Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: os uruguaios do Tricolor

Olá nação tricolor!

A pátria uruguaia é quase uma segunda nação para a torcida tricolor, devido a tantas demonstrações de raça, técnica, profissionalismo e emoção oferecida pelos atletas do país da seleção celeste.

A seguir, um histórico dos principais jogadores que fizeram história honrando e lutando pelo manto sagrado do Mais Querido, notadamente, a partir da era Morumbi:

Forlan

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Pablo Justo Forlan Lamarque nasceu em 14/07/1945. 237 jogos e 8 gols pelo Tricolor. Destacava-se pela garra. Atribuía-se a ele a frase: “O melhor momento de se amedrontar adversários são os primeiros cinco minutos do jogo, quando o juiz nunca dá cartão”.  O lateral direito Forlan não queria competir com ninguém, só não gostava de ser mandado. E no campo, queria ver todo mundo dando sangue, como ele fazia.

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O “Caveira Simpática”, como passou a ser chamados pelos companheiros, se transformava durante as partidas. Se o time estivesse perdendo, corria como um louco, xingava, empurrava os companheiros para a vitória. Se estivesse ganhando, procurava manter os companheiros acesos para garantir a vitória. A verdade é que Pablo Forlan, durante o tempo que jogou no São Paulo foi símbolo de garra. Ajudou a equipe a conquistar o bicampeonato de 1970 e 1971, ao lado de Gérson, Pedro Rocha e outros.

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Pedro Rocha

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Pedro Virgílio Rocha Franchetti, nascido em 03/12/1942, fez 375 jogos com o manto tricolor, marcando expressivos 113 gols e conquistando 3 campeonatos, os Paulistões de 1971 e 1975, além do heróico primeiro Brasileirão do São Paulo, de 1977.

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O Verdugo era seu apelido, porque “matava” seus adversários com categoria, chute potente, cabeçada certeira, ampla visão de jogo. Já chegou no SPFC campeão da Libertadores e do mundo, com o Peñarol. Honrou o manto dos 28 aos 34 anos. Pelé não escondia sua admiração por Pedro Rocha, credenciando-o como top five do planeta, no seu tempo.

Pedro Rocha

Dario Pereyra

Dario Pereyra

Com apenas 21 anos, Alfonso Darío Pereyra Bueno, nascido em 20/10/1956, era o capitão da seleção uruguaia. Ele tinha um vigor fora do comum. Foi contratado pelo São Paulo em 1977, ano de ouro do tricolor, quando o time de Rubens Minelli, enfrentando o favorito Atlético num Mineirão superlotado, venceu nos pênaltis e se sagrou campeão brasileiro pela primeira vez em sua história. No começo, Darío Pereyra teve problemas de adaptação.

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Não conhecia a capital paulista e estranhava o esquema de jogo praticado pelo tricolor. Era escalado no meio-campo e não conseguia o mesmo rendimento dos tempos do Nacional e da Seleção de seu país. A torcida que o havia recebido no aeroporto como Rei Dario, parecia conhecer o problema e estava paciente, muito diferente dos dias atuais. Afinal, 7 anos antes um outro uruguaio, Pedro Rocha, tido como um dos melhores jogadores do mundo, demorara quase um ano para se adaptar totalmente ao clube. Com Dario, não foi diferente.

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Então, Carlos Alberto Silva o colocou para jogar como quarto-zagueiro, em 1980. Dario estranhou a escalação, mas tentou. Estraçalhou e não saiu mais da posição. A torcida o elegeu um dos “deuses da raça” do Morumbi. Quando Oscar chegou, contratado ao Cosmos de Nova York, formou com ele a melhor dupla de zagueiros do país, senão do mundo.

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Super-campeão, com os Paulistões de 1980/81/85/87 e Brasileirões de 1977 e 1986. 453 jogos e impressionantes 37 gols, para um zagueiro.

Diego Lugano

Lugano

O último dos uruguaios a deixar legado pelo SPFC, mas certamente, um dos primeiros no coração agradecido da torcida são-paulina. Contratado pelo São Paulo Futebol Clube em 2003, como jogador do eterno Marcelo Portugal Gouvêa, justificou com o tempo a aposta do presidente.

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Integrou a equipe Campeã Paulista de 2005, do tri Libertadores e do tri Mundial de Clubes da FIFA em 2005, sendo herói e símbolo celeste.

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Uma de suas características era a de raramente trocar de camisa com o adversário ao final do jogo, alegando não se sentir confortável com tal ato, em respeito ao torcedor tricolor, para o qual a camisa de seu time é sagrada.

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Ao todo, Lugano jogou pelo São Paulo 176 vezes. Além de marcar muito na defesa, ajudou o ataque, com 11 gols marcados pelo Tricolor.

 

Outros uruguaios passaram pelo SPFC ao longo dos anos, neste século XXI, destaque para Álvaro Pereira, teve curta passagem no ano de 2014, mas se notabilizou por manter a tradição celeste de entrega pela camisa do SPFC.

 

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Site oficial do SPFC, UOL, Globo, Terra, Revista Placar, arquivo Folha

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