O sonho do Corinthians é ser o São Paulo

Pra começar…

Bicampeão do planeta bola, com apenas um título continental, é conta de quem não passou na escola.

Na marginal sem número, só conheciam torneio de verão. Chancela da Fifa? Piada. A própria entidade já reconheceu que errou naquele formato. Segue “oficial” por falta de vergonha na cara da entidade que tem vários de seus membros máximos, investigados por corrupção.

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Não sabiam, portanto, o que era campeonato mundial de verdade, até dezembro de 2012. Venceram enfim uma final correta e já se rotularam bicampeões, no maior estilo Sveitão, amparados pela versão experimental da Fifa, onde levaram um troféu mequetrefe sem derrotar um europeu, dentro do país e o pior, na condição de convidado sem passaporte.

Como trombadinhas pés de chinelo.

É preciso ser representante legítimo, conquistado por direito fundamental de ter vencido o continente primeiro, pra ser campeão mundial. Ponto final.

Atualmente, o SCCP tem Libertadores e o primeiro mundial. Entrou no clube de Flamengo mundialmente, Palmeiras e Vasco no continente. Sonha estar no clube de Cruzeiro e Inter, os bicampeões da América.

Mas segue anos-luz do clube de São Paulo, Grêmio e Santos, os únicos tricampeões continentais.

Toda essa ânsia insana em querer comparar as primeiras conquistas corintianas com os feitos são-paulinos reconhecidos pelo mundo, somente comprovam o sonho alvinegro, de ser tricolor.

2011. A sequência de 11 jogos de invencibilidade corintiana, foi derrubada implacavelmente, pelo centésimo gol de Rogério Ceni.

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Tinha que ser no clássico o gol histórico do Mito, para trazer à tona algumas verdades.

Por exemplo: o fim da série alvi-negra restabeleceu a ordem, quanto ao maior tabu da história, que pertence igualmente ao Tricolor diante do rival alvinegro: 14 partidas e 5 técnicos demitidos no parque São Jorge. 2003 a 2007, o maior tabu do Majestoso até hoje.

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Histórico, o tabu dos 14 jogos (contando o jogo anulado indevidamente) mereceu até choro do jogador que marcou o gol que findou a escrita, mas nem assim, evitou o rebaixamento naquele ano de 2007, do time da marginal s/n.

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Por falar em rebaixado, vale sempre lembrar que, em 2004, o SPFC salvou o Corinthians da segunda divisão paulista, derrotando o Juventus. Um ato de compaixão.

Contra o Tricolor, o Corinthians joga sempre como se disputasse o jogo da vida, mesmo, não reconhecendo isso. Tentam disfarçar e desfazer. Dizer que o rival é outro, o porco, aliás, mais unidos do que nunca, contra o SPFC.

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Romeu e Julieta encampam campanhas contra o Morumbi, destinavam no passado maiores cotas de ingressos uns aos outros nos clássicos, já fizeram até camisas juntos, com os nomes do rival estampados na manga. Quanto amor…

O Tricolor do Morumbi, por sua vez, não precisa de ninguém, não vende sua camisa.

É hexa conquistado no campo, na técnica e na raça.

Sem asteriscos, sem manchas.

Asteriscos como do campeonato brasileiro de 2005, do torneio de verão 2000.

A supremacia tricolor é comprovada sobre qualquer rival nacional, mais especificamente, em relação ao time que somente após 102 anos de vida, enfim teve um título internacional de credibilidade.

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12 títulos internacionais a 4, é o placar. Com boa vontade, dando um desconto para o Mundialito.

Em muitos momentos, o são-paulino até reconhece, despreza o time da marginal sem número, que ganhou estádio com o dinheiro do povo.

Realmente, o poder do time do governo não está de brincadeira.

Ajuda a combater a inveja.

Inveja que consome, quando se lembram do cinquentenário e pujante estádio são-paulino, um dos maiores particulares do mundo. Ah, se não fosse o Morumbi, o que seria de 1977…

Quando perdem, transformam cada derrota em desespero.

Portas fechadas, treinadores demitidos. Nenhum clássico brasileiro ou mundial representou tanta queda de técnicos quanto SPFC x Corinthians. 14 vezes na história.

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Um recorde absoluto de desespero em perder para o rival.

O sonho do Corinthians é ser o São Paulo.

É ter um estádio como o Morumbi sem depender da política rasa, é ser tri do mundo legítimo, ser tri da Libertadores, ser o maior campeão brasileiro sem canetada de unificação ou com asteriscos.

Não adianta disfarçar a inveja.

Por tudo isso, o retrospecto de jogos na história até se justifica. Levam vantagem nos Majestosos, mas não esquecem os títulos perdidos de 1957, 1991, 1998.

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Em 2015, comemoraram um 6 a 1 na arena do governo, como se fosse a primeira vez. Lamento, o São Paulo já havia vencido pelo mesmo placar, nos primeiros anos de sua fundação.

2016, goleada devolvida com massacre e olé. 4 a 0.

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Eles dizem: confronto direto favorável. Ainda mais, quando o juiz ajuda decisivamente. O famoso apito amigo. Assim foram em fases decisivas dos Paulistas de 1988 e 1993.

Por tudo isso, contra o São Paulo, o Corinthians realmente se supera. Porque nada como vencer, quem mais queriam ser.

Porém…

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Palmeiras, o maior freguês mata-mata do São Paulo

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Palmeiras.

O time da colônia italiana, povo tão importante na história do maior estado brasileiro.

Durante sete décadas, a segunda maior torcida de SP.

Porém, palmeirenses assistiram, desde a metade dos anos 80, a nação tricolor ultrapassar os verdes. Um verdadeiro atropelo. Segundo os principais institutos de pesquisa, nos dias de hoje, seria necessário praticamente somar a torcida verde à santista, para alcançar a nação tricolor.

Sem sua camisa leiloada, entregue, rifada, foram 17 anos de fila, 1976 a 1993, terminados na era da leiteria que se apossara do clube. Leiteria que pensava mais nela, do que no próprio time, fazendo um belo balcão de negócios.

Montaram esquadrões movidos a milhões de dólares, somente para vender seus atletas com maior lucro para o exterior. Pela avidez e ganância do lucro, foram barrados na ilusão de conquistarem o mundo. Ficaram no caminho do Manchester United, na maior falha do goleiro que diziam ser santo. Marcão, que tantos gols já sofreu de Ceni, é um cara gente boa, querido de todas as torcidas. Merecia melhor sorte na carreira.

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Os fabricantes de laticínios foram embora, o time voltou ao coma. Segunda divisão duas vezes, humilhação, vergonha. Conquistaram o estadual 2008, destaque-se, novamente sem as próprias pernas, em outra co-gestão, com direito a gás de pimenta e decisão de semifinal sendo disputada no antigo chiqueiro que chamavam de estádio, atentando contra a segurança da população paulistana. Ato insano e desesperado pelo fim da fila, que foi amparado, na época, pelos lamentáveis bastidores do futebol. Além do Paulistinha, também 1 Copa do Brasil, pra diminuir o sofrimento. Mas ainda no tempo em que os times que participavam da Libertadores (caso do SPFC entre 2004 a 2010), não entravam na menor competição nacional.

Nos tempos atuais, com a camisa vendida novamente, dessa vez, para um grupo que explora juros abusivos da população carente, conquistaram 3 taças nacionais.

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Uma empreiteira assumiu estádio, melhor dizendo, arena nova (estádio é outra coisa, é maior) e estão eufóricos. Mas, durante 30 anos, tem obrigações com eles. E antes que digam alguma coisa, Laudo Natel foi governador eleito depois do Morumbi pronto. É bom conhecer a história, antes de repetir mentiras contadas 1000 vezes, para se tornarem verdades.

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Agora, o Palmeiras agoniza mesmo, quando lembra da freguesia para o São Paulo. Libertadores, 1974, 1994, 2005 e 2006, eliminado todas as vezes pelo Tricolor. Jamais venceu um jogo sequer, fosse no Morumbi, ou no cercadinho do que chamavam de jardins suspensos. 6 vitórias tricolores e 2 empates na história do confronto continental.

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Em 15 confrontos de mata-mata na história, contando todos os campeonatos, foram 13 triunfos são-paulinos.

* Antigamente, não existia o formato mata-mata no futebol paulista. Em 1942, 1944, 1950 e 1972 o Palmeiras venceu o SPFC. Em 1943 e 1971, deu Tricolor.

E nos mata-matas:

Paulista 1978 - 17/06/1979 – Palmeiras 0×0 São Paulo [prorrogação 0x1, gol de Serginho Chulapa]

Paulista 1987 – Semifinal Palmeiras 0 x 0 São Paulo – 15/08 São Paulo 3 x 1 Palmeiras – 23/08

Paulista 1992 – Final Palmeiras 2 x 4 São Paulo – 05/12 São Paulo 2 x 1 Palmeiras – 20/12

Libertadores 1994 – Oitavas-de-final Palmeiras 0 x 0 São Paulo – 27/04 São Paulo 2 x 1 Palmeiras – 24/07

Rio-São Paulo 1998 – Semifinal Palmeiras 2 x 1 São Paulo – 17/02 São Paulo 1 x 0 Palmeiras – 25/02

Paulista 1998 – Semifinal São Paulo 2 x 1 Palmeiras – 19/04 Palmeiras 1 x 3 São Paulo – 26/04

Copa do Brasil 2000 – Quartas-de-final São Paulo 2 x 1 Palmeiras – 24/06 Palmeiras 2 x 3 São Paulo – 27/06

J. Havelange 2000 – Oitavas-de-final Palmeiras 1 x 1 São Paulo – 25/11 São Paulo 1 x 2 Palmeiras – 30/11

Rio-São Paulo 2002 – Semifinal Palmeiras 1 x 1 São Paulo – 21/04 São Paulo 2 x 2 Palmeiras – 27/04

Superpaulistão 2002 – Semifinal Palmeiras 0 x 2 São Paulo – 19/05 São Paulo 2 x 2 Palmeiras – 22/05

Libertadores 2005 – Oitavas-de-final Palmeiras 0 x 1 São Paulo – 18/05 São Paulo 2 x 0 Palmeiras – 25/05

Libertadores 2006 – Oitavas-de-final Palmeiras 1 x 1 São Paulo – 26/04 São Paulo 2 x 1 Palmeiras – 03/05

Paulista 2008 – Semifinal SPFC 2 X 1 Palmeiras – 13/04 Palmeiras 2 x 0 SPFC –20/04

Paulista 2019 – Semifinal São Paulo 0 x 0 Palmeiras, Palmeiras 0(4) x 0(5) São Paulo – 07/04

Um massacre impetuoso. Ah, sim, a CBF unificou os títulos brasileiros. Agora o Palmeiras é deca (risos). 10 na seguinte conta de quem não passou de ano: 4 (1972, 1973, 1993, 1994) + 2 (2016, 2018) = 10.

Hexa, legítimo, é o São Paulo Futebol Clube.

Palmeirenses mais antigos costumam dizer que “corintiano é rival, são-paulino é inimigo”. Pra quê isso, porcos? É apenas futebol.

Pra nós, vocês são apenas, fregueses.

Saudações Tricolores!

 

Crédito-Imagens: Revista Placar, Gazeta Press, Esporte Ilustrado, Lance.

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Crédito/Imagem: jornal Lance