As saídas de MAC e Ataíde

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Salve nação tricolor!

Próximo de encerrar o ano, o são-paulino tem o sentimento de uma temporada tenebrosa, com desclassificações, derrotas vergonhosas e mais um ano sem título, na fila de grandes conquistas (8 anos) e maior período período sem taças desde o advento do Morumbi totalmente inaugurado (serão 5 temporadas, considerando a conquista da Sulamericana 2012, em 2017).

Isso significa que, antes de pensar em reforçar, é necessário reformular. Dispensas, empréstimos, vendas, o são-paulino que ver sangue novo, aliando a minoria dos bons valores do grupo, às promessas fortes da base e reforços pontuais, com perfis pra decidir.

Todos eles, sob o comando da esperança de sucesso de Rogério Ceni, o maior abnegado que já vestiu o manto tricolor, agora na empreitada de treinador.

Neste cenário, entra a política e o ano eleitoral.

O São Paulo se despede de 2016, anunciando que não terá Ataíde Gil Guerreiro e Marco Aurélio Cunha, nos quadros diretivos do ano que vem.

Dois personagens emblemáticos na história do clube, um de longa data, outro de um passado mais recente, no departamento de futebol.

Ataíde Gil Guerreiro foi o homem forte do futebol de Aidar em 2014/2015, até o episódio do rompimento traumático e escandaloso de ambos, que culminou com dupla expulsão do Conselho Deliberativo. Porém, o que os conselheiros decidiram não abalou Leco, que manteve Ataíde conduzindo o futebol no início de 2016. Os maus resultados prosseguiam e então, mediante intensa pressão de conselheiros e torcida, o atual presidente se viu obrigado a trocar Gil Guerreiro de função. Solução que não agradou ninguém, a não ser, a cúpula diretiva. O desgaste seguiu e o afastamento da posição de diretor institucional (ironicamente, cargo criado por Carlos Miguel Aidar) é o melhor caminho para o cenário de eleições do São Paulo, em abril (a última neste período do ano, sob o estatuto vigente).

Marco Aurélio Cunha, dirigente vencedor no passado tricolor, que viveu no cargo o ápice e declínio de Juvenal Juvêncio, até dissociar-se e enfrentá-lo nas eleições do pleito 2014, voltou pela experiência boleira para ajudar na situação de caos no futebol que o SPFC vivia. Veio para suceder o período de Gustavo Vieira de Oliveira como executivo de elencos que, de 2013 até a temporada atual, nunca trouxe um título para o Tricolor. Sequer, uma final. Ano após ano, fracassos. Ocorre que em 2016 a preocupação beirou o desespero, diante de tantos insucessos, fruto de planejamentos medíocres. A saída de Gustavo somada a chegada de MAC melhorou o ambiente, o vestiário e o Tricolor escapou do rebaixamento.

Porém, o fator determinante para o risco da queda ser afastado foi a torcida do SPFC, mais uma vez. A salvação não teve dono. A diretoria que terminou o ano chegou a perder do então lanterna do campeonato. A base que veio a campo ajudou também, não em situação planejada, mas por não ter pra onde recorrer.

Páginas viradas, o São Paulo precisa ter foco e determinação, para implantar a profissionalização e voltar a ser vanguarda. Folclore e romantismo, nem tão pouco, truculência, levarão o Tricolor de volta ao topo.

A seguir, opiniões dos torcedores no Twitter, sobre a saída dos dirigentes (não representam obrigatoriamente a opinião do blog, pluralidade). A torcida é o pulso do Opinião Tricolor.

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Saudações Tricolores!

No Twitter: @carlosport