2017: Moedas na fonte

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Salve nação tricolor!

Antes de tudo, galera, Feliz Ano Novo a todo leitor desse espaço de amor ao São Paulo. Paz, sabedoria e força, neste 2017 que já se avizinha!
Para o São Paulo, o desejo é o anseio da realidade, para os pedidos atendidos, como se fossem moedas jogadas na fonte:
Rogério Ceni: que tenha êxito no seu gigante desafio. O maior jogador do São Paulo de todos os tempos, comandará não mais como capitão, mas como treinador, um elenco. Autoridade e moral pra isso já existem. Capacidade e experiência serão buscadas no dia-a-dia. A obstinação desse guerreiro é o maior predicado que pode possuir. Sua inteligência diferenciada idem. O principal, tem total apoio do torcedor.
Elenco: Manutenção dos melhores jogadores (que são raros na equipe), faxina no inchaço de jogadores que não tem capacidade de vestir o manto tricolor, aproveitamento e ousadia com a excelente safra da base no profissional e reforços pontuais. Tudo isso, sob muita disciplina tática e cooperação incondicional com o M1to.
Diretoria: situação e oposição, ano de eleição. Que o novo estatuto traga mudanças reais, encerrando o modelo de perpetuação de poder, vença quem vencer. Que seja um novo tempo de agregar correntes, diminuir diferenças, zerar todas situações de investigações internas, com devidas sanções ou absolvições (mas jamais impunidade).
A torcida do São Paulo é a terceira maior do Brasil, consolidada, mesmo com 9 anos de fila, adentrando 2017.
O respeito a esta nação é o principal desejo de todos!
Vencer ou perder é do jogo, mas planejar e ser íntegro, é obrigação.
Saudações Tricolores!
Feliz Ano Novo!
No Twitter: @carlosport

As saídas de MAC e Ataíde

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Salve nação tricolor!

Próximo de encerrar o ano, o são-paulino tem o sentimento de uma temporada tenebrosa, com desclassificações, derrotas vergonhosas e mais um ano sem título, na fila de grandes conquistas (8 anos) e maior período período sem taças desde o advento do Morumbi totalmente inaugurado (serão 5 temporadas, considerando a conquista da Sulamericana 2012, em 2017).

Isso significa que, antes de pensar em reforçar, é necessário reformular. Dispensas, empréstimos, vendas, o são-paulino que ver sangue novo, aliando a minoria dos bons valores do grupo, às promessas fortes da base e reforços pontuais, com perfis pra decidir.

Todos eles, sob o comando da esperança de sucesso de Rogério Ceni, o maior abnegado que já vestiu o manto tricolor, agora na empreitada de treinador.

Neste cenário, entra a política e o ano eleitoral.

O São Paulo se despede de 2016, anunciando que não terá Ataíde Gil Guerreiro e Marco Aurélio Cunha, nos quadros diretivos do ano que vem.

Dois personagens emblemáticos na história do clube, um de longa data, outro de um passado mais recente, no departamento de futebol.

Ataíde Gil Guerreiro foi o homem forte do futebol de Aidar em 2014/2015, até o episódio do rompimento traumático e escandaloso de ambos, que culminou com dupla expulsão do Conselho Deliberativo. Porém, o que os conselheiros decidiram não abalou Leco, que manteve Ataíde conduzindo o futebol no início de 2016. Os maus resultados prosseguiam e então, mediante intensa pressão de conselheiros e torcida, o atual presidente se viu obrigado a trocar Gil Guerreiro de função. Solução que não agradou ninguém, a não ser, a cúpula diretiva. O desgaste seguiu e o afastamento da posição de diretor institucional (ironicamente, cargo criado por Carlos Miguel Aidar) é o melhor caminho para o cenário de eleições do São Paulo, em abril (a última neste período do ano, sob o estatuto vigente).

Marco Aurélio Cunha, dirigente vencedor no passado tricolor, que viveu no cargo o ápice e declínio de Juvenal Juvêncio, até dissociar-se e enfrentá-lo nas eleições do pleito 2014, voltou pela experiência boleira para ajudar na situação de caos no futebol que o SPFC vivia. Veio para suceder o período de Gustavo Vieira de Oliveira como executivo de elencos que, de 2013 até a temporada atual, nunca trouxe um título para o Tricolor. Sequer, uma final. Ano após ano, fracassos. Ocorre que em 2016 a preocupação beirou o desespero, diante de tantos insucessos, fruto de planejamentos medíocres. A saída de Gustavo somada a chegada de MAC melhorou o ambiente, o vestiário e o Tricolor escapou do rebaixamento.

Porém, o fator determinante para o risco da queda ser afastado foi a torcida do SPFC, mais uma vez. A salvação não teve dono. A diretoria que terminou o ano chegou a perder do então lanterna do campeonato. A base que veio a campo ajudou também, não em situação planejada, mas por não ter pra onde recorrer.

Páginas viradas, o São Paulo precisa ter foco e determinação, para implantar a profissionalização e voltar a ser vanguarda. Folclore e romantismo, nem tão pouco, truculência, levarão o Tricolor de volta ao topo.

A seguir, opiniões dos torcedores no Twitter, sobre a saída dos dirigentes (não representam obrigatoriamente a opinião do blog, pluralidade). A torcida é o pulso do Opinião Tricolor.

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Saudações Tricolores!

No Twitter: @carlosport

Tricolor em 10 pontos – Balanço 2016

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1) Diretoria de futebol: péssima com Ataide/Gustavo, ótima com Luis Cunha, voltou a péssima com Gustavo, regular com MAC. O ano teve um único salvador: a torcida!

2) Diretoria mkt: conseguiu patrocínios pra camisa, tirou imagem ruim da era Aidar. Mas precisa ser profissional totalmente, muita política.

3) Oposição: desunida e sem um nome forte ainda, pra enfrentar a perpetuação do poder dos herdeiros de JJ.

4) Comissão técnica e preparação física: sofrível o ano todo, salvo raras exceções. Reffis foi estaleiro, time cansado no segundo tempo.

5) Goleiros: Denis, o goleiro das defesas difíceis e das bolas fáceis no gol. Os demais, sem oportunidades. Teimosia que custou caro.

6) Zagueiros: melhor setor, desde que completo. Rodrigo Caio evoluiu muito, Maicon valioso (mas custou mais do que devia). Lugano, o cara.

7) Laterais: Gringos foram melhores que brazucas. Buffarini parece o melhor de todos. Mena médio. Carlinhos, o eterno lesionado. Bruno 8 ou 80.

8) Volantes: faltou quem mandasse. Thiago Mendes quase foi no embalo do Migué, Hudson limitado esforçado, Schmidt habilidoso, Wesley tchau.

9) Meias: primeiro semestre bonito de Ganso, que saiu sem brilho. Segundo semestre muito bom de Cueva. Ideal seria se ficassem juntos. Luis Cunha tentou o maestro, mas não teve tempo pra conseguir.

10) Atacantes: Calleri representou. Chavez se esforça. Neres e Araújo, promessas reais. Kelvin fraco, Centurión só lá. Gilberto, cedo.

Ponto extra da temporada: Primeiro a faxina no elenco, depois contratações pontuais. Observem que vários jogadores sequer foram citados, porque não jogaram ou não representaram o manto. É preciso limpar o péssimo legado da era GVO.

Quanto aos técnicos, Bauza não conseguiu impor conceito e padrão, Ricardo Gomes quase afundou o time, a teimosia da diretoria em mudar também.

Força Ceni!

Saudações Tricolores.

No Twitter: @carlosport

Bem-vindos à era Ceni

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Salve nação tricolor!

A expectativa pela apresentação do M1to Rogério, enfim, se concretizou.

Um novo tempo, certamente, virá no Morumbi.

Tempo de “busca por glória”, como Ceni intenta? Não dependerá só dele. O maior ídolo do São Paulo, o recordista das marcas inatingíveis, precisará contar com muito mais do que a sua maravilhosa história, para tornar-se novamente campeão.

Uma comissão técnica estrangeira, com conceitos de certificação UEFA, demonstra que o treinador são-paulino não veio pra brincar. Não tenham dúvidas, se tivesse tido o tempo necessário, seria Rogério a ter a exigência de graduação que o futebol dos grandes centros europeus determinam.

Ao ter o inglês Michal Beale ao lado, uma comissão mista está formada com conhecimentos nativos da cultura do futebol brasileiro, somada com novos métodos científicos, táticos e técnicos, que a modernidade implementou no mundo boleiro e que tanta falta ao nosso país. A barreira do idioma já está sendo combatida com horas diárias de lições de português. Para quem tem 9 livros publicados, ler e estudar deve ser um prazer.

Já o francês Charles Hembert será o interlocutor de Beale e tem à frente, um projeto de coordenador de futebol e do lado logístico da equipe. Hembert já tem experiência com a CBF, conhece um pouco dos meandros, encontros e desencontros da bola brazuca.

Quanto a Ceni, que pretende treinar equipe ofensivamente e com marcação pressão no campo adversário, a projeção é a melhor possível, no quesito determinação. Aí que entra a ajuda que ele precisará ter: sua implacável obstinação tem que receber reforços à altura do São Paulo. O tempo de contratações medíocres, sempre em maior quantidade do que as boas, que incharam o São Paulo nos tempos de JJ, Aidar e Leco, coincidentemente, sempre com GVO (que não mais está como executivo de futebol), precisa acabar.

Uma interface de base (geração muito vencedora nos últimos 2 anos) com atletas trazidos pontualmente e de nível, é fundamental. Bem como a “faxina” do elenco, daqueles que não honraram o SPFC, tanto em futebol, quanto em atitude.

Por fim, que o cenário eleitoral não faça nem situação, nem oposição, atrapalharem os caminhos do M1to.

Vale a pena relembrar tantas vezes quantas forem possíveis: Rogério Ceni é patrimônio do São Paulo e não ganho político de ninguém.

Boa sorte ao M1to!

São milhões, novamente, com ele.

Saudações Tricolores!

 

No Twitter: @carlosport