Obrigado Capitão

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11/12/2015 foi um dia, melhor dizendo, uma noite lendária na história de todo são-paulino.

Encontro de gerações, pais e filhos, avós e netos, todos campeões, nas arquibancadas.

Reencontro de craques, bi e tri mundiais, todos campeões, nos gramados do mundo.

Todos por um homenageado, que homenageou.

Rogério Ceni fez do São Paulo Futebol Clube, uma instituição ainda maior. Com seus recordes mundiais, elevou o maior clube brasileiro em conquistas (não é discurso de arrogância, é a realidade do único trimundial) a um patamar ainda mais admirado em todo planeta bola.

A imprensa mundial se rende ao fato, já a mídia nacional faz do anti-são paulinismo, a sua bandeira (com brilhantes exceções). Não tem problema, nós sabemos.

Todos tem goleiros, só nós temos (tivemos) Rogério Ceni.

Cada lágrima, cada grito, cada êxtase, cada dor, sentidos no Morumbi em sua despedida, foi uma apoteótica síntese de 25 anos de glórias.

As bandeiras de mastro e luzes na arquibancada, nostalgia e presente.

Quem viveu, viveu.

Aos rivais, jamais entenderão.

Aos são-paulinos, parabéns pelo privilégio.

Um M1to deixou o futebol, mas jamais, a nação tricolor.

Saudações são-paulinas.

Carlos Port – Opinião Tricolor

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Descanse em paz Juvenal Juvêncio, o antagônico.

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Descanse em paz Juvenal Juvêncio, o antagônico.

O presidente que marcou época no Tricolor paulista, para o bem e para o mal. Carismático para muitos, soberbo para outros tantos, características notórias do cidadão mais ilustre da história de Santa Rosa do Viterbo.

Homem que migrou politicamente de Faria Lima, para os braços do PT. Democraticamente, de direito. Mas tal ideologia foi muito nociva ao São Paulo, principalmente, na era do fanático corintiano, Luís Inácio.

Porém, o assunto aqui é futebol.

E o momento é de pesar, pela morte de JJ.

Carlos Miguel Aidar. O homem que fez Juvenal Juvêncio ser diretor de futebol, em 1984. Grande diretor. Campeão paulista duas vezes (85-87) e brasileiro (86), com Carlos Miguel.

Após isso, foi eleito presidente do antagonismo vencedor e perdedor, no final da década de 80, ao vencer o campeonato paulista de 1989 e no ano seguinte, protagonizar a pior campanha do SPFC em um estadual. Seu sucessor, Pimenta, nada mais poderia fazer quando assumiu a equipe. O Tricolor só não caiu porque o regulamento não permitia.

A política tricolor mudou de ventos e mãos, foi bicampeã da América e do Mundo com outros personagens, até o começo do novo século.

Quando JJ promoveu uma escalada crescente e notória na política são-paulina, como ninguém foi capaz de superar, no século XXI.

O saudoso e também eterno Dr. Marcelo Portugal Gouvêa foi eleito presidente em abril de 2002 e convenceu Juvenal a voltar ao SPFC, para ser novamente diretor de futebol, cargo que ocupou entre 2003 a 2006.

Uma dupla que foi fantástica. Juntos, fizeram o SPFC voltar pra Libertadores após 10 anos. E a venceram.

Juntos, conquistaram o Tri-mundial!

Então, Juvenal Juvêncio gostou de ser Tri e partiu pra um novo mandato de presidente, conquistando o Tri-Hexa brasileiro. Campeonatos consecutivos que jamais outro clube brasileiro foi capaz de igualar.

Mas, a partir de então, os problemas começaram a se somar.

A postura tida como soberba, o tal “Soberano”, começou a “machucar” o SPFC, aos poucos.

Os números desfavoráveis mostram o tamanho do abismo provocado pela perpetuação do poder, “coroada” com um terrível terceiro mandato, às custas de uma mudança de estatuto, até hoje criticada.

Clássicos: 81 disputados entre abril de 2006 até abril de 2014. Apenas 27 vencidos, apesar da chave de ouro de vencer o último Majestoso em março 2014. Um terço de aproveitamento, isso nunca foi SPFC.

Campeonatos: 31 disputados, apenas 4 títulos. Como atenuante marcante, o histórico e único tri consecutivo da história do Brasileirão, já sublimado aqui. Mas foram muitas decepções e vexames históricos, como nunca na história do SPFC. Quando foi mata-mata, mais trágico ainda. 23 disputados, 22 perdidos.

O ocaso foi a campanha desesperadora do Brasileirão 2013.

Na era JJ pós 2006, foram cerca de 20 contratações que deram certo, para mais de 50 que deram errado. Quanto aos treinadores, foram 14 trocas, para 8 técnicos diferentes. Começou e terminou com Muricy Ramalho.

Ressalte-se a competência de JJ em vender bem, jogadores da base ou não, foram negociados com valores altíssimos para o SPFC, sobretudo, Lucas.

Mesmo com tantos desmandos entre 2009 a 2013, sua força política permaneceu gigante no conselho são-paulino. E os papéis se inverteram: Aidar havia feito JJ presidente em 1988. JJ fez Aidar presidente em 2014.

Para então, protagonizarem a maior briga de dirigentes já vista na história do Tricolor. Infelizmente, outra mancha histórica.

Dizem e concordo: JJ sempre funcionou melhor como diretor, do que como presidente. Os resultados falam por si só.

O legado de Juvenal foi a gestão patrimonial. Os avanços de Cotia, Barra Funda e Morumbi, justificaram, em parte, os últimos anos da presidência do polêmico JJ.

Juvenal Juvêncio fez parte da geração de dirigentes que mandaram nos seus clubes por grande período. Hoje, o futebol é outro. O caminho da profissionalização é mister. O São Paulo ainda não percebeu isso e se não acordar a tempo, seguirá refém do modelo que JJ deixou.

Amado, odiado, agora, perpétuo.

Deus o tenha.

 

Saudações Tricolores.

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Tributo ao M1to

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Ah, Rogério Ceni…

Como descrever um M1to?

Na condição de simples torcedor, a idolatria se confunde com a razão, os argumentos são tantos, as emoções são tamanhas, que faltariam palavras, momentos, lembranças, de tanta história pra contar.

Quem sabe em breve cronologia, consiga externar minimamente, o que representou o maior Capitão do futebol mundial, em todos os tempos.

07 de setembro de 1990. Chegava ao São Paulo, vindo de Sinop, o natural de Pato Branco, Rogério Mücke Ceni. 17 anos de vida e muitos sonhos na cabeça.

Julho de 1992. O destino trágico ceifou quem estava sendo preparado como sucessor do lendário Zetti, Alexandre. Porém, um outro abnegado também lutava por seu espaço. As linhas tortas da vida. Alexandre, certamente, foi honrado.

Expressinho 1993. O São Paulo do Mestre Telê conquistava o estado, o país, o continente, o planeta, em quase 100 jogos por ano. A carga era imensa e o discípulo Muricy, com um garoto de muita personalidade no gol, foram pra Conmebol 1994.

São Paulo campeão, passando por times titulares de Grêmio, Corinthians e Peñarol.

Zetti, a muralha, estava próximo de findar sua história gigante no Tricolor. Mas a certeza da linhagem estava assegurada. Porém, em épocas de vacas magras.

1997. A primeira final como vice. Mas o mais marcante estava marcado para Araras. Contra o União São João, o primeiro gol de falta. Nação tricolor surpresa. Ah se imaginasse como viriam outros 130…

1998, a revanche sendo campeão. “Arerê, o Corinthians veio aqui para se ….”

2000. Alguns acreditavam no final do mundo na virada do milênio, outros, queriam conquistar o mundo. Antes disso, preparação, aprimoramento e mais um título estadual, com direito a golaço na gaveta de Carlos Germano.O Santos seguiu na fila.

Com Kaka e Luis Fabiano, o inédito Rio-SP veio parar no Morumbi. O supercampeonato paulista de 2002, também. Ceni não esteve nas finais.

Mas a volta pra Libertadores vinha sendo galgada. Em 2003, o passaporte, em 2004, a semifinal.

2005. O campeão paulista SPFC lutaria pelo Tri da América, com seu capitão, o goleiro-artilheiro. Chilenos, argentinos e bolivianos, superados na fase de grupos. O rival Palmeiras, freguês de Libertadores, derrotado nas oitavas, os mexicanos do Tigres não foram páreo nas quartas, o River Plate sucumbiu no Morumbi (com direito a gol de Rogério) e em Nuñez, o Atlético Paranaense foi destroçado na final. Campeão da Libertadores!

Dá licença que lá vou eu, novamente! Para conquistar o mundo, é preciso atravessá-lo. O Liverpool não perdia, sequer levava gols, a várias partidas. Mas Aloisio achou Mineiro, que achou o gol. E os Reds não acharam o empate, porque lá estava Ceni, magistral, imbatível. Gerrard e a falta perfeita, defendida por um goleiro que estava perfeito. Trimundial!

SP parou pra receber os heróis e seu capitão. Mas ainda havia o que se conquistar.

2006. Campeão Brasileiro. 2007 e 2008, idem! Tri consecutivo façanha jamais realizada por nenhum clube brasileiro. O SPFC conseguiu. Ceni foi o general da conquista.

2012. Após alguns percalços que todo guerreiro enfrenta, o reencontro com um título internacional. A Sul-americana, no oferecimento do já M1to ao garoto Lucas.

Assim foi Ceni.

Em 2013, o chamaram de outro planeta, lá no Chile.

Arqueiro roqueiro de Hells Bells.

O goleiro de 4 recordes Guinness, maior número de jogos com o mesmo manto, maior tempo de capitão, goleiro-artilheiro e maior número de vitórias com o mesmo time.

O eixo dos maiores clubes brasileiros sabe bem disso.

Em MG, Atlético e Cruzeiro (recordista com 7) tomaram gols do M1to.

O Rio de Janeiro continua lindo, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco, levaram bola na rede do goleiro matador.

No RS, Grêmio e Inter (o milésimo do SPFC em Brasileiros) também sofreram tentos de Rogério.

Por fim, claro, não poderia faltar: Palmeiras, o outro recordista de 7 gols tomados, em Libertadores, no São Marcos, de tudo que é jeito. O Santos tomou gol de final e mais 4 e o mais fantástico, o gol 100, no rival Corinthians, além de mais 2, sendo um deles, o do famoso 5 a 1.

Realmente, a história de um quarto de século que provou que todos tem goleiros, só nós, temos Rogério Ceni.

Obrigado Capitão!

Carlos Port

Crédito-imagem: Metal da Ilha – Blogspot / Samuel Coutinho

Saudações Tricolores!

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Opinião Tricolor: os agradecimentos 2015

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Olá nação tricolor!

Chegamos em dezembro com aproximadamente 9 meses de vida do programa Opinião Tricolor, que se dispõe ferrenhamente a debater o São Paulo FC com correção, honestidade, transparência, liberdade de expressão e isenção política.

Independência total.

O Opinião Tricolor agradece demais a sua companhia, participação e interatividade na audiência dos nossos apresentadores e convidados, que fizeram acontecer na primeira temporada do programa.

Sensacionais Ana Paula Sauma e Daniel Castello Branco Augusto, excepcionais na apresentação e comentários de nossa bancada.

Muito Obrigado César Filho, Torcida Independente, Dragões da Real, Andreas Kisser, Oscar e Dario Pereyra, Kalef João Francisco, Fernando Casal De Rey e José Eduardo Mesquista Pimenta, Daniel Perrone, Julio Casares, Vinicius Pinotti, Jorge Lordello, Fernandinho do Planta e Raiz e Professor Pablo, Mestre Adamastor, Caio Buchalla e Passaporte FC, Homero Bellintani Filho e Prof. Aristides de Almeida Rocha, escola de samba Independente, membros do Consulado Tricolor, conselheiros Itagiba Francez e Roberto Kirschner, projeto Isto É SPFC de Aurélio Mendes, Embaixada Acre, Fabio Lucas Neves, Glauco Diógenes, Kauê Lombardi, Alexandre Giesbrecht, além das São-Paulinas comandam, vozes apaixonadas da mulher tricolor.

Em 2016 seguiremos ao lado da maior torcida tricolor do mundo, com grandes entrevistas e convidados que representam nosso amado São Paulo, em todos os seus segmentos.

Saudações Tricolores e um grande final de ano a todos!

Carlos Port