Leco x Pimenta: quem são, afinal, os candidatos do SPFC

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Salve nação tricolor,

Desde o conhecimento da torcida, conselheiros e associados, que Leco seria candidato a reeleição (a última do clube, já que o novo estatuto abolirá tal possibilidade) e que Pimenta seria o seu adversário, um fervoroso debate político começou.

Em foco, por incrível que pareça, nem um, nem outro, mas as supostas ligações que ambos teriam com Carlos Miguel Aidar, o presidente que renunciou, pivô de escândalos no ano de 2015.

Situacionistas dizem que Pimenta, que sempre foi adversário histórico de Aidar, desde 1988 em lados contrários em eleições, promoveria o perdão do ex-presidente, após uma entrevista onde o candidato afirmara que nenhuma pena seria perpétua. O postulante a voltar a presidência emitiu então uma nota de esclarecimento, onde afirmou que se referia apenas ao sistema legal brasileiro e que, vencendo eleição, jamais Aidar seria reconduzido a cargo algum.http://www.lance.com.br/sao-paulo/pimenta-diz-que-espera-redencao-apos-aidar-perder.html

Oposicionistas dizem que Leco, por sua vez, é que tem fortes ligações históricas com Aidar. Pimenta nominou 18 nomes que ocuparam cargos nas gestões Aidar e estão com Leco. Por outro lado, são 3 os ex-dirigentes do período Aidar, que estão com Pimenta. http://blogdoohata.blogosfera.uol.com.br/2017/02/24/pimenta-aponta-heranca-de-aidar-na-gestao-leco-e-diz-que-nao-lhe-dara-cargo/

O Opinião Tricolor, que pretende nestas eleições mostrar o histórico dos candidatos, seus prós e contras, as virtudes e feitos positivos e negativos, levantou a trajetória de ambos e apresenta ao torcedor são-paulino.

Acreditamos assim, colaborar para a reflexão daquele que seria o melhor nome, para o futuro do clube que tanto amamos.

Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco

Leco tem 78 anos de idade. Se tornou sócio do SPFC, no período da complementação do estádio do Morumbi, em 1966.

Leco se tornou conselheiro do Tricolor na primeira gestão de Aidar, em 1986. Com Aidar também, ocupou o primeiro cargo de diretor adjunto de futebol, entre 1986 a 1988. Aidar elegeu Juvenal Juvêncio presidente a primeira vez em 1988 e então, Leco ocupou com o saudoso JJ, a pasta jurídica do clube, até o ano de 1990.

Voltou a cargo diretivo com Marcelo Portugal Gouvêa presidente, ocupando a diretoria de futebol, entre 2002 e 2003. Um período turbulento para o futebol do São Paulo, com derrotas em decisões consecutivas para o arquirrival Corinthians. Foi substituído, então, por Juvenal Juvêncio. Nos dias de hoje, a oposição são-paulina cobra de Leco a responsabilidade, na época, do caso Jorginho Paulista, que gerou prejuízo milionário aos cofres do clube. http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/2016/03/oposicao-do-spfc-pede-apuracao-sobre-prejuizo-de-r-46-mi-envolvendo-leco/.

Sempre um forte aliado de Juvenal Juvêncio, ocupou com o ex-mandatário a pasta de orçamento e controle, de 2006 a 2014. No período, foi Vice-Presidente de futebol entre 2008 a 2011 e Vice-Presidente geral, do polêmico terceiro mandato de JJ, entre 2011 a 2014. Como VP de futebol teve atritos com o ídolo Muricy Ramalho (que acabou deixando o clube e afirmando no rival Palmeiras que lá “eram parceiros”), polemizou também com Ronaldo Fenômeno, em nova derrota como dirigente, para o rival alvi-negro.

Por fim, novamente na gestão Aidar (2014-2015), Leco foi escolhido Presidente do Conselho Deliberativo do clube, até tornar-se Presidente do São Paulo, após renúncia de Carlos Miguel.

Não conquistou nenhum título no futebol profissional na condição de presidente. Tem como plataforma o argumento da recuperação das finanças do clube, a volta da credibilidade da marca SPFC, pela presença de patrocinadores.

Tenta, em 2017, caso seja reeleito, seu primeiro título e investiu em nomes fortes como Lucas Pratto e Jucilei, para tanto. Teve em Cueva sua melhor contratação, na temporada 2016.

José Eduardo Mesquita Pimenta, o Pimenta

Também com 78 anos de idade, Pimenta se tornou sócio do São Paulo em 1952, ano do lançamento da pedra fundamental do Morumbi.

Na década de 60, mais precisamente, 1966, foi eleito conselheiro. No Conselho Deliberativo, chegou a ocupar a vice-presidência. Chegou a ocupar a Secretaria Geral da Diretoria entre 1984 a 1988, período de Carlos Miguel Aidar presidente. Passou, então, a ser oposição sistemática do então mandatário tricolor. Foi o candidato da oposição contra Juvenal Juvêncio (que Aidar elegera em 1988), nas eleições de 1990. Venceu e iniciou a trajetória do presidente mais campeão da história do São Paulo FC.

Contratou Telê Santana e montou uma diretoria que conquistou Campeonatos Estaduais contra Corinthians (1991) e Palmeiras(1992), o tricampeonato Brasileiro em 1991 (após dois vice-consecutivos) e promoveu a arrancada para as maiores façanhas do Tricolor Paulista. A conquista da primeira Libertadores da América, em 1992, ano da maior invasão de campo da história do estádio do Morumbi, abriria o caminho para os 12 títulos internacionais de relevância do SPFC, além de torneios estrangeiros de relevância (como Teresa Herrera e Ramon de Carranza, onde o Tricolor goleou implacavelmente os gigantes Barcelona e Real Madrid).

A lista de conquistas é enorme: bicampeão da Libertadores e bicampeão mundial diante de Barcelona e Milan, em 1992 e 1993. Bicampeão da Recopa Sul-Americana em 1993 e 1994, campeão da Supercopa 1993.

No site oficial do São Paulo, é descrito em sua biografia como aquele que “teve sua gestão marcada por grandes investimentos na modernização administrativa, na informatização e reorganização geral do clube”.

Porém, foi alvo de um escândalo de suposta corrupção, onde Pimenta acabou comprovando integralmente a sua inocência, através de laudo pericial de renome nacional, pelo Laboratório de Fonética Forense da Unicamp (mais respeitado do país) que mostrou adulteração em uma fita gravada. Segue coluna de Matinas Suzuki Jr, á época, do Conselho Editorial da Folha de SP “Uma parte do jornalismo condenou José Eduardo Mesquita Pimenta antes da hora. Ao jornalismo, não cabe julgar. Cabe apresentar fatos.”http://www1.folha.uol.com.br/fsp/1997/2/25/esporte/12.html

 

Eis os perfis dos candidatos, suas biografias dentro do clube, tempo de vidas dedicadas ao São Paulo, trabalhos realizados, conquistas e também, decepções.

O torcedor são-paulino é apenas espectador das eleições (quem dera pudesse votar) mas merece conhecer a história e torcer para que o Conselho Deliberativo do clube, escolha o melhor candidato, para o futuro tricolor.

Condição mister: compromisso com o novo estatuto da instituição. O amadorismo tirou o São Paulo do protagonismo do futebol brasileiro.

É tempo da recondução ao verdadeiro lugar, de onde nunca deveria ter saído.

Saudações Tricolores!

 

Carlos Port

Opinião Tricolor