Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Toninho Cerezo

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Olá nação tricolor!

Antonio Carlos Cerezo, o Toninho Cerezo, nasceu em 21 de abril de 1955.

Cerezo foi um dos jogadores mais campeões da história do São Paulo, pelo pouco tempo de passagem. Foram apenas 72 jogos, mas suficientes para os seguintes grandes títulos: Campeão Paulista de 1992, Bicampeão Mundial 1992 e 1993, Campeão da Taça Libertadores da América de 1993, Campeão da Recopa Sulamericana de 1993 e da Supercopa Sulamericana de 1993.

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A história do volante que já chegou veterano ao Morumbi (36 anos), atendeu uma tradição do São Paulo contar com atletas experientes para grandes façanhas. Mas, para tanto, Cerezo contou com um Mestre. E aí, vale o resgate histórico.

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10 anos antes da estreia de Cerezo no Tricolor, ocorreu a Copa do Mundo de 1982. O Brasil teve uma das seleções mais espetaculares de todos os tempos e 2 personagens do São Paulo 1992 estavam lá: Telê Santana e Toninho Cerezo. O escrete canarinho encantou o mundo, mas por caprichos do planeta bola, o título de melhores do mundo não ficou com a seleção.

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No São Paulo, Telê e Cerezo redimiriam essa história. A experiência de ambos foi crucial para atravessar o mundo e enfrentar os considerados imbatíveis do Barcelona, comandados por Johan Cruyff. Ao final do jogo, um atordoado lendário holândes comentou que uma “Ferrari” atropelou o Barça. Cerezo foi ainda mais importante, pois já conhecera o rival quando, meses antes, disputou a final da Champions League, a liga européia que carimbaria o passaporte para o Mundial, com a Sampdoria. Deu Barça.

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Barça que não foi páreo para o São Paulo. Ao lado de Raí, Cerezo foi o equilíbrio do meio-campo, linha de combate e criação decisiva para a virada diante dos espanhóis. O topo do mundo era tricolor.

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Mas nem houve tempo para festa e descanso. A comemoração foi com outro título, o Paulista, diante do Palmeiras. Vantagem construída no primeiro jogo, viagem ao Japão, jogo de volta e nova vitória tricolor, com gol dele, Cerezo, na vitória por 2 a 1. Consagração.

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A confiança com Cerezo era tamanha que em 1993, sua segurança e personalidade ajudaram o Tricolor a atingir o ápice das conquistas dos anos 90, o bimundial, com direito a vencer o prêmio de melhor em campo. No ano mais vencedor de toda sua carreira, participaria ainda das campanhas da Libertadores e das decisões de Recopa e Supercopa, sagrando-se campeão em todas.

A justiça da bola estava feita: Mestre e Cerezo, melhores do mundo!

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Blog Terceiro Tempo, Globo Esporte, Arquibancada Tricolor, Uol Esporte, Gazeta Press.

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