Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Kaka

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Olá nação tricolor!

Ricardo Izecson dos Santos Leite, o Kaka, nasceu em 22 de abril, data do descobrimento do Brasil.

Descobrimento…

Assim podemos definir o fato do SPFC ter descoberto o único jogador em sua história, eleito melhor do mundo.

Ascensão meteórica, o garoto da base que entrou no time, definindo um título inédito, o Rio-SP de 2001.

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A idolatria imediata da torcida, além da histeria de fãs femininas, que o elevaram a categoria de pop star da bola, ainda muito cedo para assumir tal responsabilidade. O difícil de tal fato, em uma era do Tricolor com meio-ataque de muita categoria, mas defesa sofrível.

A ausência de grandes títulos no âmbito nacional e internacional, fizeram uma carga de responsabilidade muito grande recair nas costas de Kaka. Moldaram um salvador da pátria, em um menino do bem.

Eleito entre os melhores do Brasil pra ser convocado na Copa do Mundo do Penta, fez o que pôde em 2002 e 2003, levou com Fabuloso, Reinaldo, França, o São Paulo a decisões. Não foi feliz em conquistá-las, por problemas defensivos tricolores e contusões. Parte da torcida o cobrava acima do justo.

A saída do meteoro Kaka foi, então, inevitável, aquele que havia comparado à Raí e Zico (por Parreira, na Copa 2002, ao dizer que jogadores assim, surgem somente a cada 20, 30 anos). O Milan o recebia e então, o Tricolor pôde perceber o quilate da jóia que havia perdido.

Nos rossoneri, encontrou os alas ex-são-paulinos Cafu e Serginho, além do cartola Leonardo, de história vencedora no Tricolor. O caminho estava aberto para a a glória. O jejum de 5 anos do Milan seria quebrado, sendo Kaka um dos protagonistas.

Viria mais. Duas finais da Champions League diante do Liverpool. Uma derrota e a revanche vencedora, sendo artilheiro do maior campeonato do planeta bola. O caminho para ser campeão mundial de clubes estava aberto, o Boca Juniors não foi páreo. Também para vencer o Ballon d’Or e ser eleito o melhor jogador do mundo, em 2007.

O assédio pelo craque era mundial, todos os principais e mais ricos times da Europa o queriam. Os merengues do Real Madrid venceram a disputa em 2009. Porém, na Espanha foi difícil por um fator crucial: lesões. Pubalgias e problemas no joelho, com menisco. Ausência dos gramados, cobranças, voltaram a rondar a carreira do genial Kaka. Mas nunca desistiu de enfrentar a dor e se tornou, ao final de 2012, o maior artilheiro do futebol brasileiro, na história da Uefa Champions League, com 28 gols.

O período de sofrimento na Espanha trouxe a saudade da Itália, no Milan da consagração. Retornou em 2013, onde superou a marca de 100 gols pelo clube.

Faltava ainda a última saudade, o São Paulo. Porém, seu caminho de volta foi negociado não com os italianos, mas sim, com os norte-americanos do Orlando City, a escala final do atleta, em 2015.

Então, em 2014, Kaka retornou pros braços da nação tricolor que, a despeito da ala da torcida que pediu sua saída em 2003, o recebeu de braços abertos, em uma linda festa de apresentação no Morumbi, com a nostalgia de bandeiras na arquibancada.

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Feliz escolha. Kaka foi líder, importante, fundamental, para a volta do São Paulo à Libertadores 2015, pela conquista do vice-campeonato brasileiro. Vale lembrar que na temporada anterior, o Tricolor lutou pra não cair. Uma ascensão impressionante são-paulina.

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A paz foi definitiva. A idolatria seguirá pra sempre, com aquele que nasceu no Morumbi, para alcançar o topo.

Kaka, o melhor do mundo, forjado no São Paulo FC!

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Site Oficial SPFC, Revista Placar, Uol, Folha, Globo.com

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