Carta aberta: Gustavo Vieira de Oliveira

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São Paulo, agosto de 2016.

Olá Gustavo, permita-me chamá-lo de “você”. Somos quase contemporâneos.

Aliás, um dos seus bons atributos é a juventude, cabeça moderna, em um modelo arcaico de administração, como é o do São Paulo.

Em maio desta temporada, fiz aqui no Opinião Tricolor uma singela análise da atuação em seu cargo executivo no São Paulo, ao longo dos anos, não sei se já leu:http://opiniaotricolor.com.br/?p=2233~

Mas, como sei que as colunas do Opinião refletem no clube, entre conselheiros, diretores e torcedores, resolvi novamente escrever sobre você.

Desta vez, de forma franca, a mais transparente possível, através de uma carta aberta.

Para pedir que se demita.

Em tom de respeito.

Falo sempre aos meus seguidores nas redes sociais: critique com contundência, mas não ofenda, não acuse sem provas, não perca a razão.

Te critico, Gustavo. Bastante.

Porém, sempre respeitei seu currículo, sua boa formação, sua educação.

Cobro do presidente Leco, por exemplo, se os 3% existem ou não, pois em entrevista ao jornal Lance, datado de 29/12/2015, ele admitia, após você ter desmentido: http://www.lance.com.br/sao-paulo/leco-confirma-que-executivo-ganhara-bonus-vendas-atletas.html. Nesta temporada 2016, alguns setoristas do clube que sempre são flores para a diretoria, negam. Mas, perdão, falta o presidente ou você mesmo, declararem que a idéia da bonificação foi abolida definitivamente.

Mais razões, para pedir a sua saída, não faltam:

Em cargo remunerado no futebol, com poderes reconhecidos, você fracassou desde o segundo semestre de 2013, quando assumiu. Bem verdade, em ano de crise (o que não é novidade para você). O São Paulo recuperou-se no Brasileirão daquele ano, pela união torcida e Muricy. Time salvo no campeonato nacional, mas eliminado de forma patética na Sul-Americana, diante da Ponte Preta, que cairia naquele Brasileirão.

2014 foi ano de sucessão no São Paulo. Você seguiu no cargo, na troca de presidentes. Era da situação, que venceu. Mas todos sabemos que “a situação” piorou no relacionamento que tinha com o saudoso, carismático e contestado Juvenal Juvêncio, em relação a Carlos Miguel Aidar. Apesar de todo seu bom entrosamento com Ataíde Gil Guerreiro (que merecia uma carta aberta como essa). Do um ano e meio que Aidar permaneceu no cargo, até sua renúncia, em um ano e um mês vocês trilharam juntos. Desclassificações desastrosas para Penapolense (série D) e Bragantino (série B) foram anexadas em seu currículo como dirigente.

Em 2015, o Tricolor entrou na pior ebulição política deste século. Guerra política que culminou na sua demissão, como já citada acima. Por pouco tempo, é fato. Leco assumiu a presidência e reconduziu Ataíde com você, para a diretoria do clube. Decisões, finais? Nem pensar. Um final de ano amargando 6 a 1 para o rival que seu pai marcou história, após mais uma eliminação de Copa do Brasil, somada ao fracasso de Libertadores e Paulistão.

Vivemos 2016. Dizem que foi ano de reconstrução. Perdão, Gustavo. De obra nunca pronta. Diz a sua pequena minoria de apoiadores que o São Paulo foi semifinalista de Libertadores. Com 5 derrotas, nunca perdemos tanto numa edição. No momento crucial, a ausência de reforços. Antes disso, outra eliminação deplorável, diante do Audax (novamente, série D). O time fez greve de silêncio, segue perdendo clássicos, não tem mais chance no Brasileirão e corre riscos de rebaixamento. A Copa do Brasil, vista como tábua de salvação, já está na berlinda, após derrota para o Juventude (série C), em pleno Morumbi.

Não citarei seu rol de contratações, apenas ressalto que as ruins superaram as boas.

Três temporadas e meia, Gustavo, caminhando para a quarta. Sem um título, que justificasse seu excelente salário. Nenhuma final. Não acha que já foi o bastante?

Milhões de torcedores acham. Melhor, eles tem certeza.

Em tempo, profissional qualificado tem que ganhar bem mesmo, Gustavo, mas precisa mostrar resultados. No São Paulo, eles não vieram. Pelo contrário, o clube coleciona vexames que demorará pra esquecer. Você faz parte deles.

Por tudo isso, peça demissão do São Paulo, como são-paulino que é. Será ato de são-paulinidade.

Muitos afirmam que você torce para o Corinthians, por seu pai ser, talvez, o maior ídolo do clube. Eu não acredito. Creio na versão do encantamento que você teve com seu tio Raí, que conduzia como rei, aquele São Paulo extremamente vencedor.

Mas seu pai, Gustavo, era defensor nato da democracia. Até criou um movimento no rival da então marginal s/n, nos anos 80. Inclusive, nos venceu em finais, por dois anos consecutivos, naqueles tempos.

Só que na democracia tricolor, a grande maioria da torcida, quer você fora do São Paulo. Sendo justo, junto de outros tantos.

Não é pra menos. Com você, 14 campeonatos disputados e perdidos. Nenhuma final. 14 clássicos perdidos, tomando mais de 40 gols. Ao todo, 29, para apenas 8 vitórias com elencos que construiu.

Números de quem não merece estar no futebol de uma nação que tem mais de 18 milhões de torcedores, que se orgulham de 3 Mundiais, 3 Libertadores, 6 Brasileiros e de ser sempre, time de chegada. Tradição que seu trabalho vem jogando fora.

Assimile assim, os pilares democráticos que são seus ensinamentos de sangue. O são-paulino quer mudanças, dentre elas, a sua imediata saída.

Inclusive, em abaixo-assinado, que cresce a todo instante: https://secure.avaaz.org/po/petition/Presidencia_do_Sao_Paulo_Futebol_Clube_Demissao_imediata_de_Ataide_e_Gustavo_Viera_do_SPFC/?cOuuYkb~

A essa altura, não se trata nem mais de querer, é de precisar.

Pelo bem do Tricolor e de sua história.

Entregue seu cargo.

Será digno de sua parte.

Saudações Tricolores.

Carlos Port – Opinião Tricolor

O protesto: Constituição, excessos, cortina de fumaça

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Salve nação tricolor.

Diz a Constituição brasileira:

“Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente”. (artigo 5º, inciso 16).

Assisti sábado pela manhã, no CT da Barra Funda, local de treinamentos do São Paulo, o cumprimento de diversas premissas do direito ao protesto. Não existiam armas, não era necessária a autorização, pois nada estava marcado para o mesmo local (avenida Marquês de São Vicente), o SPFC tinha conhecimento prévio, pela divulgação das organizadas. Nada foi feito às escondidas, personalidades, jornalistas, blogueiros, comunicaram presença nas redes sociais. O próprio São Paulo FC solicitou reforço de segurança, que estava presente sim, ao ato.

Sobre o famoso ator Henri Castelli, que o SPFC diz pretender processar, pelo fato de ter conclamado a torcida para participar do protesto, vale citar um editorial de junho de 2013, do periódico Cruzeiro:

“Não está entre as prerrogativas das autoridades usar a Polícia Militar ou a Guarda Civil para tentar silenciar as vozes discordantes… é imprescindível que o poder político reveja a orientação dada às forças de segurança, para que só sejam coibidos, de maneira profissional e focada – com a devida identificação e prisão dos autores -, os atos de depredação e vandalismo, jamais o direito constitucional de se reunir e se manifestar”.

Um pouco mais da nossa Carta Magna, referente não somente à Castelli, mas a todo são-paulino que expressa sua indignação, seja onde for:

“Art.5º: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de nenhuma natureza, garantindo-se aos brasileiros e estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e a propriedade, nos termos seguintes: …

IX – É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.

Portanto, baseado na lei, amparado pela liberdade de expressão de um país que não é ditatorial (muito menos um clube de futebol), torcedores são-paulinos protestaram no Centro de Treinamento. De abastados a povão, de gente simples a letrados, diferentes entre si, mas com a mesma razão e sentimento: o São Paulo FC.

Segue o relato do que vi:
A ação ocorria na frente do CT são-paulino e somente do lado de fora, até que todas as torcidas organizadas e demais torcedores que lá estavam, se reuniram na frente do portão de acesso do clube.
Da avenida Marquês de São Vicente, na mesma faixa de via onde estava presente com centenas de torcedores, presenciei o portão do CT ser aberto.
Repito, de onde estavam centenas de torcedores, do lado de fora, não pareceu ser invasão forçada, com o portão tentando ser arrombado ou destruído (o clube relata que foi quebrado). Nenhum torcedor tentou pular muro ou o próprio portão. Atitudes como chutes, socos, pontapés, que seriam dignas de repressão policial, também não foram vistas da avenida.
De qualquer forma, é um relato de cerca de 20 metros do local, onde havia uma massa humana na frente. Por isso seria importante o São Paulo disponibilizar às autoridades, imagens filmadas da sua segurança, para comprovar tal impressão. Se, ao contrário do que pareceu, for mostrado que tentaram vandalizar o portão, que os responsáveis nas filmagens sejam identificados e punidos.
Importante ressaltar: após a abertura dos portões, existiam seguranças do clube e policiais militares no CT. Nenhuma retaliação ocorreu, ou tentativa de impedimento. Foi possível ver, da avenida, que torcedores entraram tranquilamente pela alameda que leva ao estacionamento do centro de treinamento, em bloco, poucos correndo, maioria caminhando, sem agressões ou confronto algum.
Então adentraram gramado, campo de treino. Esta situação, ao meu ver, não deveria ter ocorrido jamais. Ali o protesto perdeu limites, sim. Porém, algumas considerações merecem ser feitas, a partir deste instante:
1) foram relatadas e vistas (em vídeo de celular exposto nas redes sociais) algumas leves intimidações a alguns jogadores: o monitoramento existiu, portanto, a identificaçãoindividualização de cada um que praticou ato de violência, é fundamental e deve ser exigida em forma de sanção. Bem como, punição aos responsáveis pela subtração dos poucos objetos que o São Paulo FC afirma terem sido furtados.
2) policiais militares estavam presentes no gramado também, andando entre os manifestantes. Nenhum registro de confronto ocorreu.
3) a ação de saída do gramado parece ter sido claramente ordenada pelas lideranças das organizadas e transcorreu, novamente, pacificamente entre torcedores e policiais, que lá estavam com viaturas do Batalhão de Choque.
Qual o saldo disso tudo?
Primeiro, a consolidação do conceito de que o protesto era legítimo, conforme as leis brasileiras.
Segundo, atos que ultrapassaram a ação pacífica do ato, devem ser investigados e responsáveis processados, sem generalizar toda ação.
O torcedor são-paulino não suporta mais anos de humilhação, consequência de gestões desastrosas e incapacidade de quase todos, dirigentes, treinadores e atletas, de honrar a tradição do time mais vitorioso do Brasil. Sempre existirão, claro, as boas exceções que entendem a dimensão do que é o São Paulo FC.
Raí, ídolo eterno, afirmou neste ano de 2016 que “falta alma”.
Falta muito mais, Terror do Morumbi, falta capacidade! Profissionalização, respeito.
Vivemos uma era de anos de poder perpétuo, com apenas uma sórdida dança de cadeiras, daqueles que o detêm.
Conselheiro expulso pode ser diretor, executivo que nunca ganhou nada em 4 temporadas, pode continuar fracassando na montagem de elencos.
Querem que quase 20 milhões de torcedores, fiquem calados diante de tamanho ataque à honra são-paulina.
Esta sim, a maior atingida, ao longo dos últimos anos.
Por fim, o apelo:
Que a instituição São Paulo FC não transforme o protesto legítimo dos seus torcedores (onde excessos devem ser duramente punidos) em cortina de fumaça e transferência de responsabilidade. Ao mesmo tempo, que excessos sejam punidos na forma da lei.
Não foi e não será o desabafo de centenas, ecoado por milhares/milhões, o responsável pelo futebol deplorável do São Paulo.
O problema não é perder, isto é do futebol. É como se perde.
Eliminações vexatórias como nunca vistas na história do Tricolor, ano após ano, seguem ocorrendo. Sejam para times de divisões inferiores, sejam para rivais históricos. Ninguém mais respeita o São Paulo, nem em seus domínios, pela administração lastimável do futebol do clube.
Deploravelmente, do terceiro mandato de Juvenal Juvêncio adiante. Aidar também sucumbiu nos gramados e escândalos e com Leco, a vergonha continua quando o Tricolor entra em campo.
Detalhe: falamos de 3 presidentes, JJ, Aidar e Leco. Os cargos diretivos que contribuem para tal situação lastimável, são formados, em sua maioria, pelas mesmas pessoas. Sobretudo, pós 2013, no departamento de futebol. Ressalte-se um viva, às boas exceções que realizam um bom trabalho pelo clube. Nem todos tem se demonstrado incapazes.
O final de 2016 segue perigoso e tenebroso para o Tricolor que amamos, na questão do risco ao rebaixamento.
Por isso bradamos, por isso, seguiremos lutando pelo resgate do São Paulo aos seus verdadeiros donos, a torcida!
Saudações Tricolores.
Carlos Port – Opinião Tricolor

São Paulo FC: A perpetuação, disfarçada de reconstrução.

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Salve o Tricolor Paulista!

Depende muito de você, são-paulino!

O “amor que não admite traição”, reportagem da Revista Placar, em 1978, já relatava o comportamento complicado do torcedor do nosso SPFC, que se ausenta historicamente no momento mais difícil.

Não podemos ser assim, em momento crítico tão crucial ao clube e ao time!

A diretoria de Leco, Ataíde, Gustavo, Manssur, Natel e outros, é o quarto mandato de Juvenal Juvêncio. Salvo raras e boas exceções.

Existe um hiato neste caminho, que foi o tenebroso período de Aidar a partir de 2015, candidato que rompeu com JJ mas que foi apoiado, na eleição, por todos que seguem na diretoria. Sem essa de herança maldita, porque estavam na administração desde sempre.

Notadamente o executivo de futebol, que assumiu em julho de 2013 e já foi eliminado pra 4 times de divisões inferiores (Ponte que cairia em 2013 no Brasileirão, Penapolense série D em 2014 e Bragantino série B no mesmo ano, Audax série D 2016) e agora, o risco iminente de mais uma queda, pra divisão que falta, a C, com o Juventude.

O G4 já era, mas o Z4 está ali, apenas 4 pontos, faltando o segundo turno quase todo do Brasileirão.

Esse mesmo departamento de futebol tem as piores marcas na história dos clássicos, contra os rivais da capital e baixada. Tomaram mais de 40 gols, a partir da segunda metade de 2013, fizeram pouco mais de 20. Gustavo, descontados os poucos meses que ficou de fora entre Aidar e Leco, esteve como executivo em 29 clássicos. Apenas 8 vitórias, goleadas vexatórias.

A saber:

SEP: 4D 3V 1E

SFC: 5D 3V 3E

SCCP: 5D 2V 3E

13 é o número seguido de campeonatos perdidos (até aqui, sem contar a edição 2016 da Copa do Brasil, mas já considerando o Brasileirão sem chances) que o executivo Gustavo sequer disputou uma final ou lutou nos pontos corridos (4 Brasileiros, 3 Paulistas, 2 Copas do Brasil, 2 Libertadores, 2 Sul-americanas). Pra 120 mil/mês?! E os 3%, quando serão negados publicamente pelo presidente? Porque entrevista afirmando que sim, haveriam em negociações, foi dada ao jornal Lance em 29/12/2015.

O que dizer do conselheiro expulso que segue diretor, então? A torcida não suporta, mas Ataíde segue com poder. Enquanto VP de futebol, ao lado de Gustavo, após saída de Aidar, foi uma lástima. Até greve de silêncio o elenco fez. Foi remanejado pela força do torcedor, mas seu lugar é longe da diretoria. Ao menos, deveria ser. Como um conselheiro expulso pode representar a instituição?!

Luiz Cunha, que chegou assumir diretoria e viveu o único período de reação da equipe na temporada, foi engolido pelo sistema. Não resistiu, saiu.

Com o pretexto de reformularem o estatuto, varreram pra debaixo do tapete todos atos que a justiça vinha considerando ilegais, por mudanças sem crivo dos sócios. Uma votação casada e covarde.

Onde está você, Abílio Diniz, que contratou pesadas auditorias e consultorias do próprio bolso, mas os conselheiros do São Paulo não sabem dos resultados? Venha a público, convoque uma coletiva, demonstre sua indignação, lute pela profissionalização como talvez, o maior empresário deste país!

Já caíram com essa perpetuação de poder na diretoria, Muricy, Milton Cruz, Osorio, Bauza. Ricardo Gomes mal chegou e já está na berlinda, pois a diretoria não tem vestiário e parece que já engoliram o combalido treinador.

Está na cara que o problema é maior do que técnico!

Contratações-relâmpago que chegam e saem, sem meio ano de clube, se repetem a cada temporada, planejamento patético de vários jogadores medíocres contratados, nesta condição:

No ataque, Pabón, Jonathan Cafu, Wilder, Kieza! Este último, ainda teve comissão, segundo entrevista do presidente à Folha, em março desse ano. Agora chega um tal de Gilberto.

Na defesa, pior ainda. Anos sem algum planejamento de zaga. De Roger Carvalho (primeira contratação de GVO) vindo da Tombense a Luis Ricardo (ambos cobraram o SPFC na justiça), ao ágio pago por Maicon em 2016, por um empréstimo curto que valorizou o jogador. Pagar dezenas de milhões em zagueiro, mais a cessão de jovens da base, foi quase uma extorsão! Infelizmente, necessária, por um início mal conduzido. Zagueiros medíocres contratados e com extensão de contrato, que valeram processo também. Gols e gols tomados, desclassificações.

Jogadores hermanos como Clemente Rodriguez e Cañete ficaram anos no clube, inclusive com essa administração no depto. de futebol, sem soluções de negócios. O zagueiro “canhoto” sonho de Ataide (como se precisasse ser canhoto pra jogar do lado esquerdo da defesa) Luiz Eduardo, alguém sabe dele?

Para cada jogador considerado bom contratado, casos de Álvaro Pereira (que não ficou após chegada de Carlinhos), Michel Bastos, hoje muito mais problema do que solução, Thiago Mendes que esqueceu de jogar bola em 2016, Calleri que mal chegou e já saiu, Cueva, Chávez, tivemos vários jogadores ruins. Times desequilibrados. Isto é planejamento?

Má gestão na efetivação da base: lembro que Lucas, Casemiro, Boschilia, brilham nos campos europeus.

Ano de Eliminatórias, jogadores serão convocados, sem a menor reposição. Repito a pergunta, isto é planejamento?

Busca e apreensão dos balanços jurídicos, caso Jorginho Paulista, será mesmo o São Paulo da reconstrução? Claro que não!

Vivemos a perpetuação do poder no Morumbi!

Basta!

Todos os relatos acima, são de conhecimento público, através da imprensa esportiva. No Opinião Tricolor, toda vírgula do que é colocada, tem embasamento. Nunca criticamos ou acusamos sem ter o fato comprovado. Ofensas, jamais. O respeito prevalece.

Sobre as vergonhas citadas acima:

3%http://www.lance.com.br/sao-paulo/leco-confirma-que-executivo-ganhara-bonus-vendas-atletas.html

Caso Jorginho Paulista http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/2016/03/oposicao-do-spfc-pede-apuracao-sobre-prejuizo-de-r-46-mi-envolvendo-leco/

Cañete http://globoesporte.globo.com/futebol/times/sao-paulo/noticia/2015/04/apos-quatro-anos-e-23-jogos-canete-vai-rescindir-contrato-com-o-tricolor.html

Documentos do balanço jurídico http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2016/03/12/justica-autoriza-busca-da-policia-por-balanco-juridico-na-sede-do-sao-paulo.htm

Clemente http://espn.uol.com.br/noticia/483359_sem-jogar-atleta-levou-r-3-mi-do-sao-paulo-e-torrou-com-vinhos-caribe-e-jantares-gourmet

Roger Carvalho http://espn.uol.com.br/noticia/514944_sao-paulo-e-condenado-a-pagar-r-300-mil-a-zagueiro-que-atuou-em-apenas-dois-jogos

Luis Ricardo http://globoesporte.globo.com/futebol/noticia/2015/12/luis-ricardo-e-sao-paulo-nao-chegam-acordo-por-divida-e-atleta-deixa-bota.html

Paulo Miranda http://terceirotempo.bol.uol.com.br/noticias/justia-a-manda-sp-pagar-r-1-8-milha-o-por-zagueiro-que-deixou-clube-em-2015

Ataide/manuscrito http://espn.uol.com.br/noticia/596629_em-expulsao-conselho-diz-que-ataide-combinou-comissao-com-cinira?utm_content=buffer43c63&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_c

Kieza http://www1.folha.uol.com.br/esporte/2016/03/1750187-sao-paulo-quer-valor-total-gasto-com-kieza-e-mais-dois-jogadores-do-vitoria.shtml

Até quando, nação tricolor?

Carlos Port – Opinião Tricolor

Festa Independente 44 anos: reflexão para a sociedade

Salve nação tricolor!

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Gostaria de deixar público o meu agradecimento à diretoria da Torcida Independente, pelo convite de honra oferecido, em sua festa de 44 anos.

44 anos dos quais participei 7, na chamada velha guarda dos anos 80 e início dos 90.

Falando justamente dos mais antigos, até os mais jovens, faço aqui um resgate histórico.

1970c

A Independente foi fundada em 1972, período da ditadura militar. Época de disciplina na ordem pública. A coisa funcionava assim: bandido tinha medo de polícia, aluno tinha temor de professor, filho tinha respeito por pai e mãe. Hoje em dia…

Porém, o país clamava por democracia e, graças a Deus, alcançou com o povo nas ruas, pedindo Diretas Já e conquistando sua liberdade de escolha cidadã, na segunda metade dos anos 80.

Qual o sentido deste resgate?

1981

Na época em que o Brasil mais enfrentava rigidez nas instituições de segurança, a festa era permitida totalmente na arquibancada. Bandeiras, fumaça, fogos de artifício, bateria, chuva de papel. O futebol era maravilhoso.

Porém, com a democracia conquistada, tudo que o povo teve de vitória na liberdade de expressão, perdeu inexplicavelmente nos estádios, a partir de 1995. Uma contramão histórica.

Óbvio que a violência nos estádios, presente no mundo todo e em escalada histórica no país do futebol ao longo das décadas, precisava e ainda necessita, ser combatida implacavelmente.

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Mas não pela generalização e rótulos de entidades civilmente legais, taxadas como criminosas em sua totalidade.

O governo, seus entes públicos, como Secretaria de Segurança e Ministério Público, os congressistas brasileiros (muitos deles envolvidos em crimes também), precisam agir como representantes do povo, em todos os seus segmentos. Como fariam isso com as torcidas organizadas e seus milhões de adeptos (considerando todos os times)?

Através da criminalização devida do agente, individualizada, contundente, eficaz. Torcedor foi flagrado praticando qualquer tipo de conduta ilícita, é pra responder processo, pagar fiança. Se a ação for hedionda, é pra ser preso, cumprir pena em integralidade.

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Mas aqui é o Brasil da progressão de pena, do indulto pra quem mata pai e mãe. A inversão de valores impera.

Assim, querem punir as organizadas como um todo, sendo que a maioria de bem, paga pela minoria de maus elementos que existem.

Ocorre que maus elementos existem em todos segmentos sociais. Vamos fechar todas escolas de samba do Brasil porque ocorrem alguns bandidos dentro delas? Vamos fechar o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto, Assembleias Legislativas, Câmaras de Vereadores, Prefeituras, porque escândalos de corrupção assolam o país? O certo não seria punir individualmente cada criminoso e preservar as instituições e coletividades que estão inseridos?

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A má vontade impera, o desleixo, a arbitrariedade. Ações ditatoriais de autoridades, como se vivêssemos há 30 anos atrás. Ocorre que, como já lembrado no início desta coluna, até naquela época, a livre manifestação popular da festa das arquibancadas ocorria, sem repressão.

Não é fechando uma torcida organizada que o problema de violência estará resolvido. Muito pelo contrário, a clandestinidade fará perder todo instrumento de controle. Se existe monitoramento, cadastro, é só aplicar para identificar autores e o mais importante, a lei funcionar (e não ser de mentira, como quase tudo no Brasil) para manter afastado dos estádios, o mau torcedor.

Finalizo esta reflexão para a sociedade, parabenizando as pessoas que fazem a Independente seguir forte nos seus ideais de representar o São Paulo FC, onde ele estiver.

Pra você, sinceramente, o pedido: não julgue os homens, as mulheres, as crianças, pertencentes a uma organizada, como um todo. Na festa de 44 anos, estiveram ídolos tricolores, personalidades da música, cartolas são-paulinos, de situação e oposição. Sim, existem problemas, como qualquer outra coletividade. Mas jamais uma torcida tem que ser tratada, na sua integralidade, como fora da lei. Se for, podem vir me prender, pois fui e voltei a ser, associado com orgulho.

Apoiarei, como sempre fiz, a volta da festa nas arquibancadas e condenarei, com a mesma contundência, todo ato de violência, punido de forma errada pelo poder. Chega de impunidade!

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Violência é proibir!

Saudações Tricolores!

Fotos: Maguila Santos

Paulinho Heavy, novo integrante do Opinião Tricolor!

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Salve nação do Mais Querido!

O Opinião Tricolor completa 1 ano e meio de estrada e está reestruturando o programa para o seu retorno.

Desde abril de 2015, um compromisso com a independência com você, são-paulino, razão maior do Opinião existir!

Tivemos várias fases, grandes entrevistados, apresentadores que agregaram conceitos diferentes e importantes ao longo do tempo, consolidação de audiência junto a um torcedor exigente, isento e de alto nível de sentimento tricolor.

Em mais uma etapa, nossa bancada voltará fortalecida com veia metal. Um amigo, um irmão, exemplar em valores de são-paulinidade e, justamente por isso, exemplo.

O desbravador do heavy metal na arquibancada do Morumbi com a Metal Tricolor, o Chicão da Matrix, o são-paulino que tem história nos palcos, no cenário Rock’n Roll, na noite paulistana com o Black Jack, nos comentários já conhecidos em web rádio e web tv.

Paulinho Heavy, bem-vindo ao Opinião Tricolor!

Uma trajetória parceira de batalhas pelo São Paulo, desde o Orkut na década passada, será retomada. Com mais força do que nunca.

Tamo junto, guerreiro!

Saudações Tricolores!

 

Carlos Port – Opinião Tricolor

 

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Ricardo Gomes: o retorno do gentleman “francês”

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2009.

O São Paulo, mesmo sendo tri-hexa nacional, apresentava sinais de saturação, na relação Muricy e diretoria. Notadamente, Leco, o atual presidente tricolor. Bastidores da época evidenciavam esse desgaste, algumas notas na imprensa também.

Em abril daquele ano, o Tricolor caía no Campeonato Paulista, em mais um mata-mata diante de rival da capital, com seu capitão Ceni, contundido.

Dois meses depois, junho, mais uma eliminação nas oitavas da Libertadores, para outro time brasileiro (o Cruzeiro), de forma melancólica e apática.

Foi a gota d’água. Muricy demitido.

3 dias depois, outra derrota em clássico estadual.

O São Paulo havia começado o Brasileirão 2009 com 7 jogos e apenas 1 vitória. Chegou a estar na 16ª colocação.

Era o fim da segunda passagem de Muricy, após ter conquistado o inédito tri-campeonato consecutivo nacional. Marca até hoje inatingível.

Mas como o Tricolor superaria um técnico tão marcante e como a diretoria, muito criticada pela torcida na oportunidade (sobretudo, finado JJ e Leco), teriam uma saída?

A solução inesperada foi a contratação de Ricardo Gomes. Ex-jogador, campeão brasileiro, português e francês, depois técnico de carreira respeitada na França (campeão no PSG nos anos 90 e no Bordeaux em 2007), mas que estava totalmente fora do contexto dos favoritos ao cargo.

A chegada foi surpreendentemente positiva. A partir do quinto jogo comandando o Tricolor, iniciou uma reação arrebatadora no Brasileirão. 7 vitórias consecutivas, 8 jogos invicto.

Em 2008, o SPFC tirou 11 pontos do Grêmio para se tornar tricampeão. O ano do hexa. Milton Neves, mestre do rádio, começava a aludir a figura do Jason, o assassino que nunca morre, da série Sexta-Feira 13, ao Tricolor.

Em 2009, ocorreria novamente. Só que o Jason, dessa vez, viraria febre. Nascia um folclore. Foi quase oficialmente assumido pelo clube (não poderia por questões de direitos), a torcida ia com a máscara do vilão nos jogos, a fornecedora de material esportivo fez a camisa 13, com o nome Jason nas costas.

Porém, seria demais para os poderes instituídos do futebol, o São Paulo ser tetra consecutivo. Suspensões estranhas ocorreram, um dos rivais da capital entregou covardemente um jogo para o Flamengo, que disputava o título com a arrancada são-paulina, o Internacional e o declínio verde.

Aquele time, desacreditado, que tinha 11 pontos do líder, terminou apenas 2 atrás, na terceira colocação (empatado com o segundo no número de pontos).

Rogério Ceni, o capitão, em pelo menos duas oportunidades, credenciou a Ricardo Gomes a recuperação na temporada tricolor. Quando ainda estava machucado e queria ajudar e quando se recuperou.

A campanha de 2009 propiciou mais uma Libertadores. Só que o São Paulo, já “contaminado” com os conceitos arrogantes de “soberano”, ano a ano, não contratava à altura, após o hexa. Por exemplo, foram 4 Libertadores na sequência, sem o time ter um grande meia, ou aquele jogador de meio-ataque de impacto, que chamava a responsabilidade. Os rivais que eliminaram o São Paulo, sempre buscavam esse perfil de jogador. A arrogância trazia a conta. O Tricolor sempre ficava pelo caminho.

Em 2010, Ricardo Gomes ainda conseguiu ir longe demais. Semifinalista, caiu com vitória no último jogo. Eliminado pela questão do gol tomado fora. O pacote da diretoria para aquela temporada, apresentava nomes medíocres para o elenco tricolor. A política do bom e barato do tempo de Jesus Lopes e Leco. Exemplos: Leo Lima, Marcelinho Paraíba, Xandão, André Luís, Carlinhos Paraíba e Fernandinho. Como ser campeão da América assim?

Claro que nem tudo foram virtudes. Gomes tinha um perfil distante daquele que o são-paulino se acostumara com Muricy, usava pouco de variações táticas (ia no clássico 4-4-2 quase sempre), não oferecia poder de reação tática nas horas difíceis.

Ainda assim, a final quase veio. Mas o torcedor são-paulino estava impaciente demais, com a quinta eliminação consecutiva diante de rivais nacionais, na obsessão da Libertadores.

Foi demais para Ricardo Gomes, técnico que nunca teve um perfil muito vibrante ou carismático para a torcida. Mas era querido internamente, sabia trabalhar o psicológico, pela experiência vivida na Europa.

Nem Jason o salvou.

2016.

Novamente, de forma surpreendente, Ricardo Gomes volta, 6 anos após, ao São Paulo.

Podemos dizer que venceu muito mais que a Copa do Brasil, em 2011.

Venceu um AVC hemorrágico para voltar a profissão, feito notório e digno de aplauso. O amor ao futebol não o fez desistir. A maioria esmagadora, desistiria.

Ocorre que o futebol brasileira vive crise tática, técnica e de defasagem em seus treinadores. A pressão no Morumbi é imensa, Ricardo Gomes já teve um episódio grave.

Sinceramente, desejo boas-vindas, mas espero que a diretoria ofereça uma comissão técnica mista a ele. Não descarte Jardine, tão fundamental na transição base-profissional, pedido desde Luiz Cunha, diretor que não resistiu ao status quo da perpetuação do poder e da falta de hierarquia.

Ofereça também, acima de tudo, condições de trabalho que não mesclem tanto alguns bons jogadores, com medíocres de série B e divisões ainda menores, característica marcante dos anos de Gustavo Vieira de Oliveira, como executivo de futebol. Nem contratos relâmpago de curta duração, que não permitam planejamento.

Ofereça, acima de tudo, uma diretoria sem cargo que não deveria estar preenchido, com conselheiro expulso.

Ofereça, por fim, o caminho para a profissionalização.

No mais, boa sorte “francês”!

Vai precisar!

Saudações Tricolores!

 

Carlos Port

Opinião Tricolor