Mudanças drásticas? Ou apenas nova dança das cadeiras?

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Salve, nação tricolor.

Um dia após a carta aberta de pedido de renúncia dos “pacificadores” e “transparentes”, http://opiniaotricolor.com.br/?p=2158  Leco resolveu agir e surpreendeu a nação tricolor.

Ou, nem tanto.

Ataíde Gil Guerreiro, enfim, não é mais Vice Presidente de Futebol. Após descontentar a todos, elenco, torcida, comissões técnicas e oposição, o “homem forte” que dizia blindar o futebol e nunca o fez, foi destituído do cargo.

Cargo este, que deveria ser extinto. A Vice Presidência de Futebol foi criação de Juvenal Juvêncio, em sua recondução à presidência. O SPFC ganhou 3 Libertadores e 3 Mundiais, além de 3 Brasileiros e incontáveis Paulistas, sem este posto administrativo.

Porém, Ataíde, que ainda é julgado pela Comissão de Ética do Conselho são-paulino, segue na diretoria, agora, em Relações Institucionais (não estatutária). A primeira pergunta que se faz é: como alguém sendo julgado em caso interno de gravidade, já assumiu dois postos de comando no SPFC e segue prestigiado? A segunda: quando teremos a elucidação do caso Aidar-Ataíde? A terceira: não seria melhor preservar Ataide de cargos até lá?

Lembra muito o cenário político brasileiro, com a nomeação da atual Casa Civil, não? (Sem analogia entre os personagens, somente, entre as nomeações em meio a investigações).

Com Gil Guerreiro, sai também Rubens Moreno, aquele diretor de longa data, que a torcida desconhecia atribuições. Sempre distante da responsabilidade de mostrar serviço à nação tricolor, só aparecia ao lado de contratados. Informações dão conta que seguirá em outra função administrativa também.

O nome que assume a direção de futebol é Luiz Cunha, ao que parece, para tentar aglutinar profissional e base, com maior profundidade.

As informações destes novos cargos foram confirmadas com conselheiros do clube e também pelo site UOL, em matéria de Gustavo Palenzuela e Ricardo Perrone.

Ocorre, entretanto, que a estrutura pouco mudará, com a manutenção de Gustavo Vieira de Oliveira e com a não contratação de um profissional realmente “boleiro” para a função de superintendência.

Urge a presença de um grande ídolo do passado, no departamento de futebol! Muitos se prepararam para a função, gerir futebol, como Oscar, Dario Pereyra, Pintado, Ronaldão, Cafu, Raí, Zetti. Mas nenhum deles é chamado.

Gustavo, de alto salário e bonificação, tem vínculo muito fortificado com Francisco Manssur, vice-presidente de marketing, com o qual exerceu sociedade em escritório de advocacia. Quem é responsável da vice-presidência de marketing, anteriormente, na era Juvenal, era assessor especial da presidência.

A manutenção de Gustavo deixa entender que muito pouco mudará. O sobrinho de Raí mais errou do que acertou, até aqui, nos anos de SPFC. Contratações que deram prejuízo, como Roger Carvalho (R$ 300 mil na Justiça) e Luis Ricardo (R$350 mil em luvas a receber). Contratações relâmpago em seu período no clube, como Pabón, Jonathan Cafu e Kieza (U$ 300 mil de comissão ao “chinês” e empresário, segundo Leco em entrevista á Folha, perdidos). Tempo de Cañete e Clemente Rodriguez mantidos por longa data e sem solução; Acertos técnicos podemos apontar em Alvaro Pereira, Michel Bastos e Thiago Mendes. O primeiro saiu por desgaste com diretoria e problemas pessoais, o segundo tem seríssimas desavenças com a torcida e o terceiro, grande queda técnica. Em todo seu tempo de SPFC (assim como todos antecessores na função) Gustavo não conseguiu montar uma zaga sólida e duradoura, por exemplo. Tempos menores de contrato do que competições, entre outros problemas. Em 2016, cedo pra dizer, mas os resultados do início do trabalho foram muito ruins.

A Brasil Sports Market, maior entidade de conceito entre executivos de futebol, jamais indicou o são-paulino para concorrer aos prêmios de melhores da área. E olha que todos dos 11 maiores clubes brasileiros, já foram indicados.

Assim, Leco que já foi diretor e VP e presidente do conselho, agora é presidente. Gustavo segue executivo do futebol. Manssur, de assessor de JJ pro marketing de Leco. Moreno, mantido também. Natel, vice-presidente do clube atual, anterior esportes amadores com Juvenal.

E a profissionalização, tão fundamental pro clube, na mesma estaca zero.

Não é assim que a coisa vai mudar, apenas, estão dançando em volta das cadeiras.

Torcer pra dar certo a gente sempre vai, mas “tá difícil”.

Saudações Tricolores!

Carlos Port – Opinião Tricolor

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Carta aberta aos “pacificadores” e “transparentes”: Renunciem!

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São Paulo, março de 2016.

Esta carta aberta, como tantas outras já feitas no blog Opinião Tricolor para diretorias passadas, agora chega na administração Leco.

Empossada há quase meio ano (tempo ainda curto, é verdade) mas já capaz de humilhações e vexames eternos na história do São Paulo.

Porém, o tempo não se torna tão curto, quando observamos a sua composição.

Leco, na batuta de Ataíde Gil Guerreiro, Gustavo Vieira de Oliveira, Rubens Moreno, apenas pra falar do departamento de futebol.

Fracassos, insucessos, tabus negativos, contratações lastimáveis, tanto tecnicamente, quanto no prejuízo de suas concretizações.

Francisco Manssur, Roberto Natel e outros, em outras áreas administrativas, nomeados por política e não por capacidade plena do exercício de suas funções. Trabalhando de forma voluntária e não profissional, como deveria ser.

Personagens já conhecidos da torcida do São Paulo, que não aguenta mais a perpetuação de um modelo de administração arcaico, ultrapassado, amador por opção (sim, foi rechaçada a profissionalização fundamental ao futuro do clube) e incompetente ao extremo.

Os números não mentem, os fracassos não deixam esconder!

A partir de 2009, após o Tri-hexa, o São Paulo mergulhou na espiral da vergonha.

Temporadas de 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e atual, quanto dos senhores da diretoria que leem esta carta aberta, já não estavam em cargos dentro do clube?

Praticamente, todos! Apenas com dança de cadeiras, indo de uma pasta para outra.

Os resultados práticos: praticamente 90 clássicos desde que a era Juvenal se perpetuou no Morumbi, para menos de 30 vencidos. A maior série de eliminações da história do clube. 23 competições mata-mata, 22 fracassos!

Mais de 60 jogadores contratados, para campanhas medíocres!

É injusto cobrá-los pelo passado? Absolutamente, não!

A maioria dos senhores, fez parte das eliminações vexatórias de Paulistas, Libertadores, Copa do Brasil, Sul-Americana. Quase caíram em Brasileirão!

A maioria dos senhores, viu o dinheiro do Lucas (maior transação da história do SPFC) evaporar por dívidas do clube, sendo que já eram administração.

A maioria dos senhores, estava no clube quando da contratação ou manutenção de casos dos estrangeiros portenhos Clemente Rodriguez (19 meses) e Cañete (4 anos), que ficaram por anos sem jogar, ganhando dinheiro do SPFC.

A maioria dos senhores, estava no clube e são responsáveis diretos, por casos como Roger Carvalho, Luis Ricardo, que levaram dinheiro do SPFC na Justiça ou ainda tem direito a luvas, sem sequer terem feito duas dúzias de jogos pelo Tricolor.

A maioria dos senhores, estava no clube nas contratações que não duraram meio ano, casos de Pabón, Jonathan Cafu e agora, absurdamente, Kieza (que o SPFC diz não ter tido prejuízo, mas quem ressarcirá os 300 mil dólares de comissão, admitidos pelo presidente à Folha)?

Pois bem, menos passado e mais presente: os senhores são os responsáveis diretos, pelo marketing quase nulo ou inoperante, pela falta de receitas, pelo 6 a 1, pela derrota humilhante do Strongest com direito a greve de silêncio devida, de novo, a direitos de imagem atrasados (reconhecidos pelo VP de futebol).

VP de futebol que afrontou torcida do SPFC, ao dizer que não lotaria nossa casa nem de portões abertos. Não quis Lugano antes, quando era muito mais favorável. Condicionou metas para a sua permanência, mas não honrou palavras. Não é heroi de nada, por ter supostamente afastado um presidente acusado de corrupção, com uma gravação escusa feita contra um “amigo” de anos. Afinal, também é parte no processo que o conselho de ética, moroso ao extremo, julga.

O presidente da diretoria tem requerimento no Conselho Deliberativo, exigindo responsabilidade por um contrato assinado no ano de 2002, que rendeu um prejuízo de R$ 4,6 milhões ao SPFC. Qual será o desfecho?

Assistimos até a ocorrência de busca e apreensão, nos balanços jurídicos do Tricolor, em caso de recusa de entrega de documentos, de 2009 até os dias presentes.

Todos esses fatos estão na grande imprensa.

É assim que teremos pacificação? É assim que impuseram transparência?

Pois eu respondo: não!

Fracassaram no passado e no presente e como ato de são-paulinidade, deveriam fazer profunda reflexão, entregarem seus cargos e promoverem um choque de gestão como nunca visto no Tricolor, rumo à profissionalização que urge, para a não derrocada.

É a única saída, presidente Leco!

Não existe outro caminho!

Quer marcar época, tenha a atitude ousada e altruísta, de reconhecer que ainda tentou, mas a sua capacidade diretiva (e a dos seus) não é do tamanho do São Paulo Futebol Clube.

Parta para a profissionalização, também, para mudar os vícios de um conselho acostumado a benesses do poder.

Carteiradas, chega!

Entreguem seus cargos!

Seria o maior ato de honra de suas carreiras administrativas, dentro do maior Tricolor do mundo.

Ou então, a torcida exigirá de outra forma.

Novamente, “devolvam o nosso São Paulo”!

Ass: Carlos Port

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Feliz Dia Internacional da Mulher, são-paulinas!

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Feliz Dia Internacional da Mulher!
Pra todas mulheres do mundo, de toda raça, credo, opção sexual. Mães, filhas, netas, avós.
Mas a minha homenagem, quer mandar uma saudação especial, para a mulher são-paulina.
Coração pulsante da nação tricolor!
Emocionais, sentimentais.
Fanáticas, devocionais.
Indignadas, com os desmandos da diretoria, com a indolência dos jogadores. Não é este São Paulo que aprenderam a amar!
O São Paulo FC precisa das mulheres tricolores, nas arquibancadas, nas redes sociais. No apoio e na crítica. Na cobrança!
Trate melhor a são-paulina, diretoria! Nas promoções de jogos, nas linhas de produtos oficiais e licenciados. Aquilo que a terceira maior torcida do Brasil encontra em camisas masculinas, deve existir na mesma proporção para as mulheres!
A paixão da são-paulina completa o São Paulo!
Merece nosso total reconhecimento e agradecimento. As mais belas e vibrantes, as mais incríveis. Sem vocês, torcer não seria a mesma coisa.
Obrigado!
Saudações Tricolores!
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O SPFC virou o Brasil do PT e do PMDB. Em 10 pontos.

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“Salve o Tricolor Paulista”.

A saudação histórica se transformou em pedido desesperado de socorro. Contra a perpetuação do poder, círculo vicioso, conchavos.

Politicalha, no dicionário e na vida real: ato político de exploração através do Estado em benefício de interesses pessoais ou grupos.

Entenda porque o São Paulo FC se transformou no Brasil do PT e do PMDB, em 10 pontos.

1) Inchaço da máquina administrativa: a partir da era JJ, o Tricolor paulista inflou de tamanho. Crescer planejado é muito diferente de inchar desordenado. Muitos apadrinhamentos, poucos merecimentos. Parafraseando o ex-presidente Fernando Casal De Rey: “precisamos de um resgate, a são-paulinidade imperava sobre os interesses pessoais e pequenos, que são os grupos (políticos)”.

2) Aparelhamento pela criação de cargos: o São Paulo bicampeão da América e do mundo, tinha uma diretoria enxuta, com presidência, vice-presidência e diretoria de futebol, diretorias da área social do clube e cerca de 500 funcionários, nos anos 90. Atualmente, são aproximados 900 funcionários. Além disso, a criação da vice-presidência de futebol a partir de Juvenal Juvêncio, que nunca gerou frutos de glórias, apenas, vexames e humilhações nos campos. Todos “VPs” fracassaram na função. Não é o cargo que ganha título, é a bola.

3) Juvenal Juvêncio, saudoso para muitos, era petista histórico. Gostava muito do ex-presidente Lula, aquele que hoje é alvo de investigação pelos crimes do PT. O espelho de modelo de governar foi um retrato do seu período à frente do Tricolor. Conquistas ocorreram no Tricolor e no Brasil de Luis Inácio, mas com um preço muito alto, a perpetuação do poder.

4) No cenário político nacional, Eduardo Cunha, o líder do PMDB que sempre foi base aliada do PT, criou um grupo dissidente e o enfrentamento político entre Câmara dos Deputados e Planalto, parou o Brasil. No SPFC, Carlos Miguel Aidar, sucessor de Juvenal Juvêncio, igualmente base aliada, também se rebelou contra o “sistema”. Com isso, sua administração confrontou um estado montado de coisas e pessoas, visando quebrar uma pirâmide de benefícios, por outra. Assim, derrubar Aidar se tornou ponto de honra para os partidários de JJ, assim como derrubar Cunha é missão mister dos conduzidos pelo governo federal. Independente dos seus atos vexatórios e indignos da tradição tricolor.

5) O Conselho são-paulino lembra muito o Congresso Nacional. Dos 240 conselheiros, 160 são vitalícios. Na Câmara e Senado, o que não faltam são mandatos estendidos. A renovação de 80 não é capaz de ocasionar uma mudança. O modelo administrativo é promíscuo, tanto lá em Brasília, quanto no Morumbi.

6) O PMDB trabalha como escudo do PT, desde 2003. O Conselho do SPFC trabalha (em sua maioria, salvo brilhantes exceções) como escudo da era Juvenal Juvêncio, desde 2011, quando da efetivação do terceiro mandato, via estatuto rasgado.

7) O mensalão, crime político que antecedeu o petrolão, minguou no Congresso pela ação da base aliada, que tinha o PMDB como principal engrenagem. Os crimes investigados do SPFC correm o risco de uma grande pizza também, fatiada entre aqueles conselheiros e dirigentes que apenas praticam a dança das cadeiras e são os mesmos, desde quando o Tricolor parou no tempo, a partir de 2009.

8) Criar o Soberano no SPFC foi ato arrogante, prepotente, ato de auto-julgamento inatingível. Reflexo do que pensa o ex-presidente da República, quando debocha das instituições da justiça nacional, diante das evidências dos seus ilícitos. Não existe soberania sem decência.

9) O Ministério Público precisou entrar em ação, tanto no Brasil do PT e do PMDB, quanto no SPFC dos “filhos” de Juvenal e Aidar, pelos atos cometidos nos últimos anos. A investigação Aidar-Ataíde segue curso paralelo na justiça, independente do que pensem e queiram, os mandatários são-paulinos. O SPFC precisa ser passado a limpo e auditorias bancadas pelo bilionário Abílio Diniz tentam fazer isso. O empresário, em carta, já disse da dificuldade em conseguir documentos. Recentemente, em ação da Polícia Federal, o Instituto Lula foi esvaziado antes da varredura interna. Vazamento, palavra que o são-paulino mais se acostumou a ouvir, nos últimos anos. A exposição da fratura exposta tricolor, o sensacionalismo, nada disso importa para aqueles que pretendem manter seus cargos em seus “gabinetes”, no Brasil e no São Paulo.

10) A oposição no Brasil é o PSDB, tucanos desalinhados e sem força política para derrubar o status quo. Tal qual a oposição são-paulina, onde grupos racham um modelo de ação e fiscalização que seriam fundamentais para o funcionamento da “máquina” com eficiência e eficácia. Fora aqueles que mudam de lado.

Deplorável.

Até quando teremos “os partidos” destruindo dentre os grandes, o primeiro?!

Com a palavra, o sentimento dos homens que mandam no Tricolor. Se é que este sentimento ainda existe, diante do fascínio pelo poder.

 

Saudações Tricolores

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