Grandes ídolos do São Paulo, por Carlos Port: Chicão

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Olá nação tricolor!

Francisco Jesuíno Avanzi, o Chicão, nasceu em 30 de janeiro de 1949 e faleceu em 8 de outubro de 2008. Aos 59 anos, o deus da raça tricolor deixou saudade eterna no são-paulino.

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Garra até hoje insuperável no São Paulo, comparada talvez com os ídolos uruguaios Fórlan e Lugano, que chegaram perto, mas jamais alcançada por outro jogador brasileiro de trajetória no Tricolor.

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Chicão chegou no São Paulo em 1973, após jogos de fibra na Ponte Preta, que chamaram a atenção dos dirigentes são-paulinos. Anos antes, já havia feito peneira no São Paulo, em 1967. Seu destino acabou sendo o XV de Piracicaba, onde Cilinho (que anos mais tarde marcaria época como treinador do time lendário de 1985) o levou para os profissionais. Foram mais 3 equipes interioranas até chegar na Ponte. Chicão não veio sozinho sozinho para o Morumbi. Waldir Peres, outro lendário goleiro, veio também, Juntos, foram os protagonistas do título paulista de 1975 e do primeiro campeonato brasileiro vencido pelo SPFC, em 1977.1974vice

Antes disso, a primeira prova de fogo, a Libertadores de 1974, quando o São Paulo foi vice, para inconformismo do volante. Sua fibra na competição foi duramente castigada, depois de uma vitória são-paulina, mas duas argentinas, sendo a última em campo neutro chileno.

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A redenção viria nos anos seguintes. A catimba de Waldir e a raça de Chicão desmontaram os times da Portuguesa e do Atlético Mineiro, respectivamente. A final diante de um Mineirão lotado, já avançando em 1978, foi o grande momento da história inesquecível do deus da raça. Mais de 100 mil atleticanos, a imprensa nacional, todos davam como certa a conquista mineira. Mas o São Paulo tinha o espírito abnegado traduzido no futebol do seu volante, que jamais entregava uma batalha. Assim, pouco a pouco, a empolgação do estádio foi minguando, diante de uma pequena torcida do São Paulo que foi se agigantando. Em um lance dividido entre o atleticano Ângelo e o são-paulino Neca, Chicão casualmente participou, sendo acusado de fraturar a perna do rival. Coisas fortuitas do futebol de disposição e lealdade. Era guerra.

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O espírito guerreiro levou Chicão para a Seleção Brasileira na Copa de 78, justamente na casa do maior rival, onde a raça seria ingrediente indispensável para suportar a pressão. Ardiles e Kempes não esqueceriam o volante tricolor tão cedo. A marcação implacável anulou a seleção portenha diante do Brasil, no jogo que terminou empatado em 0 a 0.

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Permaneceu no São Paulo até 1979, totalizando 317 jogos e 19 gols. O destino da bola, ironicamente, o levaria para o Galo mineiro, ainda traumatizado pela derrota diante do Tricolor. Definitivamente, era melhor ter Chicão a favor do que contra.

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No ano de 2008, o São Paulo e o Brasil perderam Chicão, vítima de um câncer. Eternamente relembrado nos corações e mentes de todo são-paulino que o viu jogar.

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Site oficial do SPFC, SPFCpedia, Terra, Placar, spfc1935.blogger, documentário Todo Mundo, Thomaz Farcas.

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