Camisa: estrelas, faixas, patrocínios. Branding!

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Olá nação tricolor!

O blog abre espaço para uma propositura que poderia e deveria ser objeto de debate no Conselho do São Paulo FC, em cada ano, quando da renovação de modelos do uniforme.

A preservação de um dos maiores símbolos oficiais do clube.

A camisa do São Paulo, o manto sagrado.

Nos quesitos patrocínio, numeração e estrelas vermelhas e amarelas.

Patrocínios:

Vamos analisar primeiro os patrocínios, tão fundamentais ao futebol moderno, mas que descaracterizam a camisa 1, na sua concepção original, ou seja, faixas um pouco mais altas, próximas ao peito.

Nos anos 80 (entre 1982 a 1987), anunciantes ainda estavam abaixo das faixas da camisa do São Paulo. A partir da década de 90, a posição das marcas subiu, alterando a formatação do manto tricolor. Jamais voltaram para debaixo das faixas.

patrocinios abaixo

*Alguns argumentarão que é pela visibilidade da TV, mas o Coritiba está aí para provar o contrário. Vide uniforme 1 do clube paranaense, que manteve o respeito à posição das suas faixas.

Recomendo a visita do blog do Thiago Pulzatto, que fez um belo trabalho de pesquisa das fases da camisa tricolor: https://omantotricolor.wordpress.com/camisa-um/

Recuperar as faixas mais perto do coração deveria ser condição mister para cada possibilidade de novo patrocínio.

Uma prova de respeito incondicional, um manual de marca.

Estrelas:

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Nos anos de 1952 (como atleta do São Paulo) e 1956 (representando o Vasco da Gama), o lendário Adhemar Ferreira da Silva, conquistou recordes olímpicos e mundiais, ao ser medalhista olímpico, na modalidade salto triplo, consecutivamente em duas Olimpíadas, Helsinque e Melbourne.

Tais façanhas eternas renderam estrelas amarelas na bandeira oficial do São Paulo FC, a partir de 1956 (não na camisa, que permaneceu intacta, com suas faixas, listras e escudo, por mais 40 anos).

saojose89  Final de 1989, bandeira oficial com estrelas amarelas

Décadas se passaram com a camisa sempre imaculada, até o ano de 1996, quando, na gestão de Fernando Casal De Rey, o São Paulo decidiu inserir as estrelas das glórias do atletismo, em sua camisa de futebol.

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Quatro anos mais tarde, em 2000, na presidência de Paulo Amaral, as estrelas vermelhas passaram a integrar a camisa do Tricolor, pelo bi-mundial 1992-1993.

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Enfim, após o Mundial 2005, no início da temporada 2006, a terceira estrela vermelha.

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Pois bem, as estrelas representam glórias tricolores, fato inconteste. Mas seriam mesmo necessárias? Ou seriam uma ostentação que restringe novas conquistas?

Já imaginaram no futuro? O São Paulo tetra, penta mundial? A estética, o design da camisa, estariam seriamente comprometidos, poluídos visualmente.

Conceitos mercadológicos, da força de uma marca, devem independer de uma “chancela” auto-intitulada.

Outro problema conceitual: o próprio Tricolor estipulou as estrelas vermelhas às conquistas mundiais. Não há uma formatação reconhecida pela Fifa ou qualquer outra entidade, que recomende estrelas vermelhas como sinônimos de conquista.

E quanto ao atletismo? Nobre modalidade, mas somos um clube que possui quase 20 milhões de torcedores movidos por futebol e por este esporte, é que a camisa deveria conter qualquer homenagem.

Devemos gratidão e reverência a todo aquele que representou o manto tricolor, em qualquer outro esporte, com maestria. Porém, se um outro atleta olímpico no futuro, patrocinado pelo São Paulo, for medalhista de ouro e recordista mundial novamente, teríamos também outra estrela amarela na camisa?

Somente nas Olimpíadas de 1952, Adhemar representou o São Paulo. Em 1956, já era atleta do Vasco da Gama, quando foi bicampeão. As estrelas são pelos recordes mundiais (e olímpicos) batidos em 1952 e 1955. Marcas belíssimas, mas seriam para justificar eternidade?

Temos um campeão mundial de boxe, Eder Jofre, no ano de 1960. Se as estrelas valem pra Adhemar, deveriam valer pro boxeador tricolor também. Fato que já lutava profissionalmente, mas até hoje o São Paulo ostenta sua façanha.http://www.saopaulofc.net/noticias/noticias/historia/2015/11/18/ha-55-anos,-eder-jofre-conquistou-o-mundo-pela-primeira-vez/

Maurren Maggi, campeã olímpica, quando passou a ser atleta do SPFC em 2010, sonhou em colocar a terceira estrela amarela, em caso de uma nova conquista. A pergunta é: onde seria? http://www.saopaulofc.net/noticias/noticias/futebol/2010/2/23/maurren-quero-colocar-uma-estrela-no-simbolo/

Se o clube, com suas marcas vencedoras em outras modalidades, quiser homenagear ídolos do passado ou outros que possam vir a representar o São Paulo no presente e futuro, existem diversas formas, objetos de autorizações estatutárias.

A camisa do São Paulo é do Futebol Clube, acima de tudo! Reconhecida como tricampeã do mundo em qualquer parte do planeta, sem que estrelas precisem contar isso.

Portanto, recuperar a tradição do escudo, sem a necessidade de auto-ostentar estrelas, seria um grande ato do São Paulo.

Além do mais, é um ato de justiça com o passado, pelos 66 anos que a camisa do São Paulo foi muito vencedora, sem estrelas, com ídolos para sempre.

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A primeira camisa, a partir de 1930, de Friedenreich e cia, não é “menor” que aquela com estrelas. Muito menos, a da era do Rolo Compressor de King, Leônidas da Silva, Sastre, Teixeirinha, a linha média de Bauer Ruy e Noronha e inesquecíveis craques do Tricolor na década de 40. O período de De Sordi e Zizinho, Gino, Maurinho, Canhoteiro, os títulos dos anos 50. Roberto Dias e os guerreiros que defenderam o São Paulo na construção do Morumbi, nos 60. O estádio pronto, a explosão de títulos a partir de Sérgio Valentim, Gerson, Fórlan Pedro Rocha, Toninho Guerreiro, Mirandinha, Chulapa, Chicão, Zé Sérgio, nos 70. A Máquina Tricolor e os Menudos do Morumbi nos 80, com Gilmar, Oscar e Dario Pereyra, Renato Pé Murcho, Silas e Muller, Careca, Pita e o Rei de Roma. Os mágicos anos 90 de Telê, Rei Raí, Cafu, Zetti. Muitos outros heróis completam a lista desses lendários tricolores.

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Seriam menos campeões por não terem estrelas amarelas ou vermelhas em suas épocas? Claro que não!

Números:

Ainda existe a abordagem dos números e suas tipografias, que fazem com que o São Paulo, em diversas temporadas, corte suas faixas e listras para inserí-los.

Novamente, volta à tona o argumento da visibilidade das transmissões de televisão. Ocorre que, durante décadas, inesgotáveis jogos foram transmitidos sem a necessidade de se “mutilar” a camisa tricolor. Basta uma fonte forte e grande, para o problema estar resolvido, ano a ano. Dois exemplos a seguir, dos anos 80 e da década passada, já no novo século (alguma dificuldade de leitura?):

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Em cada tempo, a relevância das conquistas foi se transformando. Vencer um campeonato estadual já foi tão valioso quanto a mais alta performance internacional, nos dias atuais.

O escudo tricolor, o coração de cinco pontas, o diamante belo do Tricolor Paulista, é magnífico, imponente e poderoso por si só!

Bem como sua camisa, preservada na altura e extensão de suas faixas e listras.

Pense nisso, São Paulo FC!

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Site oficial do SPFC, Revista Placar, UOL Esporte, blog O Manto Tricolor, de Thiago Pulzatto.

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SPFC, o novo Independiente?

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O Independiente, de Avellaneda, é o grande campeão da Libertadores da América. 7 títulos e predomínio em décadas passadas, em nosso continente sul-americano.

Assim como Peñarol e Nacional assombraram gramados sudacas, pela fibra e raça de outrora.

Olimpia do Paraguai também é um bom exemplo, tri da América.

Qual a relevância no cenário sul-americano desses times, nos dias atuais? Quase nula. Possuem torcidas grandes, jogam por tradição, mas sem a imposição e o temor rival.

O São Paulo, há 9 anos, atravessa o mesmo processo. É o maior campeão das Américas no país, somando todos títulos da Conmebol e o único trimundial do Brasil.

Porém, sufoca, naufraga em sua própria perpetuação do poder, que arrasa o clube, ano a ano.

Eliminações, humilhações, freguesia em clássicos, temor perdido. Nenhum time tem medo do São Paulo mais. Ninguém mais admira e aplaude a diretoria do clube, como sempre ocorria, desde 1930, a partir do juvenalismo.

A explosão em tamanho da torcida, se consolidando como terceira maior do país, não conseguiu reverter a lástima administrativa e nos gramados.

O SPFC, de “dentre os grandes, és o primeiro”, está em um processo de degradação e diminuição de tamanho, causada por fogo amigo. O pior, sem poder de reação em suas células vitais.

Nada na sociedade deu certo com poder perpetuado. Governos, clubes, instituições. Desde 2002, o mesmo grupo político domina o Tricolor. Viveram ascensão, ápice, declínio e, nos últimos 3 anos, terra arrasada.

Tento lutar contra tudo isso, até o limite das minhas forças. Diariamente, amando, apoiando, torcendo.

Mas também cobrando, questionando, exigindo, criticando. Quem ama, cuida.

Enfrentando a tática nazista de Goebbels, a propaganda de dizer 1000 vezes 1 mentira, pra que se torne verdade. A moda da vez do aparelhamento é: “quem cobra, torce contra”.

Prática torpe, vil, deplorável, canalha.

Porém, podem falar, a nação tricolor sabe quem é quem. Seguirei exigindo aprimoramento de gestão no SPFC, modernização, choque de governança ou mudança diretiva. É uma luta inglória pois, pelo visto, os conselheiros de situação que poderiam bradar, estão satisfeitos com o drama desesperador tricolor. Já os oposicionistas, sempre em minoria, minguam no que podem fazer.

Sites, blogs, influenciadores de toda uma geração que não conheceu a grandeza do SPFC, fazem com que seja disseminada essa mentira e blindam o poder, com “maestria”.

As organizadas decidiram só cobrar após o SPFC escapar da segunda divisão. Cogita-se até não cobrarem nada dos que estão no poder.

Difícil…

Ocorre que cada família tricolor vale a batalha, os amigos, a honra.

O projeto de espanholização segue firme no Brasil e as dezenas (até centenas) de milhões de reais que o SPFC ganha a menos por ano, em relação aos seus maiores rivais, por absoluto amadorismo e incapacidade, está empurrando o Tricolor da condição de protagonista, para coadjuvante, cada vez mais.

Não somos mais o Real ou Barça, o Bayern, a Juventus, os 5 grandes ingleses. Somos aquele time intermediário (ainda um clube gigante) que um dia foi um grande campeão…

Assim como o Independiente, maior da Libertadores na Argentina.

Seguirei, como simples torcedor, amando o São Paulo e o defendendo.

Até onde mais consigam destroçá-lo, a resistência sempre existirá.

Saudações Tricolores.

 

Carlos Port

Opinião Tricolor

Opinião Tricolor: #saopaulinasuniformizadas

Salve nação tricolor!

O excelente blog Olhar Crônico Esportivo, do Emerson Gonçalves, divulgou nesta década (há alguns anos), uma tabela sobre o percentual de mulheres que torciam para os grandes clubes brasileiros. Eis:

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Os números mostram uma realidade evidente: a torcida do São Paulo está sacramentada em terceiro lugar no Brasil, tanto em homens, quanto em mulheres.

Porém, o que deveria ser excelente em termos de popularidade, no tocante à fonte de receita, marketing, exploração e propagação de potencial consumidor, aumento de torcida, segue tratado de forma amadora e lamentável, pelo São Paulo FC e seus parceiros, fornecedores de materiais esportivos.

O culpado maior é o clube, depois, a marca que estampa a camisa. Afinal, ao tratar de brand, um time trimundial precisa exigir que o fornecedor atenda todos os seus públicos, notadamente, quando envolve milhões de torcedores.

Leia-se milhões de homens, que preenchem uma oferta e demanda da linha de produtos oferecidos, muito superior aquela desenvolvida para o público feminino. Um disparate este descaso!

Estamos falando de 7 milhões de torcedoras, aproximadamente, reféns do amadorismo diretivo que persegue o São Paulo, nos últimos anos. Como desprezar um contingente tão expressivo, de um público tão importante?

As mulheres se estabeleceram, definitivamente, no futebol. Milhões praticam pelo planeta, torcem, vibram, formam opinião, sofrem, vivem e respiram futebol, tanto quanto os homens. Mas são desamparadas no momento de vestirem as cores do time de coração, no Tricolor do Morumbi. Triste a visão limitada de nossos dirigentes.

Dizem que a atual fornecedora pode sair do clube, em 2018. Outros bastidores afirmam que permanecerá.

O fato é: seja Under Armour, ou quem vier, passem a tratar as são-paulinas com altivez, respeito e relevância.

Mulheres não são crianças de 12 anos, não são obrigadas a aceitar roupas em tamanho masculino ou infantil, devido à carência de produtos femininos.

Um destrato injustificável, mais um tiro no pé, da perpetuação do poder.

Afinal, são-paulinas comandam!

Use nas redes sociais #saopaulinasuniformizadas

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Saudações Tricolores!

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Carlos Port – Opinião Tricolor

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