Opinião Tricolor: Passaporte FC

Mais um debate contundente sobre diretoria, comissão técnica e elenco do SPFC, com participação de Caio Buchalla, da Passaporte FC, contando sobre o evento “Vou Jogar no Morumtri”.

Saudações Tricolores!

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O fim da era Aidar

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Olá nação tricolor,

A traumática e deplorável saída de Carlos Miguel Aidar da presidência do São Paulo se torna, ainda mais lamentável, diante do que a sua família representou para a instituição.

Uma situação vexatória de porta dos fundos, jamais condizente com os feitos de pai e filho, pelo Tricolor do Morumbi, nos anos 70 e 80.

Henri e Carlos Miguel, pai e filho, os primeiros campeões brasileiros presidindo o SPFC.

Da honra a desonra.

Uma tradição familiar perdida por atos egocêntricos, esnobes, transações questionáveis e suspeitas de ampla divulgação na mídia e agora objeto de auditoria interna e comissão de devassa, brigas com antigos “parceiros” políticos, maiores do que as travadas com a legítima oposição.

Um ocaso irreparável, para o ex-presidente que viu nascer os Menudos do Morumbi, ao contratar Cilinho; o ex-mandatário que contratou o Rei de Roma, Falcão; o ex-visionário fundador do Clube dos 13 que peitou a CBF; o ex-comandante que marcou época entre 1985 a 1987. Pita, Raí, gênios do meio-campo, aquisições de Carlos Miguel Aidar.

Tudo isso perdido, pela imoralidade que foi a administração são-paulina, nos anos de 2014 e 2015.

O choque de gestão previsto no sentido de profissionalização (até agora, bravata) acabou ocorrendo de outra forma, por escândalo de magnitude jamais vista.

O futuro do Tricolor é incerto.

A única coisa certa, é o São Paulo ter sido alvo de próprios são-paulinos.

Mas o manto enverga o varal, a camisa é gigante, as glórias mais ainda.

“Dentre os Grandes, És o Primeiro”.

Ele passará, o Tricolor permanecerá.

Adeus, Carlos Miguel Aidar. Que sua consciência lhe permita dias em paz. Ou não.

O mais importante: “Salve o Tricolor Paulista, amado clube brasileiro”, viva o Clube da Fé!

 

Saudações Tricolores

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Doriva

Crédito-imagem: Mauricio Rummens/Fox Sports

Crédito-imagem: Mauricio Rummens/Fox Sports

Olá nação tricolor!

No turbulento ambiente do Clube da Fé em 2015, eis que o Tricolor vem de novo técnico, para os últimos 3 decisivos meses da temporada.

Doriva.

Apoio ao técnico, são-paulino de coração, mas também, apto para o desafio.

Doriva não tem a formação acadêmica do antecessor Osorio (aliás, técnico brasileiro algum a possui), porém, tem a bagagem internacional de ter jogado em quatro grandes centros europeus, Portugal, Itália, Espanha e Inglaterra.

Uma carreira de futebol simples, mas solidário e consistente, campeão do mundo. A experiência gringa certamente ofereceu conceitos táticos por onde passou.

No Brasil, é o atual bi-campeão estadual dos maiores centros de futebol nacional, SP e RJ, com elencos modestos, mas com muita aplicação de posicionamento e disciplina.

Boa sorte ao amigo do M1to, ao cara que fez parte do lendário time que derrotou o Milan e trouxe o bi do planeta à galeria de troféus do Morumbi!

Saudações Tricolores!

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Carta aberta ao São Paulo FC: Renuncie, Carlos Miguel Aidar

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São Paulo, 08 de outubro de 2015.

À Presidência do São Paulo Futebol Clube.

 

Senhor Presidente,

Esta carta será protocolada no São Paulo, mas também, será de conhecimento público.

Quem lhe remete foi um apoiador atuante nas eleições da sucessão são-paulina, que acreditava em seus princípios e possibilidades de fazer o Tricolor voltar a crescer.

Afinal, o senhor foi o presidente visionário dos anos 80, que reformulou o futebol do São Paulo e marcou época. O presidente que contratou Gilmar Rinaldi e Zé Teodoro para jogar com a zaga histórica remanescente de Oscar e Dario Pereyra, no meio, contratou o Rei de Roma Falcão e o craque Pita que, ao lado de Silas, fez um dos maiores setores de meio-campo da história do Morumbi. Os Menudos ainda tiveram Muller e Sidney, formados na sua gestão, com o genial Careca.

Os títulos inesquecíveis de 1985 e 1986.

Mais adiante, o senhor contratou Lê, Edvaldo e venceu a disputa pra trazer ninguém mais, ninguém menos, do que Raí.

São Paulo campeão 1987 e com sua base, campeão 1989 (mesmo já não sendo mais presidente).

Eu era oposição, presidente, em 2013. Fui um dos formadores do grupo chamado Consulado Tricolor e lutávamos pelo fim da era Juvenal Juvêncio, cujo terceiro mandato afundou o SPFC em vexames, humilhações e perda de força nos campos e bastidores.

O conceito arrogante da era JJ, o “Soberano”, fez muito mal ao Clube da Fé.

Mas sua chegada como candidato, já no “segundo tempo” da sucessão, me fez ter a esperança que teríamos um grande nome para suceder Juvenal, sem ser subserviente a Juvenal. Eu estava certo, só não esperava, que isso se consumasse por uma guerra sem fim, que hoje prejudica tanto o nosso time.

Esperava que esse “rompimento” fosse amistoso e que o senhor fizesse da sua personalidade, a sua marca, tal qual o período 1984 a 1988, repito, histórico na época do São Paulo.

Mas não foi o que assistimos.

Seu atual mandato se tornou trágico para o Tricolor. Reconheço que, após uma campanha para se salvar do rebaixamento em 2013, herdada do último ano de JJ, sua chegada ofereceu um curto crescimento, com o vice-campeonato brasileiro de 2014 causado, principalmente, pelo repatriamento de Kaka.

Mas ficou por aí, presidente.

2015, mais humilhações, agora somados a escândalos, de grande conhecimento pela mídia. Não é preciso fazer alguma acusação, todas estão noticiadas quase todos os meses, neste ano de 2015. Não entrarei no mérito de cada uma, se são factíveis ou não, mas o fato é que a soma de todas elas, tornaram inviável a sua permanência no cargo que ocupa.

O São Paulo Futebol Clube tem uma história ilibada, íntegra, tida sempre como exemplo aos rivais. Hoje somos a vergonha do futebol paulista, em termos administrativos.

Perdemos a vanguarda, perdemos respeito.

Perdemos também dinheiro, muito dinheiro, pelo amadorismo de áreas fundamentais ao clube, que o senhor não soube administrar.

Falando no financeiro, como explicar encontrar “terra arrasada” e manter o departamento com os mesmos na condução das receitas e despesas?

Um ano e meio sem patrocínio master na camisa, em um clube tricampeão mundial.

Marketing nulo com a lenda Rogério Ceni.

A mesma crítica contumaz aos demais grandes nomes, tido como ídolos.

O projeto do técnico estrangeiro, desperdiçado pela incapacidade diretiva. Em tempo, obrigado Juan Carlos Osorio, que sequer citou seu nome em sua despedida.

A não contratação de superintendente, promessa de campanha, expondo elenco e técnicos, aos problemas de sua gestão.

Contratações questionáveis tecnicamente e pior, até alvo de investigação da Confederação Brasileira de Futebol, no caso Iago Maidana.

O plano de profissionalização que seria apresentado pelo ex-CEO (que recebeu pra isso), sequer levado adiante.

Brigas e brigas nos corredores do Conselho, que vazavam na grande imprensa, nas discussões entre seus pares e desafetos políticos. Como gran finale, a dissolução da diretoria de futebol de forma aviltante à história do São Paulo.

Foi, sem dúvida, o pior ano da história do São Paulo, administrativamente falando. Sorte do senhor e da torcida, que a camisa do Tricolor “enverga o varal” e o time ainda briga nos gramados, por título e por vaga na Libertadores.

Mas não dá mais, mesmo o senhor tendo pedido que todos oferecessem seus cargos para uma nova reformulação. Os ex-presidentes não irão somar, muitos grupos políticos querem outra saída.

A sua saída!

Portanto, renuncie Carlos Miguel Aidar, pela preservação do que fez de bom pelo São Paulo e sei reconhecer. Os dois primeiros títulos brasileiros do Tricolor tiveram a família Aidar no comando, mas o presente é de desilusão total com tudo aquilo que acreditávamos.

Caso insista em permanecer no poder, até seu passado poderá sofrer as consequências.

Porque o São Paulo sangra atualmente!

Seja grande, reconheça que falhou, entregue o cargo, como gesto de são-paulinidade!

Será, acredite, ato de grandeza.

Obs: essa carta segue com manifestação de cerca de 1000 torcedores, que também pedem sua renúncia, nas redes sociais.

Pense no bem do São Paulo, renuncie, Carlos Miguel Aidar!

É o que a maioria da nação tricolor espera.

 

Atenciosamente,

Carlos Port

Osorio: obrigado Juan Carlos

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Ola nação tricolor.

Pra começar…

Quem comenta Osorio, sem chamá-lo de Juan Carlos, não entendeu a sua essência, desde o início.

O carismático que personifica seus atletas, chamando-os pelo primeiro nome, encerra seu ciclo no SPFC, deixando um sentimento de que muito mais poderia ter sido feito.

Juan Carlos de “Alexander” Pato, das canetas azuis e vermelhas, do estilo agachado a beira do campo, na pista de atletismo. Concentrado, analítico.

Osorio acadêmico, de formação e pós no futebol europeu, graduado na Holanda e Inglaterra. Na Football Association, recebeu conceito top, conferido pela UEFA. Honraria de quem estudou muito para conhecer a arte da bola, desde os tempos de Estados Unidos quando, ainda um jovem sonhador, gostaria de treinar uma seleção em Copa do Mundo. Pelo visto, terá a chance de tentar chegar lá.

Anos de trabalho e aprimoramento, desde assistente até treinador top, nos diplomas ostentados com fibra e determinação. Títulos de relevância? Ainda não os possui, mas certamente virão.

O conhecimento diferenciado impactou quem conhece do riscado. Rogério Ceni, tido por muitos a maior lenda são-paulina em abnegação, o comparou aos maiores treinadores do século XXI no Velho Mundo, dizendo que teria tudo pra fazer história no Morumbi.

Não teve tempo…

O São Paulo vive a maior crise da sua história, não nos gramados, mas em outro campo, o administrativo. Tal fato atingiu em cheio também a Juan Carlos. Não poderia ser diferente.

Apresentado ao clube tricampeão mundial, foi sempre surpreendido negativamente com duras realidades. Perdas de vários atletas, por mais que alguns fossem extremamente questionados pela torcida. Ambiente tumultuado, para ser leve com a real situação. Afinal, trata-se de uma guerra de poder, deplorável, inimaginável. Doentia.

Sim, Juan Carlos teve erros. O principal, sua plena convicção de rodízio. Funcionaria de acordo, em um elenco harmônico. Não era o caso do Tricolor paulista. Além de vários jogadores negociados, o plantel remanescente jamais apresentou equilíbrio técnico. Osorio, ao ignorar tal fato, fez o SPFC oscilar demais. As oportunidades a todos devem sempre estar atreladas a saber jogar futebol com qualidade. E no São Paulo, existem jogadores que não possuem essa capacidade. O técnico bancou filosofia e o time perdeu pontos muito importantes, em sua briga pela Libertadores, na próxima temporada.

Ademais, Osorio causou desconforto e certa ansiedade e descontentamento em parte da sempre exigente torcida, ao demorar em sua decisão. Alguns entenderam como desprezo ao Tricolor. Interpretação errônea. Pelo contrário, Juan Carlos pareceu o tempo todo, estender as possibilidades de permanência, torcendo por dias melhores na tensão do Morumbi. Não encontrou tal condição.

Mesmo assim, em seus meses de entrega ao time, deixou marcas e sim, legado. Com Juan Carlos, o SPFC passou a ter a maior posse de bola do Campeonato Brasileiro. Se rateou em algumas apresentações, foi bem diante dos três primeiro colocados, jogando sempre com autoridade e domínio, até quando perdeu um dos jogos, diante do segundo lugar, em Minas Gerais. Sofreu com arbitragem junto do time, ao enfrentar o primeiro onde, em pleno Morumbi, o Tricolor foi assaltado com pênalti clamoroso não marcado. E venceu com autoridade o terceiro, por duas vezes.

O caminho percorrido contou com desconfianças de alguns do elenco no começo, até ofensas ocorreram, de certos “craques” que se julgam acima do bem e do mal, não entendendo substituições. Aos poucos, Juan Carlos dominou os egos.

Porém, dominar a política são-paulina foi impossível e ao declarar que não confiava em seus superiores, decretou sua saída, mesmo ainda no clube. Se tornara questão de dias.

Justo desabafo público, de quem sofreu engodo, da pior diretoria de futebol de todos os tempos, no Tricolor.

Esses sim, deveriam ser mandados pra bem longe do São Paulo, mas lá ainda estão.

Quanto a Osorio, melhor, Juan Carlos, o muito obrigado sincero, de milhões de são-paulinos, que entenderam todas as suas dificuldades.

E um pedido de desculpas, por precisar trabalhar com alguns canalhas, no maior clube brasileiro.

Boa sorte, gringo!

Saudações Tricolores.

 

Crédito-imagem: Reginaldo Castro/Lance

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