Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Válber

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Olá nação tricolor!

Válber Roel de Oliveira, o Válber, nasceu em 31 de maio de 1967.

Dono da maior habilidade na zaga do São Paulo nos anos 90, aliou seu futebol técnico à boa malandragem carioca, para se tornar atleta emblemático e até folclórico, no Tricolor.

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Válber veio para o São Paulo em 1992, com uma estreia de respeito. Jogando o torneio Ramon de Carranza, o Tricolor impôs humilhante goleada diante do Real Madrid, 4 a 0.

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Devidamente apresentado, passou a ser a opção de talento da zaga são-paulina, Telê o credenciava como líbero. Esteve no banco de reservas da final do mundial contra o Barcelona e jogou as finais do Paulistão de 1992, entrando nas segundas etapas das decisões contra o Palmeiras/Parmalat, o grande rival da época, quando o São Paulo se sagrou bicampeão estadual.

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Em 1993 e 1994, seus grandes momentos. Válber na zaga, ao lado de Ronaldão, conquistou com o São Paulo todos os títulos do continente, Libertadores, Recopa e Supercopa.

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O ápice viria em 12/12/1993, na conquista do bicampeonato mundial de clubes, diante do Milan. Válber jogou muito diante dos rossoneros, barrando as ações de Massaro, Papin e cia, desarmando e saindo pro jogo. Consagração do craque.

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Mas a disciplina pesou em sua carreira. Os dirigentes da época se divertem ao lembrar as peripécias do zagueiro. Telê Santana, disciplinador ao extremo, não compactuava com atitudes de não aparecer em treinos, atrasar-se ou arrumar confusões nos jogos. “Matou 3 avós” dizia o Mestre.

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No dia que o Brasil perdeu Ayrton Senna, em 01/05/1994, ocorreu um Choque-Rei no Morumbi, válido pelo Campeonato Paulista, com mais de 60 mil presentes. Momentos de emoção no começo da partida, com paralisação e as duas torcidas entoando o nome de Senna, logo após sua morte ser anunciada, no placar eletrônico. Mas o jogo esquentou e não teve nada de comoção. Após provocações durante a partida com Antonio Carlos Zago, ex-zagueiro tricolor campeão em 1991, socos entre o são-paulino e o palmeirense causaram estragos dos dois lados. Primeiro foi Antonio Carlos que acertou Válber, aos 12 minutos do segundo tempo, fazendo o tricolor perder 4 dentes. O mais surreal, o juiz paraguaio Escobar não viu e na sequência, não expulsou o jogador do Palmeiras/Parmalat, mesmo com o são-paulino sangrando. Não ficaria assim. O São Paulo estava vencendo o jogo por 2 a 1, mas Válber não deixaria Antonio Carlos passar impune. Em um escanteio para o Palmeiras, faltando 15 minutos para o fim do jogo no tempo regulamentar, bola levantada na área, Válber acertou um soco de direita na mandíbula de Antonio Carlos, que constataria fratura do maxilar após o jogo. Maurílio, que ficou livre na jogada, não desperdiçou e marcou o gol de empate. Dessa vez, o juiz puniu com a expulsão. O São Paulo ainda tomaria a virada, em cobrança de falta de Evair. Foram as chances de título e o “troco” diante do Palmeiras viria somente na Libertadores daquele ano, quando o Tricolor eliminou o Palmeiras.

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As atitudes indisciplinadas fizeram o atleta perder espaço na temporada 1994, gradativamente. Voltou então ao Rio de Janeiro, sua praia, para jogar pelo Flamengo. Válber jogou por todos os times grandes do Rio de Janeiro. Ainda retornaria ao São Paulo, em passagem sem brilho, no ano de 1996.

Foi genial, talentosíssimo, conquistou o mundo, mas sem dúvida, poderia ter ido muito mais longe, se tivesse a cabeça no lugar.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Folha, Gazeta Press, Uol, blog Baú do São Paulo.

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