Leco: da esperança ao retorno do caos

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Salve nação tricolor,

Que situação lamentável!

Ainda na data de hoje, 09/11, fiz 10 pontos ao Leco, mostrando a importância mister e fundamental do apoio e suporte ao CEO tricolor, Alexandre Bourgeois, além de outras questões primordiais para o reerguer do clube.

No cair da noite, a surpresa. O SPFC demitiu seu segundo CEO, pela terceira vez, nos últimos 2 meses. Caíram Alexandre, Paulo Ricardo (que já está em outro projeto) e Alexandre novamente.

Um absurdo o bloqueio arcaico, de poder e de perpetuação de uma estrutura viciada, superada e deplorável, que segue na diretoria tricolor.

A renúncia de Aidar trouxe breves ares de esperança, mas que foram rareando aos poucos.

Leco começa a praticar atos que não condizem com a recuperação do São Paulo, pelo contrário, o levam ainda mais pro abismo. Vamos a eles:

Pagar comissão por produtividade, onde a camisa trimundial do SPFC já valoriza por si só atletas, é um absurdo. O São Paulo se traumatizou por comissões! Não era momento e não é justificável tal prática, nessa fase de reordenamento de finanças. O salário é excelente, o reconhecimento profissional já está aí. Até porque, o gerente de futebol Gustavo Vieira tem muito mais serviço pra mostrar, do que fez até aqui, com uma série de contratações ruins.

- Manutenção de Ataíde no poder: outra ação inaceitável de Leco. Quer queira, quer não, ocorreu uma agressão (ou tentativa) a um presidente que estava no exercício do seu cargo. Isso pode (e deveria) ser passível até de expulsão do clube. O uso de uma gravação como meio de prova que ninguém do Conselho tem acesso, salvo aqueles que derrubaram Aidar. Um requerimento circula entre os conselheiros, que querem ter conhecimento do teor, até aqui, em vão. As metas que disse atingir e não conseguiu. Contratações patéticas. Confrontamento e deboche com a própria torcida. Bateu no peito em entrevista pra Folha em agosto, afirmando “o futebol é uma ilha blindada, lá ninguém mexe”. Não foi isso que assistimos!

Demissão do CEO: volto ao ponto inicial desta coluna. Perder o profissional (pela terceira vez em menos de 2 meses) que seria responsável pela urgente profissionalização do clube, só demonstra a má vontade em fazê-la. O que tem valido é o poder pelo poder, a carteirada, manter o amadorismo porque o profissionalismo exige tempo integral, resultados e responsabilidades. O SPFC corre o risco de nem ter recursos para os pagamentos de final de ano. E os eleitos brincando de quem manda mais.

- Demissão do técnico: Doriva não resolveria nada com suas claras limitações em tempo escasso, mas nem Mourinho o faria. Milton Cruz, o eterno, leva o elenco sem ambição, cheio de estrelas caras ao lado de medíocres, até o fim do ano. Não cansaram de humilhações no ano. Parecem ainda querer mais. Pobre Ceni em sua despedida, não merecia passar por isso.

- Nova diretoria: São 5 que comandam. Muitos, fora de suas áreas profissionais especializadas. O que significa que teremos os bons trabalhando dobrado, pra outros levarem os louros, se é que teremos alguns. Continuísmo enrustido em departamentos vitais do clube. Até nomes citados em denúncias de escândalos na Grande São Paulo, estão nomeados.

Lembro: estes que chegaram ao poder agora, fizeram parte do ocaso da era JJ no SPFC. A torcida não gostava; Muricy, ao chegar no rival em 2009, afirmou com a boca cheia “aqui os caras são parceiros”.

Tudo se encaixa.

Pois faltou parceria pra modernizar o clube mais vencedor do país, que seguirá refém da sua própria incapacidade administrativa, somada a já conhecida soberba, que somente afundou o Tricolor do Morumbi nos últimos anos.

Até aquele que perdeu, o do Chapéu, não erraria tanto desse jeito, no começo…

Salvem o São Paulo!

Obs: a imagem da coluna é a simbologia do caos. Nada mais adequado.

 

Carlos Port – Opinião Tricolor

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