Lugano: o retorno da alma celeste, sangue tricolor

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Olá nação tricolor!

Lugano está de volta, el dios!

Um retorno que teve ensaios nas últimas temporadas, enfim, concretizado. Bom para todas as partes, time, jogador e torcida.

Bom para o São Paulo, que se ressente tanto de líderes em atitude, raça e bravura.

Bom para o Lugano, que volta enfim para um grande clube do cenário mundial.

Bom para a nação tricolor, que terá muito mais confiança na Libertadores da América.

Nas tentativas anteriores, ou sondagens, da volta do ídolo uruguaio, muitas vezes alertei e me posicionei com certa reserva. Lugano já viveu o ápice em sua carreira e nos últimos anos, o declínio técnico e físico foi evidente.

As performances não deixam mentir. Na Turquia foi monstro no Fenerbahçe, desde a saída do SPFC até no ano de 2011. Rumou então ao PSG, onde viveu alguns bons momentos, mas a maré começou a virar, quando Carlo Ancellotti, então técnico do time parisiense, resolveu não contar com Lugano na Champions League temporada 2012-2013. Desde então, clubes menores passaram a figurar na carreira do zagueiro e mesmo nesses, não conseguiu impor sua conhecida força. Circulou por Malaga na Espanha, West Bromwich (2013-2014) no futebol inglês, o pequeno BK Hacken (2015) sueco, até voltar ao continente sulamericano, pelo Cerro Porteño.

A prova maior da limitação física de Lugano ocorreu na Copa do Mundo, no Brasil. Nem seu amor visceral e dedicação de capitão pela Celeste, o permitiram jogar em todos os jogos do Uruguai.

Por todas essas razões, pela preservação do ídolo e conhecedor da exigente nação tricolor, temia pela cobrança acima do apoio.

Porém, 2015 foi um ano trágico em atitude do São Paulo dentro dos gramados e diante de tal realidade, a garra inesgotável de Lugano e sua personalidade brigadora, intensa, guerreira e implacável, fizeram o sentimento da volta prevalecer.

Na despedida do M1to, a certeza vinda da arquibancada, no eco gigantesco pelo nome do ídolo de alma celeste, sangue tricolor.

Lugano talvez não seja zagueiro de 90 minutos, mas fará pela sua presença, que todos corram até os acréscimos.

Lugano talvez não tenha mais o vigor de 2005, mas quem baterá de frente pra comprovar?

Lugano talvez não consiga jogar tudo aquilo que já jogou, mas não tenham dúvidas que dará tudo de si.

Certa vez, quando estava na Turquia, argumentei com Lugano sobre a tão mística alma celeste. Confira no vídeo:

A raça uruguaia, tão presente em momentos gloriosos do São Paulo, com Forlan, Pedro Rocha, Dario Pereyra, mais recente com Álvaro Pereira, tem um dos seus maiores expoentes novamente no Tricolor.

El Morumbi te mata, é a marca do São Paulo na Libertadores.

El dios te mata também!

Ficou mais difícil para todos os rivais, bem-vindo à sua casa, Diego Lugano!

 

Saudações Tricolores

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