Redes sociais: porque Leco leva vantagem sobre Pimenta

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Salve nação tricolor!

De um lado, um presidente com 23 títulos, sendo 2 Mundiais, 2 Libertadores, 1 Supercopa, 2 Recopas, 1 Brasileiro e 2 Paulistas, sobre os maiores rivais do estado.

De outro, um presidente que nunca conquistou um título, mas tem 70%, em média, da preferência dos torcedores nas redes sociais Twitter e Facebook.

Como explicar tal fato?

Sim, existe uma prática de desconstrução de imagens oposicionistas na era digital, bem como, a força da máquina de poder. Seja no São Paulo FC ou em qualquer outro clube, entidade, governo.

Mas, sem dúvida, o maior fator é o desconhecimento do torcedor, em uma eleição que reúne um candidato representante do SPFC dos últimos 15 anos do poder (sempre os mesmos, alternados em dança de cadeiras), contra outro que teve suas glórias 25 anos atrás (um quarto de século).

Ponto principal: não é culpa do torcedor desconhecer, apenas, não viveu a intensidade dos momentos fantásticos e eternos do São Paulo entre 1991 a 1994. Conhecer por ouvir falar, por vídeos da internet, é muito, mas muito diferente de ter se emocionado na arquibancada e ter sabido o que era mandar no futebol paulista e brasileiro.

30%, em média, das redes sociais do futebol, são formadas por torcedores entre 18 a 24 anos. Outros 40%, ocupam a faixa etária dos 25 aos 34 anos.

Ou seja, 70% do público das redes sociais, via de regra, está compreendido entre 18 a 34 anos.

Traduzindo para a eleição do São Paulo FC: 30% dos são-paulinos não eram nascidos ou estavam nascendo quando Pimenta conquistou suas façanhas nas mãos do brilhante Telê Santana e seus craques, ao passo que 40% tinham, no máximo, 10 anos de idade e uma breve lembrança de infância.

Como contraponto, a grande maioria da torcida que utiliza rede social tem lembrança dos últimos 15 anos, lembranças vivas e fortes do SPFC campeão entre 2005 a 2008, onde Leco nunca foi protagonista, mas fez e faz parte política, do legado da era JJ. Leco foi diretor do saudoso Marcelo Portugal Gouvêa entre 2002 a 2003, muito mal, Juvenal Juvêncio o substituiu. Depois voltou ao futebol em 2008, como vice-presidente da pasta, até 2011. Outro período muito ruim. Até voltar a ser presidente no final de 2015, após o escândalo da era Aidar. 2016 pavoroso nos campos. Um 2017 mais esperançoso com contratações e Rogério Ceni técnico.

Enfim, Leco é aquele que o torcedor conhece.

Enquanto Pimenta, ouviram dizer…

Por isso, a eleição tem essa desproporcionalidade nas mídias sociais, independentemente, de apoios, denuncismos rasos ou comparações.

Simplesmente, só um existe na retina do torcedor.

Porém, vale a lembrança: quem elege é o Conselho Deliberativo, formado por faixa etária elevada e muito diferente do perfil dos torcedores de redes sociais. Esses, viveram as duas épocas em suas plenitudes e tem como comparar com discernimento, se não se deixarem levar pelas benesses do poder.

A eleição é em 18 de abril.

Veremos o que aguarda o destino do Tricolor Paulista.

Perpetuação ou alternância.

Saudações Tricolores.