A terceirização da culpa: similaridade de Ceni e Dorival

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Salve nação tricolor.

Esta coluna tem um objetivo: te fazer pensar.

A diretoria do Leco, o dirigente que sempre fracassou no futebol do São Paulo (como diretor 2002-2003, como VP 2009-2011 e como presidente fim 2015-atual) se especializou em culpar os outros, salvo ela mesma, dos fracassos são-paulinos.

Culpa de Aidar (vale lembrar, Leco já está no cargo prestes a completar 2 anos), culpa da torcida, culpa de técnicos, culpa de jogadores que não corresponderam… em nenhum momento, assumiram culpa deles mesmos!

Rogério Ceni, o Pelé do gol são-paulino, monstro sagrado eterno, maior atleta a vestir um mesmo manto na história do futebol, foi exposto após sua demissão da experiência de treinador, com a afirmação surreal e hipócrita de que “todas as condições foram oferecidas”.

Uma ofensa de cinismo, para milhões de são-paulinos.

Chegou Dorival Junior, bom técnico, mas sem a identidade de Ceni, que não consegue fazer o São Paulo evoluir. Será que, mais uma vez, a diretoria se isentará destinando a culpa para a comissão técnica?

Sim, Ceni teve erros, Dorival já cometeu alguns também. Mas mostraremos a seguir como são os menos culpados, até na comparação dos seus equívocos, um tanto quanto similares, até aqui:

- Sidão: indicado por Ceni, iniciou o ano com a expectativa positiva dos pênaltis defendidos na Florida Cup. Mas ao longo do campeonato estadual, falhas recorrentes e até uma contusão, o tiraram do gol. A posição voltou pra Dênis, que teve atuações medíocres, até Renan Ribeiro entrar no circuito e se destacar em alguns jogos. Então, rifou o São Paulo no seu pedido de renovação, dificultando muito as coisas. Ocorre que fez isso já tomando gols de bolas defensáveis e não restou alternativa a não ser uma nova troca. Quem Dorival tinha em mãos? Pois bem, os dois contestados anteriormente.

* Sidão pode ter sido indicação de Rogério Ceni, mas fundamental destacar que a diretoria do São Paulo não ofereceu nomes de nível como opção para contratar. Assim, Ceni tinha apenas o poder do veto. Porém, diante da situação precária com Dênis, foi tentado.

** Enquanto isso, o promissor Lucas Perri, campeão pelo São Paulo de Copa do Brasil e Libertadores da categoria sub-20, sequer foi cogitado em planejamento diretivo de firmamento da base.

- Cícero: indicado por Ceni, se tornou um dos estorvos do São Paulo. Dorival Junior não quis saber do atleta, com razão. A camisa é muito grande para jogadores de pequena envergadura de comprometimento e respeito com o São Paulo FC.

- Marcinho: indicado por Ceni, insistido por Dorival Junior. Jogador de currículo e scout lastimáveis, 1 gol pelo profissional até chegar ao Morumbi. Rebaixado com o São Bernardo (antes estava no Pará) em pleno campeonato estadual, torneio há vários anos de nível sofrível.

Exemplos acima de indicações e insistências (salvo Cícero) que não condizem com o tamanho do Tricolor Paulista. Ou seja, seriam teoricamente erros do novato Ceni e do experiente Dorival.

Ocorre que aí vem a pergunta crucial: Quem os treinadores tinham como opções?

Cobraram Ceni e agora cobram Dorival, em um São Paulo que vendeu suas maiores pérolas da base em 2017 (Neres e Araújo), que perdeu Thiago Mendes, destaque do time em temporadas passadas, que para cada acerto de um Pratto, vinham erros em baciada, como Douglas, Thomaz, Marcinho, Denilson, Neilton, Edimar, Wellington Nem (trazido com salário de super atleta, sem o devido cuidado com seu histórico cirúrgico e clínico das últimas 3 temporadas, amadorismo inacreditável).

Além de Pratto, em meio a tantos erros, diretoria acertou também com Jucilei, mas como Ceni e, agora Dorival, montariam um time à altura das tradições do SPFC, com o péssimo Bruno, mantido e de contrato renovado. Com o esforçado mas limitadíssimo Buffarini. Com Junior Tavares e Cueva, desfocados da carreira?

Ou seja, para os poucos acertos de contratações de Leco/Pinotti, ocorreram muito mais erros e o pior, a ausência total de comando de vestiário da diretoria de futebol. Vinicius Pinotti não é do ramo, é engolido pelo elenco. Fraco, sem autoridade, desprezado até pelos gringos conceito UEFA, que Ceni trouxe e já deixaram o clube.

Um diretor de futebol sem voz e ascendência em uma equipe, é um peso. Sobrecarrega o treinador e permite falta de unidade e desleixos. Pinotti tem a virtude de ser são-paulino fanático. Mas nunca será o bastante. É preciso conhecimento da área e respaldo no ambiente boleiro. Se ama o São Paulo mesmo, deveria entregar o cargo.

Já o presidente, segue o exterminador de ídolos. Muricy, Pintado, Ceni, vastas glórias e identidade em suas trajetórias tricolores, caíram nas mãos de Leco. Lugano, renovou pra ser desprezado. O pior presidente da história, em capacidade administrativa e carisma. Indiscutivelmente.

Abaixo de ambos, um departamento de desempenho patético, que veio do rival SCCP, basta ver o plantel tricolor. Jogadores horrorosos, com histórico de lesões, sem projeção e envergadura de realidades ou promessas.

Uma junção de Ceni e Dorival seria interessante, à época. Se Rogério fosse coordenador e Jr técnico, poderiam ter aliado a identidade são-paulina à experiência e bom trato com jovens promessas, o jeito mais “arrogante” ao perfil agregador. Aliás, fica a mesma dica para uma tentativa de Muricy/Dorival, amigos que se respeitam e teriam muito a agregar juntos. Duro é saber que com Leco, isso fica difícil.

Portanto, os erros dos treinadores recaíram na mesma máxima: não se faz um omelete sem bons ovos.

A diretoria é a causa e maior culpada, os erros dos treinadores foram somente a consequência, da pior gestão de futebol que o São Paulo já teve.

Foco nos maiores responsáveis e cobranças certas, são-paulino!

#RenunciaLeco #ForaPinotti

Saudações Tricolores.

 

Carlos Port

Opinião Tricolor