Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Lê e Edivaldo

Olá nação tricolor!

Ronaldo Francisco Lucato, o Lê, nasceu em 1 de setembro de 1964.

Edivaldo Martins da Fonseca, o Edivaldo, havia nascido em 13 de abril de 1962. Infelizmente, em um trágico acidente automobilístico, perdeu a vida em 14 de janeiro de 1993, em estrada na altura da cidade de Boituva.

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Lê e Edivaldo se tornaram parte da história são-paulina ao decidirem o título paulista de 1987, contra o rival Corinthians. Vitória por 2 a 1 na primeira final (João Paulo fez o gol do SCCP), empate sem gols na finalíssima.

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Em uma época de clássicos decididos no campo e fora dele, a disputa começava na arquibancada. Na divisão das torcidas. Sempre em maioria no passado do Morumbi, a torcida alvi-negra, pela primeira vez, assistiu a nação tricolor estar em maior número, no jogo que decidiu o campeonato.

havia se tornado protagonista do futebol de SP em 1986, quando na Internacional de Limeira, derrotou o Palmeiras na final, deixando em silêncio os palmeirenses que já amargavam 10 anos na fila. Os interioranos venceram com gols de Kita e Tato, sendo Lê a opção veloz de contra-ataque e presença de área. O interesse tricolor surgiu daí, indicado por Pepe, técnico da Inter que também chegara ao SPFC depois da façanha dos limeirenses.

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A missão era inglória: primeiro, ser banco de Careca, astro. Mas o craque partiu para jogar com Maradona no Napoli e Lê agarrou a chance. Baixinho, não se deixou intimidar pela zaga alta do rival na final e fez de cabeça um dos gols mais importantes do Tricolor, nos anos 80, desempatando a decisão. Vale a lembrança que Cilinho voltara ao comando técnico do SPFC durante o campeonato e foi um dos maiores incentivadores do jogador.

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Enquanto todos comemoravam o título depois de 180 minutos, Lê brindava o bicampeonato. Depois disso, no ano seguinte, se transferiu para a Lusa.

Edivaldo

Edivaldo brilhou como ponta esquerda no Atlético Mineiro, fazendo Telê Santana o convocá-lo para a Copa do Mundo de 1986. O campeão brasileiro do mesmo ano, o São Paulo, queria o atleta no Morumbi.  Assim, em 1987, o veloz e habilidoso atacante já estava no plantel são-paulino.

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Foi de Edivaldo o gol que abriu a vitória são-paulina na final do Paulistão 1987. Jogador que além do drible, tinha o chute como ponto forte. Segundo o Almanaque do São Paulo, de Alexandre da Costa, foram 123 jogos e 26 gols com o manto tricolor.

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Foi bicampeão em 1989, diante do São José, em um Morumbi lotado de são-paulinos, a famosa final do bandeirão tricolor estendido do lado de fora do estádio. Um privilegiado, pois jogou ao lado de Pita e depois Bobô e Raí, na armação tricolor.

Um acidente na rodovia Castello Branco findaria a vida e carreira de um jogador que fez do talento, sua profissão.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagem: Placar, Gazeta Press, Acervo Folha.

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