erguimento do gigante Morumbi.

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Vale um capítulo especial o título de 57, conquistado sobre o rival Corinthians, um confronto que teve guerra dentro e fora de campo. No primeiro turno do campeonato, o empate em 1 a 1 terminara com uma fatalidade, uma dividida entre Maurinho do SPFC e Alfredo do SCCP, gerou a fratura da perna do alvi-negro.  Luizinho, o Pequeno Polegar corinthiano, discutiu asperamente com Gino, no tumulto que se instaurou no gramado. No dia seguinte, ambos se reencontraram na visita a Alfredo no hospital e Luizinho novamente confrontou Gino, dessa vez, com uma tijolada em sua testa (na foto acima, Gino de atadura, pelo corte).

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No segundo turno, o reencontro decisivo. Vitória tricolor por 3 a 1 e nova guerra no campo e nas arquibancadas, com garrafas pra todo lado, após o gol de Maurinho que liquidara o Corinthians.

Porém, sua história com o estádio viria anos mais tarde. Em 1969, voltou ao São Paulo para ser um dos administradores do Cícero Pompeu de Toledo. Posição que se consolidou e permaneceu até o ano de 2003. Somente a saúde debilitada o afastou do Morumbi, no ano de sua morte.

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Obrigado, Gino Orlando!

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Revista Gazeta Esportiva Ilustrada, Blog Tardes de Pacaembu, Revista Placar, Site oficial do SPFC.

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