Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Zetti

Zetti

Olá nação tricolor!

A história de Armelino Donizetti Quagliato, o Zetti, nascido em Porto Feliz, a 10 de janeiro de 1965, tem a ver com predestinação tricolor.

Afinal, Zetti esteve durante 7 anos em outro front, rival, antes de chegar ao São Paulo. Até em semifinal de campeonato paulista se encontraram, no ano de 1987. Parece que o futuro começaria a ser escrito ali. Naquela oportunidade, um gol do então são-paulino Neto não foi capaz de abalar o prestígio do goleiro de incríveis reflexos, que teria sua carreira interrompida no ano seguinte, após um lance gravíssimo que ocasionou fratura de perna, no Maracanã, em dividida com Bebeto, ex-craque que à época defendia o Flamengo.

Na volta de sua contusão, o gol alvi-verde já tinha outro arqueiro titular. Ah se o Palmeiras soubesse…

Zetti então batalhou seu espaço, caminho e direção à glória. Adquiriu seu próprio “passe”, ainda vigente naqueles tempos, alugando-o ao São Paulo, em 1990. Tricolor que ainda tinha Gilmar, goleiro super campeão em 1985, 1986, 1987 e 1989.

O predestinado Zetti lutou pela titularidade e a conquistou no segundo semestre de 1990. Um SPFC combalido do técnico Pablo Fórlan agora tinha Telê Santana e uma história insuperável no futebol brasileiro iniciava sua trajetória.

O ano era 1991. Após dois vice-campeonatos brasileiros consecutivos, o são-paulino tinha o grito de campeão preso na garganta. Em Bragança, a redenção. O goleiro foi fundamental.

Tinha mais naquele ano. O Campeonato Paulista teve uma sequência de 4 partidas consecutivas com mais de 100 mil pessoas nos jogos do São Paulo. Na semifinal, o mesmo Palmeiras de 1987, o mesmo Palmeiras que não soube o gigante que possuía após a fratura de 1988. Zetti fechou o gol e fez uma das defesas mais incríveis da era Morumbi. Rival eliminado. Na final, o reencontro com o Corinthians, que levantara o Brasileirão no ano anterior. Agora a história foi outra. Zetti, ao lado de Raí, foram os líderes que conduziram o Tricolor para o título estadual.

gol zetti1

Era só o começo…

1992. O Morumbi assistiu a sua maior epopéia, na primeira conquista da Libertadores pelo SPFC. Zetti e Raí, novamente, os protagonistas. Das mãos do goleiro, a explosão para a maior invasão de gramado da história do futebol no planeta bola. Final sofrida contra os argentinos do Newell’s Old Boys, 1 a 0 para os anfitriões nos 2 jogos. Disputa nos pênaltis. E então, Zetti saltou maravilhosamente na última cobrança portenha de Gamboa. Êxtase tricolor que somente quem viveu aquela noite, é capaz de explicar.

gol zetti

Por mais que tenha sido fantástico, ainda tinha mais. No mesmo ano, outras duas taças esperavam por Zetti e os geniais comandados pelo Mestre Telê. Final do Campeonato Paulista, 5 de dezembro, 4 a 2 no rival Palmeiras, o eliminado de 1991. Viagem ao Japão, pois o São Paulo tinha o poderoso Barcelona pela frente, de Johan Cruyff e companhia, na disputa do campeonato mundial de clubes.

Como seria possível vencer duas decisões ao mesmo tempo? Em um período de 15 dias, indo ao outro lado do mundo e voltando? O São Paulo conseguiu a extraordinária façanha. 2 a 1 nos espanhóis em 13 de dezembro, o Tricolor sagrava-se campeão mundial! Sem tempo de comemorar, voltou ao Brasil, venceu novamente o rival verde por 2 a 1 em 20 de dezembro e então, finalmente, caiu nos braços da massa vermelha, branca e preta.

zetti e ronaldao

Tudo já havia sido conquistado no futebol mundial, campeonato estadual, nacional, continental e mundial, mas em 1993, ficou provado que não existiam limites para o São Paulo de Zetti.

Novamente a Libertadores era do São Paulo. Na final, a notável sequência de 4 defesas consecutivas contra os chilenos da Universidad Católica, no mesmo lance, entrava para a história são-paulina. O São Paulo era dono absoluto da América, ainda venceu Recopa e Supercopa, antes de novamente atravessar o mundo, para conquistá-lo. O Milan se rendia ao imbatível São Paulo, na final, 3 a 2 Tricolor.

O título da Libertadores 1993 ainda rendeu a Zetti mais uma Recopa, a de 1994. Um ano difícil pela perda do Tri da América, mas era impossível exigir vencer tudo e somente o sentimento de idolatria e gratidão nos corações e mentes tricolores, definem Zetti no Tricolor.

432 jogos, 10 títulos da mais elevada expressão, entre outros, no período de 1990 e 1997.

Lendário Zetti!

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagem: Terra, Esporte UOL, Placar, Globo.com

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