Grandes ídolos do São Paulo, por Carlos Port: Terto

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Olá nação tricolor!

Tertuliano Severiano Santos, o Terto, nasceu em 29/12/1946.

O vermelho, o branco e preto sempre estiveram presentes na vida de Terto, antes e depois do São Paulo. Primeiro no Santa Cruz, depois no Botafogo de Ribeirão Preto e Ferroviário do Ceará. Destino?

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Fato é que Terto chegou no SPFC na fase final da construção do Morumbi, para ser campeão, como revelação do Nordeste. Primeiro na condição de meia-direita, até descobrir sua vocação como ponta.

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Primeiramente, ao lado de Toninho Guerreiro e Paraná, formou um poderoso ataque municiado por Gerson e Pedro Rocha. Depois, jogou com uma linha de meio-ataque que contava com Mirandinha (depois Chulapa) Serrão e Muricy.

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A técnica apurada não era o forte de Terto, mas sim, o espírito incansável de não desistir nunca de uma jogada. Veloz, brigador, perseverante, típico atacante “chato” para qualquer defesa.

Os títulos no São Paulo foram total merecimento. Campeão em 1970, no primeiro ano do Morumbi concluído. Com direito a jogo de faixas vencendo o Corinthians.

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Bicampeão 1971, na polêmica final diante do Palmeiras. Mas o alvi-verde pode chorar eternamente sobre o gol de Leivinha ter sido com a mão ou não. O empate era tricolor e o São Paulo vencia o jogo.

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Terto foi jogador brigador e muito importante nas campanhas da Libertadores de 1972 e sobretudo, 1974, quando o São Paulo foi finalista diante do Independiente, da Argentina e Terto, um dos artilheiros da competição. Na decisão, 3 partidas duríssimas, com 1 vitória para cada lado e o jogo desempate sendo vencido pelos portenhos, em campo chileno.

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O terceiro título paulista de Terto veio em 1975, com o São Paulo tendo conquistado a taça dos invictos jogos antes, com 25 partidas invicto. Na final, uma Portuguesa briosa e de talento, que contava com Dicá, Enéas e Tatá. Vitórias para cada lado e consagração de Waldir Peres, no primeiro título pós era Sérgio Valentim.

Terto

Em 1977, Terto deixou o São Paulo para o tricolor do Interior, o Botinha de Ribeirão. Time que, meses antes, havia conquistado sua maior façanha na história, ao vencer o Tricolor no Morumbi, pela Taça Cidade de São Paulo. Em 1979, ainda foi campeão pelo Ferrinho, no Ceará.

500 jogos exatos com a camisa do SPFC, oitavo jogador a mais vestir o manto tricolor, 85 gols. Um guerreiro tricampeão!

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: site oficial do SPFC, revista Placar, Terra, blog Tardes de Pacaembu.

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