Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Muller

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Olá nação tricolor!

Se Ruy, Bauer e Noronha formaram a linha média defensiva lendária nos anos 40, Silas, Muller e Sidney escreveram seus nomes eternamente, nos anos 80.

Na explosão do conjunto pop Menudos, os jovens da base são-paulina formaram um dos maiores times de todos os tempos, ao lado dos experientes e geniais Careca como matador, Pita na armação, Rei de Roma Falcão, Oscar e Dario Pereyra na zaga, Zé Teodoro e Nelsinho nas laterais e Gilmar Rinaldi no gol.

MENUDOS TERRA

Muller tem a história mais extensa, pois avançou no SPFC na década de 90, sendo protagonista de momentos épicos. Luis Antonio Correia da Costa, nascido em 15/11/1984, jogou ao todo 386 jogos e marcou 160 gols.

A Máquina Tricolor (alcunha do esquadrão do início da década de 80) precisava ser reformulada. Entre 1984 e 1985, o período da mudança. Um jogo talvez tenha sido o prenúncio: 1985, contra o Grêmio, no Pacaembu. O Tricolor dependia da vitória, empatou em 2 a 2, mas a busca do empate foi alucinante e marcou a torcida, pelo futebol insinuante dos garotos que lutaram de forma alucinante. A ousadia seria premiada ainda naquele ano.

Muller formou no Paulista de 1985 um dos ataques mais espetaculares da história do São Paulo, ao lado de Careca. Artilheiros da competição, aniquilaram os rivais até a final contra a Portuguesa. São Paulo campeão.

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No ano seguinte, a seleção brasileira teve no SPFC a sua base de meio e ofensiva na Copa do Mundo, o que tirou do Tricolor a chance do bicampeonato. Mas no Brasileirão, a dupla Careca e Muller mais uma vez foi brilhante e mais uma final foi alcançada, já avançando no ano de 1987, contra o Guarani. Segundo título brasileiro do São Paulo, conquistado de forma heróica, com Muller sendo o artilheiro da competição, com 10 gols.

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O sucesso estrondoso faria Muller perder seu companheiro de ataque Careca no início de 1987. O centroavante iria jogar com Maradona, no Napoli. Mesmo assim, sua explosão de velocidade ainda fez a diferença no Paulistão daquele ano, derrotando o rival Corinthians na final, ao lado de um novo ataque formado por Lê e Edivaldo.

Muller, então, também seguiu para a Itália, vendido ao Torino na temporada de 1988, onde permaneceu até 1991. Porém, voltaria ao SPFC. O final da história precisava ser finalizada de forma épica.

De volta ao Tricolor, conquistou o Brasileirão de 1991, findando 2 anos doídos de vice-campeonatos consecutivos.

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Além do Brasileiro, o bi-paulista 1991/1992, derrubando nas finais os rivais Corinthians e Palmeiras, respectivamente. O zagueiro alvi-negro Marcelo era a vítima predileta dos dribles mortais do atacante tricolor. Entre 1991 e 1993, o SPFC manteve tabu sobre o SCCP.

Mas a era Muller se consolidou mesmo, pelos títulos internacionais. Na Libertadores de 1992, o atacante não brilhou na final e deu lugar a Macedo, o talismã que sofreu o pênalti que abriu caminho para o título. Na final do Mundial daquele ano, Muller foi fantástico, no drible desconcertante em Ferrer, cruzando a meia altura para o gol de empate, de barriga, de Raí. Em 1993, a repetição do enredo histórico. Tricolor venceu a Libertadores, goleando os chilenos da Universidad Catolica e a final mundial seria contra o Milan. Antes disso, houvera tempo de uma Supercopa levantada contra o Flamengo.

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Muller, definitivamente, seria eternizado no Morumbi. Final no Japão empatada em 2 a 2, até que aos 41 minutos do segundo tempo, o calcanhar espírita do eterno Menudo, decidiria o jogo. “Questo gol é per te, buffone”! A frase de Muller para o rossonero Costacurta, marcaria para sempre o bimundial tricolor.

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Trajetória extraordinária de Muller, que vencera todas as finais que disputara, até a derrota (com vitória) na Libertadores 1994. Após uma passagem pelo futebol japonês e na co-gestão rival, Muller faria seus últimos jogos pelo São Paulo, em 1996.

Encerrou a carreira como atleta, em 2004.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Placar, Uol, Site Oficial do SPFC, Terra.

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