Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: os uruguaios do Tricolor

Olá nação tricolor!

A pátria uruguaia é quase uma segunda nação para a torcida tricolor, devido a tantas demonstrações de raça, técnica, profissionalismo e emoção oferecida pelos atletas do país da seleção celeste.

A seguir, um histórico dos principais jogadores que fizeram história honrando e lutando pelo manto sagrado do Mais Querido, notadamente, a partir da era Morumbi:

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Pablo Justo Forlan Lamarque nasceu em 14/07/1945. 243 jogos e 9 gols pelo Tricolor. Destacava-se pela garra. Atribuía-se a ele a frase: “O melhor momento de se amedrontar adversários são os primeiros cinco minutos do jogo, quando o juiz nunca dá cartão”.  O lateral direito Forlan não queria competir com ninguém, só não gostava de ser mandado. E no campo, queria ver todo mundo dando sangue, como ele fazia.

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O “Caveira Simpática”, como passou a ser chamados pelos companheiros, se transformava durante as partidas. Se o time estivesse perdendo, corria como um louco, xingava, empurrava os companheiros para a vitória. Se estivesse ganhando, procurava manter os companheiros acesos para garantir a vitória. A verdade é que Pablo Forlan, durante o tempo que jogou no São Paulo foi símbolo de garra. Ajudou muito, com seu espírito, o Tricolor a encerrar o jejum de títulos e conquistar o bicampeonato de 1970 e 1971 e participou da campanha de 1975, ao lado de Gérson, Pedro Rocha e outros.

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Pedro Rocha

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Pedro Virgílio Rocha Franchetti, nascido em 03/12/1942, fez 393 jogos com o manto tricolor, marcando expressivos 119 gols e conquistando 3 campeonatos, os Paulistões de 1971 e 1975, além do heróico primeiro Brasileirão do São Paulo, de 1977.

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O Verdugo era seu apelido, porque “matava” seus adversários com categoria, chute potente, cabeçada certeira, ampla visão de jogo. Já chegou no SPFC campeão da Libertadores e do mundo, com o Peñarol. Honrou o manto dos 28 aos 34 anos. Pelé não escondia sua admiração por Pedro Rocha, credenciando-o como top five do planeta, no seu tempo.

Pedro Rocha

Dario Pereyra

Dario Pereyra

Com apenas 21 anos, Alfonso Darío Pereyra Bueno, nascido em 20/10/1956, era o capitão da seleção uruguaia. Ele tinha um vigor fora do comum. Foi contratado pelo São Paulo em 1977, ano de ouro do tricolor, quando o time de Rubens Minelli, enfrentando o favorito Atlético num Mineirão superlotado, venceu nos pênaltis e se sagrou campeão brasileiro pela primeira vez em sua história. No começo, Darío Pereyra teve problemas de adaptação.

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Não conhecia a capital paulista e estranhava o esquema de jogo praticado pelo tricolor. Era escalado no meio-campo e não conseguia o mesmo rendimento dos tempos do Nacional e da Seleção de seu país. A torcida que o havia recebido no aeroporto como Rei Dario, parecia conhecer o problema e estava paciente, muito diferente dos dias atuais. Afinal, 7 anos antes um outro uruguaio, Pedro Rocha, tido como um dos melhores jogadores do mundo, demorara quase um ano para se adaptar totalmente ao clube. Com Dario, não foi diferente.

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Então, Carlos Alberto Silva o colocou para jogar como quarto-zagueiro, em 1980. Dario estranhou a escalação, mas tentou. Estraçalhou e não saiu mais da posição. A torcida o elegeu um dos “deuses da raça” do Morumbi. Quando Oscar chegou, contratado ao Cosmos de Nova York, formou com ele a melhor dupla de zagueiros do país, senão do mundo.

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Super-campeão, com os Paulistões de 1980/81/85/87 e Brasileirões de 1977 e 1986. 453 jogos e impressionantes 37 gols, para um zagueiro.

Diego Lugano

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O último dos uruguaios a deixar legado pelo SPFC, mas certamente, um dos primeiros no coração agradecido da torcida são-paulina. Contratado pelo São Paulo Futebol Clube em 2003, como jogador do eterno Marcelo Portugal Gouvêa, justificou com o tempo a aposta do presidente.

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Integrou a equipe Campeã Paulista de 2005, do tri Libertadores e do tri Mundial de Clubes da FIFA em 2005, sendo herói e símbolo celeste.

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Uma de suas características era a de raramente trocar de camisa com o adversário ao final do jogo, alegando não se sentir confortável com tal ato, em respeito ao torcedor tricolor, para o qual a camisa de seu time é sagrada.

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Ao todo, Lugano jogou pelo São Paulo 176 vezes. Além de marcar muito na defesa, ajudou o ataque, com 11 gols marcados pelo Tricolor.

 

Outros uruguaios passaram pelo SPFC ao longo dos anos, neste século XXI, destaque para Álvaro Pereira, teve curta passagem no ano de 2014, mas se notabilizou por manter a tradição celeste de entrega pela camisa do SPFC.

 

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Site oficial do SPFC, UOL, Globo, Terra, Revista Placar, arquivo Folha

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Pita

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Olá nação tricolor!

O Opinião Tricolor segue retratando os craques históricos do SPFC. Nos últimos dias, relembramos muitos daqueles que foram os protagonistas do time fantástico dos Menudos do Morumbi, de 1985, que seguiu conquistando títulos até 1989, com algumas alterações.

Já passaram no blog, Gilmar, Oscar e Dario e Pereyra, Silas e Muller. Chegou a vez de Pita.

Edivaldo Oliveiras Chaves, o Pita, é carioca de Nilópolis, nasceu em 04/08/1958.

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Se o são-paulino vibra no século XXI com Ganso, Pita foi uma inspiração. Seguiu o mesmo caminho do Santos ao São Paulo em 1984, pela maestria, futebol refinado e clássico.

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O Tricolor reformulava seus quadros e o rival da baixada santista também saiu ganhando. Recebeu o craque Zé Sérgio e foi campeão paulista daquele ano. Bom pra todos.

Na armação ao lado de Silas, servindo Muller e Careca, Pita deu espetáculo. Mas não só isso. Fazia gols. Um deles, inesquecível, quando partiu do meio-campo e driblou meio time do Palmeiras, em clássico no Pacaembu terminado em 4 a 4.

Mesmo meia, fez 46 gols pelo Tricolor, em 249 jogos, até ser vendido ao futebol francês, em 1988.

Os títulos de Pita foram os Paulistões de 1985 e 1987, além do Brasileirão 1986.

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Um autêntico regente nos lançamentos, cobranças de falta, triangulações, tabelas, passes precisos e chutes matadores.

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Pita foi protagonista de uma posição em extinção no futebol brasileiro, o que o torna ainda mais importante.

De tanto conhecimento, foi também técnico no SPFC em breve passagem, conquistando a taça São Paulo de Juniores.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Revista Placar, UOL, Blog Terceiro Tempo, Blog Tempo de Bola, Blog Tardes de Pacaembu.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Gilmar Rinaldi

Olá nação tricolor!

Gilmar Luiz Rinaldi nasceu em 13 de janeiro de 1959. Sua trajetória no São Paulo significou uma reafirmação de segurança no gol, diante da grande mudança de elenco da era da Máquina Tricolor, do início dos anos 80.

Após a era Waldir Peres, o Tricolor sofreu um breve hiato debaixo das traves, com o modesto Tonho em seu lugar. Era necessário um goleiro de porte novamente e a solução foi encontrada no Sul, mais precisamente, no time do então goleiro tetracampeão gaúcho, o Internacional.

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Assim, em 1985, Gilmar chegou ao Mais Querido e fez parte do time que revolucionou o futebol paulista e brasileiro, sob o comando de Cilinho: os Menudos do Morumbi.

Foi um dos líderes de um grupo fantástico, goleiro de personalidade que gostava de jogar avançado, para enxergar melhor o time na linha. Tal ousadia quase rendeu tomar um gol que seria histórico, do meio-campo, em um chute perfeito de Edu Marangon, na final do Paulistão 1985, contra a Portuguesa. Mas Gilmar teve muita velocidade e reflexo para voltar, resvalar em voo e pegar a bola que bateu no travessão. O São Paulo de Careca, Muller, Silas e cia, foi superior a Lusa nos dois jogos e ficou com o título.

O primeiro dos títulos importantes da geração que venceu tudo no país, nos anos seguintes. O Brasileirão 1986 foi decidido em 1987. Um jogaço inesquecível. Após empate em 1 a 1 no Morumbi, decisão no Brinco de Ouro. Tempo normal, 1 a 1. Prorrogação, 2 a 2. Pênaltis. Gilmar, na cobrança de Boiadeiro, defendeu. João Paulo ainda desperdiçaria sua cobrança e o Tricolor levantaria o seu segundo troféu de campeão brasileiro.

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Mais glórias ocorreram naquele ano, o São Paulo também foi campeão paulista, diante do rival Corinthians. Um ano antes, outro triunfo só não foi possível porque o elenco tricolor foi base da Copa do Mundo, em 1986.

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Em 1989, diante do São José, mais uma taça estadual, que rendeu ao São Paulo a alcunha do Time da Década.

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Gilmar fez seu último jogo pelo SPFC em agosto de 1990, 253 ao todo, precedendo a era Zetti.

 

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagem: Folha, site oficial do SPFC.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: os argentinos no Tricolor

Olá nação tricolor!

A torcida jovem do SPFC, incluindo os de meia idade, se acostumou a ter no futebol uruguaio, uma referência de identidade.

Técnica, raça, comprometimento e tradição. Assim foi desde a era Morumbi, com Pedro Rocha, Pablo Fórlan, Dario Pereyra e Diego Lugano, os maiores expoentes.

Porém, antes da era da televisão e do estádio, quem fez história no São Paulo foram eles, os argentinos. Sim, aqueles que adoramos chamar de rivais, construíram de forma fantástica, grandes feitos no Tricolor, nos anos 40 e 50. Vamos a eles:

Poy

Poy

Um dos maiores goleiros da história, fez sua carreira no SPFC como treinador depois. José Poy nasceu em 16 de abril de 1926 e faleceu em 08 de fevereiro de 1996. Seu caminho portenho ao Tricolor teve raiz no Rosário Central.

Já constando no elenco bicampeão de 1949, foi nos anos 50 que o argentino tomou conta da posição. Em 1953, já era o dono da camisa negra que salva-guardava o gol são-paulino. Assim levantou taça também em 1957, na histórica partida decisiva das garrafadas contra o Corinthians, no Pacaembu.

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Poy não se satisfez somente em defender o SPFC nas 4 linhas. Diante do desafio imenso da construção do Morumbi, se tornou um dos protagonistas, vendendo cadeiras cativas do estádio pessoalmente. Segundo consta, conseguiu mais de 8.000 lugares. Um feito extraordinário de devoção.

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Jogou até 1962, 522 jogos, quando então se tornou técnico, entre idas e vindas no Morumbi, venceu o título de 1975, comandando o São Paulo.

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Seguimos na defesa, agora com Renganeschi. Chegou no Tricolor em 1944, mas já estava no Brasil, chegou a defender o Fluminense. O chamado zagueirão, Armando Federico Renganeschi nasceu em 10 de maio de 1913 e faleceu em 12 de outubro de 1983.

Sua história eternizada no Tricolor se fez em 1946. No título tricolor daquele ano, o São Paulo tinha o Corinthians como concorrente, rodada a rodada, na modalidade de pontos corridos. Chegou um Choque-Rei para o Tricolor, diante de uma SEP que não postulava a taça naquele ano. Se o jogo empatasse, haveria uma partida-extra, para a decisão. “Renga” se contundiu no clássico, mas não eram permitidas substituições naquela época. Então, permaneceu, encostado do lado do campo. O sacrifício foi premiado com glória. Faltando 8 minutos, avançou à área e mesmo mancando, recebeu um rebote do goleiro alvi-verde e decidiu o confronto. Único gol de Renganeschi nos seus 107 jogos no São Paulo, gol de campeão.

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Depois de parar, assim como Poy, também treinou o Tricolor, nos anos de 1958 e 1959.

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Gustavo Albella nasceu em 22/08/1925, faleceu em 13 de junho de 2000. Chegou ao São Paulo na “bagagem” de outro argentino, Moreno, no ano de 1952. Mas foi quem se tornou o protagonista. Inicialmente atacante, foi como armador, ao lado de Gino Orlando, que fez história, no título paulista de 1953. Seu apelido “el atômico”.

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No total, foram 80 jogos pelo São Paulo, com 46 gols marcados.

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Antonio Sastre nasceu antes das duas grandes guerras mundiais, é de 27 de abril de 1911, falecido em 27 de novembro de 1987. No Tricolor, chegou veterano, aos 32 anos, mas ainda com força e talento suficientes para se tornar lenda.

Sastre, quando desembarcou no Brasil, desestabilizou a divisão de forças em São Paulo, repartidas até então entre os rivais alvi-negros e alvi-verdes. Capitão da Argentina e com brilho no Independiente, impôs seu imenso talento no Tricolor, derrubando a tese que cara era Corinthians, coroa era Palestra Itália, ou vice-versa, nos títulos paulistas.

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No ano de sua estreia, já mostrou do que seria capaz, quando fez 6 gols em uma mesma partida, nos 9 a 0 que o São Paulo aplicou na Portuguesa Santista.

Foi o grande maestro nos títulos de 1943, 1945 e 1946, o período da Moeda em Pé. Ao todo, 128 jogos e 56 gols.

Tivemos ainda o argentino Ponce de Leon, atacante de grande qualidade técnica e oportunismo, que defendeu o Tricolor ao lado do compatriota Poy. Está entre os 10 melhores atletas em termos de desempenho no Campeonato Paulista, com 45 jogos e 34 vitórias, incríveis 80%. (fonte site oficial do São Paulo FC).

Negri e Moreno, igualmente, campeões em 1953. Beraza foi campeão em 1957.

Ao todo, são 25 jogadores argentinos que o SPFC já contratou, até o ano de 2016. Chavez, Calleri, Centurion, Buffarini, Sastre, Runtzer, Renganeschi, Prospitti, Poy, Ponzonibio, Negri, Moreno, Martino, Juarez, Gonzalez, Di Loreto, Cañete Clemente Rodriguez, Castagno, Bóvio, Bonelli, Beraza, Amelli, Albella e Adrian Gonzalez.

Argentina e São Paulo FC, muito mais próximos na história do Tricolor, do que se imagina. O azul celeste é mesmo parte integrante do vermelho, branco e preto.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Revista Gazeta Esportiva Ilustrada, blog Tardes de Pacaembu, revista Placar, site oficial do São Paulo FC, Folha da Manhã (acervo Folha).

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Silas

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Olá nação tricolor!

Podemos dizer que Kaka e Ganso vestiram a camisa que foi de Silas? Sim, podemos!

Paulo Silas de Prado Pereira, nascido em 27/08/1965.

O meia-direita, legítimo 8 de futebol clássico, encantou o Morumbi e o futebol brasileiro, nos lendários Menudos do Morumbi.

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Com Muller, Careca e Sidney no ataque, ao lado de Falcão (Márcio Araújo) e Pita no meio, na retaguarda de Oscar e Dario Pereyra, com Nelsinho na lateral direita, Zé Teodoro na esquerda e Gilmar no gol, Silas marcou época no campeonato paulista inesquecível de 1985.

O meia de ligação fatal e preciso nas triangulações ofensivas do São Paulo, de passe preciso e bom arremate. Não à toa, além de servir, marcou 35 gols com a camisa tricolor.

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No avassalador SPFC de 1985 a 1987, os jovens formados no Tricolor encontraram o entrosamento perfeito com as contratações de peso. O resultado foi o time que mais praticou o futebol-espetáculo naqueles tempos. Cilinho marcou época com suas frases de efeito e Silas foi um dos principais executores.

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Assim, mais dois títulos vieram pós 1985, o Brasileirão 86 com Pepe e o Paulista 1987, derrotando o rival Corinthians, novamente com Cilinho no comando, diante de uma nova formação tricolor.

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A fluência do seu jogo no meio levaram Silas a duas Copas do Mundo, em 1986 servindo ao São Paulo e em 1990, já no Sporting de Lisboa.

No final dos anos 80, o São Paulo ainda venceria o título paulista de 1989. Silas não jogava mais no Tricolor, mas suas conquistas entre 1985 a 1987, contribuíram e muito para que o SPFC fosse eleito o time da década.

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Um breve retorno em 1997 findou a trajetória tricolor, de um dos melhores meias que o São Paulo formou em sua própria forja.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagem: site oficial do SPFC, Placar

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Muller

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Olá nação tricolor!

Se Ruy, Bauer e Noronha formaram a linha média defensiva lendária nos anos 40, Silas, Muller e Sidney escreveram seus nomes eternamente, nos anos 80.

Na explosão do conjunto pop Menudos, os jovens da base são-paulina formaram um dos maiores times de todos os tempos, ao lado dos experientes e geniais Careca como matador, Pita na armação, Rei de Roma Falcão, Oscar e Dario Pereyra na zaga, Zé Teodoro e Nelsinho nas laterais e Gilmar Rinaldi no gol.

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Muller tem a história mais extensa, pois avançou no SPFC na década de 90, sendo protagonista de momentos épicos. Luis Antonio Correia da Costa, nascido em 15/11/1984, jogou ao todo 386 jogos e marcou 160 gols.

A Máquina Tricolor (alcunha do esquadrão do início da década de 80) precisava ser reformulada. Entre 1984 e 1985, o período da mudança. Um jogo talvez tenha sido o prenúncio: 1985, contra o Grêmio, no Pacaembu. O Tricolor dependia da vitória, empatou em 2 a 2, mas a busca do empate foi alucinante e marcou a torcida, pelo futebol insinuante dos garotos que lutaram de forma alucinante. A ousadia seria premiada ainda naquele ano.

Muller formou no Paulista de 1985 um dos ataques mais espetaculares da história do São Paulo, ao lado de Careca. Artilheiros da competição, aniquilaram os rivais até a final contra a Portuguesa. São Paulo campeão.

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No ano seguinte, a seleção brasileira teve no SPFC a sua base de meio e ofensiva na Copa do Mundo, o que tirou do Tricolor a chance do bicampeonato. Mas no Brasileirão, a dupla Careca e Muller mais uma vez foi brilhante e mais uma final foi alcançada, já avançando no ano de 1987, contra o Guarani. Segundo título brasileiro do São Paulo, conquistado de forma heróica, com Muller sendo o artilheiro da competição, com 10 gols.

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O sucesso estrondoso faria Muller perder seu companheiro de ataque Careca no início de 1987. O centroavante iria jogar com Maradona, no Napoli. Mesmo assim, sua explosão de velocidade ainda fez a diferença no Paulistão daquele ano, derrotando o rival Corinthians na final, ao lado de um novo ataque formado por Lê e Edivaldo.

Muller, então, também seguiu para a Itália, vendido ao Torino na temporada de 1988, onde permaneceu até 1991. Porém, voltaria ao SPFC. O final da história precisava ser finalizada de forma épica.

De volta ao Tricolor, conquistou o Brasileirão de 1991, findando 2 anos doídos de vice-campeonatos consecutivos.

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Além do Brasileiro, o bi-paulista 1991/1992, derrubando nas finais os rivais Corinthians e Palmeiras, respectivamente. O zagueiro alvi-negro Marcelo era a vítima predileta dos dribles mortais do atacante tricolor. Entre 1991 e 1993, o SPFC manteve tabu sobre o SCCP.

Mas a era Muller se consolidou mesmo, pelos títulos internacionais. Na Libertadores de 1992, o atacante não brilhou na final e deu lugar a Macedo, o talismã que sofreu o pênalti que abriu caminho para o título. Na final do Mundial daquele ano, Muller foi fantástico, no drible desconcertante em Ferrer, cruzando a meia altura para o gol de empate, de barriga, de Raí. Em 1993, a repetição do enredo histórico. Tricolor venceu a Libertadores, goleando os chilenos da Universidad Catolica e a final mundial seria contra o Milan. Antes disso, houvera tempo de uma Supercopa levantada contra o Flamengo.

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Muller, definitivamente, seria eternizado no Morumbi. Final no Japão empatada em 2 a 2, até que aos 41 minutos do segundo tempo, o calcanhar espírita do eterno Menudo, decidiria o jogo. “Questo gol é per te, buffone”! A frase de Muller para o rossonero Costacurta, marcaria para sempre o bimundial tricolor.

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Trajetória extraordinária de Muller, que vencera todas as finais que disputara, até a derrota (com vitória) na Libertadores 1994. Após uma passagem pelo futebol japonês e na co-gestão rival, Muller faria seus últimos jogos pelo São Paulo, em 1996.

Encerrou a carreira como atleta, em 2004.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Placar, Uol, Site Oficial do SPFC, Terra.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Raí

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Olá nação tricolor!

Raí Souza Vieira de Oliveira, o terror do Morumbi, nasceu em 15 de maio de 1965.

Genética futebolística no sangue, do genial Sócrates, seu irmão mais velho, ídolo eterno do rival Corinthians, falecido em 2011, aos 57 anos.

Raí chegou ao São Paulo como irmão de Sócrates. Sua perseverança ao longo dos anos de Tricolor, afirmação, titularidade, títulos e glórias de super ídolo, fizeram com que igualassem a condição de reverência. Nada mais normal do que dizer que Sócrates, é que foi o irmão de Raí no futebol.

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Porém, o começo no Morumbi foi difícil. Raí chegou no São Paulo, após uma disputa acirrada com o rival alvi-negro, para a disputa da Copa União, o Brasileirão 1987. Nos anos seguintes, a afirmação não chegava. O destaque da equipe no meio-campo, em seu primeiro título enquanto profissional em 1989, foi Bobô, vindo do então campeão brasileiro Bahia. A perda do título brasileiro do mesmo ano, sendo vice para o Vasco da Gama, a campanha catastrófica do Paulista de 1990 e mais um vice-campeonato brasileiro naquela temporada, justamente para o rival Corinthians, faziam a pressão sobre Raí aumentar demais.

Acontece que era o início do trabalho de um Mestre, Telê Santana. Com Telê, enfim, Raí se encontrou. Conhecedor exímio das características de fundamentos dos seus atletas, o Mestre aprimorou o craque.

O Tricolor chegava em sua terceira final consecutiva do Brasileirão. Raí já despontava como líder, sendo capitão e artilheiro. Na final nervosa contra o Bragantino, vitória no Morumbi, empate em Bragança, finalmente o grito de campeão ecoava no São Paulo, pelo tri brasileiro.

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O ano seguiu avassalador. Nova final contra o time de Parque São Jorge.

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Raí, absolutamente, destruiu o adversário. 3 gols, o título praticamente garantido para a segunda partida decisiva. Dito e feito. 90 vingado.

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Pensar que seria apenas o início da glória monstruosa…

Em 1992 o embalado São Paulo seguia imbatível. O outrora projeto Tóquio dos tempos dos Menudos do Morumbi, voltaria com força, sob a batuta do Mestre Telê, o já Terror Raí e demais astros. A Libertadores era o objetivo. A nação tricolor participou muito forte. As catracas precisaram ser abertas, no jogo que estima-se, tivemos mais de 120 mil são-paulinos no Morumbi. A vantagem era argentina, o time do Newell’s Old Boys havia vencido a primeira finalíssima. Jogo tenso, catimbado. Até que o talismã Macedo sofreu pênalti. Na cobrança, ele, Raí. 1 a 0 São Paulo e final nos pênaltis.

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Novamente marcou. Vitória tricolor nos braços de Zetti e a maior invasão da história do futebol brasileiro.

Aquela Libertadores de 1992, mudou totalmente o foco dos times nacionais, quanto a conquista da América. Todos passaram a querer, o que o São Paulo fez.

Como uma locomotiva, o São Paulo chegou em mais uma final de Paulistão. O rival era o motivado Palmeiras, com a cogestão milionária Parmalat. Mas era o campeão da América, que venceu o primeiro jogo por 4 a 2. Raí, assim como em 1991, repetiu 3 gols em uma partida final.

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Mas, antes de disputar a última decisão estadual, o Tricolor iria viajar. Atravessou o mundo, para encarar a final mundial. Contra o Barcelona de Cruyff. Poucos apostavam no São Paulo de Telê. Que erro terrível, subestimar o Clube da Fé.

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Os espanhóis saíram na frente, mas o São Paulo tinha Raí. De barriga, após jogada de Muller, empatou. No segundo tempo, tensão, equilíbrio, confiança. Falta para o São Paulo. A cobrança magistral decidiu o jogo, faltando 11 minutos para terminar o tempo regulamentar.

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Consagração! O mundo era do São Paulo, pelos gols decisivos de Raí e comandados heróis de Telê Santana!

Comemoração? Só depois de vencer o Palmeiras novamente, por 2 a 1 e levantar mais uma taça paulista.

1993 chegara e Raí comandava o SPFC, agora em reinado. Mais uma Libertadores pela frente, outra decisão. O Tricolor diante dos chilenos da Universidad Catolica. A primeira final em São Paulo, o Tricolor goleou e garantiu o bi, mesmo sendo derrotado no jogo de volta. Mais uma vez, o continente era vermelho, branco e preto!

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Seria difícil ficar no Brasil, Raí já se tornara uma celebridade do planeta bola. Antes da despedida ao PSG francês, uma goleada implacável no Santos, por 6 a 1.

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Enquanto encantava na França, o São Paulo vivia anos difíceis no Brasil. Reforma do Morumbi, doença de Telê, co-gestões rivais. Então, em um retorno espetacular, um gesto ousado da gestão De Rey, Raí desembarcou novamente no Tricolor, em plena final do campeonato paulista, em 1998. A vantagem era corintiana, pela vitória no primeiro jogo. Era. Raí chegou sem tempo sequer de treinar e conhecer o time, vestiu o manto são-paulino e comandou a virada. 3 a 1, com direito a mais um gol dele.

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O campeonato do “arerê”. Quem viveu, sabe.

Após mais esta conquista, Raí sofreu com contusões e novo rumo em sua vida. O final da carreira se aproximava. Esteve no grupo campeão paulista de 2000. Seu nome, segue escrito na história do São Paulo, gravado pra sempre, com 395 jogos e 128 gols.

Raí, Raí, o Terror do Morumbi!

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Site oficial do SPFC, Esporte Uol, Placar, Imortais do Futebol, Arquibancada Tricolor, Globo.com

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Waldir Peres

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Olá nação tricolor!

A vida de Waldir Peres (02/01/1951) no SPFC foi feita de títulos marcantes, mas a trajetória para tanto, foi marcada por grandes desafios a serem ultrapassados, para o alcance da glória.

Chegou no Tricolor em 1973, mas na meta são-paulina havia um goleiro com alcunha de santo: Sérgio Valentim. Campeão em 70/71, os primeiros títulos da era Morumbi, São Sérgio era absoluto.

Os reflexos, o talento e a perseverança do goleiro nascido em Garça e de revelação na Ponte, começavam a fazer sombra. Waldir, acima de tudo, tinha muita estrela. Foi convocado pra Copa de 74, em razão da contusão do goleiro reserva do Brasil. No mesmo ano, o São Paulo priorizava a Libertadores onde foi vice-campeão.

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Sua catimba e frieza em cobranças de pênaltis despontaram no seu primeiro título com o Tricolor, em 1975, diante da outrora forte, Portuguesa. Duas defesas na disputa e a taça ficaria no Morumbi.

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Porém, o melhor ainda viria.

75 foi o ensaio do Brasileirão 1977. Decidido em 1978, em um Mineirão lotado, onde todos apostavam no Atlético Mineiro campeão.

Mas o São Paulo tinha o deus da raça Chicão e no gol, um mestre em desestabilizar o adversário. Empates sem gols em São Paulo e em Minas Gerais. Novamente, Waldir diante de uma decisão por pênaltis. Foi brilhante.

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Com uma catimba impressionantemente eficaz, Waldir desmoronou os nervos de Joãozinho Paulista, Márcio e Toninho Cerezo, este último, seria ídolo no Morumbi, 15 anos depois, conquistando o mundial de clubes pelo Tricolor. Como o São Paulo perdeu 2 pênaltis, o título espetacular veio para São Paulo e calou metade de Minas Gerais.

Valdir Perez

As atuações pelo Tricolor levaram Waldir para mais duas Copas do Mundo. 1978 na reserva, 1982 titular.

A Máquina Tricolor, bicampeã em 1980/81, credenciou Waldir para a titularidade do Brasil de Telê. Além disso, um jogo contra a Alemanha, em Stuttgart, foi preponderante. A seleção brasileira vencia por 2 a 1 quando um pênalti foi marcado para os alemães, faltando 10 minutos para o fim. O batedor, Breitner, jamais havia perdido uma penalidade. Até aquele momento. Waldir defendeu, o juiz mandou voltar e Waldir defendeu de novo. Incrível!

O link do vídeo, aqui (copie e cole): https://www.youtube.com/watch?v=tXWW_dTewoY

1980

1981

Os títulos com o São Paulo, em 1980 e 1981, consagraram definitivamente Waldir Peres no Tricolor. Contra o Santos e contra a Ponte Preta, foram decisões marcantes no Morumbi, com o são-paulino sendo vazado apenas uma vez, em 4 jogos finais. Em 80, duas vitórias por 1 a 0 do Tricolor. Em 81, o empate em 1 a 1 e depois, 2 a 0.

Uma grande reformulação no ano de 1984 findou a era Waldir Peres, com 617 jogos, em 11 anos de São Paulo. Só perde em jogos, para Rogério Ceni, o M1to do Morumbi.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Revista Placar, Manchete Esportiva, Tardes de Pacaembu, Site oficial do SPFC

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Kaka

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Olá nação tricolor!

Ricardo Izecson dos Santos Leite, o Kaka, nasceu em 22 de abril, data do descobrimento do Brasil.

Descobrimento…

Assim podemos definir o fato do SPFC ter descoberto o único jogador em sua história, eleito melhor do mundo.

Ascensão meteórica, o garoto da base que entrou no time, definindo um título inédito, o Rio-SP de 2001.

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A idolatria imediata da torcida, além da histeria de fãs femininas, que o elevaram a categoria de pop star da bola, ainda muito cedo para assumir tal responsabilidade. O difícil de tal fato, em uma era do Tricolor com meio-ataque de muita categoria, mas defesa sofrível.

A ausência de grandes títulos no âmbito nacional e internacional, fizeram uma carga de responsabilidade muito grande recair nas costas de Kaka. Moldaram um salvador da pátria, em um menino do bem.

Eleito entre os melhores do Brasil pra ser convocado na Copa do Mundo do Penta, fez o que pôde em 2002 e 2003, levou com Fabuloso, Reinaldo, França, o São Paulo a decisões. Não foi feliz em conquistá-las, por problemas defensivos tricolores e contusões. Parte da torcida o cobrava acima do justo.

A saída do meteoro Kaka foi, então, inevitável, aquele que havia comparado à Raí e Zico (por Parreira, na Copa 2002, ao dizer que jogadores assim, surgem somente a cada 20, 30 anos). O Milan o recebia e então, o Tricolor pôde perceber o quilate da jóia que havia perdido.

Nos rossoneri, encontrou os alas ex-são-paulinos Cafu e Serginho, além do cartola Leonardo, de história vencedora no Tricolor. O caminho estava aberto para a a glória. O jejum de 5 anos do Milan seria quebrado, sendo Kaka um dos protagonistas.

Viria mais. Duas finais da Champions League diante do Liverpool. Uma derrota e a revanche vencedora, sendo artilheiro do maior campeonato do planeta bola. O caminho para ser campeão mundial de clubes estava aberto, o Boca Juniors não foi páreo. Também para vencer o Ballon d’Or e ser eleito o melhor jogador do mundo, em 2007.

O assédio pelo craque era mundial, todos os principais e mais ricos times da Europa o queriam. Os merengues do Real Madrid venceram a disputa em 2009. Porém, na Espanha foi difícil por um fator crucial: lesões. Pubalgias e problemas no joelho, com menisco. Ausência dos gramados, cobranças, voltaram a rondar a carreira do genial Kaka. Mas nunca desistiu de enfrentar a dor e se tornou, ao final de 2012, o maior artilheiro do futebol brasileiro, na história da Uefa Champions League, com 28 gols.

O período de sofrimento na Espanha trouxe a saudade da Itália, no Milan da consagração. Retornou em 2013, onde superou a marca de 100 gols pelo clube.

Faltava ainda a última saudade, o São Paulo. Porém, seu caminho de volta foi negociado não com os italianos, mas sim, com os norte-americanos do Orlando City, a escala final do atleta, em 2015.

Então, em 2014, Kaka retornou pros braços da nação tricolor que, a despeito da ala da torcida que pediu sua saída em 2003, o recebeu de braços abertos, em uma linda festa de apresentação no Morumbi, com a nostalgia de bandeiras na arquibancada.

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Feliz escolha. Kaka foi líder, importante, fundamental, para a volta do São Paulo à Libertadores 2015, pela conquista do vice-campeonato brasileiro. Vale lembrar que na temporada anterior, o Tricolor lutou pra não cair. Uma ascensão impressionante são-paulina.

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A paz foi definitiva. A idolatria seguirá pra sempre, com aquele que nasceu no Morumbi, para alcançar o topo.

Kaka, o melhor do mundo, forjado no São Paulo FC!

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Site Oficial SPFC, Revista Placar, Uol, Folha, Globo.com

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Oscar e Dario Pereyra

Oscar e Dario Pereyra

Olá nação tricolor!

Assim como é praticamente impossível mensurar a totalidade da grandeza de Ruy, Bauer e Noronha, sem estarem juntos, o mesmo vale para Oscar e Dario Pereyra, para muitos, inclusive este blogueiro, a maior dupla de zaga de todos os tempos no São Paulo.

José Oscar Bernardi, nascido em 20 de junho de 1954.

Alfonso Dario Pereyra Bueno, nascido em 19 de outubro de 1956.

Uma união de forças brasuca-celeste, absolutamente fantástica!

Dario Pereyra chegou primeiro ao SPFC e surpreendentemente, na condição de camisa 10, vindo do Nacional de Montevidéu. A estréia do ainda volante Dario foi no Beira-Rio do fortíssimo Inter dos anos 70, mas o resultado foi implacavelmente tricolor, 4 a 1.

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Na posição de cobertura de meio e saída de jogo, Dario Pereyra não encaixava como nos tempos de Nacional e então, no ano de 1980, Carlos Alberto Silva o puxou para a quarta zaga. Certamente a maior descoberta da carreira do técnico.

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No mesmo ano, no segundo semestre, chegaria Oscar, formado na Ponte Preta mas que estava no galáctico norte-americano Cosmos, pela sua classe e estilo.

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Começava a era Oscar e Dario Pereyra, de forma grandiosa. Clássico no Morumbi diante do Corinthians: implacáveis 4 a 0 para o SPFC, em agosto de 1980.

Oscar permaneceu no SPFC de 1980 a 1987, jogando 294 partidas, com 4 títulos paulistas e 1 Brasileirão. Dario Pereyra teve 11 anos de clube, de 1977 a 1988, 453 jogos, 2 Brasileirões e os mesmos 4 títulos estaduais, ao lado de Oscar, que disputou as Copas do Mundo de 82 e 86, convocado pelo manto tricolor.

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Participaram juntos de duas gerações lendárias: a Máquina Tricolor do bi 80/81 e os Menudos do Morumbi, o time que encantou o Brasil, entre 1985 e 1987.

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Alicerces do super São Paulo dos anos 80, Oscar e Dario Pereyra, eternos para o Tricolor Paulista.

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Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Revista Placar, Terceira Via, Terceiro Tempo, site oficial.

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Campanha Sócio Torcedor: #Tricolor80000STs

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Olá nação tricolor!

Mais uma vez iniciamos uma temporada, fazendo um apelo, conclamando nossa torcida gigantesca, que por vezes não sabe a real dimensão de sua força!

Somos a terceira maior torcida do Brasil, uma massa de quase 20 milhões de torcedores, população maior que vários países e grandes capitais mundiais.

Porém, essa força propulsora para que o São Paulo possa ter mais receita para cuidar do Morumbi, poder contratar, ter mais parceiros comerciais e promocionais, ainda não decolou pra valer no Tricolor.

Precisamos deixar o São Paulo na grandeza que lhe é devida, também em STs!

Sabemos da capacidade da nossa nação em se mobilizar nas redes sociais, tanto quanto nos estádios do Brasil. Que tal transformar esse poder em mais apoio ao Tricolor, ainda lhe oferecendo privilégios de ingressos mais baratos e preferenciais?

Seja Sócio Torcedor!

Convide seus amigos são-paulinos, familiares, para também aderirem aos Planos que o programa oferece! Em 2015, reformulações serão feitas visando mais vantagens para a torcida do Mais Querido.

Todos saem ganhando, o São Paulo em sua saúde financeira, o Morumbi, o CT, a nação tricolor, o elenco mais forte!

Vamos nessa, a meta do ano é dobrar a quantidade de Sócios Torcedores! Em janeiro de 2015, éramos pouco mais de 42.000, podemos chegar em 80.000! É possível, desde que coloquemos o sentimento em 03 cores, em nossos corações e mentes, mais uma vez!

Contamos com vocês!

Acessem e divulguem: http://www.sociotorcedor.com.br

Use a tag #Tricolor80000STs

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Chegaremos lá!

Saudações Tricolores!

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Luis Fabiano

Luis Fabiano

Olá nação tricolor!

Luis Fabiano Clemente, o Fabuloso, nasceu em 08 de novembro de 1980 e defende o São Paulo, nesta segunda década do século XXI.

Também o fez na primeira, vindo do futebol francês, que o descobriu na Ponte Preta campineira.

Em sua primeira passagem, foi explosivo, beirando a irresponsabilidade do maior artilheiro da história do São Paulo, Serginho Chulapa. Temperamento difícil, jogador que dizia que “entre bater o pênalti e ajudar na briga, eu prefiro brigar”. Mas desde aqueles tempos, o arredio era implacável.

Ninguém no futebol brasileiro, foi mais goleador que Fabuloso, no século XXI.

Mas voltemos ao começo. Em 2001, Luis Fabiano chegava emprestado ao São Paulo. Fez impressionantes 30 gols em 49 jogos e foi campeão do Rio-SP, no ano do surgimento do seu companheiro Kaka. No início de 2002, voltaria ao Rennes, mas em curto retorno de meio ano, pois seu destino seria o Tricolor.

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De volta ao país, Fabuloso já emplacaria a artilharia do Brasileirão no seu segundo ano de São Paulo (19 gols), agora contratado em definitivo. Artilharia que se repetiu no Paulistão 2003 e na Libertadores 2004.

Neste caminhar, a confusão notória da Sulamericana 2003, na famosa voadora de Fabuloso no rival argentino do River Plate. A inconsequência trazia revolta em uns e idolatria em outros, como provou a Libertadores no ano seguinte.

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Fabuloso levou o SPFC nas costas naquela competição, que marcava a volta do Tricolor à disputa de melhor da América. Mas o time não estava pronto pro título e a carga, como é usual no futebol, pesou para os que não tiveram culpa alguma. Assim houvera sido em 2002 e 2003, onde o São Paulo penava com defesas péssimas e a responsabilidade recaía nos craques.

Mesmo com muitos gols no São Paulo, Fabuloso partiu então ao Porto e depois ao Sevilla, onde foi um sucesso total. Ganhou o Mundial 2004 com o time português, foi bicampeão da Copa da Uefa com os espanhóis, além de conquistar uma Supercopa Européia e uma Copa do Rei.

A seleção brasileira seria o destino inevitável do artilheiro, que esteve presente no escrete vencedor da Copa América 2004 e da Copa das Confederações 2009, onde foi artilheiro. Na Copa do Mundo 2010, defendeu o Brasil. Mas seu gesto mais emblemático com a seleção foi em um jogo no Morumbi no ano de 2007, Brasil versus Uruguai, quando fez um gol e foi ajoelhar-se no escudo tricolor. Gesto maravilhoso de sentimento pelo vermelho, branco e preto!

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Então Fabuloso sofreu contusões difíceis na Europa e o SPFC voltou em seu caminho, nas recuperações no Reffis tricolor. A saudade aumentou.

Em 2011, enfim, o retorno. Um Morumbi com quase 50 mil são-paulinos o aguardava, um regresso fantástico. Mas a recuperação de lesão impediu sua volta aos campos imediata. Foram quase 6 meses de espera, para a nação tricolor reverenciar seu ídolo novamente.

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Desde então, Luis Fabiano convive com a superação dos grandes. Foi artilheiro da Copa do Brasil 2012 e do Campeonato Paulista 2014, além da vice-artilharia do Brasileirão 2012. Calou os rivais em muitos clássicos, parado na esquina ou como Bolt,  ao longo de sua carreira no SPFC.

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Porém, novamente, foi um período de defesas muito ruins e a responsabilidade, como outrora, nas costas de Fabuloso e demais craques tricolores.

Mas ele não se abala mais, experiente, sabe que a grande maioria da torcida o tem por ídolo, afinal, é o maior artilheiro da história do estádio do Morumbi, ninguém fez mais gols que Luis Fabiano no Brasileirão e na Copa do Brasil, pelo São Paulo. Ao lado da esposa Juliana Paradela e das Fabulosinhas, é um dos mais queridos jogadores dos últimos 15 anos, no Morumbi.

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Tantos gols o fizeram superar lendários atletas do Tricolor e hoje, Fabuloso é o terceiro maior artilheiro da história do São Paulo, com 198 gols.

Acontece que estamos em janeiro de 2015 e esta coluna, certamente, atualizará números.

* (Atualização) Em 01/02/2015, a marca de 200 gols foi alcançada.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Esporte UOL, Globo, Terra, Lancenet

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: o trio Ruy, Bauer e Noronha

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Olá nação tricolor!

Impossível falar da magnitude de Bauer, sem mencionar Rui. Da mesma forma, não dá pra explanar a totalidade do futebol de ambos, sem Noronha. A linha que marcou época no SPFC, nos anos 40.

Alfredo Eduardo Ribeiro Mena Barreto de Freitas Noronha, nascido em 25 de setembro de 1918. Falecido em 27/07/2003.

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Ruy Campos, nascido em 02 de agosto de 1922. Falecido em 02/01/2002.

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José Carlos Bauer, nascido em 21 de novembro de 1925. Falecido em 04/02/2007.

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Noronha, o mais velho dos 3, foi penta-campeão, nos anos de 1943, 45, 46, 48 e 1949. Jogou 298 jogos com o SPFC. Esteve também na Copa de 50, na reserva de Bigode.

Ruy foi tetra, em 1945, 46, 48 e 1949. 273 partidas pelo Tricolor. Outro convocado da seleção vice-campeã em 1950.

Bauer também foi penta, em 1945, 46, 48, 49 e 1953. Prata da casa tricolor, foi o único paulista titular na Copa de 50, com a alcunha de “Monstro do Maracanã”. 400 jogos no SPFC.

Noronha jogava pelo lado esquerdo da defesa, mas também foi centro-médio e tinha dom nato para gols de cabeça, Ruy era zagueiro clássico, Bauer, volante forte, de matada de bola perfeita e passes certeiros. O trio imortal do São Paulo.

Muitos títulos, muitas glórias. Futebol espetáculo, sem perder a força do combate defensivo. 3 em 1.

Noronha, Ruy e Bauer, excelentes. Unidos, quase invencíveis!

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: arquivo público do Estado de São Paulo, Revista do Esporte, Gazeta Esportiva, Arquibancada Tricolor, Tardes de Pacaembu

Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Roberto Dias

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Olá nação tricolor!

Roberto Dias Branco, 07 de janeiro de 1943 à 26 de setembro de 2007, foi e sempre será um ídolo do São Paulo, que quebrou a “regra” de que jogador somente se torna lendário, quando campeão.

Apesar de levantar a taça do bicampeonato 1970/71, no início avassalador da era Morumbi, foram 10 anos de espera desde 1960, quando o “garoto” formado no próprio Tricolor, começou a encantar nos gramados.

Sua versatilidade e técnica refinada fascinaram. Pelé o considerava exímio jogador, na marcação e saída de jogo. O Rei do Futebol foi “chapelado” por Dias, em certo San-São.

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Porém, eram tempos difíceis no São Paulo. A construção do Morumbi exigiu “suor e sangue” são-paulino. Os recursos eram quase todos destinados ao estádio nos anos de Roberto Dias fazendo de tudo, para compensar a fragilidade dos elencos tricolores nos anos 60.

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A recompensa pelas batalhas veio em 1970, o gigante Morumbi, finalmente concluído, foi o grandioso palco do primeiro título de Roberto Dias com o São Paulo.

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Mas o êxtase da conquista durou apenas naquela temporada. Dias adoeceu, teve problemas coronários sérios, que o impediriam de seguir jogando futebol. Um drama. Uma história triste que possuiu ramificações familiares. Roberto Dias só conseguiu voltar ao futebol no final de 1971, após 373 dias parado. No ano de sua recuperação, precisou ser muito forte para superar a morte do filho de 3 meses e da mãe, também por questões de saúde. O bebê Rogério sofrera colapso nos pulmões e Dona Leny, nos rins.

O guerreiro ainda teve forças para seguir no São Paulo até 1973. Passou um período por times menores no Brasil, outro tempo no futebol mexicano, até se aposentar com 35 anos, no pequeno Nacional da capital paulista.

Faleceu aos 64, deixando perpetuada uma história de superação, no coração do São Paulo Futebol Clube.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagem: site oficial do SPFC, Gazeta Esportiva Ilustrada,  Revista Placar, Revista do Esporte, site Tardes de Pacaembu.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Zetti

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Olá nação tricolor!

A história de Armelino Donizetti Quagliato, o Zetti, nascido em Porto Feliz, a 10 de janeiro de 1965, tem a ver com predestinação tricolor.

Afinal, Zetti esteve durante 7 anos em outro front, rival, antes de chegar ao São Paulo. Até em semifinal de campeonato paulista se encontraram, no ano de 1987. Parece que o futuro começaria a ser escrito ali. Naquela oportunidade, um gol do então são-paulino Neto não foi capaz de abalar o prestígio do goleiro de incríveis reflexos, que teria sua carreira interrompida no ano seguinte, após um lance gravíssimo que ocasionou fratura de perna, no Maracanã, em dividida com Bebeto, ex-craque que à época defendia o Flamengo.

Na volta de sua contusão, o gol alvi-verde já tinha outro arqueiro titular. Ah se o Palmeiras soubesse…

Zetti então batalhou seu espaço, caminho e direção à glória. Adquiriu seu próprio “passe”, ainda vigente naqueles tempos, alugando-o ao São Paulo, em 1990. Tricolor que ainda tinha Gilmar, goleiro super campeão em 1985, 1986, 1987 e 1989.

O predestinado Zetti lutou pela titularidade e a conquistou no segundo semestre de 1990. Um SPFC combalido do técnico Pablo Fórlan agora tinha Telê Santana e uma história insuperável no futebol brasileiro iniciava sua trajetória.

O ano era 1991. Após dois vice-campeonatos brasileiros consecutivos, o são-paulino tinha o grito de campeão preso na garganta. Em Bragança, a redenção. O goleiro foi fundamental.

Tinha mais naquele ano. O Campeonato Paulista teve uma sequência de 4 partidas consecutivas com mais de 100 mil pessoas nos jogos do São Paulo. Na semifinal, o mesmo Palmeiras de 1987, o mesmo Palmeiras que não soube o gigante que possuía após a fratura de 1988. Zetti fechou o gol e fez uma das defesas mais incríveis da era Morumbi. Rival eliminado. Na final, o reencontro com o Corinthians, que levantara o Brasileirão no ano anterior. Agora a história foi outra. Zetti, ao lado de Raí, foram os líderes que conduziram o Tricolor para o título estadual.

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Era só o começo…

1992. O Morumbi assistiu a sua maior epopéia, na primeira conquista da Libertadores pelo SPFC. Zetti e Raí, novamente, os protagonistas. Das mãos do goleiro, a explosão para a maior invasão de gramado da história do futebol no planeta bola. Final sofrida contra os argentinos do Newell’s Old Boys, 1 a 0 para os anfitriões nos 2 jogos. Disputa nos pênaltis. E então, Zetti saltou maravilhosamente na última cobrança portenha de Gamboa. Êxtase tricolor que somente quem viveu aquela noite, é capaz de explicar.

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Por mais que tenha sido fantástico, ainda tinha mais. No mesmo ano, outras duas taças esperavam por Zetti e os geniais comandados pelo Mestre Telê. Final do Campeonato Paulista, 5 de dezembro, 4 a 2 no rival Palmeiras, o eliminado de 1991. Viagem ao Japão, pois o São Paulo tinha o poderoso Barcelona pela frente, de Johan Cruyff e companhia, na disputa do campeonato mundial de clubes.

Como seria possível vencer duas decisões ao mesmo tempo? Em um período de 15 dias, indo ao outro lado do mundo e voltando? O São Paulo conseguiu a extraordinária façanha. 2 a 1 nos espanhóis em 13 de dezembro, o Tricolor sagrava-se campeão mundial! Sem tempo de comemorar, voltou ao Brasil, venceu novamente o rival verde por 2 a 1 em 20 de dezembro e então, finalmente, caiu nos braços da massa vermelha, branca e preta.

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Tudo já havia sido conquistado no futebol mundial, campeonato estadual, nacional, continental e mundial, mas em 1993, ficou provado que não existiam limites para o São Paulo de Zetti.

Novamente a Libertadores era do São Paulo. Na final, a notável sequência de 4 defesas consecutivas contra os chilenos da Universidad Católica, no mesmo lance, entrava para a história são-paulina. O São Paulo era dono absoluto da América, ainda venceu Recopa e Supercopa, antes de novamente atravessar o mundo, para conquistá-lo. O Milan se rendia ao imbatível São Paulo, na final, 3 a 2 Tricolor.

O título da Libertadores 1993 ainda rendeu a Zetti mais uma Recopa, a de 1994. Um ano difícil pela perda do Tri da América, mas era impossível exigir vencer tudo e somente o sentimento de idolatria e gratidão nos corações e mentes tricolores, definem Zetti no Tricolor.

432 jogos, 10 títulos da mais elevada expressão, entre outros, no período de 1990 e 1997.

Lendário Zetti!

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagem: Terra, Esporte UOL, Placar, Globo.com

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: França

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Olá nação tricolor!

Françoaldo Sena de Souza nasceu em Codó, no Maranhão, em 02 de março de 1976.

Sua escala de formação no futebol passou por Manaus, Jaú até chegar ainda com 19 anos ao São Paulo.

Seu desafio no futebol era grande. O time que havia vencido tudo no futebol mundial se reinventava em 1996, após um início de ano muito difícil, com a isquemia cerebral sofrida por Telê Santana. Seu discípulo, Muricy Ramalho, soubera de um jovem que havia feito 6 gols na Copa SP de juniores e teria a oportunidade, em seu primeiro ano no Tricolor, de assistir um dos mais belos gols de bicicleta da história do Pacaembu, no jogo São Paulo x Rio Branco, de Americana. O autor: Françoaldo, já França.

O talento refinado e faro de gol de centroavante o fizeram encontrar lugar no Tricolor, que ainda teve Muller retornando naquele ano, mas os tempos já eram outros e o atacante do gol decisivo do Mundial 1993 e vencedor de mais 11 títulos no SPFC, voltaria ao futebol italiano.

Assim, o caminho estava livre para França. O atacante não perdeu a chance.

182 gols, o quinto maior artilheiro da história do São Paulo, atrás apenas de Serginho Chulapa (242), Gino Orlando (232) e Luis Fabiano (atualmente com 198, em janeiro de 2015) e Teixeirinha (189).

Os títulos paulistas de França no SPFC vieram junto da artilharia nos campeonatos, em 1998 e 2000, contra Corinthians (no histórico retorno de Raí) e Santos, em finais emocionantes. Em 98, Raí, abriu o caminho e França liquidou o jogo, com 2 gols, na final da virada vencida por 3 a 1. Já em 2000, França não pôde disputar a segunda finalíssima, mas fez o gol da primeira partida que garantiu a vantagem ao Tricolor.

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França foi seleção brasileira e teve o privilégio, orgulho e honra, de marcar para o Brasil em Wembley, no empate com a Inglaterra por 1 a 1, no ano 2000.

Ao lado de Kaka e Luis Fabiano, conquistou ainda o inédito Rio-SP para o Tricolor, em 2001.

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Então a estrada artilheira levaria França ao exterior, em 2002, antes com um drama de lesão que o impediu de ter chances de convocação à Copa do penta brasileiro. A Alemanha e o Japão, assistiram seus gols antes de encerrar a carreira.

França, o artilheiro assistente!

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Esporte UOL, Lanima

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: De Sordi

De Sordi

Olá nação tricolor!

O piracicabano Nilton De Sordi, nascido em 1931, marcou época no Mais Querido.

Lateral do São Paulo e da Seleção Brasileira na década de 50, avançou no Tricolor até a metade dos anos 60.

Dono de características próprias, como ótima impulsão para a sua estatura mediana, marcação em excelente tempo de bola e cobertura de campo. Na era do futebol dos pontas, os laterais eram responsáveis pelos flancos defensivos.

Uma vida dedicada ao São Paulo de 1952 a 1965, mais de 500 partidas (536) 13 anos e 2 títulos paulistas, nos anos de 1953 e 1957.

Faleceu em 2013, aos 82 anos. Quando do seu passamento, a página oficial do São Paulo publicou:

“Era um jogador fora-de-série em termos de regularidade. Jogava sempre bem e sua noção de cobertura era inigualável. Apesar da pouca estatura, cabeceava muito bem. Por isso chegou a jogar de zagueiro-central no São Paulo e também na Seleção Brasileira. Foi o lateral-direito titular da seleção campeã mundial na Copa de 1958.”

Obrigado eterno ao guerreiro caipira.

Saudações Tricolores!

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Lucas

Lucas

Olá nação tricolor!

Falar de Lucas (Lucas Rodrigues Moura da Silva, 13/08/1992) significa contemplar o menino bom caráter do Morumbi, que partiu cedo, para conquistar o mundo.

O primeiro grande ídolo da segunda década do século XXI, na era do futebol digital.

Criado sim no SPFC, fez questão o quanto antes, de se livrar da alcunha Marcelinho, referente a um curto espaço de tempo de criança, no terrão rival.

Afinal, no Tricolor encontrou seu lar, sua guarida, no extraordinário Centro de Formação de Atletas de Cotia.

Como uma flecha, surgiu na base erguendo taça de campeão da Copa São Paulo, desmentindo o discurso diretivo tricolor de que o importante é revelar. Claro que trazer ao profissional é o objetivo principal, mas almejar vencer desde garoto separa homens de meninos.

Lucas sempre foi assim. Destemido, entregue ao manto, somando alegria e humildade, ao seu belo futebol aguerrido e insinuante. Não se deixou contagiar pela marra do sucesso, apesar do imenso assédio que a modernidade de redes sociais traz ao planeta bola. Continuou simples, igual aos seus fãs.

No São Paulo, rompeu a barreira de uma era sem conquistas, levantando mais uma taça internacional, a Sulamericana 2012.

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Fundamental nos arranques, dribles, tabelas, fintas de corpo, 33 gols marcados pelo Mais Querido, em 128 jogos.

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Na Seleção, emocionou ao fazer o brasileiro se recordar do que é a amarelinha com sentimento, quando chorou pelo país.

Menino de ouro, reluzindo em Paris, no PSG da tradição tricolor de Raí e Leonardo. O mundo é o limite, outras fronteiras virão. Quem sabe até, o retorno algum dia, ao vermelho, branco e preto que o consagrou.

Allez Lucas!

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Saudações Tricolores!

Crédito Imagem: Globoesporte.com, Lancenet

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Friedenreich

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Olá nação tricolor!

Discorrer sobre Friedenreich significa recorrer aos livros e enciclopédias. Certamente, nos capítulos da mais alta nobreza do reino da bola.

Para os antigos, até surgir Pelé, Fried era o maioral. Um dos maiores atacantes da história do futebol brasileiro, porém, anterior ao alcance da eternização das imagens de TV. A era amadora…

Friedenreich pode se confundir com o hino do SPFC “dentre os grandes, és o primeiro”, pois foi aquele que inaugurou o batalhão dos gigantes tricolores.

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Falando em batalhão, serviu ao São Paulo e por SP, defendendo o estado na revolução constitucionalista, de 1932. Um patriota bandeirante!

Seus gols superaram a marca de 1200 tentos, muitos deles, no período de 1930, ano da fundação do Tricolor, até 1935, já Clube da Fé.

“El Tigre” foi a alcunha dada pelos uruguaios, após encantar no Sulamericano de 1919, pela seleção do Brasil. Ele que era filho de alemão com uma negra brasileira, a típica miscigenação tupiniquim, que fascinou até ao conservador Club Athletico Paulistano.

No Esquadrão de Aço, a primeira formação campeã do São Paulo Futebol Clube, marcou impressionantes 103 gols, em apenas 125 jogos, a maior média da história são-paulina.

Faleceu aos 77 anos. Deixando o legado da sua genialidade, entre os 5 maiores jogadores brasileiros do século XX (IFFHS 1999).

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Saudações Tricolores!

Crédito-Imagem e fontes de pesquisa: Folha de SP, spfcpedia, blog Tardes de Pacaembu.

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