Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Serginho

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Olá nação tricolor!

Sérgio Claudio dos Santos, o Serginho, nasceu em 27 de junho de 1971.

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Ao lado de Leonardo e Noronha, foi um dos laterais esquerdos mais habilidosos que já jogaram na história do São Paulo. Sua grande capacidade técnica encantava nos gramados, em uma época que o São Paulo sofria carência de grandes jogadores, pós reforma do Morumbi, que consumiu muitos recursos dos cofres do clube.

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Seu primeiro jogo foi em 1996, o último, em 1999. No período, o SPFC esteve afastado de grandes competições internacionais, mas venceu o histórico Campeonato Paulista de 1998, revertendo a vantagem corintiana no ano da volta de Raí, o Terror do Morumbi. Foi também a final-despedida de outro prodígio criado no Morumbi, Denilson.

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Foram 179 jogos e 28 gols do ala, que do São Paulo foi ao Milan, marcar época no futebol italiano.

Na carreira de Serginho consta um fato inusitado. Sempre com grandes atuações na Itália, nunca era lembrado nas convocações da seleção brasileira. Anos de esquecimento até que enfim, chegou uma convocação. Serginho não só rejeitou, como fez um pedido formal para que nunca mais fosse convocado. Ato de coragem, na era comercial da CBF.

Não era pra menos, no Milan conquistou duas vezes a Europa e uma vez foi campeão mundial.

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Voltando ao Tricolor, Serginho, quando veio para o São Paulo, foi alvo da famosa troca 5 por 2, com o Cruzeiro. O talismã Ronaldo Luis, da sua posição, foi para o time mineiro, depois de anos de insucesso pós Mundial 1992, Palhinha, Gilmar, Donizete e Vitor seguiram o mesmo caminho. Para o Tricolor, ainda viria Belletti.

Coincidentemente, Belletti também foi campeão do mundo, mas pelo Barcelona, ao deixar o São Paulo, anos mais tarde. Venceu com Serginho em 1998 o estadual e também foi campeão paulista em 2000, quando o São Paulo derrotou o Santos.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Placar, revista do SPFC.