Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Mauro Ramos e Bellini

Olá nação tricolor!

O contraponto é uma das situações da vida que merecem reflexão. No futebol, não é diferente.

Mauro Ramos e Bellini são contraponto na história do São Paulo, em conquista de títulos e estilo de jogo. Um supercampeão, outro não. Um técnico, outro raçudo. Porém, em comum, a seleção brasileira e as Copas do Mundo de 1958 e 1962, os primeiros mundiais vencidos pelo nosso país. Ambos foram capitães do Brasil nas conquistas, primeiro Bellini, depois Mauro.

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Mauro Ramos de Oliveira, o Mauro Ramos, nasceu em 30 de agosto de 1930, sendo falecido em 18 de setembro de 2002.

Talvez tenha sido o zagueiro de estilo mais clássico do futebol brasileiro. A elegância imperante em seu passe, na saída de jogo, em total harmonia com a marcação e cobertura do seu espaço da defesa.

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Mauro conquistou quatro títulos no SPFC, o bicampeonato 1948/49 e as taças da década de 50, 1953 e 1957.

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Pegou a era de Leônidas e de Zizinho, dois lendários ídolos são-paulinos. Um privilégio.

Quase 500 jogos com a camisa tricolor, 498 ao todo, sendo o nono em todos os tempos a mais defender a instituição São Paulo. Permaneceu no Tricolor de 1948 a 1959.

O sonho do Morumbi começara e os tempos seriam outros no SPFC, até então, o caçula da capital multicampeão. Os recursos financeiros eram quase todos destinados à construção do estádio tricolor e grandes esquadrões ficaram mais difíceis de se montar.

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Mas, em 1962, um grande defensor foi contratado, Bellini. Hideraldo Luiz Bellini nasceu em 21 de junho de 1930 e faleceu em 20 de março de 2014, aos 84 anos.

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Aí que entra o contraponto. Após a era Mauro Ramos, clássica, viria o período de Bellini, zagueiro vigoroso, de raça. É bem verdade que ao seu lado, nos anos 60, contou com um outro craque na defesa, o lendário Roberto Dias.

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Se não foram campeões nos anos 60 (Dias seria na década seguinte), Bellini e Dias protagonizaram um dos jogos mais fantásticos da história do São Paulo, o clássico que o Santos fugiu de campo, em 1963, após estar sendo derrotado por 4 a 1.

Um Pacaembu lotado com aproximadamente 60.000 torcedores assistiu perplexo, os são-paulinos dominarem completamente o então melhor time do mundo. A partida terminou aos 8 minutos do segundo tempo, com o time santista reduzido a 6 jogadores, após expulsões (inclusive de Pelé, após o SPFC marcar o terceiro gol) e simulação de lesões. Histórica e implacável partida do Tricolor.

O mais emblemático: do lado santista, estava Mauro Ramos, a quem Bellini substituiu. O contraponto se enfrentava e o são-paulino do então presente, levou a melhor sobre aquele do passado.

Bellini jogou 214 partidas pelo clube, entre 1962 e 1968. Dois anos após sua saída, o São Paulo inauguraria definitivamente, o Morumbi.

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Acervo Folha, SPFCpedia, Tardes de Pacaembu, Revista do Esporte, Revista Tricolor, Revista O Cruzeiro.

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