Opinião Tricolor: carta aberta aos chapas brancas

escudo

Salve nação tricolor.

Eleição do São Paulo, vença quem vencer, já existe um perdedor: o torcedor são-paulino.

A dinastia JJ (saudoso na glória, mas de triste lembrança pela perpetuação do poder) ainda traz consequências sérias e lamentáveis, ao Tricolor do Morumbi.

O SPFC se tornou um microcosmos do Brasil, uma herança das eras PT e agora, PMDB. Funciona absolutamente igual, para aqueles que dizem que o São Paulo não precisa de patrão, mas também não precisa, de forma alguma, de donos do clube, como acontece há tempos. Distribuição de cargos, dança de cadeiras, sempre na rotatividade de um clã, há exatos 15 anos.

Por quê o são-paulino já perdeu nessas eleições? Porque a diretoria ao longo dos últimos 2 anos, fez com a que a torcida se dividisse, no retrato fiel do que foi o governo vermelho no Brasil verde-amarelo: nós contra eles.

Nas redes sociais, na grande mídia, nos blogs são-paulinos, uma disseminação vil e mentirosa, que ousava dizer que aqueles que fossem oposição aos desmandos de 9 anos de humilhações, não seriam são-paulinos.

O recado definitivo e com dedo na cara: todos somos são-paulinos! Nem mais, nem menos. O São Paulo não é daqueles que somente aplaudem erros, eliminações, humilhações, feito focas amestradas, ganhando peixe na boca por recompensa. Com bordões vazios e ilusórios, “caminho certo, reconstrução”.

“Reconstrução” que perde campeonatos eliminados para times de séries C e D? Desculpe, é óbvio que a casa vai cair outra vez. A obra nunca ficará pronta.

Fora o cinismo dos que foram SPFC Forte de forma ferrenha no último pleito e agora, mudaram de lado e acusam contrários, como se não tivessem feito nada para derrubar democraticamente, esse estado de coisas.

Carlos Miguel Aidar, o ponto central que utilizam para as eternas desculpas, foi trágico em seu retorno, frustrou milhões de são-paulinos que acreditaram na volta daquele dirigente campeão e visionário dos anos 80. O ex-presidente que trouxe Cilinho com seus Menudos do Morumbi, contratou Falcão e Raí, fundou Clube dos 13, foi campeão paulista e brasileiro, lançou projeto Tokyo. Mas se perdeu feio e caiu da forma mais lastimável possível.

Agora, o opositor histórico de Aidar, desde o final dos anos 80, não foi Leco. Mas, sim, Pimenta. Em eleições disputadas, 1988 e 1990, de um lado Pimenta, de outro Juvenal Juvêncio.

O que fez então, o aparelhamento de teleguiados chapas brancas em contas de Twitter (junto de incautos, usados, frustrados, haters, contas fake) Facebook, blogs? De forma suja, contaram e contam mentiras 1000 vezes, como se fossem verdade, método Goebbels na Segunda Guerra Mundial (péssima e baixa escolha), de que Aidar seria o espelho de Pimenta.

Leco apoiou Aidar, na última eleição! Pimenta estava do outro lado, eis a única e irrestrita verdade! Onde está a memória? Sofreram amnésia coletiva?!

Onde está a transparência, que fala em diminuição de dívida, quando a mesma aumenta, comprovadamente?

Onde está a competência, em se formar um time de respeito e temor aos adversários?

Oposição faz bem para qualquer time! Ser opositor não torna o são-paulino menos torcedor, do que aqueles satisfeitos com apenas 1 decisão, nos últimos 31 campeonatos que o SPFC disputou. Justo o Tricolor, que tem 39 títulos e 41 vices em sua história.

Marcas emblematicamente pujantes, mas que a perpetuação do poder, fez desmoronar a tradição. Time de chegada 80 vezes, em 87 anos. Jogaram isso fora. Não conseguiram ser finalistas, ou campeões de pontos corridos em 30, das últimas 31 disputas. Isso nunca havia acontecido, nem nos tempos de sacrífico e fila, pela construção do Morumbi.

Uma vergonha! Que desprovidos de reserva moral ainda tem a canalhice de acusar de “não são-paulinos”, a todo aquele que se levanta pelo bom combate, contra esse descalabro.

Portanto, dia 18 tem eleição.

De um são-paulino contra outro são-paulino.

Com apoiadores são-paulinos, dos dois lados.

A única diferença não está nas 3 cores que ambos os lados defendem, mas sim, na real vontade de cessar a estagnação inacreditável que trouxeram ao maior clube brasileiro.

Se o São Paulo tem 3 Mundiais e 3 Libertadores, 4 desses 6 títulos, o clube e a torcida devem agradecimento e não, desconstrução de imagem, para José Eduardo Mesquita Pimenta. Assim como devem agradecimento aos que já partiram, Marcelo Portugal Gouvêa e Juvenal Juvêncio, pela conquista do Trimundial e do hexa nacional.

Méritos são méritos e não devem ser vilipendiados, jamais!

“Pessoas brilhantes falam sobre idéias, pessoas medíocres, falam sobre pessoas”.

Ditado secular que a diretoria e sua linha de frente comprova, dia após dia, em suas atitudes.

Devolvam o São Paulo, que é de todos os são-paulinos!

Saudações Tricolores.