Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Cicinho e Júnior

Olá nação tricolor!

O ano de 2005 é eterno para todo são-paulino, pela consagração do Tricolor como tricampeão do mundo.

Um time encaixado, dinâmico, forte, competitivo. Não foi recheado de craques lendários como esquadrões do passado, mas foi formado por um mito e seus jogadores rápidos, habilidosos e versáteis.

Exemplo disso, foram os laterais do São Paulo campeões do mundo, Cicinho e Júnior.

Cícero João de Cézare, o Cicinho, nasceu em 24 de junho de 1980. Veloz e ofensivo, consolidou-se como um dos jogadores mais promissores da torcida do Galo Mineiro, no ano de 2003. Porém, administrativamente, atleta e clube não se entendiam e aí, o São Paulo percebeu a oportunidade.

Cicinho chegou ao Tricolor em 2004 e passou a fazer parte do grupo que iria construir o caminho para chegar ao topo do planeta bola. O São Paulo não jogava uma Libertadores em 10 anos, após períodos conturbados de reforma do Morumbi e péssimas gestões no início do século XXI. Mas, enfim, voltara pra competição com o saudoso e eterno presidente Marcelo Portugal Gouvêa.

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Naquele ano, o Tricolor ficou na semifinal da competição, mas fez do Morumbi o caldeirão que todos sentiram falta, por uma década. Era preciso amadurecer para chegar mais longe.

Então, em 2005, o SPFC reforçou o time que já havia chegado na semifinal da Libertadores, que continuava obsessão (sempre o é). Cicinho na direita passou a contar com Jenílson Ângelo de Souza (nascido em 20/06/1973), o Júnior, na esquerda, para juntos, possibilitarem ao são-paulino sonhar mais alto. Sonho que se tornou realidade.

Junior

Junior chegou no São Paulo, vindo do futebol italiano, já referendado de conquistas (inclusive a Libertadores de 1999), experiente, com 31 anos. Jogou algumas partidas no Brasileirão do ano anterior, antes de brilhar novamente em 2005.

O São Paulo teve o entrosamento perfeito de Mineiro e Josué na épica Libertadores de 2005. Podemos dizer quase o mesmo de Cicinho e Junior, que fizeram o Tricolor aniquilar adversários pelas laterais do campo, em muitas partidas. Ambos tinham técnica, bom cruzamento, velocidade e poder de recuperação. E ótimo chute.

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Chute como o de Cicinho em pleno Parque Antártica, na disputa do Choque-Rei valendo vaga para a semifinal da Libertadores 2005. Um petardo no ângulo que são-paulinos (e palmeirenses) que estavam presentes e pelo mundo, jamais esquecerão. Golaço da vitória que encaminharia o Tricolor para a vantagem do segundo jogo das oitavas-de-final. Foram 4 gols de Ciço na campanha do título. O alto nível do lateral trouxe o interesse do poderoso Real Madrid, foi impossível para o São Paulo segurar e Cicinho deixou o clube ainda no final de 2005. Voltaria em empréstimo na temporada 2010, sem o mesmo brilho de outrora. Tempos depois, confessou ter atravessado problemas com vícios de bebida e tabaco. Ao todo, jogou 151 partidas e marcou 21 gols.

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Se Cicinho foi decisivo contra o Palmeiras em 2005, no ano seguinte foi a vez de Junior criar grande jogada de contra-ataque pela direita, aos 37 do segundo tempo, arranque do meio-campo até sofrer o pênalti que decretaria a vitória tricolor e mais uma eliminação palmeirense, diante do SPFC. O ala servia com incrível facilidade, literalmente, “deixava pro atacante só fazer”. Além de um excepcional nível técnico na Libertadores do Tri, foi também jogador muito importante nas conquistas do inédito Tri-Hexa, entre 2006 e 2008, já sob o comando de Muricy Ramalho. Junior crescia em clássicos, não fugia de dividida, mesmo sendo atleta leve e de baixa estatura. Atingiu quase 300 jogos pelo São Paulo, sendo um dos atletas mais campeões do Tricolor, no século XXI.

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Primeiro, a Libertadores. Afinal, para conquistar o mundo, é preciso atravessá-lo. Lá estavam Cicinho e Junior, diante dos ingleses do Liverpool, para lutarem pelo tricampeonato mundial do São Paulo. Foram e venceram.

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Chegando em São Paulo, presenciaram a maior festa já feita para um clube de futebol, no futebol brasileiro. Mas isso é assunto pra outra coluna do Opinião Tricolor.

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Site oficial do SPFC, Terra, Reuters, Getty.

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