Opinião Tricolor: A propaganda corintiana

Em 2013, publiquei uma coluna de palavras fortes, justamente, pra causar impacto pela força de sua verdade. Segue a republicação em 2017, já que nada mudou, aliás, piorou.

Segue:

frase-uma-mentira-repetida-mil-vezes-torna-se-verdade-joseph-goebbels-128146

2012.

Apenas 102 anos após sua fundação, o Sport Club Corinthians Paulista conhecia fronteiras de glórias internacionais.

Com as conquistas da Libertadores da América e do primeiro mundial reconhecidamente de direito.

Títulos fantásticos de todo reconhecimento e aplauso.

Como mereceram Internacional, Grêmio, Flamengo, Santos e São Paulo, em suas histórias.

Porém, para a imprensa brasileira, parecia que em 2012, ocorrera o primeiro título mundial do futebol, entre clubes.

Não apenas nos programas esportivos, mas em todas os programas de grande audiência da TV, extensivo para os respectivos portais de internet.

Revistas, periódicos, jornais, seguiram o mesmo caminho.

Programas dominicais, vespertinos semanais, noturnos de entretenimento, jornais, até aqueles sem vinculação ao futebol, a grade de programação inteira da TV, se tornara absolutamente corintiana.

Uma massificação exacerbada e sem limites, que saturou desde aqueles que não ligavam para futebol e chegou a cansar, até quem torcia para o então time ainda sem estádio, mas que a parceria com o governo petista, resolveu a questão.

A diferença de tratamento, dando a entender que somente existia a tal Fiel, somente aumentou o desprazer de 85% da população do Brasil que gosta de futebol, ou seja, os não-corintianos.

Qual o senso prático disso? Por quê vincular um clube mais do que os outros na TV?

Dirão: “ibope”.

Quando, a bem da verdade, é o anti-corintianismo que funciona mais.

É esta a estratégia!

Não é a torcida do Corinthians que gera os maiores públicos da TV. É quem torce contra, a massa cada vez mais enojada, com a forma que a propaganda alvi-negra toma conta das emissoras de TV, abertas e pagas.

O share em SP, por exemplo, tem transmissões que flutuam entre 24 a 22% de média*, entre os 4 grandes clubes do estado. Mas, estranhamente, a emissora detentora de direitos paga muito mais para o “clube da mídia”.

*Públicos aumentados, obviamente, em fases decisivas ou finais de campeonato.

2017.

Seguimos vivendo um tipo de lavagem cerebral no Brasil, proporcionada pela imprensa em nome do “time do povo”, que a bem da verdade, se tornou potência como “time do governo”, no período do PT no poder nacional.

O fanático Lula não poupou esforços, até disse à época que batalharia patrocinadores.

Depois, a estatal Caixa patrocinou. Que coincidência…

Administrações paulistanas seguiram o mesmo caminho, com Kassab e Haddad. 420 milhões em isenções fiscais, sem a sociedade poder reagir ou questionar.

Empréstimo de 400 milhões ao BNDES, via Caixa.

As emissoras de TV prosseguindo na desproporção de jogos e notícias.

Você acha que é só não assistir? Está enganado.

Seu time é prejudicado, mesmo que não assista.

Porque é atingido pelo desequilíbrio de exposição pelos patrocínios, vendas de jogadores, fornecedores esportivos, novos torcedores.

Tudo porque a mídia, só fala de um. Ou majoritariamente, de um.

Sim, falam de outros, quase que pra disfarçar.

Em espaços menores nas linhas editoriais.

Sobre o termo “propaganda”.

Falamos de história, de método.

No período mais terrível da humanidade, na segunda guerra mundial, a prática de contar uma mentira 1000 vezes, para se tornar verdade, foi a tática.

Atualmente, vivemos isso no contexto da bola.

Até em queda de segunda divisão, o que era pra ser vergonha, se tornou epopeia, nos roteiros televisivos alvi-negros.

Todas as torcidas vibram e sofrem, com vitórias consagradoras ou derrotas destruidoras, mas pra maioria da imprensa em suas redações, o tal “bando de loucos” sente mais, o que é a glória ou sofrimento.

A lenda urbana diz “tem que ter sofrimento pro Corinthians”. Como se todos nós, torcedores dos nossos times, não tivéssemos sofrimento.

Frisei “sofrimento” em 3 frases consecutivas, porque é assim que o fazem.

Acordem times, reajam dirigentes!

Boicotem! Exijam igualdade!

Proíbam entrevistas, participações nos circos que promovem nos horários de almoço, nas mesas redondas.

Censura? Jamais!

Defesa! Os times estão sendo lesados. Todos, sendo prejudicados em favorecimento de um só.

Igualmente, aconteceu na era do rádio, quando o favorecido era o time da capital federal, ainda no estado da Guanabara. Os frutos são escolhidos até hoje, no N/NE do Brasil.

Ou mudamos esse estado de fatos, ou assistiremos eternamente a propaganda alvi-negra, sem a opção de equidade, entre os maiores clubes do país.

Esta nas mãos dos clubes e no poder do controle-remoto do povo.

Saudações.

 

Carlos Port

Opinião Tricolor