Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: talismã Ronaldo Luis

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Olá nação tricolor!

Ronaldo Luis Gonçalves, o Ronaldo Luis, nasceu em 14 de agosto de 1966 e é um pastor da Igreja Batista.

Abençoado seja, pois eternamente será lembrado como talismã tricolor, na decisão mais importante da história do São Paulo, até o ano de 1992, quando o Tricolor se sagrou campeão do mundo, pela primeira vez.

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Naquele ano, meses antes, Telê Santana (sempre ele) indicou ao SPFC um lateral do América Mineiro, “mineirinho” ao estilo do técnico. Aposta certeira e quase uma premonição do Mestre.

Ronaldo Luis assumiu a titularidade no segundo semestre de 1992, para não perder lugar no time que disputaria o Mundial de Clubes. Concomitantemente, o São Paulo chegaria na final do Campeonato Paulista. Nas duas oportunidades, o predestinado estava no lugar certo.

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Era chegado o grande momento. Favoritismo espanhol do Barcelona de Cruyff, diante do São Paulo de Telê Santana. O início do jogo foi avassalador para os comandados do holandês, com o esquema carrossel que lembrava a laranja mecânica de 1974. Não demorou muito, abriram o placar com Stoichkov. Mas do outro lado havia uma camisa pronta para fazer história. Havia também o Terror do Morumbi. Raí empatou e o São Paulo passou a dividir as jogadas de perigo com o Barcelona.

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Eis que aos 44 do primeiro tempo, talvez o lance que tenha sacramentado a certeza que aquela partida seria vencida pelo Tricolor. Beguiristáin chutou e Ronaldo Luis estava lá, embaixo da linha, para salvar o São Paulo. Incrível!

Na segunda etapa, um Tricolor mais confiante do que nunca, após o milagre do mineiro, partiu para a vitória, com a consagração da falta perfeita de Raí.

Nem deu muito tempo para comemorar, o SPFC voltaria para decidir o Paulistão diante do Palmeiras. E onde estava Ronaldo Luis? Novamente, embaixo das traves, salvando Zetti e garantindo mais um título para sua vasta galeria.

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O lateral seguiu participando do elenco das lendárias campanhas do São Paulo pelos gramados do mundo, em 1993. Mas sua carreira se abreviou por uma série de lesões no joelho, perdendo a titularidade. Ficou no Tricolor até 1995.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Placar, Globo, Arquibancada Tricolor, arquivo histórico do SPFC.

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