Os mais importantes: Lê e Edivaldo

Olá nação tricolor!

Ronaldo Francisco Lucato, o Lê, nasceu em 1 de setembro de 1964.

Edivaldo Martins da Fonseca, o Edivaldo, havia nascido em 13 de abril de 1962. Infelizmente, em um trágico acidente automobilístico, perdeu a vida em 14 de janeiro de 1993, em estrada na altura da cidade de Boituva.

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Lê e Edivaldo se tornaram parte da história são-paulina ao decidirem o título paulista de 1987, contra o rival Corinthians. Vitória por 2 a 1 na primeira final (João Paulo fez o gol do SCCP), empate sem gols na finalíssima.

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Em uma época de clássicos decididos no campo e fora dele, a disputa começava na arquibancada. Na divisão das torcidas. Sempre em maioria no passado do Morumbi, a torcida alvi-negra, pela primeira vez, assistiu a nação tricolor estar em maior número, no jogo que decidiu o campeonato.

havia se tornado protagonista do futebol de SP em 1986, quando na Internacional de Limeira, derrotou o Palmeiras na final, deixando em silêncio os palmeirenses que já amargavam 10 anos na fila. Os interioranos venceram com gols de Kita e Tato, sendo Lê a opção veloz de contra-ataque e presença de área. O interesse tricolor surgiu daí, indicado por Pepe, técnico da Inter que também chegara ao SPFC depois da façanha dos limeirenses.

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A missão era inglória: primeiro, ser banco de Careca, astro. Mas o craque partiu para jogar com Maradona no Napoli e Lê agarrou a chance. Baixinho, não se deixou intimidar pela zaga alta do rival na final e fez de cabeça um dos gols mais importantes do Tricolor, nos anos 80, desempatando a decisão. Vale a lembrança que Cilinho voltara ao comando técnico do SPFC durante o campeonato e foi um dos maiores incentivadores do jogador.

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Enquanto todos comemoravam o título depois de 180 minutos, Lê brindava o bicampeonato. Depois disso, no ano seguinte, se transferiu para a Lusa.

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Edivaldo brilhou como ponta esquerda no Atlético Mineiro, fazendo Telê Santana o convocá-lo para a Copa do Mundo de 1986. O campeão brasileiro do mesmo ano, o São Paulo, queria o atleta no Morumbi.  Assim, em 1987, o veloz e habilidoso atacante já estava no plantel são-paulino.

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Foi de Edivaldo o gol que abriu a vitória são-paulina na final do Paulistão 1987. Jogador que além do drible, tinha o chute como ponto forte. Segundo o Almanaque do São Paulo, de Alexandre da Costa, foram 123 jogos e 26 gols com o manto tricolor.

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Foi bicampeão em 1989, diante do São José, em um Morumbi lotado de são-paulinos, a famosa final do bandeirão tricolor estendido do lado de fora do estádio. Um privilegiado, pois jogou ao lado de Pita e depois Bobô e Raí, na armação tricolor.

Um acidente na rodovia Castello Branco findaria a vida e carreira de um jogador que fez do talento, sua profissão.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagem: Placar, Gazeta Press, Acervo Folha.

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Grandes ídolos do São Paulo, por Carlos Port: Canhoteiro

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Olá nação tricolor!

José Ribamar de Oliveira, o Canhoteiro, nasceu em 24 de setembro de 1932. Faleceu jovem, na meia idade, aos 42 anos, vítima de derrame cerebral, no ano de 1974.

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Canhoteiro era a arte da finta, o drible perfeito, a velocidade implacável, a marcação impossível. Atacante que representa a mais perfeita nostalgia do futebol-espetáculo.

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Muitos dizem que era o Garrincha da ponta esquerda. Porque não dizer que Garrinha foi o Canhoteiro da direita? Uma pena que a trajetória de ambos não coincidiu nas seleções das Copas de 1958 e 1962. Seria o maior tormento já visto na história do planeta bola.

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Jogou 10 anos no São Paulo, desde o quarto centenário paulistano até o ano de 1963. Neste período, o título lendário de 1957, no jogo em que o inconformismo tomou conta dos torcedores corintianos, ao serem humilhados, na bola, no Pacaembu. Partida vencida pelo Tricolor por 3 a 1, com direito a gol do mágico driblador.

A vida boêmia foi, talvez, o maior adversário do craque, mais uma coincidência com Garrincha. Tanto no Mais Querido, quanto na seleção brasileira, onde atuou bem menos do que poderia.

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As marcas deixadas no São Paulo foram grandiosas:

413 jogos, o 16º jogador que mais atuou pelo Clube da Fé.

105 gols, o 17º que mais marcou.

Porém, certamente, o que mais entortou adversários na história.

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Virou até livro, na obra “Canhoteiro, o homem que driblou a glória”, de Renato Pompeu.

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Blog Tardes de Pacaembu, Revista Manchete Esportiva, site Literatura na Arquibancada, SPFCpedia, site Mundo Bola, arquivo histórico do São Paulo FC, arquivo público do Estado de SP.

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Grandes ídolos do São Paulo, por Carlos Port: Gérson

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Olá nação tricolor!

Gérson de Oliveira Nunes, o Gérson, nasceu em 11 de janeiro de 1941.

Carioca de Niterói, foi marcar sua passagem no futebol paulista no final dos anos 60 quando, em 1969, chegou ao São Paulo para ajudar a findar a fila de 13 anos sem títulos, devido a construção do Morumbi.

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Gérson, o Canhotinha de Ouro, tratava a bola como sua, tamanho talento. Um dos maiores meias da história do futebol brasileiro, veio de uma era campeoníssima no futebol fluminense, para desbravar caminhos de glória no Tricolor.

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Assim o fez com maestria, mesmo chegando ao Morumbi com 29 anos. Em apenas 75 jogos que permaneceu no SPFC, marcou 11 gols, serviu outras dezenas e conquistou dois títulos consecutivos, os Paulistões de 1970 e 1971.

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Mais uma vez, a tradição veterana se fez valer no São Paulo. Anos antes, com Zizinho e Sastre, anos depois, com Toninho Cerezo.

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Realizado e consagrado pelo tricampeonato da seleção brasileira no México em 70 e pelas duas taças no São Paulo, em um ano de competições vencendo tudo, encerrou seu ciclo no Tricolor paulista para realizar o sonho de jogar no time do coração, o Tricolor carioca, em 1972.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: blog Tardes de Pacaembu, Revista Placar e Grandes Clubes Brasileiros.

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Os mais importantes: Benê

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Olá nação tricolor!

Existe uma máxima (para alguns) que sinônimo de ídolo é título. Acredito diferente. Ídolo é quem se doa para um clube, com tempo de time, devoção, respeito, talento e raça. Vencer uma taça depende de outros.

Benedito Leopoldo da Silva, o Benê, é um desses exemplos. Nascido em 28 de fevereiro de 1935, falecido em 06 de janeiro de 2001. Morreu no início da velhice, aos 65 anos.

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Benê jogou no São Paulo na época que o Tricolor tinha a prioridade total da construção do Morumbi. Ao lado dos inesquecíveis Roberto Dias e Bellini, era o sinônimo de talento da equipe nos anos 60. Mas um talento que aliava força física também. Um tanque na armação de meio-campo.

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Contratado junto ao Guarani, em 1961, tomou conta da meia cancha tricolor e sua técnica mais vigor o levaram para a seleção brasileira, antes da Copa do Mundo de 1962. Porém, um exame médico controverso apontou um “sopro no coração” do atleta. Cortado, deu lugar a Mengálvio para a Copa do bi do Brasil. Acontece que os médicos do São Paulo refizeram baterias de exames e não encontraram nada. Com esse erro médico, o atleta perdeu a chance de ser campeão do mundo pela seleção. Detalhe crucial foi que a escolha final coube a Aymoré Moreira, técnico que era do São Paulo e também da Seleção, após a contra-prova dos exames. O treinador manteve o corte e trouxe mágoas no Tricolor. Aymoré faleceu em 1998.

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Benê, de volta ao São Paulo, participou da épica partida do cai-cai santista em 1963. Goleada são-paulina por 4 a 1, encerrada aos 8 minutos do segundo tempo, após o Santos “entregar” o jogo por expulsões que começaram após o terceiro gol são-paulino. Simulação de lesões completaram o vexame do time de Pelé.

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Foram 264 jogos e 77 gols. O meia permaneceu no São Paulo a tempo de ser campeão, em 1970. Não era titular, talvez, tenha entrado em campo na forma de homenagem, saindo do banco de reservas no lugar de Terto, diante do mesmo Guarani que fora contratado. Justo, muito justo.

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Placar, Gazeta Esportiva Ilustrada, Revista do Esporte, Museu dos Esportes blogspot.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Mauro Ramos e Bellini

Olá nação tricolor!

O contraponto é uma das situações da vida que merecem reflexão. No futebol, não é diferente.

Mauro Ramos e Bellini são contraponto na história do São Paulo, em conquista de títulos e estilo de jogo. Um supercampeão, outro não. Um técnico, outro raçudo. Porém, em comum, a seleção brasileira e as Copas do Mundo de 1958 e 1962, os primeiros mundiais vencidos pelo nosso país. Ambos foram capitães do Brasil nas conquistas, primeiro Bellini, depois Mauro.

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Mauro Ramos de Oliveira, o Mauro Ramos, nasceu em 30 de agosto de 1930, sendo falecido em 18 de setembro de 2002.

Talvez tenha sido o zagueiro de estilo mais clássico do futebol brasileiro. A elegância imperante em seu passe, na saída de jogo, em total harmonia com a marcação e cobertura do seu espaço da defesa.

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Mauro conquistou quatro títulos no SPFC, o bicampeonato 1948/49 e as taças da década de 50, 1953 e 1957.

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Pegou a era de Leônidas e de Zizinho, dois lendários ídolos são-paulinos. Um privilégio.

Quase 500 jogos com a camisa tricolor, 498 ao todo, sendo o nono em todos os tempos a mais defender a instituição São Paulo. Permaneceu no Tricolor de 1948 a 1959.

O sonho do Morumbi começara e os tempos seriam outros no SPFC, até então, o caçula da capital multicampeão. Os recursos financeiros eram quase todos destinados à construção do estádio tricolor e grandes esquadrões ficaram mais difíceis de se montar.

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Mas, em 1962, um grande defensor foi contratado, Bellini. Hideraldo Luiz Bellini nasceu em 21 de junho de 1930 e faleceu em 20 de março de 2014, aos 84 anos.

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Aí que entra o contraponto. Após a era Mauro Ramos, clássica, viria o período de Bellini, zagueiro vigoroso, de raça. É bem verdade que ao seu lado, nos anos 60, contou com um outro craque na defesa, o lendário Roberto Dias.

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Se não foram campeões nos anos 60 (Dias seria na década seguinte), Bellini e Dias protagonizaram um dos jogos mais fantásticos da história do São Paulo, o clássico que o Santos fugiu de campo, em 1963, após estar sendo derrotado por 4 a 1.

Um Pacaembu lotado com aproximadamente 60.000 torcedores assistiu perplexo, os são-paulinos dominarem completamente o então melhor time do mundo. A partida terminou aos 8 minutos do segundo tempo, com o time santista reduzido a 6 jogadores, após expulsões (inclusive de Pelé, após o SPFC marcar o terceiro gol) e simulação de lesões. Histórica e implacável partida do Tricolor.

O mais emblemático: do lado santista, estava Mauro Ramos, a quem Bellini substituiu. O contraponto se enfrentava e o são-paulino do então presente, levou a melhor sobre aquele do passado.

Bellini jogou 214 partidas pelo clube, entre 1962 e 1968. Dois anos após sua saída, o São Paulo inauguraria definitivamente, o Morumbi.

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Acervo Folha, SPFCpedia, Tardes de Pacaembu, Revista do Esporte, Revista Tricolor, Revista O Cruzeiro.

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Grandes ídolos do São Paulo, por Carlos Port: Chicão

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Olá nação tricolor!

Francisco Jesuíno Avanzi, o Chicão, nasceu em 30 de janeiro de 1949 e faleceu em 8 de outubro de 2008. Aos 59 anos, o deus da raça tricolor deixou saudade eterna no são-paulino.

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Garra até hoje insuperável no São Paulo, comparada talvez com os ídolos uruguaios Fórlan e Lugano, que chegaram perto, mas jamais alcançada por outro jogador brasileiro de trajetória no Tricolor.

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Chicão chegou no São Paulo em 1973, após jogos de fibra na Ponte Preta, que chamaram a atenção dos dirigentes são-paulinos. Anos antes, já havia feito peneira no São Paulo, em 1967. Seu destino acabou sendo o XV de Piracicaba, onde Cilinho (que anos mais tarde marcaria época como treinador do time lendário de 1985) o levou para os profissionais. Foram mais 3 equipes interioranas até chegar na Ponte. Chicão não veio sozinho sozinho para o Morumbi. Waldir Peres, outro lendário goleiro, veio também, Juntos, foram os protagonistas do título paulista de 1975 e do primeiro campeonato brasileiro vencido pelo SPFC, em 1977.1974vice

Antes disso, a primeira prova de fogo, a Libertadores de 1974, quando o São Paulo foi vice, para inconformismo do volante. Sua fibra na competição foi duramente castigada, depois de uma vitória são-paulina, mas duas argentinas, sendo a última em campo neutro chileno.

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A redenção viria nos anos seguintes. A catimba de Waldir e a raça de Chicão desmontaram os times da Portuguesa e do Atlético Mineiro, respectivamente. A final diante de um Mineirão lotado, já avançando em 1978, foi o grande momento da história inesquecível do deus da raça. Mais de 100 mil atleticanos, a imprensa nacional, todos davam como certa a conquista mineira. Mas o São Paulo tinha o espírito abnegado traduzido no futebol do seu volante, que jamais entregava uma batalha. Assim, pouco a pouco, a empolgação do estádio foi minguando, diante de uma pequena torcida do São Paulo que foi se agigantando. Em um lance dividido entre o atleticano Ângelo e o são-paulino Neca, Chicão casualmente participou, sendo acusado de fraturar a perna do rival. Coisas fortuitas do futebol de disposição e lealdade. Era guerra.

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O espírito guerreiro levou Chicão para a Seleção Brasileira na Copa de 78, justamente na casa do maior rival, onde a raça seria ingrediente indispensável para suportar a pressão. Ardiles e Kempes não esqueceriam o volante tricolor tão cedo. A marcação implacável anulou a seleção portenha diante do Brasil, no jogo que terminou empatado em 0 a 0.

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Permaneceu no São Paulo até 1979, totalizando 317 jogos e 19 gols. O destino da bola, ironicamente, o levaria para o Galo mineiro, ainda traumatizado pela derrota diante do Tricolor. Definitivamente, era melhor ter Chicão a favor do que contra.

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No ano de 2008, o São Paulo e o Brasil perderam Chicão, vítima de um câncer. Eternamente relembrado nos corações e mentes de todo são-paulino que o viu jogar.

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Site oficial do SPFC, SPFCpedia, Terra, Placar, spfc1935.blogger, documentário Todo Mundo, Thomaz Farcas.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Serginho

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Olá nação tricolor!

Sérgio Claudio dos Santos, o Serginho, nasceu em 27 de junho de 1971.

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Ao lado de Leonardo e Noronha, foi um dos laterais esquerdos mais habilidosos que já jogaram na história do São Paulo. Sua grande capacidade técnica encantava nos gramados, em uma época que o São Paulo sofria carência de grandes jogadores, pós reforma do Morumbi, que consumiu muitos recursos dos cofres do clube.

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Seu primeiro jogo foi em 1996, o último, em 1999. No período, o SPFC esteve afastado de grandes competições internacionais, mas venceu o histórico Campeonato Paulista de 1998, revertendo a vantagem corintiana no ano da volta de Raí, o Terror do Morumbi. Foi também a final-despedida de outro prodígio criado no Morumbi, Denilson.

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Foram 179 jogos e 28 gols do ala, que do São Paulo foi ao Milan, marcar época no futebol italiano.

Na carreira de Serginho consta um fato inusitado. Sempre com grandes atuações na Itália, nunca era lembrado nas convocações da seleção brasileira. Anos de esquecimento até que enfim, chegou uma convocação. Serginho não só rejeitou, como fez um pedido formal para que nunca mais fosse convocado. Ato de coragem, na era comercial da CBF.

Não era pra menos, no Milan conquistou duas vezes a Europa e uma vez foi campeão mundial.

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Voltando ao Tricolor, Serginho, quando veio para o São Paulo, foi alvo da famosa troca 5 por 2, com o Cruzeiro. O talismã Ronaldo Luis, da sua posição, foi para o time mineiro, depois de anos de insucesso pós Mundial 1992, Palhinha, Gilmar, Donizete e Vitor seguiram o mesmo caminho. Para o Tricolor, ainda viria Belletti.

Coincidentemente, Belletti também foi campeão do mundo, mas pelo Barcelona, ao deixar o São Paulo, anos mais tarde. Venceu com Serginho em 1998 o estadual e também foi campeão paulista em 2000, quando o São Paulo derrotou o Santos.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Placar, revista do SPFC.

 

Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Ricardo Rocha

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Olá nação tricolor!

Ricardo Roberto Barreto da Rocha, o Ricardo Rocha, nasceu em 11 de setembro de 1962.

Zagueiro da mais alta qualidade técnica, bola de ouro nos tempos da Copa do Mundo 1990, foi jogador do São Paulo desde 1989, vindo do Sporting de Portugal.

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Chegou a tempo de conquistar o Paulistão daquele ano, que consagraria o Tricolor como o time da década.

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Ainda em 1989, a derrota sofrida em pleno Morumbi, para o Vasco da Gama.

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Outro vice em 1990, diante do Corinthians, onde a falta de Ricardo Rocha no time foi muito sentida pela torcida do São Paulo. A abnegação continuava para conquistar o Campeonato Brasileiro.

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1991, a sofrida espera após um bi-vice nacional levaria o Tricolor para a terceira decisão consecutiva. Naquela época, a vitória ainda valia 2 pontos e o SPFC terminou líder da primeira fase do campeonato, ao lado do Bragantino de Parreira. Os 4 melhores se classificariam para as semifinais e assim, Fluminense e Atlético Mineiro completaram os times candidatos ao título.

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Depois de 2 empates com os mineiros, o passaporte para a final garantido pela melhor campanha. Então, a dramaticidade. O grito de gol são-paulino estava entalado na garganta por 89/90, mas viria em 91 dos pés de Mário Tilico. Na defesa, Ricardo Rocha era um dos alicerces são-paulinos, que continham ainda em sua formação Antonio Carlos como zagueiro, Zé Teodoro e Leonardo nas alas, Bernardo e Ronaldão na contenção. Uma muralha em 3 cores! Depois da vitória por placar mínimo no Morumbi, o título dramático assegurado em Bragança Paulista, com direito a caravana na estrada até a chegada em São Paulo.

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A técnica de Ricardo Rocha o levou para as Copas de 90 (pelo São Paulo) e 94. Nesta última, se lesionou em pleno Mundial, mas permaneceu com o grupo da seleção brasileira, dado o seu carisma agregador. O zagueiro, além da técnica, também era reconhecido pelo temperamento forte e de grupo, fundamental em liderança.

O título brasileiro e a titularidade da seleção brasileira conduziram Ricardo Rocha ao portentoso Real Madrid, depois do São Paulo. Foram 70 jogos ao todo, sem marcar gols, mas garantindo outros tantos não tomados.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagem: Placar, Terra, IG, UOL Esporte, Band, Gazeta Press

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Grandes ídolos do São Paulo, por Carlos Port: Pintado

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Olá nação tricolor!

Luis Carlos de Oliveira Preto, o Pintado, nasceu em 17 de setembro de 1965.

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Pintado cresceu desde garoto, no futebol do São Paulo. Volante de fibra, compensava a pouca técnica com uma entrega emocionante e guerreira, nos jogos do Tricolor.

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Abnegação, persistência, espírito de luta, toda garra de Pintado se transformou em glórias e conquistas, com lendários craques na era mágica do Mestre Telê Santana.

Ainda juvenil saiu do São Paulo rumo ao Bragantino, para ganhar experiência. Voltou ao Morumbi em 1984, ainda com 18 anos, ficou por mais 2 anos, com o time do Interior pleiteando seu passe. Retornou ao futebol “caipira” até o ano de 1991, quando o Tricolor o quis definitivamente. Foi difícil, o Braga foi até a justiça pelo atleta, mas seu destino já estava traçado no Mais Querido.

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Com Telê Santana, Pintado foi mais um dos atletas que aprimorou fundamentos, para aliar à conhecida fibra. Jogador da linha de frente do São Paulo bicampeão da América, um são-paulino nato.

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Depois da Libertadores, o São Paulo viajou para a Espanha para alguns torneios importantes da época. Ciutat de Barcelona, Tereza Herrera e Ramon de Carranza. O Tricolor se impôs diante de Español (1×2), Barcelona(1×4) e Real Madrid(0×4), com vitórias acachapantes. Um visitante que preocuparia um certo poderoso catalão.

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Entre os títulos da Libertadores, a maior façanha, o mundial interclubes diante do poderoso Barcelona de Cruyff, Stoichkov e companhia. Mas os favoritos espanhóis não esperavam encontrar um leão na linha de volantes. Após Ronaldo Luis salvar o São Paulo de tomar o segundo gol, Pintado reuniu o grupo no intervalo e disse que aquele título não escaparia do Tricolor de jeito nenhum. Estava mais do que certo. Raí fechou o caixão do Barça.

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A comemoração veio com outro título, em cima do Palmeiras no Morumbi, com são-paulinos em 90% do Morumbi lotado. No primeiro jogo, vitória são-paulina por 4 a 2. Viagem ao Japão, campeão do mundo e na volta, mais uma conquista, na finalíssima vencida por 2 a 1. Muita chuva no fim, pra lavar a alma. Pintado merecia!

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Permaneceu no São Paulo para conquistar mais uma Libertadores, a de 1993, sendo a raça tricolor no bicampeonato. Depois, seguiu ao futebol mexicano.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Site oficial do São Paulo, Terra, Gazeta Press

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Cicinho e Júnior

Olá nação tricolor!

O ano de 2005 é eterno para todo são-paulino, pela consagração do Tricolor como tricampeão do mundo.

Um time encaixado, dinâmico, forte, competitivo. Não foi recheado de craques lendários como esquadrões do passado, mas foi formado por um mito e seus jogadores rápidos, habilidosos e versáteis.

Exemplo disso, foram os laterais do São Paulo campeões do mundo, Cicinho e Júnior.

Cícero João de Cézare, o Cicinho, nasceu em 24 de junho de 1980. Veloz e ofensivo, consolidou-se como um dos jogadores mais promissores da torcida do Galo Mineiro, no ano de 2003. Porém, administrativamente, atleta e clube não se entendiam e aí, o São Paulo percebeu a oportunidade.

Cicinho chegou ao Tricolor em 2004 e passou a fazer parte do grupo que iria construir o caminho para chegar ao topo do planeta bola. O São Paulo não jogava uma Libertadores em 10 anos, após períodos conturbados de reforma do Morumbi e péssimas gestões no início do século XXI. Mas, enfim, voltara pra competição com o saudoso e eterno presidente Marcelo Portugal Gouvêa.

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Naquele ano, o Tricolor ficou na semifinal da competição, mas fez do Morumbi o caldeirão que todos sentiram falta, por uma década. Era preciso amadurecer para chegar mais longe.

Então, em 2005, o SPFC reforçou o time que já havia chegado na semifinal da Libertadores, que continuava obsessão (sempre o é). Cicinho na direita passou a contar com Jenílson Ângelo de Souza (nascido em 20/06/1973), o Júnior, na esquerda, para juntos, possibilitarem ao são-paulino sonhar mais alto. Sonho que se tornou realidade.

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Junior chegou no São Paulo, vindo do futebol italiano, já referendado de conquistas (inclusive a Libertadores de 1999), experiente, com 31 anos. Jogou algumas partidas no Brasileirão do ano anterior, antes de brilhar novamente em 2005.

O São Paulo teve o entrosamento perfeito de Mineiro e Josué na épica Libertadores de 2005. Podemos dizer quase o mesmo de Cicinho e Junior, que fizeram o Tricolor aniquilar adversários pelas laterais do campo, em muitas partidas. Ambos tinham técnica, bom cruzamento, velocidade e poder de recuperação. E ótimo chute.

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Chute como o de Cicinho em pleno Parque Antártica, na disputa do Choque-Rei valendo vaga para a semifinal da Libertadores 2005. Um petardo no ângulo que são-paulinos (e palmeirenses) que estavam presentes e pelo mundo, jamais esquecerão. Golaço da vitória que encaminharia o Tricolor para a vantagem do segundo jogo das oitavas-de-final. Foram 4 gols de Ciço na campanha do título. O alto nível do lateral trouxe o interesse do poderoso Real Madrid, foi impossível para o São Paulo segurar e Cicinho deixou o clube ainda no final de 2005. Voltaria em empréstimo na temporada 2010, sem o mesmo brilho de outrora. Tempos depois, confessou ter atravessado problemas com vícios de bebida e tabaco. Ao todo, jogou 151 partidas e marcou 21 gols.

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Se Cicinho foi decisivo contra o Palmeiras em 2005, no ano seguinte foi a vez de Junior criar grande jogada de contra-ataque pela direita, aos 37 do segundo tempo, arranque do meio-campo até sofrer o pênalti que decretaria a vitória tricolor e mais uma eliminação palmeirense, diante do SPFC. O ala servia com incrível facilidade, literalmente, “deixava pro atacante só fazer”. Além de um excepcional nível técnico na Libertadores do Tri, foi também jogador muito importante nas conquistas do inédito Tri-Hexa, entre 2006 e 2008, já sob o comando de Muricy Ramalho. Junior crescia em clássicos, não fugia de dividida, mesmo sendo atleta leve e de baixa estatura. Atingiu quase 300 jogos pelo São Paulo, sendo um dos atletas mais campeões do Tricolor, no século XXI.

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Primeiro, a Libertadores. Afinal, para conquistar o mundo, é preciso atravessá-lo. Lá estavam Cicinho e Junior, diante dos ingleses do Liverpool, para lutarem pelo tricampeonato mundial do São Paulo. Foram e venceram.

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Chegando em São Paulo, presenciaram a maior festa já feita para um clube de futebol, no futebol brasileiro. Mas isso é assunto pra outra coluna do Opinião Tricolor.

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Site oficial do SPFC, Terra, Reuters, Getty.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Válber

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Olá nação tricolor!

Válber Roel de Oliveira, o Válber, nasceu em 31 de maio de 1967.

Dono da maior habilidade na zaga do São Paulo nos anos 90, aliou seu futebol técnico à boa malandragem carioca, para se tornar atleta emblemático e até folclórico, no Tricolor.

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Válber veio para o São Paulo em 1992, com uma estreia de respeito. Jogando o torneio Ramon de Carranza, o Tricolor impôs humilhante goleada diante do Real Madrid, 4 a 0.

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Devidamente apresentado, passou a ser a opção de talento da zaga são-paulina, Telê o credenciava como líbero. Esteve no banco de reservas da final do mundial contra o Barcelona e jogou as finais do Paulistão de 1992, entrando nas segundas etapas das decisões contra o Palmeiras/Parmalat, o grande rival da época, quando o São Paulo se sagrou bicampeão estadual.

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Em 1993 e 1994, seus grandes momentos. Válber na zaga, ao lado de Ronaldão, conquistou com o São Paulo todos os títulos do continente, Libertadores, Recopa e Supercopa.

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O ápice viria em 12/12/1993, na conquista do bicampeonato mundial de clubes, diante do Milan. Válber jogou muito diante dos rossoneros, barrando as ações de Massaro, Papin e cia, desarmando e saindo pro jogo. Consagração do craque.

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Mas a disciplina pesou em sua carreira. Os dirigentes da época se divertem ao lembrar as peripécias do zagueiro. Telê Santana, disciplinador ao extremo, não compactuava com atitudes de não aparecer em treinos, atrasar-se ou arrumar confusões nos jogos. “Matou 3 avós” dizia o Mestre.

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No dia que o Brasil perdeu Ayrton Senna, em 01/05/1994, ocorreu um Choque-Rei no Morumbi, válido pelo Campeonato Paulista, com mais de 60 mil presentes. Momentos de emoção no começo da partida, com paralisação e as duas torcidas entoando o nome de Senna, logo após sua morte ser anunciada, no placar eletrônico. Mas o jogo esquentou e não teve nada de comoção. Após provocações durante a partida com Antonio Carlos Zago, ex-zagueiro tricolor campeão em 1991, socos entre o são-paulino e o palmeirense causaram estragos dos dois lados. Primeiro foi Antonio Carlos que acertou Válber, aos 12 minutos do segundo tempo, fazendo o tricolor perder 4 dentes. O mais surreal, o juiz paraguaio Escobar não viu e na sequência, não expulsou o jogador do Palmeiras/Parmalat, mesmo com o são-paulino sangrando. Não ficaria assim. O São Paulo estava vencendo o jogo por 2 a 1, mas Válber não deixaria Antonio Carlos passar impune. Em um escanteio para o Palmeiras, faltando 15 minutos para o fim do jogo no tempo regulamentar, bola levantada na área, Válber acertou um soco de direita na mandíbula de Antonio Carlos, que constataria fratura do maxilar após o jogo. Maurílio, que ficou livre na jogada, não desperdiçou e marcou o gol de empate. Dessa vez, o juiz puniu com a expulsão. O São Paulo ainda tomaria a virada, em cobrança de falta de Evair. Foram as chances de título e o “troco” diante do Palmeiras viria somente na Libertadores daquele ano, quando o Tricolor eliminou o Palmeiras.

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As atitudes indisciplinadas fizeram o atleta perder espaço na temporada 1994, gradativamente. Voltou então ao Rio de Janeiro, sua praia, para jogar pelo Flamengo. Válber jogou por todos os times grandes do Rio de Janeiro. Ainda retornaria ao São Paulo, em passagem sem brilho, no ano de 1996.

Foi genial, talentosíssimo, conquistou o mundo, mas sem dúvida, poderia ter ido muito mais longe, se tivesse a cabeça no lugar.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Folha, Gazeta Press, Uol, blog Baú do São Paulo.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Dino Sani

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Olá nação tricolor!

Dino Sani nasceu em 23/05/1932. Em 2015, segue firme com 82 anos.

Sua carreira no São Paulo seguiu os passos iniciais de outro legendário atleta tricolor, Gino Orlando. Dino e Gino caminharam juntos do Palmeiras ao melhor XV de Jaú de todos os tempos, campeão da então forte segunda divisão paulista, em 1951. De volta dos seus empréstimos, o caminho de Sani foi o Comercial de Ribeirão, até que despertou o interesse do São Paulo.

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Em 1955, o ainda meia chegaria ao Tricolor, para descobrir, tempo depois, sua vocação de médio-volante. Inicialmente protestou, mas se adaptou e então, sobrou em técnica na posição.

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Comandando a saída de jogo pelo meio, Dino foi fundamental na conquista do histórico título paulista de 1957, impondo 3 a 1 no Corinthians no jogo decisivo, sob o comando do seu maior incentivador na posição, o húngaro da geração de Puskas, Béla Guttmann, que havia sido contratado para treinar o São Paulo. O meio teria Zizinho em sua ponta de lança. E Gino Orlando, seu amigo de começo de carreira, estava no comando de ataque tricolor.

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Dino Sani foi convocado para a Copa de 1958, na seleção campeã que encantou o futebol da época. Atuou na vitória contra a Áustria por 3 a 0 e no empate sem gols com os ingleses, até que lesionou antes de enfrentar os soviéticos. Assistiu na torcida o final do primeiro caneco do escrete canarinho.

Ao todo, foram 325 jogos e 113 gols.

O craque volante permaneceu no São Paulo até 1961, de onde partiu ao Boca e dos xeneizes foi ao Milan, onde recebeu a alcunha de “bisturi”, tamanha sua precisão cirúrgica para jogar futebol.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: arquivo histórico do SPFC, blog Tardes de Pacaembu

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Os mais importantes: talismã Ronaldo Luis

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Olá nação tricolor!

Ronaldo Luis Gonçalves, o Ronaldo Luis, nasceu em 14 de agosto de 1966 e é um pastor da Igreja Batista.

Abençoado seja, pois eternamente será lembrado como talismã tricolor, na decisão mais importante da história do São Paulo, até o ano de 1992, quando o Tricolor se sagrou campeão do mundo, pela primeira vez.

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Naquele ano, meses antes, Telê Santana (sempre ele) indicou ao SPFC um lateral do América Mineiro, “mineirinho” ao estilo do técnico. Aposta certeira e quase uma premonição do Mestre.

Ronaldo Luis assumiu a titularidade no segundo semestre de 1992, para não perder lugar no time que disputaria o Mundial de Clubes. Concomitantemente, o São Paulo chegaria na final do Campeonato Paulista. Nas duas oportunidades, o predestinado estava no lugar certo.

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Era chegado o grande momento. Favoritismo espanhol do Barcelona de Cruyff, diante do São Paulo de Telê Santana. O início do jogo foi avassalador para os comandados do holandês, com o esquema carrossel que lembrava a laranja mecânica de 1974. Não demorou muito, abriram o placar com Stoichkov. Mas do outro lado havia uma camisa pronta para fazer história. Havia também o Terror do Morumbi. Raí empatou e o São Paulo passou a dividir as jogadas de perigo com o Barcelona.

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Eis que aos 44 do primeiro tempo, talvez o lance que tenha sacramentado a certeza que aquela partida seria vencida pelo Tricolor. Beguiristáin chutou e Ronaldo Luis estava lá, embaixo da linha, para salvar o São Paulo. Incrível!

Na segunda etapa, um Tricolor mais confiante do que nunca, após o milagre do mineiro, partiu para a vitória, com a consagração da falta perfeita de Raí.

Nem deu muito tempo para comemorar, o SPFC voltaria para decidir o Paulistão diante do Palmeiras. E onde estava Ronaldo Luis? Novamente, embaixo das traves, salvando Zetti e garantindo mais um título para sua vasta galeria.

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O lateral seguiu participando do elenco das lendárias campanhas do São Paulo pelos gramados do mundo, em 1993. Mas sua carreira se abreviou por uma série de lesões no joelho, perdendo a titularidade. Ficou no Tricolor até 1995.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Placar, Globo, Arquibancada Tricolor, arquivo histórico do SPFC.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Ronaldão

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Olá nação tricolor!

Ronaldo Rodrigues de Jesus, o Ronaldão, nasceu em 19 de junho de 1965.

Supercampeão no São Paulo, a prova de que um time técnico também precisa ter a força física e a garra, para ser vencedor.

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Alicerce, muralha, líder. Atributos que fizeram Ronaldão ser um dos protagonistas dos anos de glória do São Paulo, em 300 jogos e 14 gols, no período entre 1986 e 1993.

Utilizado como lateral-esquerdo e volante nos primeiros anos de Morumbi, foi como zagueiro e claro, com Telê Santana, que encontrou sua verdadeira vocação, a zaga. Mestre Telê aprimorou o seu futebol, aliado ao já excepcional condicionamento, para que Ronaldão fosse o xerife da defesa.

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Um lance emblemático marca sua trajetória, na final mundial interclubes, colocou respeito sobre Stoichkov, quando o Barcelona vencia o São Paulo. O craque sentiu como seria difícil enfrentar o zagueirão. E o Tricolor passou a dominar ações de meio-ataque, para a histórica virada pelo comando de Raí.

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12 conquistas, sendo titular em 9. Campeão Paulista de 1987, 1989, 1991 e 1992, campeão brasileiro de 1986 e 1991, bicampeão Libertadores e bicampeão Mundial Interclubes em 1992 e 1993, campeão da Supercopa e Recopa Sulamericana de 1993.

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O tanque do Morumbi, homem de confiança de Zetti e fiel aluno dos aprendizados do Mestre Telê.

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Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Site oficial do SPFC, Globo, Placar, Estadão, Memória campeã.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Toninho Cerezo

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Olá nação tricolor!

Antonio Carlos Cerezo, o Toninho Cerezo, nasceu em 21 de abril de 1955.

Cerezo foi um dos jogadores mais campeões da história do São Paulo, pelo pouco tempo de passagem. Foram apenas 72 jogos, mas suficientes para os seguintes grandes títulos: Campeão Paulista de 1992, Bicampeão Mundial 1992 e 1993, Campeão da Taça Libertadores da América de 1993, Campeão da Recopa Sulamericana de 1993 e da Supercopa Sulamericana de 1993.

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A história do volante que já chegou veterano ao Morumbi (36 anos), atendeu uma tradição do São Paulo contar com atletas experientes para grandes façanhas. Mas, para tanto, Cerezo contou com um Mestre. E aí, vale o resgate histórico.

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10 anos antes da estreia de Cerezo no Tricolor, ocorreu a Copa do Mundo de 1982. O Brasil teve uma das seleções mais espetaculares de todos os tempos e 2 personagens do São Paulo 1992 estavam lá: Telê Santana e Toninho Cerezo. O escrete canarinho encantou o mundo, mas por caprichos do planeta bola, o título de melhores do mundo não ficou com a seleção.

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No São Paulo, Telê e Cerezo redimiriam essa história. A experiência de ambos foi crucial para atravessar o mundo e enfrentar os considerados imbatíveis do Barcelona, comandados por Johan Cruyff. Ao final do jogo, um atordoado lendário holândes comentou que uma “Ferrari” atropelou o Barça. Cerezo foi ainda mais importante, pois já conhecera o rival quando, meses antes, disputou a final da Champions League, a liga européia que carimbaria o passaporte para o Mundial, com a Sampdoria. Deu Barça.

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Barça que não foi páreo para o São Paulo. Ao lado de Raí, Cerezo foi o equilíbrio do meio-campo, linha de combate e criação decisiva para a virada diante dos espanhóis. O topo do mundo era tricolor.

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Mas nem houve tempo para festa e descanso. A comemoração foi com outro título, o Paulista, diante do Palmeiras. Vantagem construída no primeiro jogo, viagem ao Japão, jogo de volta e nova vitória tricolor, com gol dele, Cerezo, na vitória por 2 a 1. Consagração.

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A confiança com Cerezo era tamanha que em 1993, sua segurança e personalidade ajudaram o Tricolor a atingir o ápice das conquistas dos anos 90, o bimundial, com direito a vencer o prêmio de melhor em campo. No ano mais vencedor de toda sua carreira, participaria ainda das campanhas da Libertadores e das decisões de Recopa e Supercopa, sagrando-se campeão em todas.

A justiça da bola estava feita: Mestre e Cerezo, melhores do mundo!

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Blog Terceiro Tempo, Globo Esporte, Arquibancada Tricolor, Uol Esporte, Gazeta Press.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Mirandinha

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Olá nação tricolor!

Sebastião Miranda da Silva Filho, o Mirandinha, nasceu em 24 de fevereiro de 1952.

Provavelmente, a história de Mirandinha deve ser uma das mais incríveis em termos de persistência, esperança e superação no futebol brasileiro e mundial.

Oriundo da fila que parecia eterna no Corinthians, Mirandinha chegou no São Paulo na segunda metade de 1973. De emprestado a definitivamente contratado, após muitos gols no Brasileirão daquele ano, onde o Tricolor foi vice-campeão.

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1974. O São Paulo tinha um plantel forte e foi finalista da Libertadores, diante do Independiente argentino, até hoje, o maior vencedor da competição. 3 jogos, com uma vitória para cada lado, antes do jogo decisivo em campo neutro, no Chile, onde os portenhos se deram melhor. Na primeira finalíssima, o gol da virada foi de Mirandinha, levando ao delírio os mais de 51.000 presentes ao Pacaembu.

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Seu faro artilheiro ocasionou convocações para a seleção brasileira, mas o acaso levou Mirandinha para a Copa de 74, pelo corte de Clodoaldo, do Santos. Porém, o ano de 1974 seria inesquecível para Mirandinha, por outra razão, muito mais séria e grave.

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Em um jogo de novembro daquele ano, contra o América de Rio Preto na casa interiorana, Mirandinha (que tinha fama de não fugir de dividida) disputou uma bola com o defensor Baldini e teve uma das fraturas expostas mais terríveis da história do futebol. Um lance que correu o mundo em imagens dramáticas.

O destino da bola tem situações inusitadas. Em seu lugar, entraria Serginho, que se tornaria o maior artilheiro da história do São Paulo, com 242 gols.

Daí começou uma história de muita fibra, determinação e fé. Mirandinha jamais desistiu e o São Paulo foi seu grande aliado. Chegou a ser desenganado para o retorno, foram várias cirurgias complexas, 7 ao todo, em mais de 3 anos de recuperação e algumas tentativas de retorno. O Tricolor bancava o tratamento e salários do atleta, em todo período.

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A volta de Mirandinha ocorreu em dezembro de 1977, de forma definitiva, no Brasileirão daquele ano. Mais uma vez, é necessário citar o destino da bola. Se Mirandinha cedeu lugar, em seu ápice, ao Serginho por um drama, foi justamente no lugar de Chulapa, que também vivia grande fase, que retornaria. Serginho foi expulso em Ribeirão Preto, após agredir um bandeirinha com pontapé. Inicialmente Mirandinha retornaria pela suspensão automática. Porém, a mesma se transformou em julgamento e afastamento por 14 meses, devido à agressão. Assim, Mirandinha voltou para ser campeão brasileiro, já avançando em 1978, valendo pelo título do ano anterior. Justa recompensa, depois de tamanho sacrifício.

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Após o título, Mirandinha foi jogar nos Estados Unidos. Voltou ao Brasil no início dos anos 80, onde encerrou a carreira em 1985.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: revista Placar, blog Tardes de Pacaembu, arquivo Folha.

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Os mais importantes: Serrão

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Olá nação tricolor!

José Carlos Serrão, o Serrão, nasceu em 12 de outubro de 1950 e foi um grande meia-atacante do São Paulo, nos anos 70.

Uma trajetória de talento no Tricolor iniciada em 1969, passando pelos elencos que conquistaram títulos são-paulinos pós-década da inauguração definitiva do Morumbi.

No seu currículo constam quase 300 (261) jogos pelo Tricolor, marcando 28 gols.

Poy lançou Serrão na meia-direita nos juvenis do SPFC, mas sua polivalência por todos os lados do campo o conduziu para o lado esquerdo, na criação e chegada ofensiva.

Inicialmente, foi emprestado para o futebol interiorano, ao XV de Piracicaba, com intuito de ganhar experiência, no então forte Paulistão. O elenco do São Paulo bicampeão de 70 e 71 era muito forte. Seria uma boa para o jovem promissor disputar certame estadual por equipe menor. Mas logo, seu vistoso futebol o trouxe de volta ao Morumbi.

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Serrão sofreu com lesões no joelho, seu menisco impediu a chance de disputar a Copa do Mundo de 1974 já que, a partir do ano anterior, passara a figurar nas convocações da seleção brasileira.

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O momento derradeiro do Zé Carlos ocorreu na Libertadores de 1974. Com excelentes participações, jogando com Pedro Rocha e outros craques, Serrão ajudou o São Paulo a chegar na final, contra o super-campeão Independiente (até hoje, o clube argentino detém o maior número de títulos da Libertadores, 7). Foram 3 finais. Vitória do São Paulo no Pacaembu com 51.000 torcedores, por 2 a 1, derrota em Avellaneda por 2 a 0 e a partida desempate ocorreu em Santiago, no Chile. Os portenhos abriram o placar na primeira etapa, gol de penalidade. No segundo tempo, outro pênalti, dessa vez para o Tricolor. Pedro Rocha não pôde bater em razão de infiltrações que sofrera para jogar, a incumbência coube a Serrão. O goleiro defendeu e o São Paulo acabou vice-campeão.

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O reerguimento ocorreu em 1975, com o título paulista. Mas o joelho seguia seu maior adversário nos campos. Com isso, Serrão não resistiu o alto ritmo de competitividade do Tricolor que teria Minelli no comando e deixou o São Paulo, rumo ao futebol paraibano.

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Nos anos 80, voltou ao Morumbi para treinar categorias de base, pela sua trajetória de superação em todos anos de Tricolor. É técnico atualmente.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Revista Placar, blog Tardes de Pacaembu

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Cafu

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Olá nação tricolor!

Marcos Evangelista de Morais, o Cafu do Jardim Irene, nasceu em 7 de junho de 1970, coincidentemente, durante a Copa do Mundo do inesquecível Tri campeonato do Brasil. Ou não seria coincidência? Pois anos mais tarde, se tornaria recordista com a camisa amarelinha, em número de jogos e finais de Copa do Mundo.

Mas aqui, o assunto é o Mais Querido e no São Paulo, Cafu abriu o caminho para a sua vitoriosa carreira. O Tricolor revelou um atleta nato, mas que foi lapidado ao longo dos anos de Tricolor, nas mãos do Mestre Telê Santana.

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Sua estreia, ainda jovem promovido da base, foi no segundo semestre de 1989. Período de amadurecimento para, a partir de 1991, marcar sua passagem na era mais vencedora da história do São Paulo FC.

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O ala direito já foi atacante, já vestiu até a camisa 11. Fôlego interminável, biotipo e dinamismo exemplares do futebol moderno, jogador fundamental da era Telê com seus craques.

Os títulos falam por si só: Campeão Mundial de 1992 e 1993; Campeão da Taça Libertadores da América de 1992 e 1993; Campeão da Supercopa da Taça Libertadores de 1993; Campeão da Recopa Sulamericana de 1993 e 1994; Campeão Brasileiro de 1991 e Campeão Paulista de 1991 e 1992.

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Uma sequência incrível, que terminou com o fim de dois vice-campeonatos brasileiros do São Paulo, no título brasileiro diante do Bragantino. Naquele ano de 1991, vários jogadores formados no São Paulo estavam no plantel campeão. Entre eles, um de vitalidade incansável, Cafu.

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10 taças, vencendo na sequência os rivais estaduais Corinthians e Palmeiras, em finais de campeonatos paulistas.

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Cafu conquistou o topo da América, vencendo a Libertadores, contra os argentinos do Newells Old Boys e depois Universidad Catolica do Chile. As competições sulamericanas eram acumuladas pelo São Paulo de Cafu e cia.

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O mundo era o limite. O São Paulo já havia dado mostras de sua força, ao vencer Barcelona e Real Madrid, goleando em campos espanhóis, nos Torneios Tereza Herrera e Ramon de Carranza, tradicionais do passado.

Era o ensaio do ápice. Cafu, então, subiu ao lugar mais alto do planeta bola, também por duas vezes, superando Barcelona e Milan (onde escreveria seu nome, anos mais tarde).

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Ao todo, uma história de 6 anos no São Paulo, profissionalmente, com 273 jogos e 38 gols.

Um super atleta, nascido no Tricolor do Morumbi!

Saudações Tricolores!

Créditos-imagens: Site oficial do SPFC, SPFCpedia, Terra, Placar, Uol, Globo Esporte, Ig, Lancenet.

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Os mais importantes: Jorge Wagner

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Olá nação tricolor!

Jorge Wagner Goes Conceição, o Jorge Wagner, nascido em 17 de novembro de 1978, teria tudo pra não dar certo no São Paulo, na condição de ídolo.

Foi campeão diante do Tricolor, jogando por rival da capital, em 2003. Anos mais tarde, reencontrou o SPFC na final da Libertadores, vestindo a camisa colorada, em 2006. Logo após a derrota são-paulina, acabou indo pro clube espanhol que vetou estender o empréstimo de Ricardo Oliveira.

Mas algo a mais estava reservado no destino do bom baiano, no Morumbi, não somente na condição de adversário.

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Do Betis espanhol, surgiu o interesse tricolor no versátil ala e meio-campista, então, o empréstimo se concretizou. Aposta certeira que se constituiu na aquisição dos direitos do atleta, no mesmo ano de 2007.

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Jorge Wagner foi protagonista em dois dos três títulos brasileiros do São Paulo, em 2007 e 2008. Deixou sua marca registrada de morder a camisa com o escudo do clube após um gol, em muitos momentos.

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Exímia bola parada, em mais de 200 jogos, superando 30 gols. Foi garçom com premiações individuais em assistências, mas também goleador. Bom passe e cadência de jogo nos momentos mais importantes da saga do até hoje imbatível, tri consecutivo no Brasil.

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Com o sentimento de missão cumprida, ao final de 2010 Jorge Wagner foi desbravar o futebol japonês, deixando títulos e sentimento de gratidão da torcida.

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Terra, UOL, Globo Esporte.

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O paradigma do futebol brasileiro: São Paulo e a Libertadores

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Na história da Libertadores da América no futebol brasileiro, existiu um divisor de águas: o São Paulo Futebol Clube.

É fato que Santos, Cruzeiro, Flamengo e Grêmio venceram a taça antes do Tricolor Paulista. E Vasco, Palmeiras, Internacional, Corinthians e Atlético Mineiro ganharam depois.

Mas, em 1992, ocorreu a grande mudança, na relevância do que era a Libertadores no Brasil, a partir da lendária conquista do São Paulo. Com 105.185 torcedores oficiais e mais de 120 mil presentes realmente, o Tricolor mudou, para sempre, a importância da competição no futebol brasileiro.

Até então, os campeonatos estaduais eram tratados como elite da bola, tanto quanto as edições dos torneios nacionais. Vencer um título contra um rival local movia o futebol, tanto quanto ser campeão brasileiro.

Porém, o futebol precisava se globalizar, seguindo o conceito da abertura política e econômica que o Brasil apresentava, naqueles tempos. Os títulos da Libertadores conquistados antes do São Paulo, por rivais nacionais, não atingiram a importância deste fato.

Então, tudo mudou. O primeiro título em 1992, o bicampeonato em 1993, uma nação movendo sentimentos por um ideal, centenas de milhares de alucinados torcedores, em êxtase por vitórias, assistindo o São Paulo atravessando o mundo, para conquistá-lo.

As torcidas que assistiram aquilo, ficaram sem reação e com apenas uma certeza: queriam fazer como o São Paulo fez.

Os campeonatos estaduais perderam a força, porque o semestre inicial de cada ano, era e é, o da obsessão pela Libertadores.

Outros conseguiram o que o São Paulo fez, mas somente o Santos de Pelé e depois Neymar, na mesma quantidade que o Tricolor do Morumbi. Ser Tri é para poucos.

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Os heróis tricolores. Desde os anos 70, quando a geração de Pedro Rocha tentou vencer a competição, sendo vice, até o ápice do trimundial, pelo gol inesquecível de Mineiro.

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Mas para chegar no Japão, era necessário conquistar o continente, vencer a Libertadores. Essa é a regra e a lei ética da bola, não mundiais inventados.

Não se pode ser campeão do mundo, sem antes, ser campeão continental. É o que diz a dignidade.

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Telê Santana eternizado e vencedor, cessando de vez o seu estigma de pé-frio, para ser campeão mundial. 1982 e 1986 pela seleção, absorvidos por 1992 e 1993, com o São Paulo. Mas a trilha começara bem antes, conquistando a América.

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Raí, de Terror do Morumbi, para se tornar Rei. Decisivo, herói, bola parada na cal, gol heróico que levou a primeira final para os pênaltis. Consagração.

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O Menudo do Morumbi Muller, de bad boy, para a maturidade e resposta “questo gol e per te, buffone”, diante de um atônito rossonero, no bimundial tricolor que começou meses antes, na segunda Libertadores vencida pelo São Paulo.

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Rogério Ceni, de goleiro artilheiro, para o melhor goleiro do mundo. Uma muralha intransponível na final do tricampeonato mundial. Mas o M1to do Tricolor, para tanto, precisava chegar no topo da América. Assim o fez, sendo arqueiro e artilheiro, quando o São Paulo mais precisou.

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Zetti, monstruoso, em suas mãos estava o passaporte para a conquista do mundo. Não só o carimbou, como repetiu a viagem. Um gigante no gol.

Muitos outros heróis nesta jornada, representando vidas de sangue de 3 cores, o vermelho, o branco e o preto.

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A Libertadores mudou para sempre.

O que o Tricolor fez, todos quiseram fazer igual.

O paradigma do futebol brasileiro: O São Paulo e a Libertadores.

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Site oficial, Terra, Placar, Uol, Globo

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Zizinho

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Olá nação tricolor!

Tomás Soares da Silva, o Zizinho, nasceu em 14 de setembro de 1921 e faleceu aos 80 anos, em 08 de fevereiro de 2002.

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Jogador completo no meio-campo e ataque, o carioca de Niterói é considerado por muitos, o maior ídolo do Flamengo do passado, até o surgimento de Zico. Eleito ainda o melhor jogador brasileiro da Copa de 50, viveu a era de ouro do hoje modesto Bangu, mas time de tradição à época, entre 1950 e 1957, vencendo campeonatos.

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Até acontecer um desafio novo, o futebol paulista.

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O São Paulo ousou no futebol brasileiro e trouxe ao país o técnico Béla Guttmann, da escola do futebol húngaro que encantara o mundo, na copa de 1954. O treinador fez um pedido com jeitão de exigência: Zizinho.

Então o Tricolor foi buscar o genial Ziza para, em apenas duas temporadas, marcar época pelo lendário título de 1957.

Zizinho foi o líder que conduziu o São Paulo na conquista do campeonato diante do Corinthians, no histórico jogo que terminou 3 a 1 no Pacaembu, onde o Tricolor não pode realizar a volta olímpica, pela chuva de garrafas dos inconformados perdedores, vinda da arquibancada.

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Foram 67 jogos do craque que chegou veterano ao SPFC, já com 35 anos, mas com futebol de sobra para marcar 27 gols e ser campeão.

Eterno mestre Ziza!

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Arquibancada Tricolor, Soberano Arruda, Tardes de Pacaembu, A Gazeta Ilustrada

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Teixeirinha

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Olá nação tricolor!

Elísio dos Santos Teixeira, o Teixeirinha, nascido em 04 de março de 1922, foi atleta lendário no SPFC.

Se não teve o reconhecimento dos super-craques da época, na condição de melhor do time, era o matador do Rolo Compressor, alcunha dada ao Tricolor dos anos 40.

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Teixeirinha chegou aos aspirantes do  São Paulo em 1939, antes ainda de completar 17 anos. Atacante que fazia tanto a chamada meia-cancha como jogava pelo lado esquerdo em deslocamentos de velocidade, começou a marcar gols em cima de gols, na era da quebra dos padrões da moeda dar cara ou coroa, nos títulos alvi-negros ou palestrinos.

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A moeda caiu em pé em 1943 e depois disso, Teixeirinha também foi campeão com os avassaladores são-paulinos em 1945, 1946, 1948, 1949 e 1953.

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Na época do Rolo Compressor, o Tricolor goleava com autoridade. Em 1945, emplacou goleada por 12 a 1 no Jabaquara santista. Em 1950, 10 a 0 no Guarani. Teixeirinha deixava suas marcas nas redes adversárias, na mesma proporção do desespero rival.

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Ao todo, foram 525 jogos com o manto tricolor, também entre os maiores da história e 189 gols, o quarto maior artilheiro são-paulino de todos os tempos.

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: blog Tardes de Pacaembu, revista A Gazeta Ilustrada, revista oficial do SPFC.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Leonardo

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Olá nação tricolor!

Leonardo Nascimento de Araújo, o Leonardo, nasceu em 05 de setembro de 1969.

Foi um dos grandes laterais da era moderna do futebol brasileiro e de trajetória muito marcante no São Paulo.

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Contratado junto ao Flamengo, Leo chegou ao Morumbi no segundo semestre de 1990, fazendo sua estreia no Brasileirão daquele ano. Era um período de reconstrução são-paulina, após um trágico Paulistão. O Tricolor se reergueu rapidamente, sob o comando de Telê Santana e foi vice-campeão, amadurecendo uma era que seria de glórias incomparáveis.

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1991. O ano que o São Paulo voltou a brilhar e Leonardo, encantar nos gramados. Ala inteligente, que fazia linha de fundo e também criava em diagonal como autêntico meia (seria no futuro), foi um dos protagonistas dos títulos paulista e brasileiro do Tricolor, naquele ano.

A classe despertou a cobiça do futebol europeu, Leo se transferiu na temporada seguinte para o futebol espanhol, porém, sua missão não estava cumprida no Morumbi.

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Voltaria em 1993, para uma função mais dinâmica e responsável, ajudar a conduzir o meio-campo tricolor ao lado de Toninho Cerezo, nas disputas internacionais pós-Libertadores, onde ainda estava no exterior. Leo não decepcionou, assumiu a responsabilidade, jogou muito e levantou as taças da Recopa, Supercopa e o gran finale, o bi Mundial interclubes do São Paulo, contra o Milan.

Cidadão do mundo, após a Copa do Mundo de 1994, Leonardo foi jogar no Japão, na França e na Itália, respectivamente.

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Voltou ao São Paulo em breve passagem por 2001, em sua despedida do Tricolor, antes do retorno ao seu Flamengo de formação e mais uma passagem pelo Milan, antes de encerrar a carreira.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Arquibancada Tricolor, Gazeta Press, Esporte Uol.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Hernanes

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Olá nação tricolor!

Como é bom retratar a história de um ídolo de raízes tricolores. É o caso de Anderson Hernanes de Carvalho Viana Lima, o Hernanes, nascido em 29 de maio de 1985.

O volante, eternamente apelidado de “O Profeta” pela torcida do São Paulo, devido a sua fé, chegou no Tricolor aos 16 anos, do modesto Unibol, de Pernambuco. Permaneceu evoluindo seu futebol e subindo de categorias até o ano de 2004, promovido aos profissionais.

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Porém, à época, o São Paulo contava com aquela que se tornaria a melhor dupla de volantes do mundo, Mineiro e Josué. Então Hernanes, mesmo com versatilidade para jogar em diversas funções, acabou emprestado em breve período para o Santo André. O sucesso conduziu a dupla campeã mundial rumo ao futebol alemão e assim, o momento de Hernanes chegou.

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Titular e dono da posição entre 2007 e 2010, evoluiu sobremaneira sua técnica e dinamismo, sendo muito mais que um volante de contenção e saída pro jogo. Em 2008, no Tri-Hexa tricolor, foi eleito o melhor jogador do Campeonato Brasileiro.

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Chegou a ser o camisa 10 do São Paulo, posição que defendeu de forma regular, pois sempre jogou melhor vindo de trás, aproximando-se da criação de meio-ataque.

O São Paulo levou Hernanes à Seleção Brasileira, posição que sacramentou no futebol italiano, quando foi vendido para a Lazio. De Roma, partiu para Milão, para defender a Internazionale, na temporada 2013/14.

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O Profeta do Clube da Fé fez ao todo 223 jogos pelo São Paulo, marcando 38 gols. Bi-campeão brasileiro 2007/08. Dono de terna gratidão.

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Uol Esporte, Globo Esporte, Estadao, Lancenet

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O bom amigo Felipe Melo: Leão, rubro-negro e tricolor

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Olá nação tricolor!

Abro espaço no blog para algumas palavras ao meu amigo Felipe Melo, volante de raça do futebol brasileiro. Patriota que divide toda bola com destemor.

O pitbull do Galatasaray, clube da Turquia que Melo nutre grande gratidão e respeito por tudo que lhe dedicam. Uma torcida fanática, como poucas no futebol mundial, tem em Felipe um guerreiro. Ele sabe disso e joga por eles.

Além disso, Felipe é rubro-negro de coração, carioca de Volta Redonda que desde molequinho, tem inspiração no vermelho e preto do time do eterno Zico. Sentimento real de torcedor.

O São Paulo na vida de Melo é fruto da admiração que grande parte da nação tricolor demonstra por ele nas redes sociais. Além disso, Felipe sempre reconheceu a força do Tricolor do Morumbi, na relevância do futebol mundial.

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Portanto, fiquem tranquilos mídia, torcedores e clubes envolvidos. A foto de Felipe Melo com meu presente dos mantos tricolores, é apenas prova de amizade.

O dia de amanhã, a Deus pertence!

Saudações Tricolores!

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Mineiro e Josué

Olá nação tricolor!

O século XXI foi um período de redenção são-paulina. Após mandar no futebol brasileiro nos anos 80 e no futebol mundial na primeira metade dos 90, a reforma do Morumbi, somada ao enfrentamento de co-gestões milionárias dos rivais, tiraram por 10 anos o Tricolor de disputas internacionais.

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A dupla Mineiro e Josué foi fundamental para retomar o verdadeiro lugar do São Paulo.

Carlos Luciano da Silva, o Mineiro, nasceu em 02 de agosto de 1975. Era um rival duro do São Paulo desde os tempos de Ponte Preta e São Caetano, então, o Tricolor o contratou em 2005, pela constância incansável dos seus desarmes.

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Nas suas 3 temporadas no Tricolor, Mineiro tomou conta do desarme do São Paulo, sendo multi-campeão. Conquistou o Campeonato Paulista, a Libertadores e um grande momento o esperava.

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No Mundial do Japão, o ápice da carreira. Um passe certeiro de Aloísio, em assistência magnífica, encontrou Mineiro pelo meio da defesa do Liverpool. O volante avançou e fez o gol do título mundial do São Paulo! Heróico e inesquecível.

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Na condição de ídolo são-paulino, foi pra Copa do Mundo em 2006 e ainda conquistou o Brasileirão daquele ano, findando uma fila de 15 anos de títulos nacionais, do Tricolor do Morumbi.

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As glórias de Mineiro tiveram companhia fundamental e co-responsável. Josué Anunciado de Oliveira, o Josué, nasceu em 19 de julho de 1979.

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Assim como o companheiro de volância, Josué chegou para “trancar” o meio-campo tricolor, com qualidade de saída de bola e ligação com o meio-campo e ataque.

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Conquistou todos os títulos ao lado do amigo, mas também fez parte do elenco que venceu o Brasileiro de 2007, jogando partidas antes de ser vendido para o futebol alemão. Mesmo destino, aliás, do parceiro.

Pela seleção, Josué jogou a Copa América de 2007, sagrando-se campeão.

Muricy Ramalho, comentando sobre os anos do São Paulo tricampeão brasileiro consecutivo, disse que reconstruir uma base de dupla de volantes “melhores do mundo”, formada por Mineiro e Josué, foi um dos seus maiores desafios, para manter o Tricolor no topo. Tinha toda razão.

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: site oficial do SPFC, UOL esporte, Placar, Estadão.

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Os mais importantes: Paraná

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Olá nação tricolor!

Nos anos de construção do Morumbi, jogar no São Paulo era sinônimo de superação, em razão dos recursos escassos do time. Mesmo assim, surgiram guerreiros e craques.

Um destes abnegados foi Paraná, o paranaense Ademir de Barros, nascido em 21 de março de 1942. Chegou no Tricolor em 1965, vindo do São Bento de Sorocaba, onde se destacara.

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A ascensão do ponta esquerda Paraná foi meteórica, sendo um dos convocados para a Copa do Mundo de 1966. De volta ao Tricolor que somente assistia os rivais vencerem enquanto levantava o estádio em sua fase final, Paraná jogou muito no vice campeonato de 1967, amadurecendo o fim da fila que viria 3 anos depois.

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Assim, com os reforços que chegaram ao Tricolor depois do Morumbi concluído, Paraná foi bicampeão em 1970 e 1971. Pavio curto, foi tirar satisfações com o então campeão brasileiro Telê Santana, que chegara pra treinar o São Paulo em 1973. Perdeu, obviamente, o braço de ferro e acabou se despedindo do clube de uma forma que poderia ter sido muito diferente.

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Mas deixou sua marca em anos de dribles e gols, em 395 jogos e 41 gols.

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Gazeta Esportiva Ilustrada, arquivo público do estado de SP, revista Placar.

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Opinião Tricolor: o São Paulo 2015

Olá nação tricolor!

Enfim, no começo de fevereiro, o São Paulo fecha seu elenco para o começo da temporada. Desafios de Campeonato Paulista (em menor relevância) e claro, Libertadores, em total prioridade, encontrarão um Tricolor renovado em setores cruciais da equipe, sem perder uma certa base adquirida por Muricy, na temporada 2014.

Vamos então, analisar o plantel tricolor, sob a ótica de perspectivas e possibilidades, além do simplesmente, torcer:

Goleiros

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Rogério Ceni segue absoluto e resoluto por mais uma conquista continental. O M1to não queria encerrar a carreira sem um título e lutará até as últimas forças por ele.

Seus reservas, Denis, Leo e Renan, sabem que o sucesso do São Paulo na Libertadores será decisivo para o destino do M1to, após a competição.

Laterais

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Em 2014, Hudson foi deslocado da volância pra ala direita e fez um papel regular. Foi disciplinado taticamente, regular ofensivamente e até conseguiu oferecer assistências para gols do Tricolor. Mas não é da posição.

Então chegou Bruno, ala ofensivo pela direita que pode oferecer, ao lado de Carlinhos, na esquerda (arte oficial com equívoco) o outro reforço, um São Paulo mais atuante e insinuante pela linha de fundo ofensiva. Porém, 2 alas que atacam exigem, muitas vezes, 3 zagueiros. Será? Reinaldo e a promessa de base, Auro, complementam o setor.

Clemente e Luis Ricardo complementam as alas, mas a torcida não espera mais nada deles, sendo alvos de empréstimo e negociações.

Zagueiros

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A grande apreensão e angústia da nação tricolor ganhou um alívio e esperança com a chegada de Doria, emprestado até o meio do ano, oriundo do futebol francês. O jovem reforço surgiu como grande revelação defensiva, mas ainda não se adaptou ao futebol europeu, por isso o São Paulo conseguiu a transferência temporária. Nele está a expectativa, ao lado de Rafael Toloi, de um Tricolor mais respeitado em sua dupla de zaga.

Toloi retornou em 2014, mas não encontrou possibilidades de qualidade em Edson Silva, Paulo Miranda e Lucão, o setor mais problemático do São Paulo. Teve ainda que ficar sem a opção de outro promissor criado no Tricolor, Rodrigo Caio, que se lesionou gravemente e esteve fora da temporada passada. Estará pronto em breve, mas sem uma posição definida, já que sua versatilidade o encaixa como zagueiro, líbero, ala direito ou volante.

Por fim, o retorno de Breno. Uma aposta alta do São Paulo, no zagueiro que surgiu como craque mas amargou a prisão na Alemanha, após um surto dentro de sua residência. Foram anos difíceis e se o Tricolor conseguir recuperar o atleta, realmente será um case mundial de sucesso.

Volantes e Meias

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Posição muito concorrida no Tricolor. Com alto potencial técnico. Após um bom segundo semestre de Souza e Denilson em 2014, chegaram Thiago Mendes, Muricy gosta de Maicon no setor e Wesley será reforço do São Paulo. Encontrar o equilíbrio entre um volante que jogue mais fixo com aquele que saia mais pro jogo, sem desguarnecer a marcação, é o caminho.

Particularmente, acredito que Maicon deveria ser mantido em sua posição original, ou seja, meia, para substituto imediato no setor. Sendo colocado como volante que sai pro jogo, não cumpre uma função sem comprometer a outra, expondo o SPFC.

Ganso segue como o regente tricolor. Definitivamente mais confiante e livre de lesões, é o toque de classe quase em extinção no futebol brasileiro. Fundamental ao grupo, terá ao lado Michel Bastos, talvez, a melhor contratação do São Paulo em 2014, pronto pra desempenhar várias funções táticas durante uma partida, fazendo com que Kaka, que ajudou o Tricolor na temporada passada, não faça falta.

Boschilia segue sendo a promessa de poucas chances, deveria ser mais utilizado no campeonato estadual, para a torcida, a comissão técnica e o próprio time sentirem o seu real potencial.

Centurión é o meia-atacante que veio do futebol argentino como aposta de ligação agressiva. Habilidoso, rápido, tem total expectativa da torcida em vê-lo atuar sendo, inclusive, opção de ataque.

Daniel foi contratado para ser mais um opção de criação, mas dependerá de recuperação de lesão.

Atacantes

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Luis Fabiano começou 2015 muito confiante, ultrapassou a marca de 200 gols e torcemos para um ano livre de dores e ausências. É o principal matador são-paulino e será decisivo para os anseios tricolores de glórias na temporada.

Kardec segue com sua obediência tática entre meio e ataque, mas o ataque ao lado de Fabuloso parece cadenciar mais o São Paulo.

Alexandre Pato é a esperança de um Tricolor mais veloz, com seu talento transformado em efetividade. É um atleta que precisa dessa afirmação.

Cafu foi contratado para ser outra opção de velocidade aberta pelos flancos do campo, opção junto de Ewandro, da base são-paulina, em sua segunda temporada nos profissionais. Por fim, Ademilson, que ainda não conseguiu decolar, estará no elenco mais uma vez.

Sem dúvida, um São Paulo com grandes valores em todos os setores do campo. Caberá a Muricy Ramalho equilibrar esse elenco em padrão de jogo, jogadas ensaiadas, consistência na saída de bola, pegada no meio-campo, criação objetiva e melhor formação ofensiva.

Conhecido por sua teimosia em muitos momentos, mas dono de uma idolatria também merecida, Muricy tem o melhor plantel desde quando retornou ao Tricolor.

Que acerte!

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: site oficial do SPFC

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Nelsinho

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Olá nação tricolor!

Nelson Luis Kerchner, o Nelsinho, nasceu em 31 de dezembro de 1992.

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Não é, como traz o título dessa sessão no blog, um “grande ídolo” tricolor, como gigantes de talento e raça que passaram pela história do SPFC.

Mas impossível desprezar e não reverenciar um atleta que teve 512 jogos com a camisa do Tricolor, formado na categoria de base e super-campeão.

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Lateral esquerdo, Nelsinho chegou no São Paulo em 1979 e permaneceu até a campanha da Libertadores 1992 (onde não era mais titular). Na sua galeria de títulos, estão os campeonatos paulistas de 1980, 1981, 1985, 1987, 1989 e 1991, além dos Brasileirões de 86 e 91. No início, aguardou a chance diante dos titulares Airton e depois, Marinho Chagas.

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Até assumir a posição pra não perder mais, nos anos 80. Tantos títulos o levaram para a Seleção Brasileira, onde atuou por 35 vezes.

Foi um jogador, portanto, que merece o muito obrigado da nação tricolor. São poucos na carreira a ultrapassarem a marca de 500 jogos com o mesmo clube.

Nelsinho só jogou menos partidas pelo São Paulo do que Rogério Ceni (ultrapassará 1200, ainda contando), Waldir Peres (617), De Sordi (543), Roberto Dias (527), Teixerinha (525) e José Poy (522). O ranking acima dos 500 jogos se fecha com Terto, exatamente cinco centenas.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Placar, site oficial do SPFC, esporte UOL.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Careca

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Olá nação tricolor!

Antonio de Oliveira, o Careca, nasceu em 05 de outubro de 1960.

A história de Careca no São Paulo foi sinônimo de glória, construída com talento ímpar, talvez do centroavante mais técnico de toda era Morumbi. Muitos gols decisivos, antológicos, heróicos e inesquecíveis.

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O começo não foi fácil. A missão era inglória, substituir o maior artilheiro de todos os tempos no Tricolor, Serginho Chulapa. Careca, no início, teve problemas de lesão e participou de um processo de reformulação no São Paulo que durou praticamente 2 anos, entre 1983 e 1985.

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Chegou a fazer dupla com Casagrande, no início desse processo. Mas o goleador alvi-negro teria curto período de tempo no Morumbi. O SPFC caminhava mesmo era para uma grande mudança de filosofia com a chegada de Cilinho e o seu projeto de lançar jovens talentos, onde Careca seria o contra-ponto fundamental.

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Os Menudos do Morumbi marcaram época e Careca foi o protagonista para a garotada que buscava o artilheiro como referência.

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Campeão paulista em 1985, contra a Portuguesa, em um estadual longo que durou de maio a dezembro e que levou quase 200 mil são-paulinos nos jogos finais, 87 e 99 mil, respectivamente, para as vitórias de 3 a 1 e 2 a 1, levando o São Paulo ao título. Careca foi personagem das duas finais, marcando dois gols no primeiro jogo e sendo expulso no segundo, após confusão entre os atletas que gerou 5 expulsões, 3 tricolores e 2 lusas. Mas os Menudos garantiram a vitória e o título.

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Campeão brasileiro em 1986, simbólico, histórico, emblemático e matador. Careca conduziu o São Paulo na conquista do terceiro Brasileirão de forma arrasadora. Marcando muito gols e chamando a responsabilidade em todos os momentos, marcou gols em toda fase mata-mata, até a decisão. Assim, fez cair Inter de Limeira nas oitavas, Fluminense nas quartas, com um gol magnífico no Morumbi, América/RJ na semi e na final, encontrou a rede nos dois jogos.

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Na primeira partida decisiva, no Morumbi, empate em 1 a 1, sendo de Careca o gol são-paulino.

No Brinco de Ouro, a apoteose do último gol, foi estupenda. 14 minutos e meio da prorrogação, o SPFC perderia o título em 30 segundos. Mas Careca encontrou um petardo decisivo e levou a final para os pênaltis. Um gol eterno na história do Tricolor Paulista.

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O futebol internacional cobiçava demais o genial centroavante. Careca foi então fazer uma dupla lendária no planeta bola com Maradona, no Napoli, antes disso, participou do grupo que seria campeão paulista em 1987.

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Tamanho sucesso rendeu duas participações em Copas do Mundo na trajetória do craque, em 1986 e 1990.

Careca, craque matador!

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Imortais do Futebol, Soberano Arruda, Estadão, Uol, revista Placar.

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Grandes ídolos do São Paulo, por Carlos Port: Leônidas

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Olá nação tricolor!

Falar sobre Leônidas da Silva, nascido em 06/09/1913, é um privilégio para a história do São Paulo. Um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro e mundial, um autêntico Diamante Negro, tamanha raridade.

Muitos acreditavam que Leônidas fosse o melhor do mundo nos anos 30 e 40, claro, era um tempo onde a globalização da informação não existia mas, décadas mais tarde, pudemos perceber em números e feitos, o quanto tal crença pode ter sido verdadeira, ao comparar com os craques do futebol europeu e sul-americano, daqueles tempos.

Após o monstro Friedenreich nos anos 30, Leônidas foi a maior estrela tricolor nos anos 40. Contratado por 200 contos de réis do Flamengo, transação caríssima para a época, o Diamante Negro elevou o status do recém clube grande São Paulo. 10 mil pessoas o foram receber, multidão para os padrões do período da segunda guerra mundial.

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Suas marcas no Tricolor foram impressionantes.Uma sequência de 5 títulos em 7 anos, nos tempos em que o campeonato estadual, era a maior competição a ser vencida. Assim, foi campeão em 1943, 1945, 1946, 1948 e 1949. 211 jogos com o manto sagrado tricolor, marcando 144 gols.

Participou da afirmação da moeda em pé, até o desespero dos rivais em não conseguir parar mais o São Paulo.

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Desde sua estreia contra o Corinthians, tida como o maior público da história do Pacaembu, com mais de 70 mil torcedores, foi uma honra ter contado com o seu futebol, que engrandeceu o Tricolor e vice-versa, já que com a camisa são-paulina, Leônidas se tornou ainda mais famoso com sua famosa bicicleta, com sua emblemática imagem em partida contra o Juventus.

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A bicicleta de Leônidas está devidamente eternizada no Memorial do São Paulo FC, museu de conquistas localizado no Estádio do Morumbi.

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Um craque com o quilate da grandeza do São Paulo FC!

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Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Museu dos Esportes, arquivo histórico do São Paulo FC, Publishouse.

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Os mais importantes: Getúlio e Zé Teodoro

Olá nação tricolor!

Os anos 80 se caracterizaram por times do SPFC ofensivos, de futebol técnico, clássico e de muita autoridade nos gramados.

Na era que o Tricolor foi chamado de time da década em SP, a lateral direita contou com 2 ícones no setor: Getúlio e Zé Teodoro.

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Getúlio Costa de Oliveira nasceu em 26 de fevereiro de 1954. Chegou no SPFC por indicação de Rubens Minelli, para a temporada de 1977, vindo do Atlético Mineiro. Justamente contra o Galo de Minas, foi campeão nacional com o Tricolor, em seu primeiro campeonato brasileiro disputado no Morumbi.

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Exímio batedor de faltas, foi lateral de vários gols pelo São Paulo. Teve como problemas a facilidade em ganhar peso e uma fratura de tíbia, que o afastaram dos gramados em momentos importantes de sua carreira, atrapalhando planos de Seleção Brasileira, onde fez quase 20 jogos.

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Bicampeão paulista em 1980 e 1981, deixou o Tricolor após dois vice-campeonatos, na reformulação que o SPFC preparou para 1984.

Seu apelido eterno, Gegê da Cara Grande.

José Teodoro Bonfim Queiroz, nascido em 22 de novembro de 1963, o Zé Teodoro, foi o lateral direito escolhido para substituir Getúlio. Vindo do Goiás, assumiu a titularidade tricolor em 1985 para não sair mais, até o começo dos anos 90.

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Super-campeão, conquistou 4 títulos paulistas no Tricolor, 1985, 1987, 1989 e 1991, intercalados com o Brasileirão de 1986 e também 1991.

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Lateral ofensivo, ousado e de habilidade agressiva, fez parte da lendária defesa do terceiro campeonato brasileiro do Tricolor, que contava com Zetti, Zé Teodoro, Antonio Carlos, Ricardo Rocha e Leonardo, com Ronaldão na contenção. Uma muralha!

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Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Revista Placar, blog Tardes de Pacaembu, agência Estado.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Muricy (o jogador)

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Olá nação tricolor!

Muricy Ramalho nasceu em 30 de novembro de 1955. Apesar dos esforços de Valdemar Carabina (zagueiro palmeirense dos anos 60) em levá-lo para o Parque Antártica, foi no Tricolor paulista que Muricy se identificou e se fez um grande jogador.

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No São Paulo desde o “dente-de-leite”, Muricy fez sua estreia profissional no segundo semestre de 1973, com apenas 17 anos. Dois anos para adquirir maturidade, até o título paulista de 1975, onde já despontava como o camisa 8 que ia pra cima.

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Teve em Poy um grande disciplinador. Muricy tinha fama de rebelde, cabelos compridos, fumava nos arredores do São Paulo, o que rendia muita correção do histórico técnico argentino.

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Mas em 1977 Muricy teve sua carreira abreviada, no Tricolor e para o próprio futebol. Contusão de ligamento do joelho, naqueles tempos, era muito pior que no século XXI. Não havia o avanço médico e tecnológico dos dias atuais e a promessa são-paulina ficou sem jogar quase 1 ano e meio. Mesmo assim, foi jogador integrante do primeiro título brasileiro do São Paulo.

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Permaneceu no Morumbi até 1979, quando foi negociado com o Puebla, do México.

Voltaria anos mais tarde, para ser auxiliar-técnico do Mestre Telê Santana. O então discípulo se tornaria, anos após, um dos técnicos mais queridos da história do SPFC, conquistando o inédito tricampeonato brasileiro consecutivo pelo Tricolor, façanha que nenhum outro clube conseguiu no futebol nacional.

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A torcida o reverencia, ainda como se estivesse em campo.

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: site Terceiro Tempo, Estadão, Revista Placar

Os mais importantes: Renato Pé Murcho

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Olá nação tricolor!

Renato nasceu em 21 de fevereiro de 1957, natural e Morungaba/SP.

Na época que o futebol de definia pelo autêntico 4-3-3, foi o meia-direita da chamada Máquina Tricolor, bi-campeã paulista. Era o jogador mais criativo e talentoso do São Paulo em 1980, dividiu essa responsabilidade e reconhecimento com Mário Sérgio, em 1981.

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Como único “defeito”, o chute fraco, que lhe rendeu o apelido de Pé Murcho, desde os tempos de Guarani, clube que o revelou, antes da chegada ao Tricolor. Campeão brasileiro em 1978, ao lado de Careca (que marcaria época no SPFC pouco depois), Renato despertou o interesse são-paulino e já desembarcou no Morumbi para ser campeão. Melhor dizendo, bi-campeão.

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Pra quem viu em tempos mais recentes o futebol de Kaka, Renato possuía estilo parecido. Classe que o levou para o grupo da Copa do Mundo, em 1982.

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: revista Placar

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Serginho Chulapa

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Olá nação tricolor!

Ele é o maior artilheiro da história do São Paulo, com 242 gols em 399 jogos.

Sérgio Bernardino, nascido em 23 de dezembro de 1953, o santista mais são-paulino de todos os tempos.

Chegou no Morumbi em 1970, seu primeiro clube profissional, após uma peneira que contou com o olheiro do Tricolor, na Casa Verde. Ainda muito jovem, foi emprestado ao Marília, do interior paulista, para ganhar vivência e experiência. O SPFC ainda tinha Toninho Guerreiro no time de cima.

Quem promoveu a estreia de Serginho Chulapa foi ninguém menos que Telê Santana, em 1973. Duas décadas mais tarde, Telê se tornaria o Mestre Eterno do São Paulo. Pra quem não sabe, foi inicialmente ponta-esquerda. Era canhoto. Mas seu destino seria ser centroavante.

O primeiro gol do predestinado Serginho foi contra o rival Corinthians. Começava uma saga de muitos gols, artilharias e campeonatos conquistados.

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Chulapa foi artilheiro do Paulistão por 4 vezes, sendo 2 vezes pelo SPFC (1975 e 1977). Também no Brasileirão, em 1982, foi o recordista de gols daquela temporada. Raça e técnica precisa, até no chute de bico, sua marca registrada, se aliavam.

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Seus títulos com gols decisivos vieram em 1975 contra a Portuguesa (final nos pênaltis), 1980 contra o Santos (marcando nas duas finais vencidas por 1 a 0) e 1981 contra a Ponte Preta (com direito ao gol apoteótico do título, chapéu no goleiro Carlos e roubo do guarda-chuva da mesa do 4º árbitro).

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Mas nem só de gols e taças ficou marcada a carreira de Serginho pelo São Paulo. Foi o rei das confusões. Serginho foi campeão brasileiro de 1977, mas não jogou a final, porque pegou uma suspensão de 14 meses, após chutar o bandeirinha em um jogo contra o Botafogo de Ribeirão Preto.

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Mas sua presença impunha tanto temor, que o São Paulo simulou ter conseguido efeito suspensivo, para a finalíssima contra o Atlético Mineiro, no Mineirão lotado. O ato tricolor desestabilizou completamente a equipe mineira, que apressou-se em chamar Reinaldo, também suspenso, para o jogo, tirando a confiança do atacante substituto que iria pra decisão. Genial. O Tricolor foi campeão nos pênaltis e promoveu o maior silêncio da história do Mineirão.

Teve muito mais. Em um jogo contra o Corinthians que o São Paulo estava sendo derrotado, não pensou duas vezes, encheu o pé no banco de reservas adversários em um chute potente e caiu por cima de todos, gerando uma tremenda confusão (vídeo, copie e cole https://www.youtube.com/watch?v=mGQ3hIjrDY0)

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Na final perdida para o Grêmio, em 1981, a “cera” promovida por Emerson Leão rendeu um “bico” em sua testa.

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Na Copa do Mundo de 1982, foi o titular do técnico que o lançara para o futebol.

Entre glórias e encrencas, Serginho findou sua fantástica passagem pelo São Paulo em 1983, para jogar no Santos.

É eterno nos dois clubes.

Valeu Chulapa!

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: TV Cultura, Revista Placar, site oficial do SPFC, Uol Esporte.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Gino Orlando

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Olá nação tricolor!

Gino Orlando, nascido em 03 de setembro de 1929. Falecido em 24 de abril de 2003.

Uma vida de amor ao São Paulo FC. Como jogador, foi e ainda é, o segundo maior goleador da história do Tricolor, com 233 gols em 453 jogos, iniciados em 1953. Sua missão, na chegada ao Tricolor, era um desafio e tanto. Fazer a torcida não sentir tanto a falta de Leônidas da Silva, o Diamante Negro, eternizado pelo bicicleta. Curiosamente, em 1956, foi Leônidas quem marcou um golaço de bicicleta, mas pela Seleção Brasileira, em Lisboa, diante de Portugal.

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Gino contou com muito oportunismo, vontade incansável e persistência constante pelo gol, para se tornar ídolo. Teve companheiros de ataque que o ajudaram muito para tanto, nas pontas com Maurinho pela direita e o genial Canhoteiro, pela esquerda.

Campeão e artilheiro em 1953 e 1957, permaneceu no São Paulo até o final de 1962, já sentindo as dificuldades de um time sem recursos, já que quase todo aporte financeiro tricolor era destinado ao erguimento do gigante Morumbi.

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Vale um capítulo especial o título de 57, conquistado sobre o rival Corinthians, um confronto que teve guerra dentro e fora de campo. No primeiro turno do campeonato, o empate em 1 a 1 terminara com uma fatalidade, uma dividida entre Maurinho do SPFC e Alfredo do SCCP, gerou a fratura da perna do alvi-negro.  Luizinho, o Pequeno Polegar corinthiano, discutiu asperamente com Gino, no tumulto que se instaurou no gramado. No dia seguinte, ambos se reencontraram na visita a Alfredo no hospital e Luizinho novamente confrontou Gino, dessa vez, com uma tijolada em sua testa (na foto acima, Gino de atadura, pelo corte).

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No segundo turno, o reencontro decisivo. Vitória tricolor por 3 a 1 e nova guerra no campo e nas arquibancadas, com garrafas pra todo lado, após o gol de Maurinho que liquidara o Corinthians.

Porém, sua história com o estádio viria anos mais tarde. Em 1969, voltou ao São Paulo para ser um dos administradores do Cícero Pompeu de Toledo. Posição que se consolidou e permaneceu até o ano de 2003. Somente a saúde debilitada o afastou do Morumbi, no ano de sua morte.

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Obrigado, Gino Orlando!

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Revista Gazeta Esportiva Ilustrada, Blog Tardes de Pacaembu, Revista Placar, Site oficial do SPFC.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Luizinho

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Olá nação tricolor!

Aqui no blog, iniciamos a jornada dos grandes ídolos do São Paulo, com Friedenreich. Lendário atleta de mais de 1200 gols, retratado aqui: http://opiniaotricolor.com.br/?p=678

Mas Fried teve outros heróis ao seu lado, responsáveis pelo primeiro título da história do Tricolor. Um deles, de grande destaque no passado: o atacante Luizinho.

Luiz Mesquita de Oliveira, o Luizinho, nasceu em 29/03/2011, ainda antes da Primeira Guerra Mundial. Chegou ao SPFC pelo Paulistano e foi protagonista do time que venceu o campeonato paulista, já no segundo ano de existência do Tricolor.

Esteve na segunda metade da década de 30 no Palestra Itália, mas a missão no São Paulo ainda não havia terminado. Então, “o gerente” voltou, para ser campeão em 1943 (a conquista da moeda em pé), 1945 e 1946. Ao todo, tetra. Em 1944, mesmo sem o título, foi o artilheiro do estadual. Teve os geniais Leônidas e Sastre ao seu lado (foto abaixo).

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Os clássicos com o então Palestra Itália e depois Palmeiras, eram recheados de rivalidade, durante toda a década de 40. A Segunda Guerra Mundial apimentava ainda mais o confronto.

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Ponta direita, mas que também fazia o lado esquerdo do campo, entortando defesas e marcando tentos, em 264 jogos e 173 gols com a camisa do Mais Querido, rótulo conquistado pelo São Paulo nos anos 40, durante a era Vargas, pelo orgulho paulista constitucionalista.

Luizinho faleceu em 28 de dezembro de 1993, aos 82 anos.

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: A Gazeta Esportiva, blog Tardes de Pacaembu.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: os goleiros campeões, nos anos 30 e 40

Olá nação tricolor!

O São Paulo, em suas duas primeiras décadas, entre fundação e refundação, contou com goleiros que marcaram época no futebol paulista.

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O primeiro título do São Paulo Futebol Clube, da era da Floresta, foi conquistado em 1931, com Joãozinho no gol. No poster acima, agachado com a bola.

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Nivacir Innocencio Fernandes, o King, nasceu durante a Primeira Guerra Mundial, em 6 de janeiro de 1917.Seu apelido não derivou de rei, mas do lendário gorila do cinema norte-americano, tamanho gigantismo aliado à habilidade de segurar a bola com as mãos.Titular em 1943, no grupo em 45 e 46, teve na carreira 3 taças paulistas com o Tricolor, em 204 jogos. Teve celebridade por ser o goleiro do ano da moeda em pé.

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Romualdo Sperto, o Gijo, nascido em 1 de agosto de 1919, foi o titular do gol tricolor em 1945 (poster e revista) e 1946. Bicampeão com o São Paulo que se tornaria o rolo compressor da década de 40. Estava também no elenco campeão em 1948. Jogou 137 partidas.

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No bicampeonato de 1948/49, o titular foi Mário (perfil e poster). Nascido em 10 de abril de 1923, Mário de Oliveira faleceu em 1998, com 74 anos. Esteve nos quadros do SPFC entre 1948 e 1952, jogando 108 vezes. Diz a lenda, ter sido o criador da “ponte”. Será?

Arqueiros do passado, eternizados na galeria de conquistas do São Paulo!

Saudações Tricolores!

Fontes imagens e estatísticas: Blog Terceiro Tempo, SPFCpedia, A Gazeta Esportiva.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Sérgio Valentim

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Olá nação tricolor!

Sérgio Vagner Valentim nasceu em 22 de maio de 1945. Com destino de milagres embaixo das traves.

Assim, o Tricolor teve goleiro com alcunha de santo, nos anos 70, início da pujante era Morumbi.

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“São” Sérgio foi salvador do São Paulo em muitos jogos decisivos, depois do difícil e longo período da fila, para levantar o gigante Cícero Pompeu de Toledo.

No São Paulo desde 1967, vindo do São José, foi emprestado algumas vezes até se fixar no Tricolor, em 1969.

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Fortaleza no gol, segurança pra linha, no São Paulo que se preparou para inaugurar sua casa nova, definitivamente, com time pra ser campeão.

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Bi-campeão paulista em 1970 e 1971, Sérgio Valentim jogou no São Paulo até 1975. Ao todo, foram 203 jogos pelo Tricolor, dando lugar a era Waldir Peres.

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Em todos os posters dos dois primeiros anos do Morumbi finalmente completo! São Sérgio Valentim!

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Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Revista Placar, Blog Tardes de Pacaembu, Blog Terceiro Tempo, Revista Grandes Clubes Brasileiros.

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