Novo técnico: o duvidar de Rogério Ceni

1 ABERTURA

11 meses e meio atrás, o Morumbi viveu um dos espetáculos mais imponentes da história do futebol brasileiro, a despedida do goleiro mítico, Rogério Ceni.

Um atleta capaz de reunir gerações diferentes de tricampeões mundiais, em torno de uma marca lendária de 25 anos de amor e entrega, ao mesmo clube.

Em 11/12/2015, Rogério conhecia cada um presente, pois desde 1990, estava no Morumbi.

Referências como o saudoso Mestre Telê, Muricy Ramalho, Zetti, Raí, Lugano, Ronaldão, Pintado, Muller, Mineiro e Josué, dentre tantos outros heróis são-paulinos, fizeram Ceni adquirir conhecimentos, muito além de guardar a meta.

Um time se comanda do banco mas, também, de dentro do campo. Assim, antes de completar um ano de aposentadoria e com o privilégio da posição onde se vê toda a dinâmica do gramado, Rogério, já diferenciado pela abnegação e busca incessante da glória, chegou a treinador, anunciado pelo São Paulo em 24/11/2016.

Claro que, obstinado pela perfeição, mesmo ciente de que é impossível ao ser humano atingí-la, porém, fundamental buscá-la, o M1to sabe que existe muito ainda a aprender. Ocorre que essa busca não será problema para um personagem que se tornou conhecido no mundo todo, como referência de marcas recordistas, que jamais serão alcançadas.

Talvez o mundo seja conquistado novamente, dessa vez, muito mais do que usando chuteiras. Talvez não.

A única coisa que não é prudente, é duvidar de Rogério Ceni.

Como todo aquele que duvidou que seria missão inglória, substituir um goleiro bimundial, quem duvidou da primeira cobrança de falta, ou duvidou do centésimo gol. Duvidaram que um mesmo atleta não bateria o recorde de Pelé, de vestir o mesmo manto, com mais de mil jogos.

Todos desafios derrubados pelo ímpeto inigualável, de um personagem do futebol que se tornou único, até na numeração que usava em campo.

O 10 ao contrário, 01, agora orientará um dos maiores times do mundo.

O fará com o coração.

É permitido todo direito de ter receio de não dar certo, afinal, existe a imagem de um ídolo em jogo.

Apenas, não duvide…

Saudações Tricolores!

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Opinião Tricolor: entrevista Luis Cunha

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Olá nação tricolor!

O programa Opinião Tricolor entrevistou o ex-diretor de futebol Luis Cunha, responsável direto pelo melhor período que o São Paulo atravessou, na temporada 2016.

No bate-papo, com muita contundência, declarações fortes e transparentes, contendo emoção de torcedor apaixonado pelo Tricolor, Cunha revelou as razões do seu sucesso e os motivos que o levaram a sair da direção do clube.

Casos Cueva, Maicon, a luta pessoal para manter Ganso, o relacionamento com a diretoria de Leco, Gustavo, Ataíde, Manssur, Pinotti, Medicis, Jacobson e outros.

O desejo de sucesso para Rogério Ceni e o anseio pela aprovação do projeto do novo estatuto.

Imperdível e obrigatório para todo são-paulino, disposto a saber a verdade dos fatos.

Confira!

Saudações Tricolores!

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Ricardo Gomes demitido: breve retorno e adeus

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Salve nação tricolor!

Mais uma vez, a força do são-paulino fez valer o destino do time. Dessa vez, em mais uma troca de comando técnico.

Ricardo Gomes demitido, pelo clamor popular da terceira maior torcida do Brasil, que pressionou a diretoria, fortemente, após mais uma temporada de sobrevivência e nada mais.

Talvez a torcida, quando ecoa sua voz, não perceba o poder que possui. Porque são ações de sentimentos, paixão. Nada programado, político, orquestrado.

Mas, espontaneamente, os gritos são somados. Viram coro de milhares, de milhões. Nos estádios, redes sociais, protestos legítimos.

Assim foram muitos momentos de 2016, basta recordar que a torcida insatisfeita fez a vice-presidência de futebol de Ataíde Gil Guerreiro ter o seu final (por mais que ainda apareça nos quadros da diretoria, lugar que não deveria estar). Michel Bastos fora do time titular, a queda de Gustavo Vieira de Oliveira, também fatos oriundos da insatisfação da massa tricolor. Do torcedor rico ao pobre, do letrado ao analfabeto, não importa, todos movidos pelo desejo de ver o SPFC com pessoas competentes e vencedoras, em seu comando.

A diretoria tentou bancar Ricardo Gomes, o presidente Leco assegurara a sua permanência uma semana antes da queda. Marco Aurélio Cunha também estava na linha de frente, na defesa do treinador.

Porém, não dava mais. Com o risco de rebaixamento fora da tradição do São Paulo, resolveram ouvir o correto anseio do torcedor. Ricardo Gomes nunca teve o pulso necessário para o conturbado time do São Paulo, nem tão pouco, ofereceu a evolução tática necessária. Sem confiança de um grupo já problemático, sem vestiário, sem condições.

Mais uma vez, novos tempos virão.

Tomara, enfim, com mais sucesso e resultados de orgulho.

Ao Ricardo Gomes, toda saúde. Vá com Deus.

Ao São Paulo, profissionalização e fim do círculo vicioso de poder.

Saudações Tricolores!

Crédito-imagem: Fernando Dantas/Gazeta Press

Carlos Port – Opinião Tricolor

Opinião Tricolor: entrevista Olten Ayres de Abreu Jr

Salve nação tricolor!

O programa Opinião Tricolor segue com seus preparativos (reforma para o novo estúdio) mas fizemos questão de realizar, ainda em 2016, 3 programas pelo debate fundamental do projeto do novo estatuto são-paulino.

Neste primeiro, recebemos Olten Ayres de Abreu Jr, sócio titular desde 1978, filho do lendário árbitro Olten, conselheiro atuante do SPFC, que já atuou em diversas áreas do clube, jurídico, mkt/com, diretoria internacional e hoje preside a comissão legislativa.

Em foco, as questões primordiais do estatuto que vai (se aprovado) revolucionar o São Paulo, na recondução do Tricolor ao patamar de vanguarda nacional.

Entenda como funcionariam os novos rumos diretivos do clube, como Conselho de Administração, o Conselho Fiscal, a profissionalização, a transparência. Os estudos visando maior participação dos sócios e até STs, nas futuras eleições. Entre outros assuntos de grande relevância.

O Opinião contou ainda com a estréia de Paulinho Heavy, veia metal no programa, muita vibe e conhecimento são-paulino de décadas de amor ao SPFC. Fundador da Metal Tricolor, o Chicão da Matrix (quem se lembra?) e Ana Sauma, a são-paulina que representa a personalidade da mulher são-paulina, em suas opiniões sempre cheias de charme e estilo.

Confira!

Obs: pedimos desculpas por uma pequena falha de velocidade do servidor no clipe de abertura do programa, que afetou alguns navegadores. Prometemos corrigir em nossas novas instalações.

Saudações Tricolores!

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A arte de golear um clássico

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Salve amigos são-paulinos!

O São Paulo goleou o Corinthians, ao final de 2016.

Resultado que se somou às 10 maiores goleadas do Tricolor frente ao alvi-negro, na história do Majestoso. Por 6 vezes foram placares com 4 gols do SPFC, por outras 3, com 5 gols e o 6 a 1, de 1933.

Um clássico é sempre um campeonato à parte, por mais que alguns possam negar.

Inúmeras goleadas também ocorreram do São Paulo, frente a Santos e Palmeiras, rivais que o Tricolor possui retrospecto histórico favorável, nos confrontos diretos.

Ah, vencer um rival, com requintes de humilhação, é um sentimento único.

Eterniza, vira conto de gerações futuras.

Lava a alma.

Prova a força da tradição da camisa imposta, mesmo diante de qualquer crise que o time atravesse.

O São Paulo vive tempos difíceis, perpetuação do poder, estagnação amadora, fila de grandes títulos, guerra política incessante, mas o seu manto, a sua glória, é profética, vem do hino os dizeres reais “dentre os grandes, és o primeiro”.

Assim, o maior campeão do futebol brasileiro se despede de mais um ano difícil, de cabeça erguida. Mas sabedor de tudo aquilo que precisa retomar em sua trajetória, para voltar a ser um goleador de títulos também.

Saudações Tricolores!

Carlos Port – Opinião Tricolor

No Twitter: @carlosport

 

Ricardo Gomes: o instrumento da desculpa

Salve nação tricolor!

Aqui no Opinião, já pedimos que Ricardo Gomes entregasse o cargo, para o bem de sua preservação pessoal e pelo momento difícil (mais um) do São Paulo. O treinador provou não ter o pulso necessário, nem a capacidade mágica de tirar o Tricolor, de outra temporada medíocre.

Porém, considerações vitais são importantes.

Fosse Ricardo Gomes um treinador top mundial, teria condições de fazer melhor?

Vamos aos fatos:

Gomes assumiu um São Paulo debilitado, após perder uma melhor qualidade técnica (que já não era exuberante), do primeiro semestre. A reposição do ex-executivo de futebol, Gustavo, vulgo GVO, antes de sua queda, foi medonha, medíocre e acintosa com a história do SPFC.

Além disso, encontrou jogadores dispostos a não se doarem pelo clube, a não honrarem a camisa, o salário, o caráter. Um elenco que havia feito greve de silêncio, que iludiu a muitos com uma campanha semifinalista de Libertadores (mas com recordistas 5 derrotas), um time que havia sido goleado e eliminado por um adversário de série D, no campeonato estadual. Mesmo com técnico que se tornou comandante da tradicional seleção argentina.

Um plantel desequilibrado, com goleiro de defesas difíceis e entregadas fáceis, volantes que não impõem respeito, atacantes de qualidade técnica questionável, laterais sofríveis tecnicamente, apenas um meia que é bom, mas mais carregador do que distribuidor de bolas, uma base promissora, porém, sem uma mescla experiente de qualidade. O reforço estrangeiro que veio pra ser líder do antigo treinador, quase sem chance. Ainda assim, faltando 5 jogos para o fim do Brasileirão 2016, o SPFC mantem a terceira melhor defesa, reflexo de uma zaga um pouco mais segura, do que o restante do time. Porém, o saldo de gols é zero, o que só comprova, a limitação técnica.

Acima de todos esses fatores, está a política, na presença da diretoria perpetuada no poder. O quarto mandato de JJ (Aidar e seus traumas havia sido uma ruptura), na figura de Leco, Natel, Manssur, entre outros, os mesmos de sempre. O retorno de Marco Aurélio Cunha pouco representou, diante da complexidade dos problemas e dos próprios atos. Não foi o que muitos esperavam.

Eleição 2017, com a inacreditável e deplorável manutenção dos mesmos, já é assunto.

Óbvio, o melancólico final de campeonato terá na linha de fogo, claro, Ricardo Gomes. Estourar no técnico é sempre mais fácil. Mas injusto e até covarde, é falar em Rogério Ceni com RG no cargo, especular Luxa em notícias e selfies, abusar das críticas em tom jocoso ao treinador que é sim, um vencedor em sua trajetória de vida.

A grande maioria teria desistido após um AVC hemorrágico, Ricardo Gomes não.

Não é pra ninguém ter pena ou dó, o salário é bom. A responsabilidade é exigida.

Porém, o respeito, como bem disse meu amigo Flaitt em seu blog no diário Lance, é mister.

Já dizia Renato Russo, “a humanidade é desumana”.

Saudações Tricolores.

Carlos Port – Opinião Tricolor

Ser SPFC

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Ser SPFC é tipo sanguíneo, é DNA, fator de identificação, vida.

É condição de orgulho, berço que, independentemente do laço paterno ou materno, sobrepuja. Sorte do pais, dos avós, se também forem são-paulinos. É um privilégio. Uma virtude. Ainda mais bela, se de geração em geração.

Ser SPFC é ter crescido com glórias, com histórias, com memórias. Feitos inesquecíveis, no estado, no país, no continente, no mundo.

É ser torcedor exigente, impaciente, indignado, revoltado, quando as coisas não vão bem. A tradição do Clube da Fé não pode ser vilipendiada, atacada, ferida.

Ser SPFC significa a comemoração do maior número de títulos, gols, vitórias, pontos, em campeonatos nacionais. Sem necessidade alguma, de canetada de unificação.

É a travessia do mundo para conquistá-lo, condição essencial para ser campeão do planeta bola.

Ser SPFC é ter vivido a maior invasão por uma conquista de Libertadores, já vista na América do Sul.

É ter feito a moeda cair em pé.

Ser SPFC é o vislumbrar do maior estádio particular do Brasil. Futebol é estádio, não arena. Um não ao futebol moderno.

É uma nação em 3 cores, de características únicas. Sim, costuma deixar o time quando não vai bem, pois é sabedora da sua excelência de grandeza. Porém, se necessário for, representará, lotará não só na boa, mas na ruim também. Dói no coração vermelho, branco e preto, o fracasso no campo. Pois o sucesso é o seu destino.

Ser SPFC é desconhecer divisão inferior. É lei do futebol, time grande não cai.

É eternizar grandes ídolos, como se fossem familiares, heróis, guerreiros.

Ser SPFC é nascer, viver e morrer na pátria chamada Tricolor Paulista.

É fazer valer a inspiração do hino “dentre os grandes, és o primeiro”.

Ser SPFC é benção de Deus, amor verdadeiro.

Saudações Tricolores!

Carlos Port – Opinião Tricolor

Opinião Tricolor: profissionalização já!

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Salve nação tricolor!

O Campeonato Brasileiro 2016 vai chegando em sua reta final e o São Paulo, ao que tudo indica, respira com mais fôlego, para manter-se na primeira divisão.

Tal qual 2013, sufoco e salvação.

Poderia estarmos falando de tais fatos com serenidade e alívio, mas é o São Paulo Futebol Clube. Fuga de rebaixamento nunca foi e nunca será, motivo de comemoração, para uma camisa de porte trimundial.

O time que mais venceu partidas na história do Campeonato Brasileiro, também o que mais fez gols. O maior campeão, não considerando asteriscos de temporadas suspeitas e unificações esdrúxulas, que fizeram rivais terem mais títulos.

Fronteiras conquistas além do país, tri da América também.

12 títulos internacionais ao todo.

Porém, já são 8 anos completados sem uma taça de grande relevância (a bem da verdade, 4). A Sulamericana 2012 interrompeu uma série de revezes, que já se constituíam no maior período sem títulos, desde o advento do Morumbi. Nunca o SPFC, desde o estádio Cícero Pompeu de Toledo concluído, ficara tanto tempo sem campeonatos conquistados.

1970, 1971, 1975, 1977, 1980, 1981, 1985, 1986, 1987, 1989, 1991, 1992, 1993, 1994, 1998, 2000, 2001, 2002, 2005, 2006, 2007, 2008 e 2012. A saga de títulos da era Morumbi.

Interrompida pela perpetuação do poder, pelo amadorismo de um passado recente, que não pegou o bonde da história, para o momento de avançar.

O São Paulo transformou glórias em arrogância, ganância, poder pelo poder. Se tornou um microcosmos do Brasil da era PT, pelo seu aficcionado ex-militante, Juvenal Juvêncio, que não está mais entre nós, mas deixou seu legado: um clube aparelhado em cargos, vices-presidências sem fim, diretorias em profusão, das essenciais às adjuntas. Carteiradas, benesses. JJ partiu, mas deixou seus “herdeiros”. Aficcionados e satélites do poder, que se mantêm a frente do clube e fazem do Tricolor, quase uma dinastia. De um reino que já foi poderoso, mas hoje vive enclausurado em seu castelo, sem ter forças para conquistar territórios. Ocorre que o governo que esvaía o Brasil em forças caiu, pela força do povo. No São Paulo, cairá também?

As consequências da estagnação administrativa tricolor foram dramáticas: fila de títulos, desmoralizações em clássicos, perda de torcida, receitas em baixa, time que poucos temem.

Mas, ao mesmo tempo, falamos de um gigante adormecido, dono de uma torcida que seria a décima primeira população da Europa, com quase 20 milhões de torcedores. Vozes que querem mais que apoiar. É o tempo de bradar, agir, fazer acordar o Tricolor paulista!

O caminho? A profissionalização!

Um plano diretor que tire o SPFC do passado e o reconduza ao presente, visando o futuro vencedor.

Diretorias enxutas e funcionais, com profissionais top de mercado, fim de favorecimentos políticos e clube de amigos (donos do clube). Um departamento de futebol independente da área social, para que os interesses sejam distintos e devidamente preservados. Uma eleição mais justa, com eleitorado mais amplo e rejuvenescido.

Primordial que todas denúncias e escândalos, públicos e noticiados na grande imprensa, ao longo dos últimos anos, criminosos ou anti-éticos, sejam solucionados com sanções internas e públicas, sem nada embaixo do tapete, que atrapalhe a transformação do clube.

Sim, pessoas perderão poder, que se arrastam há anos. Mas o São Paulo é maior, muito maior, que qualquer uma delas. Os verdadeiros donos do São Paulo FC são a sua gente, presente em todos os cantos do planeta.

Final de ano, a reforma estatutária será apresentada e votada, nas dependências sociais do Tricolor.

Esperamos que o cataclisma tenha passado, que o tempo seja de reconstrução. Somente a aprovação de um novo estatuto, dará a direção.

Associados, conselheiros, diretores, tenham consciência!

As glórias não podem mais, vir somente do passado. Profissionalização já!

Salve o Tricolor paulista!

 

Carlos Port – Opinião Tricolor

 

As perguntas que o são-paulino quer saber

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1) Por que o presidente Leco, logo após a sua posse, teve distanciamento de Abílio Diniz, que o apoiara na transição pós-renúncia, de Carlos Miguel Aidar? Se Diniz era o caminho da profissionalização, porque foi repelido?

2) Por que Roberto Natel se desligou da vice-presidência? Temos um racha, Leco e Natel disputarão quem será o candidato pela situação?

3) Por que Ataide Gil Guerreiro, expulso do Conselho Deliberativo pelos votos de 120 conselheiros, segue diretor representando a instituição?

4) Qual a verdadeira razão do pedido de desligamento de Luiz Cunha, único diretor a ter sucesso nos gramados, na temporada 2016? Em tempo, o que foi feito de Pintado, tem voz ativa na comissão técnica?

5) A comissão da reforma do estatuto está atendendo os anseios de profissionalização do clube ou está sendo feita politicamente? Quantos membros são ligados à diretoria atual, existe uma paridade entre situacionistas e oposicionistas?

6) O Conselho de Ética, presidido por Ópice Blum, tem autonomia para julgar casos presentes, ou somente de administrações passadas?

7) No São Paulo existe lei da mordaça contra conselheiros, associados e torcedores?

8) Quem manda no departamento de futebol do São Paulo, na prática? Por que o torcedor quase nunca presencia pronunciamentos do vice Medicis ou do diretor Jacobson, sobre o time?

9) Marco Aurélio Cunha veio somente para ajudar no final da temporada 2016, ou tem pretensões políticas em 2017? Se tornou aliado de Leco ou segue oposição?

10) Qual o tamanho do poder político de Manssur, VP de marketing e ex-sócio do executivo demitido Gustavo Vieira de Oliveira, dentro do São Paulo?

Observação: o site Opinião Tricolor está à plena disposição da diretoria, para as respostas.

Saudações Tricolores.

Carlos Port – Opinião Tricolor

Opinião Tricolor: entrevista Alex Bourgeois

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O Opinião Tricolor entrevistou, com exclusividade, Alex Bourgeois, ex-CEO do São Paulo FC, para maior conhecimento da torcida e esclarecimentos de fatos relevantes da sua passagem pelo Tricolor, desde a chegada ao clube, até o atual processo movido pelas suas demissões. Bastidores, política, poder.

Confira!

1) Alex, você define a sua atividade profissional, nas redes sociais, com a seguinte descrição: “Executivo e Gestor de futebol. Defende a gestão profissional como único caminho para poder competir em igualdades de condições no futebol globalizado.”

O que te impediu de levar estes conceitos ao São Paulo?

Em primeiro lugar, a gestão do clube é amadora, antiga, ultrapassada. Quando eu chamo de amadora, quero dizer que os interesses das pessoas estão acima dos interesses da instituição. Esse perfil de presidente de clube personalista, autoritário, que contrata conselheiros amigos, remunera e chama isso de profissionalização, não tem mais lugar no mundo do futebol. Em segundo lugar, a questão política. O SPFC é hoje um clube muito dividido, se tornou uma agremiação política que também joga futebol.

2) Para a nação tricolor entender a sua trajetória no clube, conte como foi a sua chegada e saída do SPFC, por favor. Nas duas fases, com Aidar e Leco.

Após conversar com Abílio, o Aidar me convidou para implantar a gestão profissional no clube. Montei um plano de ação imediato e um planejamento para implantar essa gestão e modernizar conceitos. Mas tanto no futebol como na gestão administrativa a resistência foi imensa. O viés autoritário de um homem mandando sozinho, como se fazia no passado, e tomando todas as decisões foi um enorme obstáculo à minhas propostas de transparência, compartilhamento das decisões, integração das áreas e da tomada de decisão.

3) Abílio Diniz, talvez o empresário de maior porte são-paulino, é constantemente vinculado às suas passagens pelo Tricolor. Diniz é um dos notáveis do Conselho Consultivo. Recentemente, levou conceitos e sugestões de gestão, em sessão extraordinária, ao clube. No seu entender, qual a importância de se ouvir Abílio, que clama pela profissionalização no Tricolor?

Abílio é um empresário muito bem-sucedido. Tem uma experiência incrível e quer passar essa experiência em gestão, em como ter sucesso, em como transformar o SPFC no maior do mundo como ele fez com as empresas dele. Esse é o legado que ele gostaria de deixar para o clube. Acredito que qualquer clube do Brasil, e do mundo, gostaria de ter seus conselhos. Ele está oferecendo isso de graça ao SPFC. É um grande são-paulino, um apaixonado.

4) Na sua opinião, o quão Abílio Diniz foi importante na transição de poder do SPFC? Do processo que culminou na renúncia de Aidar à aceitação do cargo, pelo atual presidente, Leco?

Quando fui demitido por Aidar, inclusive no episódio mais lamentável da minha vida profissional com ameaça física e de baixíssimo nível, fui procurado pelo Leco e os que estão na gestão atual. Queriam minha ajuda para desenvolver a gestão profissional e me convenceram a voltar ao SPFC. Nesse período fiquei bastante próximo do Leco, inclusive escrevi o plano de gestão, que foi sua plataforma eleitoral, com todos os conceitos de profissionalização. O apoio do Abílio foi determinante nessa transição.

5) Complementando, à época, a diretoria atual teria mais dificuldades em assumir o SPFC, se não fosse o préstimo e peso de Abílio Diniz?

Na renúncia do Aidar, o Leco e vários membros da atual diretoria procuraram o apoio do Abílio para uma nova gestão com os conceitos de governança e profissionalização dele. Abílio foi muito leal e ajudou muito o Leco.

6) Enquanto esteve no São Paulo, na condição de CEO, você participou de decisões diretivas efetivamente ou foi boicotado em algum momento? Em caso de resposta afirmativa sobre boicote, poderia mencionar onde encontrou mais dificuldades de informações para se montar um plano otimizado de gestão? Ou teve acesso a tudo que precisou?

Acesso as decisões e aos dados financeiros eu tive. Não tive foi acesso aos meios e apoio para implantar a profissionalização no clube. A administração se sentia ameaçada, não queria conceitos modernos, não queriam compartilhar decisões, não queriam transparência. Cada um queria defender seu feudo e mandar sozinho fazendo o que bem entendesse.

7) O que, de fato, ocorreu para a sua segunda demissão do clube? Você acredita que tenha sido usado politicamente e depois descartado? Seus críticos falam em vazamento de informações, o que tem a dizer a respeito? Notícias seguem vazando do SPFC após a sua saída, onde será que o “encanamento” estaria furado?

Quero deixar claro que nunca vazei nenhuma informação e que os jornalistas que deram as duas noticias sabem que eu não fui a fonte. Acredito que o Leco me trouxe de volta para não atrapalhar sua eleição, assim que assumiu a presidência me demitiu. Gestão profissional e o Leco são coisas que não combinam. Esse é o modo antigo de administrar que está com os dias contados no Brasil assim como aconteceu na Europa. Com o novo estatuto, o próximo presidente terá que compartilhar decisões, aceitar auditoria externa, aceitar o acompanhamento da gestão pelos verdadeiros donos: os sócios e torcedores, ter uma gestão transparente, aceitar prestar contas, ser responsabilizado pelos seus atos e não poder mais tomar decisões em conchavo.

8) Por fim, veio a público a questão do processo movido contra o São Paulo. O que o levou a tomar essa decisão?

O Brasil tem leis. Contrato se cumpre. Gestão profissional é mandar embora e cumprir o contrato. Gestão amadora, autoritária, antiga e ultrapassada é demitir e mandar buscar seus direitos na justiça, que foi o que Leco me disse. E foi o que fiz.

9) Publicamente torcedor do Flamengo, você tem filhos são-paulinos. Acredita que o São Paulo voltará a ser o gigante do passado? O que é necessário acontecer para isso?

Meus filhos são são-paulinos porque eram pequenos na época do mundial e do tri brasileiro. Acho isso ótimo. Quem tem filho sabe que é muito mais difícil seus filhos sofrerem pelo mau momento do time do que você com seu próprio time. Tenho convicção que só uma gestão moderna e profissional com sistema de governança corporativa levará o SPFC a se tornar um gigante de novo. Mas essa mudança também fará o Tricolor liderar o processo de mudança necessária no futebol brasileiro e se tornará um dos maiores do mundo.

10) Deixe sua mensagem ao torcedor tricolor.

A reforma estatutária é o caminho para modernizar e profissionalizar o SPFC. Os torcedores e sócios devem se informar e trabalhar pela sua aprovação. Somente assim teremos chance de competir em igualdade de condições com o futebol rico e globalizado. Os tempos mudaram. O SPFC é um clube espetacular, o sócio e o torcedor precisam entender que eles são os donos, não é o presidente. Eles são os donos da mudança, o futuro do clube está em suas mãos, não ignorem isso, lutem por ele. O Clube não é de um grupo de pessoas que querem se perpetuar no poder por benefício próprio, por ego, por vaidade ou por sonho. O clube tem como principal função retribuir com profissionalismo, transparência, gestão eficiente e muitos títulos a paixão que os torcedores dedicam e investem a cada jogo. O futebol está globalizado, os times europeus têm 10x o nosso poder de compra. Se não modernizar, não profissionalizar com os melhores talentos do mercado, nosso futebol vai piorar ainda mais. Esse é o caminho da vitória.

 

Saudações Tricolores!

Opinião Tricolor

Marco Aurélio Cunha: o retorno

Marco Aurélio Cunha

Olá nação tricolor!

O emblemático e carismático para a torcida, mas também polêmico e divisor de opiniões para o Conselho, Marco Aurélio Cunha, o MAC, está de volta como dirigente tricolor.

Retorna em um momento muito difícil, onde toda sua vivência boleira, agregadora nos gramados, mais vitoriosa do que perdedora, será por demais importante.

Independente de toda divisão política que possa ocorrer no São Paulo atual, é um momento de coalizão, nesses 3 meses fundamentais que restam na temporada, para manter a tradição daquele que nunca foi rebaixado no Brasileirão (e em qualquer competição). E ainda tentar respirar na Copa do Brasil.

Currículo para sair do crise, existe em Cunha. Marco Aurélio dedicou grande parte da sua vida ao São Paulo. De estagiário na área médica, a cartola de alto gabarito. Seu protagonismo começou a ficar marcante nos anos 80, como médico, justamente, com Carlos Miguel Aidar, na era dos Menudos do Morumbi. Prosseguiu em evidência crescente com Juvenal Juvêncio, sucessor de Aidar, no final daquela década.

Nos 90, passagens por clubes fortes do interior na época, Bragantino e Guarani. Depois, um ciclo no Japão. De volta ao Brasil, trabalhou no Coritiba, Santos, Figueira e Avaí.

Porém, a sua segunda casa verdadeira o chamou de volta, já no novo século, quando o saudoso Dr. Marcelo Portugal Gouvêa foi eleito presidente e JJ voltou também, como diretor de futebol.

Viveram, a partir daí, uma era de ápice e declínio, de glória e desgaste. O São Paulo voltou pra Libertadores após uma década fora, com MAC presente. No ano seguinte, campeão da América e do mundo.

No embalo forte do planeta conquistado, a sequência incrível de 3 Brasileirões consecutivos, 2006/07/08, marca jamais obtida por nenhum outro clube brasileiro, com Juvenal já sucedendo MPG. Vale lembrar, MAC é tetra nacional com o Tricolor, pois estava na gestão Aidar, no título de 1986.

MAC é o retrato do dirigente político. Não em tom pejorativo, que fique bem claro. A boa política, rara, é uma arte. Habilidoso, soube com maestria ser situação e oposição.

O desgaste com o também saudoso, mas centralizador, Juvenal Juvêncio, ficou mais forte com os novos rumos que a política tricolor tomara, após o Tri-Hexa. Até o desligamento da superintendência, em 2011.

8 anos e meio, assim definidos por ele mesmo, em sua despedida do cargo:

“Queria agradecer pelo período de oito anos e meio de convivência, acho que ninguém fica tanto tempo em um cargo desgastante, de percepção e envolvimento profundo, menos intensamente do que gostaria nos últimos dois anos. Tenho a sensação de não influenciar mais nas decisões como gostaria. Desde a saída do Muricy sentia dificuldades, não conseguia influenciar como gostaria pelo meu conteúdo de 31 anos de futebol“. (Globo Esporte, 20/01/2011)

Saturação movida por diferenças de conceitos e de resultados. O SPFC não repetiu as mesmas campanhas de sucesso. Desclassificações sucessivas de Libertadores, elencos piorados, onde MAC não atuava na montagem e pouco podia fazer, nos planejamentos equivocados de Leco, Jesus Lopes e Adalberto Baptista, que comandaram o futebol em seus últimos anos na cartolagem são-paulina.

Neste período, Marco Aurélio também se tornara vereador pela cidade de SP. Eleito em 2008, reeleito em 2012 (já fora do Tricolor).

Mas não por muito tempo. Surgiu como oposição ao período de ocaso de Juvenal, que havia alcançado o terceiro mandato, com anuência do Conselho em mudança estatutária, mas à revelia da torcida.

Não conseguiria ser candidato, Kalil Rocha Abdalla foi o escolhido. Perderam a eleição para o retorno de outro personagem, Carlos Miguel Aidar, que foi a “salvação” de JJ. Um nome “novo” (não fazia parte da diretoria) e vencedor do passado, foi a estratégia para a então desgastada situação, reverter o quadro eleitoral e seguir na presidência.

Quem diria que o enredo mudaria tanto. Aidar brigou com Juvenal, protagonizaram a maior crise política da história do São Paulo. Aidar renunciou após escândalos, Juvenal faleceu, assumiu Leco.

Leco, que apoiara Aidar na eleição contra Kalil e Marco. Ao lado da diretoria que montou. Eis que o mundo deu voltas. Aí que aparece a arte do bom político, citada alguns parágrafos acima.

MAC foi da chapa contrária à de Leco, Ataíde, Manssur, Gustavo, Natel e todos aqueles que formam hoje, quase que um quarto mandato de JJ. Mas se somará a eles, menos GVO, demitido.

Neste momento, a política é o que menos importa.

Sua presença se faz necessária, tem experiência e positividade, conta com a confiança da torcida, tão valiosa em fase tão crítica tricolor.

Pode ser importante para Ricardo Gomes, afinal, foi contrário à sua saída, no ano de 2010. Assim como tinha sido também, contra a dispensa de Muricy, em 2009.

Só podemos desejar todo sucesso ao MAC, acrônimo tão conhecido na vida dos são-paulinos. Que possa ser o elemento salvador de 2016, assim como Muricy foi em 2013.

História e glória pra isso, não faltam.

Polêmicas também, mas isso se debate, depois de 2016…

Saudações Tricolores!

Carlos Port – Opinião Tricolor

Crédito-imagem: Uol

O fim da era Gustavo Vieira de Oliveira

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Salve nação tricolor,

Diante de tanta turbulência na temporada 2016 do São Paulo, enfim, uma boa notícia: A demissão de Gustavo Vieira de Oliveira, o GVO.

Jamais subestimem o poder de mobilização da torcida do São Paulo.

Aqui, no Opinião Tricolor, já estávamos demonstrando faz tempo, como essa questão era importante para o time. Em análise e até em carta aberta, pedindo que entregasse o cargo.

Enfim, feito.

Não me alongarei muito, questionando vários jogadores trazidos ou dúvidas sobre os 3% existirem ou não, já fizemos isto.

O importante é sempre o passo à frente e, dessa vez, o São Paulo o fez.

Claro que não desejamos mal pra nenhum profissional, a questão nunca foi pessoal. Aliás, os atributos positivos de Gustavo, excelente formação, sangue de Raí na família, contratações que acertou, sempre foram apontados.

Porém, os erros superaram em muito, aos acertos. Desde o segundo semestre de 2013, quando assumiu o cargo remunerado de futebol, passando pelas gestões de JJ, Aidar (1 ano e 1 mês, do período de 1 ano e meio que CMA ficou na presidência) e Leco, muitos equívocos culminaram na formação de elencos desequilibrados, onde faltou de tudo: qualidade em todos setores do campo, lideranças positivas, ambição de títulos, bom ambiente e domínio de vestiário.

Só os canudos não foram suficientes, faltou ser respeitado pelo mundo boleiro.

Os resultados não deixam dúvidas: 14 campeonatos disputados, todos perdidos. Nenhuma final atingida. Eliminações humilhantes e vexatórias para times de divisões inferiores, ano a ano em que esteve no cargo.

Nos clássicos, outra vergonha de fracasso e incompetência: foram 30 com GVO, para apenas 8 vitórias. 15 derrotas e quase 50 gols tomados. Nunca o aproveitamento contra os rivais foi tão ruim.

Some-se tudo isso, ao continuísmo de uma gestão viciada, desde o terceiro mandato de Juvenal Juvêncio. Sociedades passadas com quem exerce poder no clube, parceria no futebol com dirigente que foi expulso do Conselho Deliberativo.

Simplesmente, um fiasco. Pra quem ganhava muito. Melhor dizendo, voltou ganhando muito mais do que recebia, sem razões justificáveis, como conquistas, por exemplo.

Não dava mais, as campanhas não deixam dúvidas. “Ah mas ele não jogava”. Mas planejava quem iria jogar e foi lamentável.

Seus poucos defensores ferrenhos, que se comportam mais como fã-clube do que como torcedores, assistirão o São Paulo não ter sucesso de títulos no curto prazo e dirão que a culpa não era dele. Claro que nunca foi só dele. Mas teve participação efetiva nas campanhas deploráveis e o futuro próximo, ainda terá sequelas de mais um ano do mau planejamento de GVO.

Sucesso e saúde ao Gustavo em seu caminho, mas tardou ao deixar o Tricolor do Morumbi.

Que venham novos tempos, com profissionais mais capazes. Ou de história comprovada no São Paulo. Bons nomes existem.

Saudações Tricolores!

Carlos Port – Opinião Tricolor

O porquê da mobilização: #EiGustavoPedePraSair

gustavotodos

O São Paulo luta, dentro de campo, para reencontrar definitivamente o sentido de sua grandeza.

Fora de campo, é fundamental que isso ocorra também.

Voltemos à 2011.

O terceiro mandato do saudoso Juvenal Juvêncio, dirigente eterno de relação de amor e ódio com o torcedor são-paulino, deixou marcas profundas no clube. Desde então, o modelo vanguardista de administração foi definitivamente atingido, passando de modelo a exemplo para não ser seguido.

Perpetuação do poder, criação de cargos diretivos, loteamento político de conselheiros, coincidiram com os maiores fracassos da história tricolor, dentro dos gramados.

O São Paulo viveu, do período pós tri-hexa (2006-2008) à conquista da Sulamericana (2012), o maior jejum de títulos desde a construção do Morumbi.

Se considerarmos até o presente 2016, vivemos a era que foi marcada também por tabus negativos em clássicos, humilhações em jogos para times de menor expressão e eliminações medíocres e sucessivas, que mancharam a tradição tricolor.

Porém, a camisa do São Paulo, como diz o jargão “entorta o varal” e o time escapou de situações como rebaixamento (2013) e conseguiu alguns feitos esporádicos de alento, mas muito pouco diante de todo histórico de conquistas do Tricolor.

Assim, já são 11 anos sem um título estadual, 8 sem um título nacional e outros 11, sem um título internacional de grande relevância. Releve-se a Sula, em 2012.

Neste cenário, a análise desta coluna aborda Gustavo Vieira de Oliveira.

São-paulino (a maioria diz e eu acredito), filho de uma lenda rival dos campos, mas sobrinho de outra lenda tricolor, Gustavo faz parte da diretoria do São Paulo, justamente a partir do período de maiores fracassos e escassez de glórias. Coincidência ou não, é fato pacífico.

Gustavo é executivo do futebol, de formação excelente. Advogado pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco, especializado pela FGV em Gestão do Esporte.

Ocorre que o mundo boleiro não envolve somente diploma e os resultados dos últimos anos, comprovam tal fato.

O sobrinho de Raí começou a ser realmente notado no clube, a partir da contratação de Luis Fabiano, o “trunfo” de JJ antes da eleição 2011. Atuando na área jurídica ainda, esteve presente na concretização da vinda de Ganso ao Tricolor, no ano de 2012.

Nomes pesados que contribuíram, talvez, para sua efetivação ao cargo de dirigente do clube, em julho de 2013, após o traumático período de Adalberto Baptista, na função de diretor de futebol. A diferença, é que Gustavo chegava remunerado, ganhando salário.

2013 foi o ano da campanha dramática de salvação do São Paulo no Brasileirão. Gustavo teve atuação muito discreta, trazendo Antonio Carlos, Roger Carvalho do Tombense e Luis Ricardo, ao final do campeonato, da Portuguesa. Jogadores que não deram certo e alguns, ainda trouxeram imbróglios jurídicos ao clube, após saírem.

Em 2014, Juvenal fez o seu sucessor, Carlos Miguel Aidar. Gustavo permaneceu na diretoria, ainda de forma remunerada, que agora contava com Ataíde Gil Guerreiro, como homem-forte da pasta. Contratações como Michel Bastos, Thiago Mendes e Álvaro Pereira, melhoraram a performance do jovem dirigente à frente de suas responsabilidades. Pato, trocado por Jadson, parecia ter sido bom negócio nos campos também, ao lado de Kaka, que Aidar teve como prioridade trazer. O SPFC terminaria o ano como vice-campeão nacional.

Algumas negociações causaram estranheza técnica, pelo seu caráter relâmpago. Pabón (2014), Jonathan Cafu (2015) e Kieza (2016), estiveram nesse rol. Contratar jogadores que não permanecem mais do que um semestre certamente não é um acerto de planejamento.

Ocorre que, em 2015, explodiu a crise política do SPFC. Gustavo, que havia trazido também os reforços de Bruno e Carlinhos (Álvaro Pereira ficou insatisfeito e saiu do clube) tinha dificuldades em conduzir o seu papel e acabou sendo demitido.

Após o escândalo sem precedentes que culminou na renúncia de Carlos Miguel Aidar e permanência de Ataíde Gil Guerreiro (ambos expulsos posteriormente do Conselho Deliberativo do clube), Gustavo foi reconduzido ao cargo pelo novo presidente, Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco.

Eis que, a partir de então, algumas questões foram levantadas e seguem diante do seu trabalho.

A mais questionável delas, a remuneração. Como já destacado, o período de Gustavo (e de todos dirigentes) à frente do SPFC, coincidiu com a era mais trágica de gestão do clube. Dívida monstruosa adquirida nas gestões de Juvenal e Aidar, resultados pífios nos campos. Protestos como nunca vistos por parte da torcida. Neste cenário, Gustavo voltou ganhando substancialmente mais do que recebia anteriormente, em progressão de salário. Leco explicou em dezembro de 2015 a forma de pagamentos ao dirigente, o que desagradou grande parte da coletividade são-paulina, porque incluía, além do salário, o bônus em venda de atletas (que Gustavo negara um mês antes http://globoesporte.globo.com/futebol/times/sao-paulo/noticia/2015/11/gustavo-nega-versao-de-leco-e-explica-comissao-por-resultados.html e acabou se confirmando depois). Confira a entrevista de Leco: http://spfc.terra.com.br/news.asp?nID=139911.

Nos corredores do Conselho, parece que afirmam que a tal comissão/bonificação não existe mais. Ocorre que, publicamente, prevalece o que disse o presidente. Que venha então a público, desmentir.

O Tricolor começou 2016 em profunda crise administrativa. Leco havia determinado que Ataíde começasse o ano cuidando do futebol com Gustavo. Fracassaram no vestiário. Kieza foi um escândalo. Até greve de silêncio ocorreu, pela má gestão. Os resultados não vinham, os protestos contundentes voltaram, pelas organizadas, sócios torcedores, redes sociais. Oposição querendo prestação de contas, caso Jorginho Paulista, balancetes jurídicos passados, são questões que Leco tem que esclarecer, junto dos seus diretores.

Raí, o tio, chegou a afirmar que faltava “alma” ao São Paulo. Com toda razão.

Então, as manifestações transformaram o São Paulo. Ataíde foi destituído da vice-presidência de futebol e Gustavo retroagiu à função de contratos. Vieram Luiz Cunha e Pintado, que fizeram o Tricolor reagir nos jogos e apaziguar os bastidores. Caso tais mudanças não tivessem ocorrido, certamente, o são-paulino não teria ficado esperançoso pelo tetra da Libertadores.

Ocorre que Luiz Cunha não teve boa permanência com Gustavo e saiu. O time, que havia reagido com Cunha, caiu drasticamente de produção, novamente, com GVO e nova diretoria de futebol que foi montada, envolvendo Medicis e Jacobson (quase a torcida não ouve falar das suas atuações). Cunha havia encaminhado o time para a semifinal, período de pausa que GVO não reforçou a equipe em peças-chave, como fez o Atlético Nacional. Erro crucial. Eliminação com sobras.

Nomes como Calleri e Maicon chegaram com prazos limitados, o segundo conseguiu extensão, mérito do dirigente mas com uma grande ressalva, o ágio pago por um empréstimo de prazo errôneo anterior. R$ 22 milhões em um zagueiro mais atletas promissores da base, ficou muito caro.

Mena, Kelvin, o retorno de Lugano e, principalmente, a contratação (e demissão) de Bauza, formam o ciclo de Gustavo em 2016. Fechado com o bom Cueva (que gerou conflito de hierarquia) e com outra derrapagem terrível do dirigente, Getterson. Chávez tenta suprir a saída de Calleri. Dois atletas lesionados chegaram na reta final do semestre, Douglas e Jean Carlos.

Ricardo Gomes é a última peça desse jogo de xadrez perdido, em 2016.

Muito ainda existe pra se questionar, na retomada dos trilhos do São Paulo. Gustavo (e todos) fazem parte de um modelo estatutário arcaico de administração, onde muitos dos dirigentes atuais, fizeram parte da fase mais deplorável do Tricolor, nos últimos anos. Um ganha, outro não ganha, cargos remunerados abaixo de diretorias não remuneradas.

Os números ao longo dos anos de Gustavo são péssimos (e contra eles não existem argumentos, espelham o SPFC nos gramados). Aqui, o retrospecto desde sua chegada em julho de 2013, considerando os 5 meses que ficou afastado, com Aidar, até o retorno com Leco:

JJ/Aidar/Leco, com Gustavo: 29 clássicos (descontando os poucos meses que esteve fora), 8 vitórias. 21 insucessos, sendo 14 derrotas, goleadas e eliminações. Em gols sofridos, a humilhação aumenta: tomamos 9 gols da SEP (fizemos 5), tomamos 16 do SFC (fizemos 7), tomamos 17 do SCCP (fizemos 9).

Fomos eliminados com Ponte Preta na Sulamericana, Penapolense no Paulista, Bragantino na Copa do Brasil, Nacional na Sulamericana, Cruzeiro na Libertadores, Santos na Copa do Brasil e no Paulista, Audax no Paulista, nenhuma final, caiu com times grandes, mas também com série B e D. Juventude, série C, outro grande risco.

Conclusão:

Um clube que representa uma nação de quase 20 milhões de torcedores, não pode abrir mais mão da profissionalização.

Todos torcemos pelo sucesso do time que, consequentemente, seria também do dirigente e de todos que formam a nova diretoria. Porém, GVO, representando as nossas cores, teve todas as chances nas decisões de planejamento passadas e presentes. Esperaremos as que virão pela frente? São anos de fracassos sucessivos. O time corre risco de rebaixamento novamente.

O tempo urge para o São Paulo acordar em sua gestão.

Um sinal desse despertar, será a demissão do dirigente, pelo presidente Leco.

Ou o próprio pedido de demissão, por parte de Gustavo.

Chega, não dá mais, o SPFC clama, a nação tricolor, em sua grande maioria, também (confira no Twitter, a força da hashtag):

#EiGustavoPedePraSair

 

Saudações Tricolores.

Carlos Port – Opinião Tricolor

 

Carta aberta: Gustavo Vieira de Oliveira

imagem-spfc-facebook

São Paulo, agosto de 2016.

Olá Gustavo, permita-me chamá-lo de “você”. Somos quase contemporâneos.

Aliás, um dos seus bons atributos é a juventude, cabeça moderna, em um modelo arcaico de administração, como é o do São Paulo.

Em maio desta temporada, fiz aqui no Opinião Tricolor uma singela análise da atuação em seu cargo executivo no São Paulo, ao longo dos anos, não sei se já leu:http://opiniaotricolor.com.br/?p=2233~

Mas, como sei que as colunas do Opinião refletem no clube, entre conselheiros, diretores e torcedores, resolvi novamente escrever sobre você.

Desta vez, de forma franca, a mais transparente possível, através de uma carta aberta.

Para pedir que se demita.

Em tom de respeito.

Falo sempre aos meus seguidores nas redes sociais: critique com contundência, mas não ofenda, não acuse sem provas, não perca a razão.

Te critico, Gustavo. Bastante.

Porém, sempre respeitei seu currículo, sua boa formação, sua educação.

Cobro do presidente Leco, por exemplo, se os 3% existem ou não, pois em entrevista ao jornal Lance, datado de 29/12/2015, ele admitia, após você ter desmentido: http://www.lance.com.br/sao-paulo/leco-confirma-que-executivo-ganhara-bonus-vendas-atletas.html. Nesta temporada 2016, alguns setoristas do clube que sempre são flores para a diretoria, negam. Mas, perdão, falta o presidente ou você mesmo, declararem que a idéia da bonificação foi abolida definitivamente.

Mais razões, para pedir a sua saída, não faltam:

Em cargo remunerado no futebol, com poderes reconhecidos, você fracassou desde o segundo semestre de 2013, quando assumiu. Bem verdade, em ano de crise (o que não é novidade para você). O São Paulo recuperou-se no Brasileirão daquele ano, pela união torcida e Muricy. Time salvo no campeonato nacional, mas eliminado de forma patética na Sul-Americana, diante da Ponte Preta, que cairia naquele Brasileirão.

2014 foi ano de sucessão no São Paulo. Você seguiu no cargo, na troca de presidentes. Era da situação, que venceu. Mas todos sabemos que “a situação” piorou no relacionamento que tinha com o saudoso, carismático e contestado Juvenal Juvêncio, em relação a Carlos Miguel Aidar. Apesar de todo seu bom entrosamento com Ataíde Gil Guerreiro (que merecia uma carta aberta como essa). Do um ano e meio que Aidar permaneceu no cargo, até sua renúncia, em um ano e um mês vocês trilharam juntos. Desclassificações desastrosas para Penapolense (série D) e Bragantino (série B) foram anexadas em seu currículo como dirigente.

Em 2015, o Tricolor entrou na pior ebulição política deste século. Guerra política que culminou na sua demissão, como já citada acima. Por pouco tempo, é fato. Leco assumiu a presidência e reconduziu Ataíde com você, para a diretoria do clube. Decisões, finais? Nem pensar. Um final de ano amargando 6 a 1 para o rival que seu pai marcou história, após mais uma eliminação de Copa do Brasil, somada ao fracasso de Libertadores e Paulistão.

Vivemos 2016. Dizem que foi ano de reconstrução. Perdão, Gustavo. De obra nunca pronta. Diz a sua pequena minoria de apoiadores que o São Paulo foi semifinalista de Libertadores. Com 5 derrotas, nunca perdemos tanto numa edição. No momento crucial, a ausência de reforços. Antes disso, outra eliminação deplorável, diante do Audax (novamente, série D). O time fez greve de silêncio, segue perdendo clássicos, não tem mais chance no Brasileirão e corre riscos de rebaixamento. A Copa do Brasil, vista como tábua de salvação, já está na berlinda, após derrota para o Juventude (série C), em pleno Morumbi.

Não citarei seu rol de contratações, apenas ressalto que as ruins superaram as boas.

Três temporadas e meia, Gustavo, caminhando para a quarta. Sem um título, que justificasse seu excelente salário. Nenhuma final. Não acha que já foi o bastante?

Milhões de torcedores acham. Melhor, eles tem certeza.

Em tempo, profissional qualificado tem que ganhar bem mesmo, Gustavo, mas precisa mostrar resultados. No São Paulo, eles não vieram. Pelo contrário, o clube coleciona vexames que demorará pra esquecer. Você faz parte deles.

Por tudo isso, peça demissão do São Paulo, como são-paulino que é. Será ato de são-paulinidade.

Muitos afirmam que você torce para o Corinthians, por seu pai ser, talvez, o maior ídolo do clube. Eu não acredito. Creio na versão do encantamento que você teve com seu tio Raí, que conduzia como rei, aquele São Paulo extremamente vencedor.

Mas seu pai, Gustavo, era defensor nato da democracia. Até criou um movimento no rival da então marginal s/n, nos anos 80. Inclusive, nos venceu em finais, por dois anos consecutivos, naqueles tempos.

Só que na democracia tricolor, a grande maioria da torcida, quer você fora do São Paulo. Sendo justo, junto de outros tantos.

Não é pra menos. Com você, 14 campeonatos disputados e perdidos. Nenhuma final. 14 clássicos perdidos, tomando mais de 40 gols. Ao todo, 29, para apenas 8 vitórias com elencos que construiu.

Números de quem não merece estar no futebol de uma nação que tem mais de 18 milhões de torcedores, que se orgulham de 3 Mundiais, 3 Libertadores, 6 Brasileiros e de ser sempre, time de chegada. Tradição que seu trabalho vem jogando fora.

Assimile assim, os pilares democráticos que são seus ensinamentos de sangue. O são-paulino quer mudanças, dentre elas, a sua imediata saída.

Inclusive, em abaixo-assinado, que cresce a todo instante: https://secure.avaaz.org/po/petition/Presidencia_do_Sao_Paulo_Futebol_Clube_Demissao_imediata_de_Ataide_e_Gustavo_Viera_do_SPFC/?cOuuYkb~

A essa altura, não se trata nem mais de querer, é de precisar.

Pelo bem do Tricolor e de sua história.

Entregue seu cargo.

Será digno de sua parte.

Saudações Tricolores.

Carlos Port – Opinião Tricolor

O protesto: Constituição, excessos, cortina de fumaça

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Salve nação tricolor.

Diz a Constituição brasileira:

“Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente”. (artigo 5º, inciso 16).

Assisti sábado pela manhã, no CT da Barra Funda, local de treinamentos do São Paulo, o cumprimento de diversas premissas do direito ao protesto. Não existiam armas, não era necessária a autorização, pois nada estava marcado para o mesmo local (avenida Marquês de São Vicente), o SPFC tinha conhecimento prévio, pela divulgação das organizadas. Nada foi feito às escondidas, personalidades, jornalistas, blogueiros, comunicaram presença nas redes sociais. O próprio São Paulo FC solicitou reforço de segurança, que estava presente sim, ao ato.

Sobre o famoso ator Henri Castelli, que o SPFC diz pretender processar, pelo fato de ter conclamado a torcida para participar do protesto, vale citar um editorial de junho de 2013, do periódico Cruzeiro:

“Não está entre as prerrogativas das autoridades usar a Polícia Militar ou a Guarda Civil para tentar silenciar as vozes discordantes… é imprescindível que o poder político reveja a orientação dada às forças de segurança, para que só sejam coibidos, de maneira profissional e focada – com a devida identificação e prisão dos autores -, os atos de depredação e vandalismo, jamais o direito constitucional de se reunir e se manifestar”.

Um pouco mais da nossa Carta Magna, referente não somente à Castelli, mas a todo são-paulino que expressa sua indignação, seja onde for:

“Art.5º: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de nenhuma natureza, garantindo-se aos brasileiros e estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e a propriedade, nos termos seguintes: …

IX – É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.

Portanto, baseado na lei, amparado pela liberdade de expressão de um país que não é ditatorial (muito menos um clube de futebol), torcedores são-paulinos protestaram no Centro de Treinamento. De abastados a povão, de gente simples a letrados, diferentes entre si, mas com a mesma razão e sentimento: o São Paulo FC.

Segue o relato do que vi:
A ação ocorria na frente do CT são-paulino e somente do lado de fora, até que todas as torcidas organizadas e demais torcedores que lá estavam, se reuniram na frente do portão de acesso do clube.
Da avenida Marquês de São Vicente, na mesma faixa de via onde estava presente com centenas de torcedores, presenciei o portão do CT ser aberto.
Repito, de onde estavam centenas de torcedores, do lado de fora, não pareceu ser invasão forçada, com o portão tentando ser arrombado ou destruído (o clube relata que foi quebrado). Nenhum torcedor tentou pular muro ou o próprio portão. Atitudes como chutes, socos, pontapés, que seriam dignas de repressão policial, também não foram vistas da avenida.
De qualquer forma, é um relato de cerca de 20 metros do local, onde havia uma massa humana na frente. Por isso seria importante o São Paulo disponibilizar às autoridades, imagens filmadas da sua segurança, para comprovar tal impressão. Se, ao contrário do que pareceu, for mostrado que tentaram vandalizar o portão, que os responsáveis nas filmagens sejam identificados e punidos.
Importante ressaltar: após a abertura dos portões, existiam seguranças do clube e policiais militares no CT. Nenhuma retaliação ocorreu, ou tentativa de impedimento. Foi possível ver, da avenida, que torcedores entraram tranquilamente pela alameda que leva ao estacionamento do centro de treinamento, em bloco, poucos correndo, maioria caminhando, sem agressões ou confronto algum.
Então adentraram gramado, campo de treino. Esta situação, ao meu ver, não deveria ter ocorrido jamais. Ali o protesto perdeu limites, sim. Porém, algumas considerações merecem ser feitas, a partir deste instante:
1) foram relatadas e vistas (em vídeo de celular exposto nas redes sociais) algumas leves intimidações a alguns jogadores: o monitoramento existiu, portanto, a identificaçãoindividualização de cada um que praticou ato de violência, é fundamental e deve ser exigida em forma de sanção. Bem como, punição aos responsáveis pela subtração dos poucos objetos que o São Paulo FC afirma terem sido furtados.
2) policiais militares estavam presentes no gramado também, andando entre os manifestantes. Nenhum registro de confronto ocorreu.
3) a ação de saída do gramado parece ter sido claramente ordenada pelas lideranças das organizadas e transcorreu, novamente, pacificamente entre torcedores e policiais, que lá estavam com viaturas do Batalhão de Choque.
Qual o saldo disso tudo?
Primeiro, a consolidação do conceito de que o protesto era legítimo, conforme as leis brasileiras.
Segundo, atos que ultrapassaram a ação pacífica do ato, devem ser investigados e responsáveis processados, sem generalizar toda ação.
O torcedor são-paulino não suporta mais anos de humilhação, consequência de gestões desastrosas e incapacidade de quase todos, dirigentes, treinadores e atletas, de honrar a tradição do time mais vitorioso do Brasil. Sempre existirão, claro, as boas exceções que entendem a dimensão do que é o São Paulo FC.
Raí, ídolo eterno, afirmou neste ano de 2016 que “falta alma”.
Falta muito mais, Terror do Morumbi, falta capacidade! Profissionalização, respeito.
Vivemos uma era de anos de poder perpétuo, com apenas uma sórdida dança de cadeiras, daqueles que o detêm.
Conselheiro expulso pode ser diretor, executivo que nunca ganhou nada em 4 temporadas, pode continuar fracassando na montagem de elencos.
Querem que quase 20 milhões de torcedores, fiquem calados diante de tamanho ataque à honra são-paulina.
Esta sim, a maior atingida, ao longo dos últimos anos.
Por fim, o apelo:
Que a instituição São Paulo FC não transforme o protesto legítimo dos seus torcedores (onde excessos devem ser duramente punidos) em cortina de fumaça e transferência de responsabilidade. Ao mesmo tempo, que excessos sejam punidos na forma da lei.
Não foi e não será o desabafo de centenas, ecoado por milhares/milhões, o responsável pelo futebol deplorável do São Paulo.
O problema não é perder, isto é do futebol. É como se perde.
Eliminações vexatórias como nunca vistas na história do Tricolor, ano após ano, seguem ocorrendo. Sejam para times de divisões inferiores, sejam para rivais históricos. Ninguém mais respeita o São Paulo, nem em seus domínios, pela administração lastimável do futebol do clube.
Deploravelmente, do terceiro mandato de Juvenal Juvêncio adiante. Aidar também sucumbiu nos gramados e escândalos e com Leco, a vergonha continua quando o Tricolor entra em campo.
Detalhe: falamos de 3 presidentes, JJ, Aidar e Leco. Os cargos diretivos que contribuem para tal situação lastimável, são formados, em sua maioria, pelas mesmas pessoas. Sobretudo, pós 2013, no departamento de futebol. Ressalte-se um viva, às boas exceções que realizam um bom trabalho pelo clube. Nem todos tem se demonstrado incapazes.
O final de 2016 segue perigoso e tenebroso para o Tricolor que amamos, na questão do risco ao rebaixamento.
Por isso bradamos, por isso, seguiremos lutando pelo resgate do São Paulo aos seus verdadeiros donos, a torcida!
Saudações Tricolores.
Carlos Port – Opinião Tricolor

São Paulo FC: A perpetuação, disfarçada de reconstrução.

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Salve o Tricolor Paulista!

Depende muito de você, são-paulino!

O “amor que não admite traição”, reportagem da Revista Placar, em 1978, já relatava o comportamento complicado do torcedor do nosso SPFC, que se ausenta historicamente no momento mais difícil.

Não podemos ser assim, em momento crítico tão crucial ao clube e ao time!

A diretoria de Leco, Ataíde, Gustavo, Manssur, Natel e outros, é o quarto mandato de Juvenal Juvêncio. Salvo raras e boas exceções.

Existe um hiato neste caminho, que foi o tenebroso período de Aidar a partir de 2015, candidato que rompeu com JJ mas que foi apoiado, na eleição, por todos que seguem na diretoria. Sem essa de herança maldita, porque estavam na administração desde sempre.

Notadamente o executivo de futebol, que assumiu em julho de 2013 e já foi eliminado pra 4 times de divisões inferiores (Ponte que cairia em 2013 no Brasileirão, Penapolense série D em 2014 e Bragantino série B no mesmo ano, Audax série D 2016) e agora, o risco iminente de mais uma queda, pra divisão que falta, a C, com o Juventude.

O G4 já era, mas o Z4 está ali, apenas 4 pontos, faltando o segundo turno quase todo do Brasileirão.

Esse mesmo departamento de futebol tem as piores marcas na história dos clássicos, contra os rivais da capital e baixada. Tomaram mais de 40 gols, a partir da segunda metade de 2013, fizeram pouco mais de 20. Gustavo, descontados os poucos meses que ficou de fora entre Aidar e Leco, esteve como executivo em 29 clássicos. Apenas 8 vitórias, goleadas vexatórias.

A saber:

SEP: 4D 3V 1E

SFC: 5D 3V 3E

SCCP: 5D 2V 3E

13 é o número seguido de campeonatos perdidos (até aqui, sem contar a edição 2016 da Copa do Brasil, mas já considerando o Brasileirão sem chances) que o executivo Gustavo sequer disputou uma final ou lutou nos pontos corridos (4 Brasileiros, 3 Paulistas, 2 Copas do Brasil, 2 Libertadores, 2 Sul-americanas). Pra 120 mil/mês?! E os 3%, quando serão negados publicamente pelo presidente? Porque entrevista afirmando que sim, haveriam em negociações, foi dada ao jornal Lance em 29/12/2015.

O que dizer do conselheiro expulso que segue diretor, então? A torcida não suporta, mas Ataíde segue com poder. Enquanto VP de futebol, ao lado de Gustavo, após saída de Aidar, foi uma lástima. Até greve de silêncio o elenco fez. Foi remanejado pela força do torcedor, mas seu lugar é longe da diretoria. Ao menos, deveria ser. Como um conselheiro expulso pode representar a instituição?!

Luiz Cunha, que chegou assumir diretoria e viveu o único período de reação da equipe na temporada, foi engolido pelo sistema. Não resistiu, saiu.

Com o pretexto de reformularem o estatuto, varreram pra debaixo do tapete todos atos que a justiça vinha considerando ilegais, por mudanças sem crivo dos sócios. Uma votação casada e covarde.

Onde está você, Abílio Diniz, que contratou pesadas auditorias e consultorias do próprio bolso, mas os conselheiros do São Paulo não sabem dos resultados? Venha a público, convoque uma coletiva, demonstre sua indignação, lute pela profissionalização como talvez, o maior empresário deste país!

Já caíram com essa perpetuação de poder na diretoria, Muricy, Milton Cruz, Osorio, Bauza. Ricardo Gomes mal chegou e já está na berlinda, pois a diretoria não tem vestiário e parece que já engoliram o combalido treinador.

Está na cara que o problema é maior do que técnico!

Contratações-relâmpago que chegam e saem, sem meio ano de clube, se repetem a cada temporada, planejamento patético de vários jogadores medíocres contratados, nesta condição:

No ataque, Pabón, Jonathan Cafu, Wilder, Kieza! Este último, ainda teve comissão, segundo entrevista do presidente à Folha, em março desse ano. Agora chega um tal de Gilberto.

Na defesa, pior ainda. Anos sem algum planejamento de zaga. De Roger Carvalho (primeira contratação de GVO) vindo da Tombense a Luis Ricardo (ambos cobraram o SPFC na justiça), ao ágio pago por Maicon em 2016, por um empréstimo curto que valorizou o jogador. Pagar dezenas de milhões em zagueiro, mais a cessão de jovens da base, foi quase uma extorsão! Infelizmente, necessária, por um início mal conduzido. Zagueiros medíocres contratados e com extensão de contrato, que valeram processo também. Gols e gols tomados, desclassificações.

Jogadores hermanos como Clemente Rodriguez e Cañete ficaram anos no clube, inclusive com essa administração no depto. de futebol, sem soluções de negócios. O zagueiro “canhoto” sonho de Ataide (como se precisasse ser canhoto pra jogar do lado esquerdo da defesa) Luiz Eduardo, alguém sabe dele?

Para cada jogador considerado bom contratado, casos de Álvaro Pereira (que não ficou após chegada de Carlinhos), Michel Bastos, hoje muito mais problema do que solução, Thiago Mendes que esqueceu de jogar bola em 2016, Calleri que mal chegou e já saiu, Cueva, Chávez, tivemos vários jogadores ruins. Times desequilibrados. Isto é planejamento?

Má gestão na efetivação da base: lembro que Lucas, Casemiro, Boschilia, brilham nos campos europeus.

Ano de Eliminatórias, jogadores serão convocados, sem a menor reposição. Repito a pergunta, isto é planejamento?

Busca e apreensão dos balanços jurídicos, caso Jorginho Paulista, será mesmo o São Paulo da reconstrução? Claro que não!

Vivemos a perpetuação do poder no Morumbi!

Basta!

Todos os relatos acima, são de conhecimento público, através da imprensa esportiva. No Opinião Tricolor, toda vírgula do que é colocada, tem embasamento. Nunca criticamos ou acusamos sem ter o fato comprovado. Ofensas, jamais. O respeito prevalece.

Sobre as vergonhas citadas acima:

3%http://www.lance.com.br/sao-paulo/leco-confirma-que-executivo-ganhara-bonus-vendas-atletas.html

Caso Jorginho Paulista http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/2016/03/oposicao-do-spfc-pede-apuracao-sobre-prejuizo-de-r-46-mi-envolvendo-leco/

Cañete http://globoesporte.globo.com/futebol/times/sao-paulo/noticia/2015/04/apos-quatro-anos-e-23-jogos-canete-vai-rescindir-contrato-com-o-tricolor.html

Documentos do balanço jurídico http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2016/03/12/justica-autoriza-busca-da-policia-por-balanco-juridico-na-sede-do-sao-paulo.htm

Clemente http://espn.uol.com.br/noticia/483359_sem-jogar-atleta-levou-r-3-mi-do-sao-paulo-e-torrou-com-vinhos-caribe-e-jantares-gourmet

Roger Carvalho http://espn.uol.com.br/noticia/514944_sao-paulo-e-condenado-a-pagar-r-300-mil-a-zagueiro-que-atuou-em-apenas-dois-jogos

Luis Ricardo http://globoesporte.globo.com/futebol/noticia/2015/12/luis-ricardo-e-sao-paulo-nao-chegam-acordo-por-divida-e-atleta-deixa-bota.html

Paulo Miranda http://terceirotempo.bol.uol.com.br/noticias/justia-a-manda-sp-pagar-r-1-8-milha-o-por-zagueiro-que-deixou-clube-em-2015

Ataide/manuscrito http://espn.uol.com.br/noticia/596629_em-expulsao-conselho-diz-que-ataide-combinou-comissao-com-cinira?utm_content=buffer43c63&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_c

Kieza http://www1.folha.uol.com.br/esporte/2016/03/1750187-sao-paulo-quer-valor-total-gasto-com-kieza-e-mais-dois-jogadores-do-vitoria.shtml

Até quando, nação tricolor?

Carlos Port – Opinião Tricolor

Festa Independente 44 anos: reflexão para a sociedade

Salve nação tricolor!

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Gostaria de deixar público o meu agradecimento à diretoria da Torcida Independente, pelo convite de honra oferecido, em sua festa de 44 anos.

44 anos dos quais participei 7, na chamada velha guarda dos anos 80 e início dos 90.

Falando justamente dos mais antigos, até os mais jovens, faço aqui um resgate histórico.

1970c

A Independente foi fundada em 1972, período da ditadura militar. Época de disciplina na ordem pública. A coisa funcionava assim: bandido tinha medo de polícia, aluno tinha temor de professor, filho tinha respeito por pai e mãe. Hoje em dia…

Porém, o país clamava por democracia e, graças a Deus, alcançou com o povo nas ruas, pedindo Diretas Já e conquistando sua liberdade de escolha cidadã, na segunda metade dos anos 80.

Qual o sentido deste resgate?

1981

Na época em que o Brasil mais enfrentava rigidez nas instituições de segurança, a festa era permitida totalmente na arquibancada. Bandeiras, fumaça, fogos de artifício, bateria, chuva de papel. O futebol era maravilhoso.

Porém, com a democracia conquistada, tudo que o povo teve de vitória na liberdade de expressão, perdeu inexplicavelmente nos estádios, a partir de 1995. Uma contramão histórica.

Óbvio que a violência nos estádios, presente no mundo todo e em escalada histórica no país do futebol ao longo das décadas, precisava e ainda necessita, ser combatida implacavelmente.

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Mas não pela generalização e rótulos de entidades civilmente legais, taxadas como criminosas em sua totalidade.

O governo, seus entes públicos, como Secretaria de Segurança e Ministério Público, os congressistas brasileiros (muitos deles envolvidos em crimes também), precisam agir como representantes do povo, em todos os seus segmentos. Como fariam isso com as torcidas organizadas e seus milhões de adeptos (considerando todos os times)?

Através da criminalização devida do agente, individualizada, contundente, eficaz. Torcedor foi flagrado praticando qualquer tipo de conduta ilícita, é pra responder processo, pagar fiança. Se a ação for hedionda, é pra ser preso, cumprir pena em integralidade.

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Mas aqui é o Brasil da progressão de pena, do indulto pra quem mata pai e mãe. A inversão de valores impera.

Assim, querem punir as organizadas como um todo, sendo que a maioria de bem, paga pela minoria de maus elementos que existem.

Ocorre que maus elementos existem em todos segmentos sociais. Vamos fechar todas escolas de samba do Brasil porque ocorrem alguns bandidos dentro delas? Vamos fechar o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto, Assembleias Legislativas, Câmaras de Vereadores, Prefeituras, porque escândalos de corrupção assolam o país? O certo não seria punir individualmente cada criminoso e preservar as instituições e coletividades que estão inseridos?

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A má vontade impera, o desleixo, a arbitrariedade. Ações ditatoriais de autoridades, como se vivêssemos há 30 anos atrás. Ocorre que, como já lembrado no início desta coluna, até naquela época, a livre manifestação popular da festa das arquibancadas ocorria, sem repressão.

Não é fechando uma torcida organizada que o problema de violência estará resolvido. Muito pelo contrário, a clandestinidade fará perder todo instrumento de controle. Se existe monitoramento, cadastro, é só aplicar para identificar autores e o mais importante, a lei funcionar (e não ser de mentira, como quase tudo no Brasil) para manter afastado dos estádios, o mau torcedor.

Finalizo esta reflexão para a sociedade, parabenizando as pessoas que fazem a Independente seguir forte nos seus ideais de representar o São Paulo FC, onde ele estiver.

Pra você, sinceramente, o pedido: não julgue os homens, as mulheres, as crianças, pertencentes a uma organizada, como um todo. Na festa de 44 anos, estiveram ídolos tricolores, personalidades da música, cartolas são-paulinos, de situação e oposição. Sim, existem problemas, como qualquer outra coletividade. Mas jamais uma torcida tem que ser tratada, na sua integralidade, como fora da lei. Se for, podem vir me prender, pois fui e voltei a ser, associado com orgulho.

Apoiarei, como sempre fiz, a volta da festa nas arquibancadas e condenarei, com a mesma contundência, todo ato de violência, punido de forma errada pelo poder. Chega de impunidade!

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Violência é proibir!

Saudações Tricolores!

Fotos: Maguila Santos

Paulinho Heavy, novo integrante do Opinião Tricolor!

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Salve nação do Mais Querido!

O Opinião Tricolor completa 1 ano e meio de estrada e está reestruturando o programa para o seu retorno.

Desde abril de 2015, um compromisso com a independência com você, são-paulino, razão maior do Opinião existir!

Tivemos várias fases, grandes entrevistados, apresentadores que agregaram conceitos diferentes e importantes ao longo do tempo, consolidação de audiência junto a um torcedor exigente, isento e de alto nível de sentimento tricolor.

Em mais uma etapa, nossa bancada voltará fortalecida com veia metal. Um amigo, um irmão, exemplar em valores de são-paulinidade e, justamente por isso, exemplo.

O desbravador do heavy metal na arquibancada do Morumbi com a Metal Tricolor, o Chicão da Matrix, o são-paulino que tem história nos palcos, no cenário Rock’n Roll, na noite paulistana com o Black Jack, nos comentários já conhecidos em web rádio e web tv.

Paulinho Heavy, bem-vindo ao Opinião Tricolor!

Uma trajetória parceira de batalhas pelo São Paulo, desde o Orkut na década passada, será retomada. Com mais força do que nunca.

Tamo junto, guerreiro!

Saudações Tricolores!

 

Carlos Port – Opinião Tricolor

 

Sigam a equipe Opinião Tricolor, no Twitter:

@aninhasauma

@CarlosPort

@PaulinhoHeavy

Favorite alltv.com.br, a TV da Internet.

Ricardo Gomes: o retorno do gentleman “francês”

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2009.

O São Paulo, mesmo sendo tri-hexa nacional, apresentava sinais de saturação, na relação Muricy e diretoria. Notadamente, Leco, o atual presidente tricolor. Bastidores da época evidenciavam esse desgaste, algumas notas na imprensa também.

Em abril daquele ano, o Tricolor caía no Campeonato Paulista, em mais um mata-mata diante de rival da capital, com seu capitão Ceni, contundido.

Dois meses depois, junho, mais uma eliminação nas oitavas da Libertadores, para outro time brasileiro (o Cruzeiro), de forma melancólica e apática.

Foi a gota d’água. Muricy demitido.

3 dias depois, outra derrota em clássico estadual.

O São Paulo havia começado o Brasileirão 2009 com 7 jogos e apenas 1 vitória. Chegou a estar na 16ª colocação.

Era o fim da segunda passagem de Muricy, após ter conquistado o inédito tri-campeonato consecutivo nacional. Marca até hoje inatingível.

Mas como o Tricolor superaria um técnico tão marcante e como a diretoria, muito criticada pela torcida na oportunidade (sobretudo, finado JJ e Leco), teriam uma saída?

A solução inesperada foi a contratação de Ricardo Gomes. Ex-jogador, campeão brasileiro, português e francês, depois técnico de carreira respeitada na França (campeão no PSG nos anos 90 e no Bordeaux em 2007), mas que estava totalmente fora do contexto dos favoritos ao cargo.

A chegada foi surpreendentemente positiva. A partir do quinto jogo comandando o Tricolor, iniciou uma reação arrebatadora no Brasileirão. 7 vitórias consecutivas, 8 jogos invicto.

Em 2008, o SPFC tirou 11 pontos do Grêmio para se tornar tricampeão. O ano do hexa. Milton Neves, mestre do rádio, começava a aludir a figura do Jason, o assassino que nunca morre, da série Sexta-Feira 13, ao Tricolor.

Em 2009, ocorreria novamente. Só que o Jason, dessa vez, viraria febre. Nascia um folclore. Foi quase oficialmente assumido pelo clube (não poderia por questões de direitos), a torcida ia com a máscara do vilão nos jogos, a fornecedora de material esportivo fez a camisa 13, com o nome Jason nas costas.

Porém, seria demais para os poderes instituídos do futebol, o São Paulo ser tetra consecutivo. Suspensões estranhas ocorreram, um dos rivais da capital entregou covardemente um jogo para o Flamengo, que disputava o título com a arrancada são-paulina, o Internacional e o declínio verde.

Aquele time, desacreditado, que tinha 11 pontos do líder, terminou apenas 2 atrás, na terceira colocação (empatado com o segundo no número de pontos).

Rogério Ceni, o capitão, em pelo menos duas oportunidades, credenciou a Ricardo Gomes a recuperação na temporada tricolor. Quando ainda estava machucado e queria ajudar e quando se recuperou.

A campanha de 2009 propiciou mais uma Libertadores. Só que o São Paulo, já “contaminado” com os conceitos arrogantes de “soberano”, ano a ano, não contratava à altura, após o hexa. Por exemplo, foram 4 Libertadores na sequência, sem o time ter um grande meia, ou aquele jogador de meio-ataque de impacto, que chamava a responsabilidade. Os rivais que eliminaram o São Paulo, sempre buscavam esse perfil de jogador. A arrogância trazia a conta. O Tricolor sempre ficava pelo caminho.

Em 2010, Ricardo Gomes ainda conseguiu ir longe demais. Semifinalista, caiu com vitória no último jogo. Eliminado pela questão do gol tomado fora. O pacote da diretoria para aquela temporada, apresentava nomes medíocres para o elenco tricolor. A política do bom e barato do tempo de Jesus Lopes e Leco. Exemplos: Leo Lima, Marcelinho Paraíba, Xandão, André Luís, Carlinhos Paraíba e Fernandinho. Como ser campeão da América assim?

Claro que nem tudo foram virtudes. Gomes tinha um perfil distante daquele que o são-paulino se acostumara com Muricy, usava pouco de variações táticas (ia no clássico 4-4-2 quase sempre), não oferecia poder de reação tática nas horas difíceis.

Ainda assim, a final quase veio. Mas o torcedor são-paulino estava impaciente demais, com a quinta eliminação consecutiva diante de rivais nacionais, na obsessão da Libertadores.

Foi demais para Ricardo Gomes, técnico que nunca teve um perfil muito vibrante ou carismático para a torcida. Mas era querido internamente, sabia trabalhar o psicológico, pela experiência vivida na Europa.

Nem Jason o salvou.

2016.

Novamente, de forma surpreendente, Ricardo Gomes volta, 6 anos após, ao São Paulo.

Podemos dizer que venceu muito mais que a Copa do Brasil, em 2011.

Venceu um AVC hemorrágico para voltar a profissão, feito notório e digno de aplauso. O amor ao futebol não o fez desistir. A maioria esmagadora, desistiria.

Ocorre que o futebol brasileira vive crise tática, técnica e de defasagem em seus treinadores. A pressão no Morumbi é imensa, Ricardo Gomes já teve um episódio grave.

Sinceramente, desejo boas-vindas, mas espero que a diretoria ofereça uma comissão técnica mista a ele. Não descarte Jardine, tão fundamental na transição base-profissional, pedido desde Luiz Cunha, diretor que não resistiu ao status quo da perpetuação do poder e da falta de hierarquia.

Ofereça também, acima de tudo, condições de trabalho que não mesclem tanto alguns bons jogadores, com medíocres de série B e divisões ainda menores, característica marcante dos anos de Gustavo Vieira de Oliveira, como executivo de futebol. Nem contratos relâmpago de curta duração, que não permitam planejamento.

Ofereça, acima de tudo, uma diretoria sem cargo que não deveria estar preenchido, com conselheiro expulso.

Ofereça, por fim, o caminho para a profissionalização.

No mais, boa sorte “francês”!

Vai precisar!

Saudações Tricolores!

 

Carlos Port

Opinião Tricolor

Aurélio Mendes, o Panzer Tricolor

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Olá amigos do Opinião!

Nos últimos meses, vocês que seguem nossos programas, tiveram a oportunidade de conhecer e/ou rever/conviver em nossas edições, com o Aurélio Mendes.

Batizado pelo Port, como o Panzer Tricolor, dada a sua abnegação nas causas do São Paulo FC.

Torcedor visceral, formador de conceitos, empreendedor que sempre visou integrar forças para o bem do nosso Tricolor paulista.

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Assim foi com o MUSP, movimento que pretendia aliar correntes são-paulinas para o bem comum da nossa torcida.

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Assim é com o Isto É SPFC, blog que conta com colunistas que são brilhantes e como nós, torcedores, acima de tudo.

Personalidade forte, líder que coleciona admiradores e seguidores dos seus ideais. Guerreiro, leal.

Foi um imenso prazer e uma idealização antiga atuar com o Amon, em um projeto de gana e dedicação como o Opinião.

Agradecemos, sobremaneira, Port e Ana, o quanto Aurélio nos enriqueceu com seus conhecimentos, em nossa bancada de vidas de amor ao SPFC.

Seguimos parceiros em nossas causas tricolores, hoje e sempre!

Valeu Panzer, sucesso!

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Equipe Opinião Tricolor

Opinião Tricolor: debate da Reforma do Estatuto

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O Opinião Tricolor recebeu o vice-presidente de comunicações e Marketing. José Francisco Manssur e Newton Luiz Ferreira, último candidato da oposição à presidência do clube.

Em debate, a convocação da Assembléia Geral Extraordinária, que decidirá sobre Reforma do Estatuto Social e ratificação ou não, de atos estatutários sub-judice.

Uma grande noite de esclarecimentos, para o futuro do São Paulo FC.

Confira!

Saudações Tricolores!

Libertadores 2016 em 10 pontos: acertos e erros

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Salve nação tricolor.

O São Paulo não resistiu à arbitragem catastrófica e lastimável na Colômbia e foi eliminado da competição, que mais tem obsessão.

Porém, sabemos que o princípio de eliminação havia começado antes, na derrota do Morumbi, diante do melhor time desta edição da Libertadores (mas que vem sido favorecido pela arbitragem, sempre).

Chegar numa semifinal foi um bônus para o nosso Tricolor.

Camisa pesada, El Morumbi Te Mata, torcida, grupo, tudo isso ajudou muito. Mas a realidade era bem distinta, quanto ao planejamento traçado para tanto.

Diretoria, mais uma vez, errou. Levou o elenco aos trancos e barrancos, até onde foi possível.

Não é crítica política, alguns poderiam pensar com inocência. Outros, com maldade.

Estamos falando de fatos e vamos a eles, em 10 pontos:

1) São Paulo começou Libertadores com elenco disperso, rachado e com problemas graves com a gestão de Ataíde Gil Guerreiro e Gustavo Vieira de Oliveira. Evidenciados, melhor dizendo, escancarados, na greve de silêncio da estreia, na patética derrota para o The Strongest, em pleno Pacaembu.

2) Mudanças ocorreram, Ataíde “saiu” da Vice Presidência de futebol (cargo que já passou da hora de ser extinto), Gustavo “voltou” para a função apenas de contratações, vieram Luiz Cunha e Pintado. Um novo São Paulo se constituiu.

3) O crescimento de produção foi evidente com Cunha e Pintado, o ambiente se transformou. O último resultado da dupla Ataíde/Gustavo havia sido um empate com o medíocre Trujillanos, fora. O primeiro resultado da dupla Cunha/Pintado foi a vitória por 6 a 0, no Morumbi.

4) O time ganhou confiança e a classificação na fase de grupos ocorreu. Entre o final de abril e começo de maio, o Tricolor avançava também nas oitavas, goleada no Morumbi e derrota administrada no México, diante do Toluca (que mostraria Cueva ao SPFC).

5) Nas quartas de final, outro triunfo, diante do “favorito” rival nacional, Atlético Mineiro. O Horto não tinha mais lenda alguma.

6) Eis que as coisas começaram a mudar. Paralisação pela Copa América e mudança diretiva. Ao início de junho, Luiz Cunha deixava a diretoria de futebol. Suas idéias de otimização do São Paulo no campo gerencial bateram de frente com uma estrutura há muito instituída. Sem a devida hierarquia que deveriam ter com ele, com ingerência em sua filosofia de trabalho, pediu demissão.

7) O São Paulo voltou a oscilar nos gramados. No tempo de pausa da Libertadores, o Brasileiro seguia. O aproveitamento caiu de 55% com Cunha, para cerca de 33% sem ele. Cerca de uma semana após perder o diretor, o Tricolor reconstituiu o departamento de futebol com José Alexandre Medicis na vice-presidência e José Jacobson Neto para a vaga de Luiz Cunha. Ao que parece, ainda não tiveram tempo de mostrar resultados relâmpagos como Cunha conseguiu. Mas são bem referendados no clube, que tenham êxito no Brasileirão e Copa do Brasil.

8) Leco e Gustavo acertaram com contratações para a Libertadores (e temporada) também, é sempre digno e justo ressaltar tal fato. Lugano enfim retornou e provou mais uma vez sua liderança, Calleri com tempo certo de contrato, Mena com selo de seleção chilena, Kelvin que de última opção, se tornou importante. Principalmente, tiro certeiro com o copeiro Bauza. Mas falharam fatalmente na questão dos reforços, ainda mais, porque foram prometidos. O presidente afirmou que traria 3 nomes de peso no meio do ano. Ficou na promessa.

9) Maicon talvez seja o símbolo de uma diretoria que não acreditava em título continental e teve que correr atrás, conforme o SPFC avançou pela sua tradição. Veio com contrato anterior ao término da competição. Não aprenderam nada com o caso Ricardo Oliveira, em 2006. O zagueiro se valorizou muito e custou muito caro, para a posição que ocupa. De contrato renovado, errou na semi por descontrole emocional e acabou expulso. Reconheceu e não podemos condenar veementemente afinal, sem ele, talvez a semifinal nem ocorresse para o Tricolor.

10) Por fim, SPFC só focou em Maicon para a Libertadores e Gustavo cometeu um patético equívoco com Getterson, mais um atleta de série D. Enquanto isso, o rival Atlético Nacional se reforçava com a devida competência. Trouxe, por exemplo, o artilheiro do Clausura colombiano que, simplesmente, fez os 4 gols que eliminaram o São Paulo. Libertadores não se ganha somente com time, é preciso elenco. O Tricolor ficou refém de suas carências não supridas e de contusões de última hora (que não justificam). Time pra ser campeão tem que ter peça de reposição. Não tivemos.

Assim, a Libertadores foi embora. Ficou sim um sentimento de honra, pela luta e orgulho resgatado diante dos bastidores do apito. Mas o rival era melhor.

Enquanto o modelo de gestão não mudar e a perpetuação seguir, outros rivais melhores cruzarão nosso caminho.

PS: É a oitava eliminação de Gustavo no cargo que ocupa, quatro delas, contra times de divisões inferiores.

Parabéns por não fugir da briga, mas acorda São Paulo!

 

Carlos Port

Opinião Tricolor

Opinião Tricolor: Libertadores e diretoria

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No programa mais independente da nação tricolor, debatemos o SPFC na Libertadores.

Com foco na gestão, planejamento, histórico e ações da diretoria.

Também recebemos Sharlene Leite, musa plus size tricolor. Bela história de vida e atitude.

Abordamos também as questões de uniformes Under Armour, tratamento dos proprietários de cativas e violência no estádio.

Obrigado pela audiência!

Saudações Tricolores!

O fico de Maicon

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Salve nação tricolor!

A grandeza do São Paulo, tão suntuosa e ao mesmo tempo, tão vulnerável nos últimos anos, por fogo rival e amigo, teve um resgate pela permanência do ídolo-relâmpago de 2016, Maicon.

Uma negociação resolvida, duas vezes, nos minutos finais, por mais que ocorressem dias de conversações.

Primeiro, em fevereiro, em uma situação emergencial, após início equivocado e infeliz, de planejamento defensivo do então VP de futebol, Ataíde Gil Guerreiro (até quando no SPFC?) e Gustavo (que deu a volta por cima).

A defesa “pensada” do Tricolor contaria com Breno (sempre refém de lesão), Lugano (ainda uma incógnita técnica e física, na oportunidade), Rodrigo Caio (que se firma mais na volância da seleção de base do que na zaga do SPFC) e o jovem Lucão (fatalista em muitos momentos, mesmo com inexperiência ao lado). Outro garoto, Lyanco, completaria o rol de zagueiros.

A temporada começou com os erros de 2015 acontecendo, novamente, por má gestão de futebol. Até que nova trombada em Itaquera, levaram ao fechamento de um novo zagueiro, não falado por aqui, mas de nome em Portugal.

Por lá, Maicon vivera ápice e declínio, relação de amor e ódio com a torcida. Foi capitão, fez gol em Champions League, mas teve conflitos com os portistas. O estádio do Dragão perdera ambiente pro zagueiro.

O São Paulo, por sua vez, vivia o início de mais uma Libertadores, sua obsessão predileta. Sentimento que misturava a já famosa força da nação tricolor com o El Morumbi Te Mata, com a apreensão de um time até então, tido como azarão da competição. Mais do que isso, havia o temor de vexame.

São Paulo e Maicon, então, cruzaram destinos.

A primeira negociação foi feita de forma equivocada. Não há como negar. Casos Vagner 2000, Ricardo Oliveira 2006, próprio Doria 2015 (em menor escala), eram referência de como não fazer uma contratação, sem planejar calendário de competição. Dizem que o Porto baixou o tempo do empréstimo, no transcorrer do negócio. A cúpula são-paulina se submeteu. Certamente, naquele instante, nem a diretoria acreditava numa semifinal de Libertadores da América. Mas precisava acalmar a torcida.

Assim Maicon veio. Chegou, dominou, impressionou. Virou dono da zaga, foi o Lugano da vez em 2016, mesmo com o uruguaio ao seu lado.

Rodrigo Caio, tido por muitos como fraco para ser último homem de zaga, ganhou mais confiança.

Toda defesa ficou mais robusta e confiante. O Horto virou folclore.

Mas o tempo passou a urgir. Não era possível contar com o atleta até quartas-de-final da Libertadores e aí, deixar que a sorte ou o acaso, levasse o SPFC adiante.

Esta necessidade vital fez o Porto ter a faca e o queijo na mão. Colocaram o valor do atleta em nível estratosférico, rifaram o São Paulo, quase uma chantagem. Mas estavam na deles, quem aceitou a regra do jogo, lá atrás, foi o Tricolor.

Porém, a negociação que começou de forma amadora, terminou profissional. O site da Globo afirma que Maicon ficou por 6 milhões de euro, mais 50% de Lucão e a jovem promessa da ala esquerda, Inácio. Parabéns Gustavo Vieira de Oliveira, criticado quando merece, aplaudido idem.

Sempre o apoio e a crítica tem uma razão e fundamento, o bem do SPFC!

Considerando o potencial de uma torcida maior que população de Portugal, é um investimento que se bem tratado com marketing, até aqui, também amador e ausente para ídolos, pode gerar muita receita e retorno.

O São Paulo está de parabéns, a nação tricolor também.

Todos tem zagueiros, só nós temos Dios Celeste e God of Zaga.

Saudações Tricolores!

 

Carlos Port

Opinião Tricolor

Siga-me no Twitter: @carlosport

 

A mentira chamada “viúvas do Aidar”

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Salve nação tricolor.

Não sou conselheiro do São Paulo FC, nem tão pouco, sócio.

Muito menos esta coluna está representando qualquer corrente de situação ou oposição, dos corredores e alamedas do Morumbi.

Ocorre que conheço bastidores (às vezes, alguns, nem gostaria).

Mas o que é certo, é certo. Então, alguém tem que falar.

O São Paulo vive uma temporada 2016 de dicotomia.

Oscilante, mas vibrante nos gramados (sobretudo, na Libertadores); pacificado, mas nem tanto, na política.

A torcida é absolutamente de todos, pelo tetra da América. Sejam fechados com Leco ou contra a continuidade da era JJ, que representa o seu mandato. São todos são-paulinos!

Mas as diferenças internas existem, são fortes e necessárias. Oposição é salutar à saúde de todo time que se diz grande.

O São Paulo o é de fato e, portanto, precisa de oposição.

Para questionar o prosseguimento de Ataide Gil Guerreiro no cargo, por exemplo, expulso dos quadros do deliberativo, mas que segue representando a instituição SPFC. Uma verdadeira afronta ao bom senso e a ética. Detalhe, expulso por 120 conselheiros. Ou seja, situacionistas e oposicionistas removeram AGG da sua condição de conselheiro.

Para fiscalizar as finanças do Tricolor, os balancetes jurídicos, os contratos de compra e venda de jogadores dos últimos anos.

Para acompanhar situações complexas que saíram da esfera interna do clube e estão nas mãos do Ministério Público.

Acima de tudo, para zelar o amor pelo São Paulo.

O Tricolor não tem proprietários, por mais poder que possam parecer possuir. O São Paulo é da sua torcida, acima de qualquer um! Do mais humilde são-paulino, ao mais poderoso. Todos são os verdadeiros donos do clube.

Pois bem, vamos ao ponto:

Nos embates políticos atuais, infelizmente, existe uma parcela da imprensa escrita, blogueiros, colunistas, jornalistas que não estão somente nas mídias são-paulinas, usando o expediente da desconstrução, sobre todos aqueles que, por direito, fazem frente à administração atual.

Tem de gente grande de portais consagrados a formigas de Twitter, anônimos que se julgam famosos.

Uma tática lamentável e que remete ao Brasil do PT, quando petistas rotulam de todas as formas, quem quer um país passado a limpo.

Detalhe: quem quer uma nação realmente limpa, quer também que todo tucano, peemedebista ou qualquer outro partido, envolvido com roubalheira, sejam igualmente punidos.

Mas aqui o assunto é São Paulo Futebol Clube, foi apenas um espelho.

O termo da vez, criado pela brigada de apoio à diretoria, chama-se “viúvas do Aidar”.

Carlos Miguel Aidar foi presidente campeão brasileiro, contratou Raí, teve Cilinho e os Menudos do Morumbi, times que marcaram época eterna, entre 1984 a 1988. Em seu regresso no ano de 2014, logo no primeiro ano, repatriou Kaka, trouxe bons jogadores e o SPFC, que havia lutado no ano anterior para não cair, foi vice-campeão nacional.

Infelizmente, após isso, foi lastimável em uma ciranda de escândalos que culminaram na sua renúncia e posterior expulsão do Conselho Deliberativo.

Um livramento (que ainda tem ramificações deploráveis sim, que precisam ser igualmente julgadas pelo clube).

Assumiu Leco, então presidente do Conselho Deliberativo. Com ele, os retornos de Ataíde, Manssur, Gustavo, entre outros.

Qual o ponto dessa breve retrospectiva?

Todos os citados acima, além de tantos mais que estão na política tricolor, apoiaram Aidar presidente. Eram situação de Juvenal e remaram junto com Carlos Miguel. Foram eles também que elegeram Aidar. Alguns fizeram parte atuante e de espinha dorsal da administração CMA, durante bom período de tempo.

Portanto, o termo “viúvas de Aidar”, espalhado em redes sociais por oficiais e soldadinhos, não condiz com a verdade, quando o debate se torna político.

Se fosse assim, todos seriam viúvas do Aidar, do presidente atual ao VP e diretor de marketing, mesma coisa na área de comunicação e outras vitais ao clube.

No episódio mais recente, Luiz Cunha, que vem da base desde a era Juvenal Juvêncio, saiu do clube sob uma série de acusações e inverdades. Porém, quando foi colocado no posto e ajudou o SPFC a sair da imensa crise que a dupla Ataide/Gustavo enfrentava com o time, foi elogiado.

Discordou, não presta mais?

Não é criando rótulos baixos e mentirosos, que o SPFC será pacificado.

Nem tão poucos, factóides que blindam.

Precisamos de honestidade de princípios.

Muita coisa já melhorou, mas existe ainda muito a se fazer, para uma casa realmente limpa.

Sem hipocrisia, como se o SPFC tivesse começado ontem e personagens da atual administração, não tivessem feito parte da era mais tenebrosa do clube, que vem desde o terceiro mandato de JJ, até os dias atuais.

Só pelo construir, ao invés de desconstruir imagens e pessoas boas, chegaremos lá.

Saudações Tricolores!

 

Carlos Port

Opinião Tricolor

Siga-me no Twitter: @carlosport

 

Opinião Tricolor: especial Roberto Rojas

54 Rojas

Rojas.

Descobri que o futebol que corre na minha veia, ainda tem razão de ser.

Muitos dizem, “futebol moderno é um lixo, hoje é só dinheiro, competição de tatuagens, brincos de joias, chuteira colorida, cabelos estilosos, fortunas, violência de torcida mesmo com festa proibida” e outras coisas pejorativas a mais.

Mas não, senhores e senhoras, futebol ainda é sangue que bombeia o coração, jamais será só um esporte. É luta, devoção, causa, daqueles que jogam a pelada na rua que virou society, na quadra, no campinho que ainda resta. É torcer pro time que se ama. É explicar o inexplicável.

Cobro os mais novos no Opinião Tricolor. Graças a Deus, somos honrados com audiência de milhares todas as semanas, mas muitos dos mais jovens se afastam do interesse, quando é um jogador antigo. Quando é um programa de história, de homenagem.

A estes, revejam atitudes: “As tuas glórias, vem do passado”.

Passado de herois como Rojas, alma Colo Colo e coração também tricolor, “a segunda casa”, por ele mesmo.

Venceu no esporte, superou o erro, voltou no extra-campo, ajudou sobremaneira um gigante adormecido, acordar para a Libertadores novamente.

Roberto Rojas veio ao Opinião Tricolor e falou de ídolos consagrados ao roupeiro, com a mesma gratidão.

O respeito demonstrado pelo futebol e pelo São Paulo, denotam conhecimento de uma vida.

Fica a minha gratidão e o convite, assistam, quando o programa for ao Youtube.

Aos que já viram ao vivo, o meu muito obrigado e parabéns, por terem vivenciado o que Rojas nos proporcionou.

Obs: começo animal do programa, vida longa ao Rock’n'Roll, viva Paulinho Heavy!

Saudações Tricolores!

Carta Aberta ao Conselho do SPFC, a hora da virada!

escudo

São Paulo, maio de 2016.

Com sentimento retomado de respeito e orgulho ao manto sagrado tricolor, direciono esta Carta Aberta, aos nobres conselheiros do São Paulo FC.

Respeito perante a família tricolor que me ensinou e ensino a ser SPFC.

Orgulho pelo vermelho, branco e preto, voltar ao protagonismo de vitórias e esperança.

A nação tricolor, em seu universo gigantesco e sem fronteiras, de cerca de 20 milhões de torcedores espalhados pelo mundo, precisava voltar a vibrar. Assim tem feito, em apoio ao Clube da Fé.

Mas não foi fácil essa transformação que ocorreu, principalmente, pelo bradar de vozes das arquibancadas, redes sociais, torcedores organizados, sócios torcedores, torcedores comuns, todos com o mesmo valor, que não suportavam mais o estado de coisas que pairavam no Morumbi.

Círculo vicioso de poder, em detrimento da profissionalização, tão mister ao futuro do clube!

Profissionalização jamais será infantilidade por quem a defenda, isso precisa ficar muito claro ao presidente Leco e sua diretoria.

Brincamos de profissionalizar, perdemos dinheiro e podemos perder ainda mais, em esfera judicial, por desmandos diretivos.

Se os avanços dentro do campo ocorreram, não foi por uma limpeza total de condutas, pois elas ainda persistem, em algumas situações, fora do gramado.

Em primeiro lugar, os protestos surtiram efeito! Por eles, o time mudou.

A vice-presidência de futebol ficou vaga por força da torcida que exigia a saída de Ataíde Gil Guerreiro, dois dirigentes, um oriundo de base, Luiz Cunha outro símbolo boleiro, Pintado, chegaram e fizeram a diferença.

Vitórias começaram a ocorrer, confiança, efeito El Morumbi Te Mata na Libertadores, clássico vencido no Brasileiro.

Identidade.

Ocorre que para que esta evolução seja plenamente verdadeira, arestas precisam ser ainda aparadas, por parte do Conselho tricolor.

Pois este Conselho votou pela expulsão de Carlos Miguel Aidar e Ataíde Gil Guerreiro dos seus quadros. O que a diretoria fez? Reconduziu Ataíde ao cargo de diretor de relações institucionais, ironicamente, criado por Aidar. Como dirigente boleiro, fracassou no vestiário, ao lado de Gustavo, até a sua tardia destituição.

Como, em sã consciência, um conselheiro expulso pode representar uma instituição? Uma vergonha.

Doravante, temos um marketing que conseguiu avanços, como o tão pretendido patrocínio master. Ocorre que a diretoria de marketing segue longe de um modelo profissional, tão necessário ao clube. Não podemos ter um executivo recebendo apenas, abaixo de uma linha hierárquica de vice-presidente e diretor da pasta. Não é assim que se cria plano de ação eficiente, eficaz e do tamanho do São Paulo FC que não consegue, sequer, explorar seus ídolos economicamente, gerando receitas. Com todo respeito ao Manssur, Vinicius Pinotti e o remunerado Alan Cimerman, não é este o caminho. Profissionalização ou é integral, ou é remendo.

Por fim, o trabalho de Gustavo Vieira de Oliveira, que tem “seus” reforços de 2016 mostrando bons resultados. Mas a sua forma de remuneração segue não condizente com um clube que diz priorizar a recuperação econômica e recontrata um executivo ganhando muito mais do que quando foi demitido, sem nenhum plus na carreira no período que esteve fora para justificar tal incremento de salário e o pior, complementado com bônus em venda de atletas, segundo palavras do próprio presidente.

Não seria o tempo de virar a página nessas práticas no São Paulo?!

Justamente agora que o time reagiu, a camisa envergou o varal, a América teme novamente o Tricolor?!

Vamos dar realmente o exemplo completo?!

Em tempo, quando vamos blindar nosso SPFC da ação vil e torpe da mídia anti? Que segue sistematicamente atacando o clube, querendo colocar estigmas preconceituosos na torcida e ainda são recebidos de braços abertos, ou tem seus convites aceitos nos circos que promovem em seus programas de rádio e TV? Chegamos ao cúmulo de um rival assumido em nossa casa, toda segunda-feira, tripudiando o nosso amado estádio do Morumbi. Assessoria e comunicação, preservem o São Paulo!

Ou seguiremos contando com superações no campo, luta dos jogadores e devoção do torcedor, enquanto se perpetua a dança das cadeiras, na área diretiva?!

Com a palavra, os senhores conselheiros que realmente amam o São Paulo FC!

Cobrem a profissionalização! A entrega dos balancetes jurídicos, o caso Prazan, o fim das comissões e bonificações em transações de futebol.

Aí sim, acreditaremos em um São Paulo forte, dentro e fora de campo, como sempre foi!

Saudações Tricolores!

Carlos Port – Opinião Tricolor

Opinião Tricolor: Resenha Tricolor

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O Opinião Tricolor, com Carlos Port e Aurélio Mendes, recebeu Caio Dominguez e Rodrigo Junqueira, comunicadores tricolores do projeto Resenha Tricolor, sucesso nas redes sociais pela são-paulinidade e qualidade.

Confira!

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Opinião Tricolor: Waldir Peres

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O Opinião Tricolor recebeu Waldir Peres, segundo atleta que mais vestiu a camisa do São Paulo na história, 617 vezes.

Foram 3 títulos paulistas e 1 título brasileiro no período, além de representar o Tricolor paulista na lendária seleção brasileira de 1982.

Confira!

Opinião Tricolor: esquenta da nação

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O programa mais independente e democrático do São Paulo abriu espaço para os torcedores fanáticos do Twitter, no quadro “Comentaristas por um dia”, para o esquenta do jogo da Libertadores.

Participaram Osvaldo Oliveira, Carlos Frederico, Leonardo Bonetto, Diego Xavier e Rodrigo Kamia.

Confira!

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