Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Raí

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Olá nação tricolor!

Raí Souza Vieira de Oliveira, o terror do Morumbi, nasceu em 15 de maio de 1965.

Genética futebolística no sangue, do genial Sócrates, seu irmão mais velho, ídolo eterno do rival Corinthians, falecido em 2011, aos 57 anos.

Raí chegou ao São Paulo como irmão de Sócrates. Sua perseverança ao longo dos anos de Tricolor, afirmação, titularidade, títulos e glórias de super ídolo, fizeram com que igualassem a condição de reverência. Nada mais normal do que dizer que Sócrates, é que foi o irmão de Raí no futebol.

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Porém, o começo no Morumbi foi difícil. Raí chegou no São Paulo, após uma disputa acirrada com o rival alvi-negro, para a disputa da Copa União, o Brasileirão 1987. Nos anos seguintes, a afirmação não chegava. O destaque da equipe no meio-campo, em seu primeiro título enquanto profissional em 1989, foi Bobô, vindo do então campeão brasileiro Bahia. A perda do título brasileiro do mesmo ano, sendo vice para o Vasco da Gama, a campanha catastrófica do Paulista de 1990 e mais um vice-campeonato brasileiro naquela temporada, justamente para o rival Corinthians, faziam a pressão sobre Raí aumentar demais.

Acontece que era o início do trabalho de um Mestre, Telê Santana. Com Telê, enfim, Raí se encontrou. Conhecedor exímio das características de fundamentos dos seus atletas, o Mestre aprimorou o craque.

O Tricolor chegava em sua terceira final consecutiva do Brasileirão. Raí já despontava como líder, sendo capitão e artilheiro. Na final nervosa contra o Bragantino, vitória no Morumbi, empate em Bragança, finalmente o grito de campeão ecoava no São Paulo, pelo tri brasileiro.

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O ano seguiu avassalador. Nova final contra o time de Parque São Jorge.

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Raí, absolutamente, destruiu o adversário. 3 gols, o título praticamente garantido para a segunda partida decisiva. Dito e feito. 90 vingado.

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Pensar que seria apenas o início da glória monstruosa…

Em 1992 o embalado São Paulo seguia imbatível. O outrora projeto Tóquio dos tempos dos Menudos do Morumbi, voltaria com força, sob a batuta do Mestre Telê, o já Terror Raí e demais astros. A Libertadores era o objetivo. A nação tricolor participou muito forte. As catracas precisaram ser abertas, no jogo que estima-se, tivemos mais de 120 mil são-paulinos no Morumbi. A vantagem era argentina, o time do Newell’s Old Boys havia vencido a primeira finalíssima. Jogo tenso, catimbado. Até que o talismã Macedo sofreu pênalti. Na cobrança, ele, Raí. 1 a 0 São Paulo e final nos pênaltis.

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Novamente marcou. Vitória tricolor nos braços de Zetti e a maior invasão da história do futebol brasileiro.

Aquela Libertadores de 1992, mudou totalmente o foco dos times nacionais, quanto a conquista da América. Todos passaram a querer, o que o São Paulo fez.

Como uma locomotiva, o São Paulo chegou em mais uma final de Paulistão. O rival era o motivado Palmeiras, com a cogestão milionária Parmalat. Mas era o campeão da América, que venceu o primeiro jogo por 4 a 2. Raí, assim como em 1991, repetiu 3 gols em uma partida final.

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Mas, antes de disputar a última decisão estadual, o Tricolor iria viajar. Atravessou o mundo, para encarar a final mundial. Contra o Barcelona de Cruyff. Poucos apostavam no São Paulo de Telê. Que erro terrível, subestimar o Clube da Fé.

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Os espanhóis saíram na frente, mas o São Paulo tinha Raí. De barriga, após jogada de Muller, empatou. No segundo tempo, tensão, equilíbrio, confiança. Falta para o São Paulo. A cobrança magistral decidiu o jogo, faltando 11 minutos para terminar o tempo regulamentar.

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Consagração! O mundo era do São Paulo, pelos gols decisivos de Raí e comandados heróis de Telê Santana!

Comemoração? Só depois de vencer o Palmeiras novamente, por 2 a 1 e levantar mais uma taça paulista.

1993 chegara e Raí comandava o SPFC, agora em reinado. Mais uma Libertadores pela frente, outra decisão. O Tricolor diante dos chilenos da Universidad Catolica. A primeira final em São Paulo, o Tricolor goleou e garantiu o bi, mesmo sendo derrotado no jogo de volta. Mais uma vez, o continente era vermelho, branco e preto!

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Seria difícil ficar no Brasil, Raí já se tornara uma celebridade do planeta bola. Antes da despedida ao PSG francês, uma goleada implacável no Santos, por 6 a 1.

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Enquanto encantava na França, o São Paulo vivia anos difíceis no Brasil. Reforma do Morumbi, doença de Telê, co-gestões rivais. Então, em um retorno espetacular, um gesto ousado da gestão De Rey, Raí desembarcou novamente no Tricolor, em plena final do campeonato paulista, em 1998. A vantagem era corintiana, pela vitória no primeiro jogo. Era. Raí chegou sem tempo sequer de treinar e conhecer o time, vestiu o manto são-paulino e comandou a virada. 3 a 1, com direito a mais um gol dele.

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O campeonato do “arerê”. Quem viveu, sabe.

Após mais esta conquista, Raí sofreu com contusões e novo rumo em sua vida. O final da carreira se aproximava. Esteve no grupo campeão paulista de 2000. Seu nome, segue escrito na história do São Paulo, gravado pra sempre, com 395 jogos e 128 gols.

Raí, Raí, o Terror do Morumbi!

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Site oficial do SPFC, Esporte Uol, Placar, Imortais do Futebol, Arquibancada Tricolor, Globo.com

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