Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Bezerra

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Olá nação tricolor!

Juvenal de Souza, o Bezerra, nasceu em 5 de setembro de 1949.

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No São Paulo, construiu uma bela história, entre 1976 e 1980, ano de sua despedida não apenas do Tricolor, mas também da carreira, devido a um problema de saúde constatado em sua cabeça. Ainda jogaria profissionalmente 2 anos depois de deixar o SPFC, mas em times de menor expressão, pelo interior de SP e MG.

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Bezerra teve marcas pessoais simbólicas no Campeonato Brasileiro de 1977, que teve sua final decidida no Mineirão lotado, já no ano de 1978. Participou, ao lado de Chicão, de toda campanha do título e foi dele o gol decisivo nas cobranças de pênaltis, vencida pelo São Paulo por 3 a 2 (Peres e Antenor também converteram, enquanto Waldir Peres garantia a catimba e tensão nos atleticanos, que erraram 3 penalidades).

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Jogador de futebol simples e eficiente, marcação firme, saída de jogo de cabeça erguida, conquistou a torcida pela dedicação ao clube, em um Tricolor que ficou marcado como time de raça, durante a segunda metade dos anos 70.

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Mas a doença do zagueirão traria riscos, se continuasse jogando. Assim, o São Paulo amparou o atleta emocional e materialmente, com a diretoria tricolor garantindo tudo que fosse necessário, até que Bezerra tivesse a aposentadoria concedida.

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O jogo-despedida ocorreu no início de 1980, um amistoso contra o Flamengo no Morumbi, com direito a convidados especiais (Paulo Roberto Falcão pousou de helicóptero no gramado).

O time de Zico era a grande potência nacional da época (seria campeão do mundo em 1981), nada mais pomposo. Foi o jogo que marcou também a estreia de Ailton Lira no São Paulo, meia vindo do Santos com grande expectativa, mas que acabou jogando apenas uma temporada.

Bezerra foi homenageado e saudado pela torcida, em emocionante ato de gratidão. Afinal, foi um dos protagonistas do primeiro título que colocou o São Paulo no topo do futebol brasileiro.

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Se Hélio Silva, o folclórico diretor-presidente da extinta T.U.S.P. (Torcida Uniformizada do São Paulo) conduzia algum atleta pelo gramado, era porque o jogador tinha seu valor de idolatria com a nação tricolor. Assim foi também com Bezerra, em ato final de gratidão.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Placar, Gazeta Press, blog Soberano Arruda.

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