Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Waldir Peres

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Olá nação tricolor!

A vida de Waldir Peres (02/01/1951) no SPFC foi feita de títulos marcantes, mas a trajetória para tanto, foi marcada por grandes desafios a serem ultrapassados, para o alcance da glória.

Chegou no Tricolor em 1973, mas na meta são-paulina havia um goleiro com alcunha de santo: Sérgio Valentim. Campeão em 70/71, os primeiros títulos da era Morumbi, São Sérgio era absoluto.

Os reflexos, o talento e a perseverança do goleiro nascido em Garça e de revelação na Ponte, começavam a fazer sombra. Waldir, acima de tudo, tinha muita estrela. Foi convocado pra Copa de 74, em razão da contusão do goleiro reserva do Brasil. No mesmo ano, o São Paulo priorizava a Libertadores onde foi vice-campeão.

1974

Sua catimba e frieza em cobranças de pênaltis despontaram no seu primeiro título com o Tricolor, em 1975, diante da outrora forte, Portuguesa. Duas defesas na disputa e a taça ficaria no Morumbi.

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Porém, o melhor ainda viria.

75 foi o ensaio do Brasileirão 1977. Decidido em 1978, em um Mineirão lotado, onde todos apostavam no Atlético Mineiro campeão.

Mas o São Paulo tinha o deus da raça Chicão e no gol, um mestre em desestabilizar o adversário. Empates sem gols em São Paulo e em Minas Gerais. Novamente, Waldir diante de uma decisão por pênaltis. Foi brilhante.

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Com uma catimba impressionantemente eficaz, Waldir desmoronou os nervos de Joãozinho Paulista, Márcio e Toninho Cerezo, este último, seria ídolo no Morumbi, 15 anos depois, conquistando o mundial de clubes pelo Tricolor. Como o São Paulo perdeu 2 pênaltis, o título espetacular veio para São Paulo e calou metade de Minas Gerais.

Valdir Perez

As atuações pelo Tricolor levaram Waldir para mais duas Copas do Mundo. 1978 na reserva, 1982 titular.

A Máquina Tricolor, bicampeã em 1980/81, credenciou Waldir para a titularidade do Brasil de Telê. Além disso, um jogo contra a Alemanha, em Stuttgart, foi preponderante. A seleção brasileira vencia por 2 a 1 quando um pênalti foi marcado para os alemães, faltando 10 minutos para o fim. O batedor, Breitner, jamais havia perdido uma penalidade. Até aquele momento. Waldir defendeu, o juiz mandou voltar e Waldir defendeu de novo. Incrível!

O link do vídeo, aqui (copie e cole): https://www.youtube.com/watch?v=tXWW_dTewoY

1980

1981

Os títulos com o São Paulo, em 1980 e 1981, consagraram definitivamente Waldir Peres no Tricolor. Contra o Santos e contra a Ponte Preta, foram decisões marcantes no Morumbi, com o são-paulino sendo vazado apenas uma vez, em 4 jogos finais. Em 80, duas vitórias por 1 a 0 do Tricolor. Em 81, o empate em 1 a 1 e depois, 2 a 0.

Uma grande reformulação no ano de 1984 findou a era Waldir Peres, com 617 jogos, em 11 anos de São Paulo. Só perde em jogos, para Rogério Ceni, o M1to do Morumbi.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Revista Placar, Manchete Esportiva, Tardes de Pacaembu, Site oficial do SPFC

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