O paradigma do futebol brasileiro: São Paulo e a Libertadores

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Na história da Libertadores da América no futebol brasileiro, existiu um divisor de águas: o São Paulo Futebol Clube.

É fato que Santos, Cruzeiro, Flamengo e Grêmio venceram a taça antes do Tricolor Paulista. E Vasco, Palmeiras, Internacional, Corinthians e Atlético Mineiro ganharam depois.

Mas, em 1992, ocorreu a grande mudança, na relevância do que era a Libertadores no Brasil, a partir da lendária conquista do São Paulo. Com 105.185 torcedores oficiais e mais de 120 mil presentes realmente, o Tricolor mudou, para sempre, a importância da competição no futebol brasileiro.

Até então, os campeonatos estaduais eram tratados como elite da bola, tanto quanto as edições dos torneios nacionais. Vencer um título contra um rival local movia o futebol, tanto quanto ser campeão brasileiro.

Porém, o futebol precisava se globalizar, seguindo o conceito da abertura política e econômica que o Brasil apresentava, naqueles tempos. Os títulos da Libertadores conquistados antes do São Paulo, por rivais nacionais, não atingiram a importância deste fato.

Então, tudo mudou. O primeiro título em 1992, o bicampeonato em 1993, uma nação movendo sentimentos por um ideal, centenas de milhares de alucinados torcedores, em êxtase por vitórias, assistindo o São Paulo atravessando o mundo, para conquistá-lo.

As torcidas que assistiram aquilo, ficaram sem reação e com apenas uma certeza: queriam fazer como o São Paulo fez.

Os campeonatos estaduais perderam a força, porque o semestre inicial de cada ano, era e é, o da obsessão pela Libertadores.

Outros conseguiram o que o São Paulo fez, mas somente o Santos de Pelé e depois Neymar, na mesma quantidade que o Tricolor do Morumbi. Ser Tri é para poucos.

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Os heróis tricolores. Desde os anos 70, quando a geração de Pedro Rocha tentou vencer a competição, sendo vice, até o ápice do trimundial, pelo gol inesquecível de Mineiro.

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Mas para chegar no Japão, era necessário conquistar o continente, vencer a Libertadores. Essa é a regra e a lei ética da bola, não mundiais inventados.

Não se pode ser campeão do mundo, sem antes, ser campeão continental. É o que diz a dignidade.

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Telê Santana eternizado e vencedor, cessando de vez o seu estigma de pé-frio, para ser campeão mundial. 1982 e 1986 pela seleção, absorvidos por 1992 e 1993, com o São Paulo. Mas a trilha começara bem antes, conquistando a América.

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Raí, de Terror do Morumbi, para se tornar Rei. Decisivo, herói, bola parada na cal, gol heróico que levou a primeira final para os pênaltis. Consagração.

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O Menudo do Morumbi Muller, de bad boy, para a maturidade e resposta “questo gol e per te, buffone”, diante de um atônito rossonero, no bimundial tricolor que começou meses antes, na segunda Libertadores vencida pelo São Paulo.

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Rogério Ceni, de goleiro artilheiro, para o melhor goleiro do mundo. Uma muralha intransponível na final do tricampeonato mundial. Mas o M1to do Tricolor, para tanto, precisava chegar no topo da América. Assim o fez, sendo arqueiro e artilheiro, quando o São Paulo mais precisou.

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Zetti, monstruoso, em suas mãos estava o passaporte para a conquista do mundo. Não só o carimbou, como repetiu a viagem. Um gigante no gol.

Muitos outros heróis nesta jornada, representando vidas de sangue de 3 cores, o vermelho, o branco e o preto.

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A Libertadores mudou para sempre.

O que o Tricolor fez, todos quiseram fazer igual.

O paradigma do futebol brasileiro: O São Paulo e a Libertadores.

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Site oficial, Terra, Placar, Uol, Globo

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