O fico de Maicon

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Salve nação tricolor!

A grandeza do São Paulo, tão suntuosa e ao mesmo tempo, tão vulnerável nos últimos anos, por fogo rival e amigo, teve um resgate pela permanência do ídolo-relâmpago de 2016, Maicon.

Uma negociação resolvida, duas vezes, nos minutos finais, por mais que ocorressem dias de conversações.

Primeiro, em fevereiro, em uma situação emergencial, após início equivocado e infeliz, de planejamento defensivo do então VP de futebol, Ataíde Gil Guerreiro (até quando no SPFC?) e Gustavo (que deu a volta por cima).

A defesa “pensada” do Tricolor contaria com Breno (sempre refém de lesão), Lugano (ainda uma incógnita técnica e física, na oportunidade), Rodrigo Caio (que se firma mais na volância da seleção de base do que na zaga do SPFC) e o jovem Lucão (fatalista em muitos momentos, mesmo com inexperiência ao lado). Outro garoto, Lyanco, completaria o rol de zagueiros.

A temporada começou com os erros de 2015 acontecendo, novamente, por má gestão de futebol. Até que nova trombada em Itaquera, levaram ao fechamento de um novo zagueiro, não falado por aqui, mas de nome em Portugal.

Por lá, Maicon vivera ápice e declínio, relação de amor e ódio com a torcida. Foi capitão, fez gol em Champions League, mas teve conflitos com os portistas. O estádio do Dragão perdera ambiente pro zagueiro.

O São Paulo, por sua vez, vivia o início de mais uma Libertadores, sua obsessão predileta. Sentimento que misturava a já famosa força da nação tricolor com o El Morumbi Te Mata, com a apreensão de um time até então, tido como azarão da competição. Mais do que isso, havia o temor de vexame.

São Paulo e Maicon, então, cruzaram destinos.

A primeira negociação foi feita de forma equivocada. Não há como negar. Casos Vagner 2000, Ricardo Oliveira 2006, próprio Doria 2015 (em menor escala), eram referência de como não fazer uma contratação, sem planejar calendário de competição. Dizem que o Porto baixou o tempo do empréstimo, no transcorrer do negócio. A cúpula são-paulina se submeteu. Certamente, naquele instante, nem a diretoria acreditava numa semifinal de Libertadores da América. Mas precisava acalmar a torcida.

Assim Maicon veio. Chegou, dominou, impressionou. Virou dono da zaga, foi o Lugano da vez em 2016, mesmo com o uruguaio ao seu lado.

Rodrigo Caio, tido por muitos como fraco para ser último homem de zaga, ganhou mais confiança.

Toda defesa ficou mais robusta e confiante. O Horto virou folclore.

Mas o tempo passou a urgir. Não era possível contar com o atleta até quartas-de-final da Libertadores e aí, deixar que a sorte ou o acaso, levasse o SPFC adiante.

Esta necessidade vital fez o Porto ter a faca e o queijo na mão. Colocaram o valor do atleta em nível estratosférico, rifaram o São Paulo, quase uma chantagem. Mas estavam na deles, quem aceitou a regra do jogo, lá atrás, foi o Tricolor.

Porém, a negociação que começou de forma amadora, terminou profissional. O site da Globo afirma que Maicon ficou por 6 milhões de euro, mais 50% de Lucão e a jovem promessa da ala esquerda, Inácio. Parabéns Gustavo Vieira de Oliveira, criticado quando merece, aplaudido idem.

Sempre o apoio e a crítica tem uma razão e fundamento, o bem do SPFC!

Considerando o potencial de uma torcida maior que população de Portugal, é um investimento que se bem tratado com marketing, até aqui, também amador e ausente para ídolos, pode gerar muita receita e retorno.

O São Paulo está de parabéns, a nação tricolor também.

Todos tem zagueiros, só nós temos Dios Celeste e God of Zaga.

Saudações Tricolores!

 

Carlos Port

Opinião Tricolor

Siga-me no Twitter: @carlosport

 

A mentira chamada “viúvas do Aidar”

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Salve nação tricolor.

Não sou conselheiro do São Paulo FC, nem tão pouco, sócio.

Muito menos esta coluna está representando qualquer corrente de situação ou oposição, dos corredores e alamedas do Morumbi.

Ocorre que conheço bastidores (às vezes, alguns, nem gostaria).

Mas o que é certo, é certo. Então, alguém tem que falar.

O São Paulo vive uma temporada 2016 de dicotomia.

Oscilante, mas vibrante nos gramados (sobretudo, na Libertadores); pacificado, mas nem tanto, na política.

A torcida é absolutamente de todos, pelo tetra da América. Sejam fechados com Leco ou contra a continuidade da era JJ, que representa o seu mandato. São todos são-paulinos!

Mas as diferenças internas existem, são fortes e necessárias. Oposição é salutar à saúde de todo time que se diz grande.

O São Paulo o é de fato e, portanto, precisa de oposição.

Para questionar o prosseguimento de Ataide Gil Guerreiro no cargo, por exemplo, expulso dos quadros do deliberativo, mas que segue representando a instituição SPFC. Uma verdadeira afronta ao bom senso e a ética. Detalhe, expulso por 120 conselheiros. Ou seja, situacionistas e oposicionistas removeram AGG da sua condição de conselheiro.

Para fiscalizar as finanças do Tricolor, os balancetes jurídicos, os contratos de compra e venda de jogadores dos últimos anos.

Para acompanhar situações complexas que saíram da esfera interna do clube e estão nas mãos do Ministério Público.

Acima de tudo, para zelar o amor pelo São Paulo.

O Tricolor não tem proprietários, por mais poder que possam parecer possuir. O São Paulo é da sua torcida, acima de qualquer um! Do mais humilde são-paulino, ao mais poderoso. Todos são os verdadeiros donos do clube.

Pois bem, vamos ao ponto:

Nos embates políticos atuais, infelizmente, existe uma parcela da imprensa escrita, blogueiros, colunistas, jornalistas que não estão somente nas mídias são-paulinas, usando o expediente da desconstrução, sobre todos aqueles que, por direito, fazem frente à administração atual.

Tem de gente grande de portais consagrados a formigas de Twitter, anônimos que se julgam famosos.

Uma tática lamentável e que remete ao Brasil do PT, quando petistas rotulam de todas as formas, quem quer um país passado a limpo.

Detalhe: quem quer uma nação realmente limpa, quer também que todo tucano, peemedebista ou qualquer outro partido, envolvido com roubalheira, sejam igualmente punidos.

Mas aqui o assunto é São Paulo Futebol Clube, foi apenas um espelho.

O termo da vez, criado pela brigada de apoio à diretoria, chama-se “viúvas do Aidar”.

Carlos Miguel Aidar foi presidente campeão brasileiro, contratou Raí, teve Cilinho e os Menudos do Morumbi, times que marcaram época eterna, entre 1984 a 1988. Em seu regresso no ano de 2014, logo no primeiro ano, repatriou Kaka, trouxe bons jogadores e o SPFC, que havia lutado no ano anterior para não cair, foi vice-campeão nacional.

Infelizmente, após isso, foi lastimável em uma ciranda de escândalos que culminaram na sua renúncia e posterior expulsão do Conselho Deliberativo.

Um livramento (que ainda tem ramificações deploráveis sim, que precisam ser igualmente julgadas pelo clube).

Assumiu Leco, então presidente do Conselho Deliberativo. Com ele, os retornos de Ataíde, Manssur, Gustavo, entre outros.

Qual o ponto dessa breve retrospectiva?

Todos os citados acima, além de tantos mais que estão na política tricolor, apoiaram Aidar presidente. Eram situação de Juvenal e remaram junto com Carlos Miguel. Foram eles também que elegeram Aidar. Alguns fizeram parte atuante e de espinha dorsal da administração CMA, durante bom período de tempo.

Portanto, o termo “viúvas de Aidar”, espalhado em redes sociais por oficiais e soldadinhos, não condiz com a verdade, quando o debate se torna político.

Se fosse assim, todos seriam viúvas do Aidar, do presidente atual ao VP e diretor de marketing, mesma coisa na área de comunicação e outras vitais ao clube.

No episódio mais recente, Luiz Cunha, que vem da base desde a era Juvenal Juvêncio, saiu do clube sob uma série de acusações e inverdades. Porém, quando foi colocado no posto e ajudou o SPFC a sair da imensa crise que a dupla Ataide/Gustavo enfrentava com o time, foi elogiado.

Discordou, não presta mais?

Não é criando rótulos baixos e mentirosos, que o SPFC será pacificado.

Nem tão poucos, factóides que blindam.

Precisamos de honestidade de princípios.

Muita coisa já melhorou, mas existe ainda muito a se fazer, para uma casa realmente limpa.

Sem hipocrisia, como se o SPFC tivesse começado ontem e personagens da atual administração, não tivessem feito parte da era mais tenebrosa do clube, que vem desde o terceiro mandato de JJ, até os dias atuais.

Só pelo construir, ao invés de desconstruir imagens e pessoas boas, chegaremos lá.

Saudações Tricolores!

 

Carlos Port

Opinião Tricolor

Siga-me no Twitter: @carlosport

 

Opinião Tricolor: especial Roberto Rojas

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Rojas.

Descobri que o futebol que corre na minha veia, ainda tem razão de ser.

Muitos dizem, “futebol moderno é um lixo, hoje é só dinheiro, competição de tatuagens, brincos de joias, chuteira colorida, cabelos estilosos, fortunas, violência de torcida mesmo com festa proibida” e outras coisas pejorativas a mais.

Mas não, senhores e senhoras, futebol ainda é sangue que bombeia o coração, jamais será só um esporte. É luta, devoção, causa, daqueles que jogam a pelada na rua que virou society, na quadra, no campinho que ainda resta. É torcer pro time que se ama. É explicar o inexplicável.

Cobro os mais novos no Opinião Tricolor. Graças a Deus, somos honrados com audiência de milhares todas as semanas, mas muitos dos mais jovens se afastam do interesse, quando é um jogador antigo. Quando é um programa de história, de homenagem.

A estes, revejam atitudes: “As tuas glórias, vem do passado”.

Passado de herois como Rojas, alma Colo Colo e coração também tricolor, “a segunda casa”, por ele mesmo.

Venceu no esporte, superou o erro, voltou no extra-campo, ajudou sobremaneira um gigante adormecido, acordar para a Libertadores novamente.

Roberto Rojas veio ao Opinião Tricolor e falou de ídolos consagrados ao roupeiro, com a mesma gratidão.

O respeito demonstrado pelo futebol e pelo São Paulo, denotam conhecimento de uma vida.

Fica a minha gratidão e o convite, assistam, quando o programa for ao Youtube.

Aos que já viram ao vivo, o meu muito obrigado e parabéns, por terem vivenciado o que Rojas nos proporcionou.

Obs: começo animal do programa, vida longa ao Rock’n'Roll, viva Paulinho Heavy!

Saudações Tricolores!