São Paulo FC: A perpetuação, disfarçada de reconstrução.

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Salve o Tricolor Paulista!

Depende muito de você, são-paulino!

O “amor que não admite traição”, reportagem da Revista Placar, em 1978, já relatava o comportamento complicado do torcedor do nosso SPFC, que se ausenta historicamente no momento mais difícil.

Não podemos ser assim, em momento crítico tão crucial ao clube e ao time!

A diretoria de Leco, Ataíde, Gustavo, Manssur, Natel e outros, é o quarto mandato de Juvenal Juvêncio. Salvo raras e boas exceções.

Existe um hiato neste caminho, que foi o tenebroso período de Aidar a partir de 2015, candidato que rompeu com JJ mas que foi apoiado, na eleição, por todos que seguem na diretoria. Sem essa de herança maldita, porque estavam na administração desde sempre.

Notadamente o executivo de futebol, que assumiu em julho de 2013 e já foi eliminado pra 4 times de divisões inferiores (Ponte que cairia em 2013 no Brasileirão, Penapolense série D em 2014 e Bragantino série B no mesmo ano, Audax série D 2016) e agora, o risco iminente de mais uma queda, pra divisão que falta, a C, com o Juventude.

O G4 já era, mas o Z4 está ali, apenas 4 pontos, faltando o segundo turno quase todo do Brasileirão.

Esse mesmo departamento de futebol tem as piores marcas na história dos clássicos, contra os rivais da capital e baixada. Tomaram mais de 40 gols, a partir da segunda metade de 2013, fizeram pouco mais de 20. Gustavo, descontados os poucos meses que ficou de fora entre Aidar e Leco, esteve como executivo em 29 clássicos. Apenas 8 vitórias, goleadas vexatórias.

A saber:

SEP: 4D 3V 1E

SFC: 5D 3V 3E

SCCP: 5D 2V 3E

13 é o número seguido de campeonatos perdidos (até aqui, sem contar a edição 2016 da Copa do Brasil, mas já considerando o Brasileirão sem chances) que o executivo Gustavo sequer disputou uma final ou lutou nos pontos corridos (4 Brasileiros, 3 Paulistas, 2 Copas do Brasil, 2 Libertadores, 2 Sul-americanas). Pra 120 mil/mês?! E os 3%, quando serão negados publicamente pelo presidente? Porque entrevista afirmando que sim, haveriam em negociações, foi dada ao jornal Lance em 29/12/2015.

O que dizer do conselheiro expulso que segue diretor, então? A torcida não suporta, mas Ataíde segue com poder. Enquanto VP de futebol, ao lado de Gustavo, após saída de Aidar, foi uma lástima. Até greve de silêncio o elenco fez. Foi remanejado pela força do torcedor, mas seu lugar é longe da diretoria. Ao menos, deveria ser. Como um conselheiro expulso pode representar a instituição?!

Luiz Cunha, que chegou assumir diretoria e viveu o único período de reação da equipe na temporada, foi engolido pelo sistema. Não resistiu, saiu.

Com o pretexto de reformularem o estatuto, varreram pra debaixo do tapete todos atos que a justiça vinha considerando ilegais, por mudanças sem crivo dos sócios. Uma votação casada e covarde.

Onde está você, Abílio Diniz, que contratou pesadas auditorias e consultorias do próprio bolso, mas os conselheiros do São Paulo não sabem dos resultados? Venha a público, convoque uma coletiva, demonstre sua indignação, lute pela profissionalização como talvez, o maior empresário deste país!

Já caíram com essa perpetuação de poder na diretoria, Muricy, Milton Cruz, Osorio, Bauza. Ricardo Gomes mal chegou e já está na berlinda, pois a diretoria não tem vestiário e parece que já engoliram o combalido treinador.

Está na cara que o problema é maior do que técnico!

Contratações-relâmpago que chegam e saem, sem meio ano de clube, se repetem a cada temporada, planejamento patético de vários jogadores medíocres contratados, nesta condição:

No ataque, Pabón, Jonathan Cafu, Wilder, Kieza! Este último, ainda teve comissão, segundo entrevista do presidente à Folha, em março desse ano. Agora chega um tal de Gilberto.

Na defesa, pior ainda. Anos sem algum planejamento de zaga. De Roger Carvalho (primeira contratação de GVO) vindo da Tombense a Luis Ricardo (ambos cobraram o SPFC na justiça), ao ágio pago por Maicon em 2016, por um empréstimo curto que valorizou o jogador. Pagar dezenas de milhões em zagueiro, mais a cessão de jovens da base, foi quase uma extorsão! Infelizmente, necessária, por um início mal conduzido. Zagueiros medíocres contratados e com extensão de contrato, que valeram processo também. Gols e gols tomados, desclassificações.

Jogadores hermanos como Clemente Rodriguez e Cañete ficaram anos no clube, inclusive com essa administração no depto. de futebol, sem soluções de negócios. O zagueiro “canhoto” sonho de Ataide (como se precisasse ser canhoto pra jogar do lado esquerdo da defesa) Luiz Eduardo, alguém sabe dele?

Para cada jogador considerado bom contratado, casos de Álvaro Pereira (que não ficou após chegada de Carlinhos), Michel Bastos, hoje muito mais problema do que solução, Thiago Mendes que esqueceu de jogar bola em 2016, Calleri que mal chegou e já saiu, Cueva, Chávez, tivemos vários jogadores ruins. Times desequilibrados. Isto é planejamento?

Má gestão na efetivação da base: lembro que Lucas, Casemiro, Boschilia, brilham nos campos europeus.

Ano de Eliminatórias, jogadores serão convocados, sem a menor reposição. Repito a pergunta, isto é planejamento?

Busca e apreensão dos balanços jurídicos, caso Jorginho Paulista, será mesmo o São Paulo da reconstrução? Claro que não!

Vivemos a perpetuação do poder no Morumbi!

Basta!

Todos os relatos acima, são de conhecimento público, através da imprensa esportiva. No Opinião Tricolor, toda vírgula do que é colocada, tem embasamento. Nunca criticamos ou acusamos sem ter o fato comprovado. Ofensas, jamais. O respeito prevalece.

Sobre as vergonhas citadas acima:

3%http://www.lance.com.br/sao-paulo/leco-confirma-que-executivo-ganhara-bonus-vendas-atletas.html

Caso Jorginho Paulista http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/2016/03/oposicao-do-spfc-pede-apuracao-sobre-prejuizo-de-r-46-mi-envolvendo-leco/

Cañete http://globoesporte.globo.com/futebol/times/sao-paulo/noticia/2015/04/apos-quatro-anos-e-23-jogos-canete-vai-rescindir-contrato-com-o-tricolor.html

Documentos do balanço jurídico http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2016/03/12/justica-autoriza-busca-da-policia-por-balanco-juridico-na-sede-do-sao-paulo.htm

Clemente http://espn.uol.com.br/noticia/483359_sem-jogar-atleta-levou-r-3-mi-do-sao-paulo-e-torrou-com-vinhos-caribe-e-jantares-gourmet

Roger Carvalho http://espn.uol.com.br/noticia/514944_sao-paulo-e-condenado-a-pagar-r-300-mil-a-zagueiro-que-atuou-em-apenas-dois-jogos

Luis Ricardo http://globoesporte.globo.com/futebol/noticia/2015/12/luis-ricardo-e-sao-paulo-nao-chegam-acordo-por-divida-e-atleta-deixa-bota.html

Paulo Miranda http://terceirotempo.bol.uol.com.br/noticias/justia-a-manda-sp-pagar-r-1-8-milha-o-por-zagueiro-que-deixou-clube-em-2015

Ataide/manuscrito http://espn.uol.com.br/noticia/596629_em-expulsao-conselho-diz-que-ataide-combinou-comissao-com-cinira?utm_content=buffer43c63&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_c

Kieza http://www1.folha.uol.com.br/esporte/2016/03/1750187-sao-paulo-quer-valor-total-gasto-com-kieza-e-mais-dois-jogadores-do-vitoria.shtml

Até quando, nação tricolor?

Carlos Port – Opinião Tricolor

Festa Independente 44 anos: reflexão para a sociedade

Salve nação tricolor!

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Gostaria de deixar público o meu agradecimento à diretoria da Torcida Independente, pelo convite de honra oferecido, em sua festa de 44 anos.

44 anos dos quais participei 7, na chamada velha guarda dos anos 80 e início dos 90.

Falando justamente dos mais antigos, até os mais jovens, faço aqui um resgate histórico.

1970c

A Independente foi fundada em 1972, período da ditadura militar. Época de disciplina na ordem pública. A coisa funcionava assim: bandido tinha medo de polícia, aluno tinha temor de professor, filho tinha respeito por pai e mãe. Hoje em dia…

Porém, o país clamava por democracia e, graças a Deus, alcançou com o povo nas ruas, pedindo Diretas Já e conquistando sua liberdade de escolha cidadã, na segunda metade dos anos 80.

Qual o sentido deste resgate?

1981

Na época em que o Brasil mais enfrentava rigidez nas instituições de segurança, a festa era permitida totalmente na arquibancada. Bandeiras, fumaça, fogos de artifício, bateria, chuva de papel. O futebol era maravilhoso.

Porém, com a democracia conquistada, tudo que o povo teve de vitória na liberdade de expressão, perdeu inexplicavelmente nos estádios, a partir de 1995. Uma contramão histórica.

Óbvio que a violência nos estádios, presente no mundo todo e em escalada histórica no país do futebol ao longo das décadas, precisava e ainda necessita, ser combatida implacavelmente.

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Mas não pela generalização e rótulos de entidades civilmente legais, taxadas como criminosas em sua totalidade.

O governo, seus entes públicos, como Secretaria de Segurança e Ministério Público, os congressistas brasileiros (muitos deles envolvidos em crimes também), precisam agir como representantes do povo, em todos os seus segmentos. Como fariam isso com as torcidas organizadas e seus milhões de adeptos (considerando todos os times)?

Através da criminalização devida do agente, individualizada, contundente, eficaz. Torcedor foi flagrado praticando qualquer tipo de conduta ilícita, é pra responder processo, pagar fiança. Se a ação for hedionda, é pra ser preso, cumprir pena em integralidade.

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Mas aqui é o Brasil da progressão de pena, do indulto pra quem mata pai e mãe. A inversão de valores impera.

Assim, querem punir as organizadas como um todo, sendo que a maioria de bem, paga pela minoria de maus elementos que existem.

Ocorre que maus elementos existem em todos segmentos sociais. Vamos fechar todas escolas de samba do Brasil porque ocorrem alguns bandidos dentro delas? Vamos fechar o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto, Assembleias Legislativas, Câmaras de Vereadores, Prefeituras, porque escândalos de corrupção assolam o país? O certo não seria punir individualmente cada criminoso e preservar as instituições e coletividades que estão inseridos?

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A má vontade impera, o desleixo, a arbitrariedade. Ações ditatoriais de autoridades, como se vivêssemos há 30 anos atrás. Ocorre que, como já lembrado no início desta coluna, até naquela época, a livre manifestação popular da festa das arquibancadas ocorria, sem repressão.

Não é fechando uma torcida organizada que o problema de violência estará resolvido. Muito pelo contrário, a clandestinidade fará perder todo instrumento de controle. Se existe monitoramento, cadastro, é só aplicar para identificar autores e o mais importante, a lei funcionar (e não ser de mentira, como quase tudo no Brasil) para manter afastado dos estádios, o mau torcedor.

Finalizo esta reflexão para a sociedade, parabenizando as pessoas que fazem a Independente seguir forte nos seus ideais de representar o São Paulo FC, onde ele estiver.

Pra você, sinceramente, o pedido: não julgue os homens, as mulheres, as crianças, pertencentes a uma organizada, como um todo. Na festa de 44 anos, estiveram ídolos tricolores, personalidades da música, cartolas são-paulinos, de situação e oposição. Sim, existem problemas, como qualquer outra coletividade. Mas jamais uma torcida tem que ser tratada, na sua integralidade, como fora da lei. Se for, podem vir me prender, pois fui e voltei a ser, associado com orgulho.

Apoiarei, como sempre fiz, a volta da festa nas arquibancadas e condenarei, com a mesma contundência, todo ato de violência, punido de forma errada pelo poder. Chega de impunidade!

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Violência é proibir!

Saudações Tricolores!

Fotos: Maguila Santos

Paulinho Heavy, novo integrante do Opinião Tricolor!

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Salve nação do Mais Querido!

O Opinião Tricolor completa 1 ano e meio de estrada e está reestruturando o programa para o seu retorno.

Desde abril de 2015, um compromisso com a independência com você, são-paulino, razão maior do Opinião existir!

Tivemos várias fases, grandes entrevistados, apresentadores que agregaram conceitos diferentes e importantes ao longo do tempo, consolidação de audiência junto a um torcedor exigente, isento e de alto nível de sentimento tricolor.

Em mais uma etapa, nossa bancada voltará fortalecida com veia metal. Um amigo, um irmão, exemplar em valores de são-paulinidade e, justamente por isso, exemplo.

O desbravador do heavy metal na arquibancada do Morumbi com a Metal Tricolor, o Chicão da Matrix, o são-paulino que tem história nos palcos, no cenário Rock’n Roll, na noite paulistana com o Black Jack, nos comentários já conhecidos em web rádio e web tv.

Paulinho Heavy, bem-vindo ao Opinião Tricolor!

Uma trajetória parceira de batalhas pelo São Paulo, desde o Orkut na década passada, será retomada. Com mais força do que nunca.

Tamo junto, guerreiro!

Saudações Tricolores!

 

Carlos Port – Opinião Tricolor

 

Sigam a equipe Opinião Tricolor, no Twitter:

@aninhasauma

@CarlosPort

@PaulinhoHeavy

Favorite alltv.com.br, a TV da Internet.

Ricardo Gomes: o retorno do gentleman “francês”

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2009.

O São Paulo, mesmo sendo tri-hexa nacional, apresentava sinais de saturação, na relação Muricy e diretoria. Notadamente, Leco, o atual presidente tricolor. Bastidores da época evidenciavam esse desgaste, algumas notas na imprensa também.

Em abril daquele ano, o Tricolor caía no Campeonato Paulista, em mais um mata-mata diante de rival da capital, com seu capitão Ceni, contundido.

Dois meses depois, junho, mais uma eliminação nas oitavas da Libertadores, para outro time brasileiro (o Cruzeiro), de forma melancólica e apática.

Foi a gota d’água. Muricy demitido.

3 dias depois, outra derrota em clássico estadual.

O São Paulo havia começado o Brasileirão 2009 com 7 jogos e apenas 1 vitória. Chegou a estar na 16ª colocação.

Era o fim da segunda passagem de Muricy, após ter conquistado o inédito tri-campeonato consecutivo nacional. Marca até hoje inatingível.

Mas como o Tricolor superaria um técnico tão marcante e como a diretoria, muito criticada pela torcida na oportunidade (sobretudo, finado JJ e Leco), teriam uma saída?

A solução inesperada foi a contratação de Ricardo Gomes. Ex-jogador, campeão brasileiro, português e francês, depois técnico de carreira respeitada na França (campeão no PSG nos anos 90 e no Bordeaux em 2007), mas que estava totalmente fora do contexto dos favoritos ao cargo.

A chegada foi surpreendentemente positiva. A partir do quinto jogo comandando o Tricolor, iniciou uma reação arrebatadora no Brasileirão. 7 vitórias consecutivas, 8 jogos invicto.

Em 2008, o SPFC tirou 11 pontos do Grêmio para se tornar tricampeão. O ano do hexa. Milton Neves, mestre do rádio, começava a aludir a figura do Jason, o assassino que nunca morre, da série Sexta-Feira 13, ao Tricolor.

Em 2009, ocorreria novamente. Só que o Jason, dessa vez, viraria febre. Nascia um folclore. Foi quase oficialmente assumido pelo clube (não poderia por questões de direitos), a torcida ia com a máscara do vilão nos jogos, a fornecedora de material esportivo fez a camisa 13, com o nome Jason nas costas.

Porém, seria demais para os poderes instituídos do futebol, o São Paulo ser tetra consecutivo. Suspensões estranhas ocorreram, um dos rivais da capital entregou covardemente um jogo para o Flamengo, que disputava o título com a arrancada são-paulina, o Internacional e o declínio verde.

Aquele time, desacreditado, que tinha 11 pontos do líder, terminou apenas 2 atrás, na terceira colocação (empatado com o segundo no número de pontos).

Rogério Ceni, o capitão, em pelo menos duas oportunidades, credenciou a Ricardo Gomes a recuperação na temporada tricolor. Quando ainda estava machucado e queria ajudar e quando se recuperou.

A campanha de 2009 propiciou mais uma Libertadores. Só que o São Paulo, já “contaminado” com os conceitos arrogantes de “soberano”, ano a ano, não contratava à altura, após o hexa. Por exemplo, foram 4 Libertadores na sequência, sem o time ter um grande meia, ou aquele jogador de meio-ataque de impacto, que chamava a responsabilidade. Os rivais que eliminaram o São Paulo, sempre buscavam esse perfil de jogador. A arrogância trazia a conta. O Tricolor sempre ficava pelo caminho.

Em 2010, Ricardo Gomes ainda conseguiu ir longe demais. Semifinalista, caiu com vitória no último jogo. Eliminado pela questão do gol tomado fora. O pacote da diretoria para aquela temporada, apresentava nomes medíocres para o elenco tricolor. A política do bom e barato do tempo de Jesus Lopes e Leco. Exemplos: Leo Lima, Marcelinho Paraíba, Xandão, André Luís, Carlinhos Paraíba e Fernandinho. Como ser campeão da América assim?

Claro que nem tudo foram virtudes. Gomes tinha um perfil distante daquele que o são-paulino se acostumara com Muricy, usava pouco de variações táticas (ia no clássico 4-4-2 quase sempre), não oferecia poder de reação tática nas horas difíceis.

Ainda assim, a final quase veio. Mas o torcedor são-paulino estava impaciente demais, com a quinta eliminação consecutiva diante de rivais nacionais, na obsessão da Libertadores.

Foi demais para Ricardo Gomes, técnico que nunca teve um perfil muito vibrante ou carismático para a torcida. Mas era querido internamente, sabia trabalhar o psicológico, pela experiência vivida na Europa.

Nem Jason o salvou.

2016.

Novamente, de forma surpreendente, Ricardo Gomes volta, 6 anos após, ao São Paulo.

Podemos dizer que venceu muito mais que a Copa do Brasil, em 2011.

Venceu um AVC hemorrágico para voltar a profissão, feito notório e digno de aplauso. O amor ao futebol não o fez desistir. A maioria esmagadora, desistiria.

Ocorre que o futebol brasileira vive crise tática, técnica e de defasagem em seus treinadores. A pressão no Morumbi é imensa, Ricardo Gomes já teve um episódio grave.

Sinceramente, desejo boas-vindas, mas espero que a diretoria ofereça uma comissão técnica mista a ele. Não descarte Jardine, tão fundamental na transição base-profissional, pedido desde Luiz Cunha, diretor que não resistiu ao status quo da perpetuação do poder e da falta de hierarquia.

Ofereça também, acima de tudo, condições de trabalho que não mesclem tanto alguns bons jogadores, com medíocres de série B e divisões ainda menores, característica marcante dos anos de Gustavo Vieira de Oliveira, como executivo de futebol. Nem contratos relâmpago de curta duração, que não permitam planejamento.

Ofereça, acima de tudo, uma diretoria sem cargo que não deveria estar preenchido, com conselheiro expulso.

Ofereça, por fim, o caminho para a profissionalização.

No mais, boa sorte “francês”!

Vai precisar!

Saudações Tricolores!

 

Carlos Port

Opinião Tricolor

Aurélio Mendes, o Panzer Tricolor

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Olá amigos do Opinião!

Nos últimos meses, vocês que seguem nossos programas, tiveram a oportunidade de conhecer e/ou rever/conviver em nossas edições, com o Aurélio Mendes.

Batizado pelo Port, como o Panzer Tricolor, dada a sua abnegação nas causas do São Paulo FC.

Torcedor visceral, formador de conceitos, empreendedor que sempre visou integrar forças para o bem do nosso Tricolor paulista.

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Assim foi com o MUSP, movimento que pretendia aliar correntes são-paulinas para o bem comum da nossa torcida.

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Assim é com o Isto É SPFC, blog que conta com colunistas que são brilhantes e como nós, torcedores, acima de tudo.

Personalidade forte, líder que coleciona admiradores e seguidores dos seus ideais. Guerreiro, leal.

Foi um imenso prazer e uma idealização antiga atuar com o Amon, em um projeto de gana e dedicação como o Opinião.

Agradecemos, sobremaneira, Port e Ana, o quanto Aurélio nos enriqueceu com seus conhecimentos, em nossa bancada de vidas de amor ao SPFC.

Seguimos parceiros em nossas causas tricolores, hoje e sempre!

Valeu Panzer, sucesso!

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Equipe Opinião Tricolor

Comunicado importante: programas Opinião Tricolor

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Olá amigos do Opinião Tricolor!

Comunicamos que nossos programas terão uma pausa durante o período eleitoral, nossa produtora estará totalmente direcionada para campanha da eleição 2016.

Assim que programarmos o nosso retorno, avisaremos aqui no site e nas redes sociais, ok?

Continuem acompanhando o São Paulo conosco, seguindo no Twitter @carlosport e @aninhasauma.

Até breve, saudações tricolores!

Opinião Tricolor: debate da Reforma do Estatuto

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O Opinião Tricolor recebeu o vice-presidente de comunicações e Marketing. José Francisco Manssur e Newton Luiz Ferreira, último candidato da oposição à presidência do clube.

Em debate, a convocação da Assembléia Geral Extraordinária, que decidirá sobre Reforma do Estatuto Social e ratificação ou não, de atos estatutários sub-judice.

Uma grande noite de esclarecimentos, para o futuro do São Paulo FC.

Confira!

Saudações Tricolores!

Opinião Tricolor: Dorival Decoussau

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O Opinião Tricolor recebeu o conselheiro vitalício Dorival Decoussau, ex-diretor de marketing, comunicação e relações institucionais do São Paulo FC. Uma vida de 63 anos dentro do Tricolor paulista.

Uma grande aula de são-paulinidade.

Confira!

Saudações Tricolores!

Libertadores 2016 em 10 pontos: acertos e erros

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Salve nação tricolor.

O São Paulo não resistiu à arbitragem catastrófica e lastimável na Colômbia e foi eliminado da competição, que mais tem obsessão.

Porém, sabemos que o princípio de eliminação havia começado antes, na derrota do Morumbi, diante do melhor time desta edição da Libertadores (mas que vem sido favorecido pela arbitragem, sempre).

Chegar numa semifinal foi um bônus para o nosso Tricolor.

Camisa pesada, El Morumbi Te Mata, torcida, grupo, tudo isso ajudou muito. Mas a realidade era bem distinta, quanto ao planejamento traçado para tanto.

Diretoria, mais uma vez, errou. Levou o elenco aos trancos e barrancos, até onde foi possível.

Não é crítica política, alguns poderiam pensar com inocência. Outros, com maldade.

Estamos falando de fatos e vamos a eles, em 10 pontos:

1) São Paulo começou Libertadores com elenco disperso, rachado e com problemas graves com a gestão de Ataíde Gil Guerreiro e Gustavo Vieira de Oliveira. Evidenciados, melhor dizendo, escancarados, na greve de silêncio da estreia, na patética derrota para o The Strongest, em pleno Pacaembu.

2) Mudanças ocorreram, Ataíde “saiu” da Vice Presidência de futebol (cargo que já passou da hora de ser extinto), Gustavo “voltou” para a função apenas de contratações, vieram Luiz Cunha e Pintado. Um novo São Paulo se constituiu.

3) O crescimento de produção foi evidente com Cunha e Pintado, o ambiente se transformou. O último resultado da dupla Ataíde/Gustavo havia sido um empate com o medíocre Trujillanos, fora. O primeiro resultado da dupla Cunha/Pintado foi a vitória por 6 a 0, no Morumbi.

4) O time ganhou confiança e a classificação na fase de grupos ocorreu. Entre o final de abril e começo de maio, o Tricolor avançava também nas oitavas, goleada no Morumbi e derrota administrada no México, diante do Toluca (que mostraria Cueva ao SPFC).

5) Nas quartas de final, outro triunfo, diante do “favorito” rival nacional, Atlético Mineiro. O Horto não tinha mais lenda alguma.

6) Eis que as coisas começaram a mudar. Paralisação pela Copa América e mudança diretiva. Ao início de junho, Luiz Cunha deixava a diretoria de futebol. Suas idéias de otimização do São Paulo no campo gerencial bateram de frente com uma estrutura há muito instituída. Sem a devida hierarquia que deveriam ter com ele, com ingerência em sua filosofia de trabalho, pediu demissão.

7) O São Paulo voltou a oscilar nos gramados. No tempo de pausa da Libertadores, o Brasileiro seguia. O aproveitamento caiu de 55% com Cunha, para cerca de 33% sem ele. Cerca de uma semana após perder o diretor, o Tricolor reconstituiu o departamento de futebol com José Alexandre Medicis na vice-presidência e José Jacobson Neto para a vaga de Luiz Cunha. Ao que parece, ainda não tiveram tempo de mostrar resultados relâmpagos como Cunha conseguiu. Mas são bem referendados no clube, que tenham êxito no Brasileirão e Copa do Brasil.

8) Leco e Gustavo acertaram com contratações para a Libertadores (e temporada) também, é sempre digno e justo ressaltar tal fato. Lugano enfim retornou e provou mais uma vez sua liderança, Calleri com tempo certo de contrato, Mena com selo de seleção chilena, Kelvin que de última opção, se tornou importante. Principalmente, tiro certeiro com o copeiro Bauza. Mas falharam fatalmente na questão dos reforços, ainda mais, porque foram prometidos. O presidente afirmou que traria 3 nomes de peso no meio do ano. Ficou na promessa.

9) Maicon talvez seja o símbolo de uma diretoria que não acreditava em título continental e teve que correr atrás, conforme o SPFC avançou pela sua tradição. Veio com contrato anterior ao término da competição. Não aprenderam nada com o caso Ricardo Oliveira, em 2006. O zagueiro se valorizou muito e custou muito caro, para a posição que ocupa. De contrato renovado, errou na semi por descontrole emocional e acabou expulso. Reconheceu e não podemos condenar veementemente afinal, sem ele, talvez a semifinal nem ocorresse para o Tricolor.

10) Por fim, SPFC só focou em Maicon para a Libertadores e Gustavo cometeu um patético equívoco com Getterson, mais um atleta de série D. Enquanto isso, o rival Atlético Nacional se reforçava com a devida competência. Trouxe, por exemplo, o artilheiro do Clausura colombiano que, simplesmente, fez os 4 gols que eliminaram o São Paulo. Libertadores não se ganha somente com time, é preciso elenco. O Tricolor ficou refém de suas carências não supridas e de contusões de última hora (que não justificam). Time pra ser campeão tem que ter peça de reposição. Não tivemos.

Assim, a Libertadores foi embora. Ficou sim um sentimento de honra, pela luta e orgulho resgatado diante dos bastidores do apito. Mas o rival era melhor.

Enquanto o modelo de gestão não mudar e a perpetuação seguir, outros rivais melhores cruzarão nosso caminho.

PS: É a oitava eliminação de Gustavo no cargo que ocupa, quatro delas, contra times de divisões inferiores.

Parabéns por não fugir da briga, mas acorda São Paulo!

 

Carlos Port

Opinião Tricolor

Opinião Tricolor: Libertadores e diretoria

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No programa mais independente da nação tricolor, debatemos o SPFC na Libertadores.

Com foco na gestão, planejamento, histórico e ações da diretoria.

Também recebemos Sharlene Leite, musa plus size tricolor. Bela história de vida e atitude.

Abordamos também as questões de uniformes Under Armour, tratamento dos proprietários de cativas e violência no estádio.

Obrigado pela audiência!

Saudações Tricolores!

O fico de Maicon

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Salve nação tricolor!

A grandeza do São Paulo, tão suntuosa e ao mesmo tempo, tão vulnerável nos últimos anos, por fogo rival e amigo, teve um resgate pela permanência do ídolo-relâmpago de 2016, Maicon.

Uma negociação resolvida, duas vezes, nos minutos finais, por mais que ocorressem dias de conversações.

Primeiro, em fevereiro, em uma situação emergencial, após início equivocado e infeliz, de planejamento defensivo do então VP de futebol, Ataíde Gil Guerreiro (até quando no SPFC?) e Gustavo (que deu a volta por cima).

A defesa “pensada” do Tricolor contaria com Breno (sempre refém de lesão), Lugano (ainda uma incógnita técnica e física, na oportunidade), Rodrigo Caio (que se firma mais na volância da seleção de base do que na zaga do SPFC) e o jovem Lucão (fatalista em muitos momentos, mesmo com inexperiência ao lado). Outro garoto, Lyanco, completaria o rol de zagueiros.

A temporada começou com os erros de 2015 acontecendo, novamente, por má gestão de futebol. Até que nova trombada em Itaquera, levaram ao fechamento de um novo zagueiro, não falado por aqui, mas de nome em Portugal.

Por lá, Maicon vivera ápice e declínio, relação de amor e ódio com a torcida. Foi capitão, fez gol em Champions League, mas teve conflitos com os portistas. O estádio do Dragão perdera ambiente pro zagueiro.

O São Paulo, por sua vez, vivia o início de mais uma Libertadores, sua obsessão predileta. Sentimento que misturava a já famosa força da nação tricolor com o El Morumbi Te Mata, com a apreensão de um time até então, tido como azarão da competição. Mais do que isso, havia o temor de vexame.

São Paulo e Maicon, então, cruzaram destinos.

A primeira negociação foi feita de forma equivocada. Não há como negar. Casos Vagner 2000, Ricardo Oliveira 2006, próprio Doria 2015 (em menor escala), eram referência de como não fazer uma contratação, sem planejar calendário de competição. Dizem que o Porto baixou o tempo do empréstimo, no transcorrer do negócio. A cúpula são-paulina se submeteu. Certamente, naquele instante, nem a diretoria acreditava numa semifinal de Libertadores da América. Mas precisava acalmar a torcida.

Assim Maicon veio. Chegou, dominou, impressionou. Virou dono da zaga, foi o Lugano da vez em 2016, mesmo com o uruguaio ao seu lado.

Rodrigo Caio, tido por muitos como fraco para ser último homem de zaga, ganhou mais confiança.

Toda defesa ficou mais robusta e confiante. O Horto virou folclore.

Mas o tempo passou a urgir. Não era possível contar com o atleta até quartas-de-final da Libertadores e aí, deixar que a sorte ou o acaso, levasse o SPFC adiante.

Esta necessidade vital fez o Porto ter a faca e o queijo na mão. Colocaram o valor do atleta em nível estratosférico, rifaram o São Paulo, quase uma chantagem. Mas estavam na deles, quem aceitou a regra do jogo, lá atrás, foi o Tricolor.

Porém, a negociação que começou de forma amadora, terminou profissional. O site da Globo afirma que Maicon ficou por 6 milhões de euro, mais 50% de Lucão e a jovem promessa da ala esquerda, Inácio. Parabéns Gustavo Vieira de Oliveira, criticado quando merece, aplaudido idem.

Sempre o apoio e a crítica tem uma razão e fundamento, o bem do SPFC!

Considerando o potencial de uma torcida maior que população de Portugal, é um investimento que se bem tratado com marketing, até aqui, também amador e ausente para ídolos, pode gerar muita receita e retorno.

O São Paulo está de parabéns, a nação tricolor também.

Todos tem zagueiros, só nós temos Dios Celeste e God of Zaga.

Saudações Tricolores!

 

Carlos Port

Opinião Tricolor

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A mentira chamada “viúvas do Aidar”

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Salve nação tricolor.

Não sou conselheiro do São Paulo FC, nem tão pouco, sócio.

Muito menos esta coluna está representando qualquer corrente de situação ou oposição, dos corredores e alamedas do Morumbi.

Ocorre que conheço bastidores (às vezes, alguns, nem gostaria).

Mas o que é certo, é certo. Então, alguém tem que falar.

O São Paulo vive uma temporada 2016 de dicotomia.

Oscilante, mas vibrante nos gramados (sobretudo, na Libertadores); pacificado, mas nem tanto, na política.

A torcida é absolutamente de todos, pelo tetra da América. Sejam fechados com Leco ou contra a continuidade da era JJ, que representa o seu mandato. São todos são-paulinos!

Mas as diferenças internas existem, são fortes e necessárias. Oposição é salutar à saúde de todo time que se diz grande.

O São Paulo o é de fato e, portanto, precisa de oposição.

Para questionar o prosseguimento de Ataide Gil Guerreiro no cargo, por exemplo, expulso dos quadros do deliberativo, mas que segue representando a instituição SPFC. Uma verdadeira afronta ao bom senso e a ética. Detalhe, expulso por 120 conselheiros. Ou seja, situacionistas e oposicionistas removeram AGG da sua condição de conselheiro.

Para fiscalizar as finanças do Tricolor, os balancetes jurídicos, os contratos de compra e venda de jogadores dos últimos anos.

Para acompanhar situações complexas que saíram da esfera interna do clube e estão nas mãos do Ministério Público.

Acima de tudo, para zelar o amor pelo São Paulo.

O Tricolor não tem proprietários, por mais poder que possam parecer possuir. O São Paulo é da sua torcida, acima de qualquer um! Do mais humilde são-paulino, ao mais poderoso. Todos são os verdadeiros donos do clube.

Pois bem, vamos ao ponto:

Nos embates políticos atuais, infelizmente, existe uma parcela da imprensa escrita, blogueiros, colunistas, jornalistas que não estão somente nas mídias são-paulinas, usando o expediente da desconstrução, sobre todos aqueles que, por direito, fazem frente à administração atual.

Tem de gente grande de portais consagrados a formigas de Twitter, anônimos que se julgam famosos.

Uma tática lamentável e que remete ao Brasil do PT, quando petistas rotulam de todas as formas, quem quer um país passado a limpo.

Detalhe: quem quer uma nação realmente limpa, quer também que todo tucano, peemedebista ou qualquer outro partido, envolvido com roubalheira, sejam igualmente punidos.

Mas aqui o assunto é São Paulo Futebol Clube, foi apenas um espelho.

O termo da vez, criado pela brigada de apoio à diretoria, chama-se “viúvas do Aidar”.

Carlos Miguel Aidar foi presidente campeão brasileiro, contratou Raí, teve Cilinho e os Menudos do Morumbi, times que marcaram época eterna, entre 1984 a 1988. Em seu regresso no ano de 2014, logo no primeiro ano, repatriou Kaka, trouxe bons jogadores e o SPFC, que havia lutado no ano anterior para não cair, foi vice-campeão nacional.

Infelizmente, após isso, foi lastimável em uma ciranda de escândalos que culminaram na sua renúncia e posterior expulsão do Conselho Deliberativo.

Um livramento (que ainda tem ramificações deploráveis sim, que precisam ser igualmente julgadas pelo clube).

Assumiu Leco, então presidente do Conselho Deliberativo. Com ele, os retornos de Ataíde, Manssur, Gustavo, entre outros.

Qual o ponto dessa breve retrospectiva?

Todos os citados acima, além de tantos mais que estão na política tricolor, apoiaram Aidar presidente. Eram situação de Juvenal e remaram junto com Carlos Miguel. Foram eles também que elegeram Aidar. Alguns fizeram parte atuante e de espinha dorsal da administração CMA, durante bom período de tempo.

Portanto, o termo “viúvas de Aidar”, espalhado em redes sociais por oficiais e soldadinhos, não condiz com a verdade, quando o debate se torna político.

Se fosse assim, todos seriam viúvas do Aidar, do presidente atual ao VP e diretor de marketing, mesma coisa na área de comunicação e outras vitais ao clube.

No episódio mais recente, Luiz Cunha, que vem da base desde a era Juvenal Juvêncio, saiu do clube sob uma série de acusações e inverdades. Porém, quando foi colocado no posto e ajudou o SPFC a sair da imensa crise que a dupla Ataide/Gustavo enfrentava com o time, foi elogiado.

Discordou, não presta mais?

Não é criando rótulos baixos e mentirosos, que o SPFC será pacificado.

Nem tão poucos, factóides que blindam.

Precisamos de honestidade de princípios.

Muita coisa já melhorou, mas existe ainda muito a se fazer, para uma casa realmente limpa.

Sem hipocrisia, como se o SPFC tivesse começado ontem e personagens da atual administração, não tivessem feito parte da era mais tenebrosa do clube, que vem desde o terceiro mandato de JJ, até os dias atuais.

Só pelo construir, ao invés de desconstruir imagens e pessoas boas, chegaremos lá.

Saudações Tricolores!

 

Carlos Port

Opinião Tricolor

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Opinião Tricolor: especial Roberto Rojas

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Rojas.

Descobri que o futebol que corre na minha veia, ainda tem razão de ser.

Muitos dizem, “futebol moderno é um lixo, hoje é só dinheiro, competição de tatuagens, brincos de joias, chuteira colorida, cabelos estilosos, fortunas, violência de torcida mesmo com festa proibida” e outras coisas pejorativas a mais.

Mas não, senhores e senhoras, futebol ainda é sangue que bombeia o coração, jamais será só um esporte. É luta, devoção, causa, daqueles que jogam a pelada na rua que virou society, na quadra, no campinho que ainda resta. É torcer pro time que se ama. É explicar o inexplicável.

Cobro os mais novos no Opinião Tricolor. Graças a Deus, somos honrados com audiência de milhares todas as semanas, mas muitos dos mais jovens se afastam do interesse, quando é um jogador antigo. Quando é um programa de história, de homenagem.

A estes, revejam atitudes: “As tuas glórias, vem do passado”.

Passado de herois como Rojas, alma Colo Colo e coração também tricolor, “a segunda casa”, por ele mesmo.

Venceu no esporte, superou o erro, voltou no extra-campo, ajudou sobremaneira um gigante adormecido, acordar para a Libertadores novamente.

Roberto Rojas veio ao Opinião Tricolor e falou de ídolos consagrados ao roupeiro, com a mesma gratidão.

O respeito demonstrado pelo futebol e pelo São Paulo, denotam conhecimento de uma vida.

Fica a minha gratidão e o convite, assistam, quando o programa for ao Youtube.

Aos que já viram ao vivo, o meu muito obrigado e parabéns, por terem vivenciado o que Rojas nos proporcionou.

Obs: começo animal do programa, vida longa ao Rock’n'Roll, viva Paulinho Heavy!

Saudações Tricolores!

Carta Aberta ao Conselho do SPFC, a hora da virada!

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São Paulo, maio de 2016.

Com sentimento retomado de respeito e orgulho ao manto sagrado tricolor, direciono esta Carta Aberta, aos nobres conselheiros do São Paulo FC.

Respeito perante a família tricolor que me ensinou e ensino a ser SPFC.

Orgulho pelo vermelho, branco e preto, voltar ao protagonismo de vitórias e esperança.

A nação tricolor, em seu universo gigantesco e sem fronteiras, de cerca de 20 milhões de torcedores espalhados pelo mundo, precisava voltar a vibrar. Assim tem feito, em apoio ao Clube da Fé.

Mas não foi fácil essa transformação que ocorreu, principalmente, pelo bradar de vozes das arquibancadas, redes sociais, torcedores organizados, sócios torcedores, torcedores comuns, todos com o mesmo valor, que não suportavam mais o estado de coisas que pairavam no Morumbi.

Círculo vicioso de poder, em detrimento da profissionalização, tão mister ao futuro do clube!

Profissionalização jamais será infantilidade por quem a defenda, isso precisa ficar muito claro ao presidente Leco e sua diretoria.

Brincamos de profissionalizar, perdemos dinheiro e podemos perder ainda mais, em esfera judicial, por desmandos diretivos.

Se os avanços dentro do campo ocorreram, não foi por uma limpeza total de condutas, pois elas ainda persistem, em algumas situações, fora do gramado.

Em primeiro lugar, os protestos surtiram efeito! Por eles, o time mudou.

A vice-presidência de futebol ficou vaga por força da torcida que exigia a saída de Ataíde Gil Guerreiro, dois dirigentes, um oriundo de base, Luiz Cunha outro símbolo boleiro, Pintado, chegaram e fizeram a diferença.

Vitórias começaram a ocorrer, confiança, efeito El Morumbi Te Mata na Libertadores, clássico vencido no Brasileiro.

Identidade.

Ocorre que para que esta evolução seja plenamente verdadeira, arestas precisam ser ainda aparadas, por parte do Conselho tricolor.

Pois este Conselho votou pela expulsão de Carlos Miguel Aidar e Ataíde Gil Guerreiro dos seus quadros. O que a diretoria fez? Reconduziu Ataíde ao cargo de diretor de relações institucionais, ironicamente, criado por Aidar. Como dirigente boleiro, fracassou no vestiário, ao lado de Gustavo, até a sua tardia destituição.

Como, em sã consciência, um conselheiro expulso pode representar uma instituição? Uma vergonha.

Doravante, temos um marketing que conseguiu avanços, como o tão pretendido patrocínio master. Ocorre que a diretoria de marketing segue longe de um modelo profissional, tão necessário ao clube. Não podemos ter um executivo recebendo apenas, abaixo de uma linha hierárquica de vice-presidente e diretor da pasta. Não é assim que se cria plano de ação eficiente, eficaz e do tamanho do São Paulo FC que não consegue, sequer, explorar seus ídolos economicamente, gerando receitas. Com todo respeito ao Manssur, Vinicius Pinotti e o remunerado Alan Cimerman, não é este o caminho. Profissionalização ou é integral, ou é remendo.

Por fim, o trabalho de Gustavo Vieira de Oliveira, que tem “seus” reforços de 2016 mostrando bons resultados. Mas a sua forma de remuneração segue não condizente com um clube que diz priorizar a recuperação econômica e recontrata um executivo ganhando muito mais do que quando foi demitido, sem nenhum plus na carreira no período que esteve fora para justificar tal incremento de salário e o pior, complementado com bônus em venda de atletas, segundo palavras do próprio presidente.

Não seria o tempo de virar a página nessas práticas no São Paulo?!

Justamente agora que o time reagiu, a camisa envergou o varal, a América teme novamente o Tricolor?!

Vamos dar realmente o exemplo completo?!

Em tempo, quando vamos blindar nosso SPFC da ação vil e torpe da mídia anti? Que segue sistematicamente atacando o clube, querendo colocar estigmas preconceituosos na torcida e ainda são recebidos de braços abertos, ou tem seus convites aceitos nos circos que promovem em seus programas de rádio e TV? Chegamos ao cúmulo de um rival assumido em nossa casa, toda segunda-feira, tripudiando o nosso amado estádio do Morumbi. Assessoria e comunicação, preservem o São Paulo!

Ou seguiremos contando com superações no campo, luta dos jogadores e devoção do torcedor, enquanto se perpetua a dança das cadeiras, na área diretiva?!

Com a palavra, os senhores conselheiros que realmente amam o São Paulo FC!

Cobrem a profissionalização! A entrega dos balancetes jurídicos, o caso Prazan, o fim das comissões e bonificações em transações de futebol.

Aí sim, acreditaremos em um São Paulo forte, dentro e fora de campo, como sempre foi!

Saudações Tricolores!

Carlos Port – Opinião Tricolor

Análise: Gustavo Vieira de Oliveira

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O São Paulo luta dentro de campo, para reencontrar definitivamente o sentido de sua grandeza.

Fora de campo, é fundamental que isso ocorra também.

Voltemos à 2011.

O terceiro mandato do saudoso Juvenal Juvêncio, dirigente eterno de relação de amor e ódio com o torcedor são-paulino, deixou marcas profundas no clube. Desde então, o modelo vanguardista de administração foi definitivamente atingido, passando de modelo a exemplo para não ser seguido.

Perpetuação do poder, criação de cargos diretivos, loteamento político de conselheiros, coincidiram com os maiores fracassos da história tricolor, dentro dos gramados.

O São Paulo viveu, do período pós tri-hexa (2006-2008) à conquista da Sulamericana (2012), o maior jejum de títulos desde a construção do Morumbi.

Se considerarmos até o presente 2016, vivemos a era que foi marcada também por tabus negativos em clássicos, humilhações em jogos para times de menor expressão e eliminações medíocres e sucessivas, que mancharam a tradição tricolor.

Porém, a camisa do São Paulo, como diz o jargão “entorta o varal” e o time escapou de situações como rebaixamento (2013) e conseguiu alguns feitos esporádicos de alento, mas muito pouco diante de todo histórico de conquistas do Tricolor.

Assim, já são 11 anos sem um título estadual, 8 sem um título nacional e outros 11, sem um título internacional de grande relevância.

Neste cenário a análise desta coluna aborda Gustavo Vieira de Oliveira.

São-paulino de coração, filho de uma lenda rival dos campos, mas sobrinho de outra lenda tricolor, Gustavo faz parte da diretoria do São Paulo, justamente a partir do período de maiores fracassos e escassez de glórias. Coincidência ou não, é fato pacífico.

Gustavo é executivo do futebol, de formação excelente. Advogado pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco, especializado pela FGV em Gestão do Esporte.

Ocorre que o mundo boleiro não envolve somente diploma e os resultados dos últimos anos, comprovam tal fato.

O sobrinho de Raí começou a ser realmente notado no clube, a partir da contratação de Luis Fabiano, o “trunfo” de JJ antes da eleição 2011. Atuando na área jurídica ainda, esteve presente na concretização da vinda de Ganso ao Tricolor, no ano de 2012.

Nomes pesados que contribuíram, talvez, para sua efetivação ao cargo de dirigente do clube, em julho de 2013, após o traumático período de Adalberto Baptista, na função de diretor de futebol. A diferença, é que Gustavo chegava remunerado, ganhando salário.

2013 foi o ano da campanha dramática de salvação do São Paulo no Brasileirão. Gustavo teve atuação muito discreta, trazendo Roger Carvalho do Tombense e Luis Ricardo, ao final do campeonato, da Portuguesa. Jogadores que não deram certo e que trouxeram imbróglios jurídicos ao clube, após saírem.

Em 2014, Juvenal fez o seu sucessor, Carlos Miguel Aidar. Gustavo permaneceu na diretoria, ainda de forma remunerada, que agora contava com Ataíde Gil Guerreiro, como homem-forte da pasta. Contratações como Michel Bastos, Thiago Mendes e Álvaro Pereira, melhoraram a performance do jovem dirigente à frente de suas responsabilidades. Pato, trocado por Jadson, parecia ter sido bom negócio nos campos também, ao lado de Kaka, que Aidar teve como prioridade trazer. O SPFC terminaria o ano como vice-campeão nacional.

Algumas negociações causaram estranheza técnica, pelo seu caráter relâmpago. Pabón (2014), Jonathan Cafu (2015) e Kieza (2016), estiveram nesse rol. Contratar jogadores que não permanecem mais do que um semestre não parece ser um acerto de planejamento.

Ocorre que, em 2015, explodiu a crise política do SPFC. Gustavo, que havia trazido também os reforços de Bruno e Carlinhos (Álvaro Pereira ficou insatisfeito e saiu do clube) tinha dificuldades em conduzir o seu papel e acabou sendo demitido.

Após o escândalo sem precedentes que culminou na renúncia de Carlos Miguel Aidar e permanência de Ataíde Gil Guerreiro (ambos expulsos posteriormente do Conselho Deliberativo do clube), Gustavo foi reconduzido ao cargo pelo novo presidente, Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco.

Eis que, a partir de então, algumas questões foram levantadas e seguem diante do seu trabalho.

A mais questionável delas, a remuneração. Como já destacado, o período de Gustavo (e de todos dirigentes) à frente do SPFC, coincidiu com a era mais trágica de gestão do clube. Dívida monstruosa adquirida nas gestões de Juvenal e Aidar, resultados pífios nos campos. Protestos como nunca vistos por parte da torcida. Neste cenário, Gustavo voltou ganhando substancialmente mais do que recebia anteriormente, em progressão de salário. Leco explicou em dezembro de 2015 a forma de pagamentos ao dirigente, o que desagradou grande parte da coletividade são-paulina, porque incluía, além do salário, o bônus em venda de atletas (que Gustavo negara um mês antes http://globoesporte.globo.com/futebol/times/sao-paulo/noticia/2015/11/gustavo-nega-versao-de-leco-e-explica-comissao-por-resultados.html e acabou se confirmando depois). Confira a entrevista de Leco: http://spfc.terra.com.br/news.asp?nID=139911.

Nos corredores do Conselho, parece que afirmam que a tal comissão/bonificação não existe mais. Ocorre que, publicamente, prevalece o que disse o presidente. Que venha então a público, desmentir.

O Tricolor paulista começou 2016 em profunda crise administrativa. Leco havia determinado que Ataíde começasse o ano cuidando do futebol com Gustavo. Fracassaram no vestiário. Até greve de silêncio ocorreu, pela má gestão. Os resultados não vinham, os protestos contundentes voltaram, pelas organizadas, sócios torcedores, redes sociais. Oposição querendo prestação de contas, caso Jorginho Paulista, balancetes jurídicos passados, são questões que Leco tem que esclarecer, junto dos seus diretores.

Raí, o tio, chegou a afirmar que faltava “alma” ao São Paulo. Com toda razão.

Então, as manifestações transformaram o São Paulo. Ataíde foi destituído da vice-presidência de futebol e Gustavo retroagiu à função de contratos. Vieram Luiz Cunha e Pintado, que fizeram o Tricolor nos campos e apaziguar os bastidores. Caso tais mudanças não tivessem ocorrido, certamente, o são-paulino não estaria esperançoso na conquista do tetra da Libertadores.

Ocorre que Luiz Cunha não teve boa permanência com Gustavo e saiu. O time sentiu novamente.

Nomes como Calleri e Maicon chegaram com prazos limitados, o segundo conseguiu extensão, mérito do dirigente.

Mena, Kelvin, o retorno de Lugano e, principalmente, a contratação de Bauza, formam o ciclo de Gustavo em 2016. Fechado com Cueva e com outra derrapagem, Getterson.

Muito ainda existe pra se questionar, na retomada dos trilhos do São Paulo. Gustavo (e todos) fazem parte de um modelo estatutário arcaico de administração, onde muitos dos dirigentes atuais, fizeram parte da fase mais deplorável do Tricolor, nos últimos anos. Um ganha, outro não ganha, cargos remunerados abaixo de diretorias não remuneradas.

Os números ao longo dos anos de Gustavo são péssimos (e contra eles não existem argumentos, espelham o SPFC nos gramados). Aqui, o retrospecto desde sua chegada em julho de 2013, considerando os 5 meses que ficou afastado, com Aidar, até o retorno com Leco:

JJ/Aidar/Leco, com Gustavo, total de clássicos, em vitórias e derrotas: 13 derrotas, 7 vitórias. Perderam 5 clássicos pro SCCP, vencemos 2. Perderam 5 pro SFC, vencemos 2. Perderam 3 da SEP, vencemos 3.

Em gols sofridos, a humilhação aumenta: tomaram 9 gols da SEP (fizemos 5), tomaram 16 do SFC (fizemos 7), tomaram 17 do SCCP (fizemos 9).

Fomos eliminados com Ponte Preta na Sulamericana, Penapolense no Paulista, Bragantino na Copa do Brasil, Nacional na Sulamericana, Cruzeiro na Libertadores, Santos na Copa do Brasil e no Paulista, Audax no Paulista, nenhuma final, caiu com times grandes, mas também com série B, C e D.

Conclusão:

Um clube que representa uma nação de quase 20 milhões de torcedores, não pode abrir mais mão da profissionalização.

Todos torcemos pelo sucesso do time que, consequentemente, será também do dirigente e de todos que formam a nova diretoria. Boa sorte ao Gustavo representando as nossas cores, nas decisões que virão pela frente. Por enquanto, um fracasso.

Mas, com taça levantada ou não, o tempo urge para o São Paulo acordar em sua gestão. Profissionalização já!

 

Saudações Tricolores

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Opinião Tricolor: Resenha Tricolor

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O Opinião Tricolor, com Carlos Port e Aurélio Mendes, recebeu Caio Dominguez e Rodrigo Junqueira, comunicadores tricolores do projeto Resenha Tricolor, sucesso nas redes sociais pela são-paulinidade e qualidade.

Confira!

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Opinião Tricolor: Waldir Peres

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O Opinião Tricolor recebeu Waldir Peres, segundo atleta que mais vestiu a camisa do São Paulo na história, 617 vezes.

Foram 3 títulos paulistas e 1 título brasileiro no período, além de representar o Tricolor paulista na lendária seleção brasileira de 1982.

Confira!

Opinião Tricolor: esquenta da nação

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O programa mais independente e democrático do São Paulo abriu espaço para os torcedores fanáticos do Twitter, no quadro “Comentaristas por um dia”, para o esquenta do jogo da Libertadores.

Participaram Osvaldo Oliveira, Carlos Frederico, Leonardo Bonetto, Diego Xavier e Rodrigo Kamia.

Confira!

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Relação Leco/Ataíde: Conselho e torcida, feitos de palhaços

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“Salve o Tricolor Paulista”.

O São Paulo sofria há anos com gestões desastrosas, desde o terceiro mandato de Juvenal Juvêncio.

Carlos Miguel Aidar foi um rompimento mas, após breve reerguimento, se mostrou igualmente catástrofe, até o seu ocaso. Com requintes de escândalo. Tudo muito lamentável para a história do Tricolor.

Poderia enumerar as inúmeras situações de constrangimento e vergonha que os “discípulos” atuais de JJ no poder, colecionam ao longo dos anos, dentro e fora dos gramados.

Porém, o objetivo é analisar a deplorável decisão do presidente Leco, em manter Ataíde Gil Guerreiro diretor de relações institucionais, após a sua expulsão do Conselho Deliberativo.

Focando:

Aidar é passado, para o bem do São Paulo FC. Jogou uma história, de títulos e times lendários, no lixo. Acusado de conduta improba em relatório embasado, foi submetido a voto e expulso. 142 votos a favor e 36 votos contra.

Ataíde também deveria ser passado, com 120 votos a favor da sua expulsão e 56 votos contra. Um pouco mais que o dobro dos conselheiros do SPFC votou pela exclusão do ex-VP de futebol do quadro deliberativo, que por insucessos e escândalos, debaixo do seu nariz, foi direcionado dias antes, para a diretoria de relações institucionais, após pressão imensa dos torcedores.

Eis o ponto:

O que faz uma diretoria de relações institucionais (ironicamente, criada por CMA)?

Representa a instituição São Paulo Futebol Clube, com demais instituições do mundo do futebol, corporativo, social etc.

Sendo assim, como pode, em sã consciência, em sanidade mental plena, um presidente reconduzir um conselheiro expulso, para ser o responsável da pasta?

Imagine a situação prática, torcedor: uma reunião envolvendo o SPFC e uma entidade qualquer:

- Olá, eu represento a instituição São Paulo.

- Muito prazer, aceite meu cartão, mas quem é você?

- Ataide, um conselheiro expulso.

A busca da credibilidade do São Paulo ainda apanha no futebol brasileiro. Evoluiu, mas não pode estagnar. O clube ainda sofre fogo amigo de decisões administrativas, para quem o quer na lona. A mídia anti comemora.

O Morumbi tem a sua Casa Civil…

Até quando?

 

Carlos Port

Opinião Tricolor

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Opinião Tricolor: Dragões da Real

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O programa da nação tricolor recebeu André Azevedo, presidente da Dragões da Real e da Associação Nacional das Torcidas Organizadas.

Aurélio Mendes, idealizador do projeto Isto É SPFC, fez sua estreia como integrante da bancada do programa.

Confira!

Saudações Tricolores!

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Aurélio Mendes, o Amon, no Opinião Tricolor

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Salve nação tricolor!

Com muita satisfação, o projeto Opinião Tricolor anuncia a chegada de um idealista são-paulino, para compor a bancada do programa.

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Aurélio Mendes, empreendedor nato na linha de frente de defesa do São Paulo FC, em projetos de formação de opinião para a nossa torcida.

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Amon é parceiro de longa data, desde a sua luta na criação do MUSP, movimento que pretendia reunir correntes tricolores para o comum objetivo de lutar pelo SPFC, em todas as instâncias de comunicação virtual e real. Objetivo nobre! Mas conhecemos as dificuldades.

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Seguiu caminho montando o projeto Isto É SPFC, que reúne alto nível de conteúdo, com torcedores como nós, que refletem o que vivem e sentem, nas colunas do blog. Sugiro demais conhecerem https://istoespfc.net

Independente, sem rabo preso, papo reto. Linha contundente e enfática de ações pelo nosso time do coração.

Bem-vindo Aurélio, conhece nossa luta aqui.

Venha pelejar junto!

Saudações Tricolores!

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Os mais importantes: Gilberto Sorriso

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Gilberto Ferreira da Silva, ou no mundo boleiro, Gilberto Sorriso. Jogador de futebol, educador físico e administrador esportivo.

Nascido em 18/09/1951, dos pais Sr. Guilherme e dona Pedra, teve uma vida dedicada ao São Paulo e também ao Santos.

No Tricolor, foi do infantil ao profissional, entre os anos de 1968 a 1977, em uma década de dedicação, bom futebol e títulos.

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Viu a conclusão definitiva do Morumbi, defendendo as cores do São Paulo. Campeão paulista em 1970, repetiu o feito em 1971, na então nova e para sempre eterna, casa tricolor. Foi vice campeão brasileiro duas vezes (1971 e 1973) e da Libertadores (1974), até erguer nova taça estadual, no ano de 1975.

Quase pegou o primeiro título nacional do São Paulo, mas se transferiu antes ao Santos, em 1977, clube que defendeu também por mais de 10 anos, sendo campeão paulista em 1978 e 1984.

Neste último, um reencontro com duas outras pratas tricolores, Serginho e Zé Sérgio.

Foi o décimo terceiro jogador da história do São Paulo, com maior número de partidas, 434.

Deixou além do talento, a simpatia como marca, tanto que voltou ao clube após encerrar a carreira, para trabalhar nas categorias de base.

O importante na vida é sorrir.

Saudações Tricolores!

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Opinião Tricolor: Luiz Alberto Rosan

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Opinião Tricolor recebeu Luiz Alberto Rosan, grandioso profissional da fisioterapia, idealizador do Reffis do SPFC, onde viveu momentos de glória, ajudando o Tricolor a ser extremamente vencedor e referência mundial em tratamento de atletas.

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Saudações Tricolores!

Mudanças drásticas? Ou apenas nova dança das cadeiras?

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Salve, nação tricolor.

Um dia após a carta aberta de pedido de renúncia dos “pacificadores” e “transparentes”, http://opiniaotricolor.com.br/?p=2158  Leco resolveu agir e surpreendeu a nação tricolor.

Ou, nem tanto.

Ataíde Gil Guerreiro, enfim, não é mais Vice Presidente de Futebol. Após descontentar a todos, elenco, torcida, comissões técnicas e oposição, o “homem forte” que dizia blindar o futebol e nunca o fez, foi destituído do cargo.

Cargo este, que deveria ser extinto. A Vice Presidência de Futebol foi criação de Juvenal Juvêncio, em sua recondução à presidência. O SPFC ganhou 3 Libertadores e 3 Mundiais, além de 3 Brasileiros e incontáveis Paulistas, sem este posto administrativo.

Porém, Ataíde, que ainda é julgado pela Comissão de Ética do Conselho são-paulino, segue na diretoria, agora, em Relações Institucionais (não estatutária). A primeira pergunta que se faz é: como alguém sendo julgado em caso interno de gravidade, já assumiu dois postos de comando no SPFC e segue prestigiado? A segunda: quando teremos a elucidação do caso Aidar-Ataíde? A terceira: não seria melhor preservar Ataide de cargos até lá?

Lembra muito o cenário político brasileiro, com a nomeação da atual Casa Civil, não? (Sem analogia entre os personagens, somente, entre as nomeações em meio a investigações).

Com Gil Guerreiro, sai também Rubens Moreno, aquele diretor de longa data, que a torcida desconhecia atribuições. Sempre distante da responsabilidade de mostrar serviço à nação tricolor, só aparecia ao lado de contratados. Informações dão conta que seguirá em outra função administrativa também.

O nome que assume a direção de futebol é Luiz Cunha, ao que parece, para tentar aglutinar profissional e base, com maior profundidade.

As informações destes novos cargos foram confirmadas com conselheiros do clube e também pelo site UOL, em matéria de Gustavo Palenzuela e Ricardo Perrone.

Ocorre, entretanto, que a estrutura pouco mudará, com a manutenção de Gustavo Vieira de Oliveira e com a não contratação de um profissional realmente “boleiro” para a função de superintendência.

Urge a presença de um grande ídolo do passado, no departamento de futebol! Muitos se prepararam para a função, gerir futebol, como Oscar, Dario Pereyra, Pintado, Ronaldão, Cafu, Raí, Zetti. Mas nenhum deles é chamado.

Gustavo, de alto salário e bonificação, tem vínculo muito fortificado com Francisco Manssur, vice-presidente de marketing, com o qual exerceu sociedade em escritório de advocacia. Quem é responsável da vice-presidência de marketing, anteriormente, na era Juvenal, era assessor especial da presidência.

A manutenção de Gustavo deixa entender que muito pouco mudará. O sobrinho de Raí mais errou do que acertou, até aqui, nos anos de SPFC. Contratações que deram prejuízo, como Roger Carvalho (R$ 300 mil na Justiça) e Luis Ricardo (R$350 mil em luvas a receber). Contratações relâmpago em seu período no clube, como Pabón, Jonathan Cafu e Kieza (U$ 300 mil de comissão ao “chinês” e empresário, segundo Leco em entrevista á Folha, perdidos). Tempo de Cañete e Clemente Rodriguez mantidos por longa data e sem solução; Acertos técnicos podemos apontar em Alvaro Pereira, Michel Bastos e Thiago Mendes. O primeiro saiu por desgaste com diretoria e problemas pessoais, o segundo tem seríssimas desavenças com a torcida e o terceiro, grande queda técnica. Em todo seu tempo de SPFC (assim como todos antecessores na função) Gustavo não conseguiu montar uma zaga sólida e duradoura, por exemplo. Tempos menores de contrato do que competições, entre outros problemas. Em 2016, cedo pra dizer, mas os resultados do início do trabalho foram muito ruins.

A Brasil Sports Market, maior entidade de conceito entre executivos de futebol, jamais indicou o são-paulino para concorrer aos prêmios de melhores da área. E olha que todos dos 11 maiores clubes brasileiros, já foram indicados. Veja: http://http://www.brsmbrasil.com/premiacao/

Assim, Leco que já foi diretor e VP e presidente do conselho, agora é presidente. Gustavo segue executivo do futebol. Manssur, de assessor de JJ pro marketing de Leco. Moreno, mantido também. Natel, vice-presidente do clube atual, anterior esportes amadores com Juvenal.

E a profissionalização, tão fundamental pro clube, na mesma estaca zero.

Não é assim que a coisa vai mudar, apenas, estão dançando em volta das cadeiras.

Torcer pra dar certo a gente sempre vai, mas “tá difícil”.

Saudações Tricolores!

Carlos Port – Opinião Tricolor

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Carta aberta aos “pacificadores” e “transparentes”: Renunciem!

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São Paulo, março de 2016.

Esta carta aberta, como tantas outras já feitas no blog Opinião Tricolor para diretorias passadas, agora chega na administração Leco.

Empossada há quase meio ano (tempo ainda curto, é verdade) mas já capaz de humilhações e vexames eternos na história do São Paulo.

Porém, o tempo não se torna tão curto, quando observamos a sua composição.

Leco, na batuta de Ataíde Gil Guerreiro, Gustavo Vieira de Oliveira, Rubens Moreno, apenas pra falar do departamento de futebol.

Fracassos, insucessos, tabus negativos, contratações lastimáveis, tanto tecnicamente, quanto no prejuízo de suas concretizações.

Francisco Manssur, Roberto Natel e outros, em outras áreas administrativas, nomeados por política e não por capacidade plena do exercício de suas funções. Trabalhando de forma voluntária e não profissional, como deveria ser.

Personagens já conhecidos da torcida do São Paulo, que não aguenta mais a perpetuação de um modelo de administração arcaico, ultrapassado, amador por opção (sim, foi rechaçada a profissionalização fundamental ao futuro do clube) e incompetente ao extremo.

Os números não mentem, os fracassos não deixam esconder!

A partir de 2009, após o Tri-hexa, o São Paulo mergulhou na espiral da vergonha.

Temporadas de 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e atual, quanto dos senhores da diretoria que leem esta carta aberta, já não estavam em cargos dentro do clube?

Praticamente, todos! Apenas com dança de cadeiras, indo de uma pasta para outra.

Os resultados práticos: praticamente 90 clássicos desde que a era Juvenal se perpetuou no Morumbi, para menos de 30 vencidos. A maior série de eliminações da história do clube. 23 competições mata-mata, 22 fracassos!

Mais de 60 jogadores contratados, para campanhas medíocres!

É injusto cobrá-los pelo passado? Absolutamente, não!

A maioria dos senhores, fez parte das eliminações vexatórias de Paulistas, Libertadores, Copa do Brasil, Sul-Americana. Quase caíram em Brasileirão!

A maioria dos senhores, viu o dinheiro do Lucas (maior transação da história do SPFC) evaporar por dívidas do clube, sendo que já eram administração.

A maioria dos senhores, estava no clube quando da contratação ou manutenção de casos dos estrangeiros portenhos Clemente Rodriguez (19 meses) e Cañete (4 anos), que ficaram por anos sem jogar, ganhando dinheiro do SPFC.

A maioria dos senhores, estava no clube e são responsáveis diretos, por casos como Roger Carvalho, Luis Ricardo, que levaram dinheiro do SPFC na Justiça ou ainda tem direito a luvas, sem sequer terem feito duas dúzias de jogos pelo Tricolor.

A maioria dos senhores, estava no clube nas contratações que não duraram meio ano, casos de Pabón, Jonathan Cafu e agora, absurdamente, Kieza (que o SPFC diz não ter tido prejuízo, mas quem ressarcirá os 300 mil dólares de comissão, admitidos pelo presidente à Folha)?

Pois bem, menos passado e mais presente: os senhores são os responsáveis diretos, pelo marketing quase nulo ou inoperante, pela falta de receitas, pelo 6 a 1, pela derrota humilhante do Strongest com direito a greve de silêncio devida, de novo, a direitos de imagem atrasados (reconhecidos pelo VP de futebol).

VP de futebol que afrontou torcida do SPFC, ao dizer que não lotaria nossa casa nem de portões abertos. Não quis Lugano antes, quando era muito mais favorável. Condicionou metas para a sua permanência, mas não honrou palavras. Não é heroi de nada, por ter supostamente afastado um presidente acusado de corrupção, com uma gravação escusa feita contra um “amigo” de anos. Afinal, também é parte no processo que o conselho de ética, moroso ao extremo, julga.

O presidente da diretoria tem requerimento no Conselho Deliberativo, exigindo responsabilidade por um contrato assinado no ano de 2002, que rendeu um prejuízo de R$ 4,6 milhões ao SPFC. Qual será o desfecho?

Assistimos até a ocorrência de busca e apreensão, nos balanços jurídicos do Tricolor, em caso de recusa de entrega de documentos, de 2009 até os dias presentes.

Todos esses fatos estão na grande imprensa.

É assim que teremos pacificação? É assim que impuseram transparência?

Pois eu respondo: não!

Fracassaram no passado e no presente e como ato de são-paulinidade, deveriam fazer profunda reflexão, entregarem seus cargos e promoverem um choque de gestão como nunca visto no Tricolor, rumo à profissionalização que urge, para a não derrocada.

É a única saída, presidente Leco!

Não existe outro caminho!

Quer marcar época, tenha a atitude ousada e altruísta, de reconhecer que ainda tentou, mas a sua capacidade diretiva (e a dos seus) não é do tamanho do São Paulo Futebol Clube.

Parta para a profissionalização, também, para mudar os vícios de um conselho acostumado a benesses do poder.

Carteiradas, chega!

Entreguem seus cargos!

Seria o maior ato de honra de suas carreiras administrativas, dentro do maior Tricolor do mundo.

Ou então, a torcida exigirá de outra forma.

Novamente, “devolvam o nosso São Paulo”!

Ass: Carlos Port

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Feliz Dia Internacional da Mulher, são-paulinas!

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Feliz Dia Internacional da Mulher!
Pra todas mulheres do mundo, de toda raça, credo, opção sexual. Mães, filhas, netas, avós.
Mas a minha homenagem, quer mandar uma saudação especial, para a mulher são-paulina.
Coração pulsante da nação tricolor!
Emocionais, sentimentais.
Fanáticas, devocionais.
Indignadas, com os desmandos da diretoria, com a indolência dos jogadores. Não é este São Paulo que aprenderam a amar!
O São Paulo FC precisa das mulheres tricolores, nas arquibancadas, nas redes sociais. No apoio e na crítica. Na cobrança!
Trate melhor a são-paulina, diretoria! Nas promoções de jogos, nas linhas de produtos oficiais e licenciados. Aquilo que a terceira maior torcida do Brasil encontra em camisas masculinas, deve existir na mesma proporção para as mulheres!
A paixão da são-paulina completa o São Paulo!
Merece nosso total reconhecimento e agradecimento. As mais belas e vibrantes, as mais incríveis. Sem vocês, torcer não seria a mesma coisa.
Obrigado!
Saudações Tricolores!
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O SPFC virou o Brasil do PT e do PMDB. Em 10 pontos.

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“Salve o Tricolor Paulista”.

A saudação histórica se transformou em pedido desesperado de socorro. Contra a perpetuação do poder, círculo vicioso, conchavos.

Politicalha, no dicionário e na vida real: ato político de exploração através do Estado em benefício de interesses pessoais ou grupos.

Entenda porque o São Paulo FC se transformou no Brasil do PT e do PMDB, em 10 pontos.

1) Inchaço da máquina administrativa: a partir da era JJ, o Tricolor paulista inflou de tamanho. Crescer planejado é muito diferente de inchar desordenado. Muitos apadrinhamentos, poucos merecimentos. Parafraseando o ex-presidente Fernando Casal De Rey: “precisamos de um resgate, a são-paulinidade imperava sobre os interesses pessoais e pequenos, que são os grupos (políticos)”.

2) Aparelhamento pela criação de cargos: o São Paulo bicampeão da América e do mundo, tinha uma diretoria enxuta, com presidência, vice-presidência e diretoria de futebol, diretorias da área social do clube e cerca de 500 funcionários, nos anos 90. Atualmente, são aproximados 900 funcionários. Além disso, a criação da vice-presidência de futebol a partir de Juvenal Juvêncio, que nunca gerou frutos de glórias, apenas, vexames e humilhações nos campos. Todos “VPs” fracassaram na função. Não é o cargo que ganha título, é a bola.

3) Juvenal Juvêncio, saudoso para muitos, era petista histórico. Gostava muito do ex-presidente Lula, aquele que hoje é alvo de investigação pelos crimes do PT. O espelho de modelo de governar foi um retrato do seu período à frente do Tricolor. Conquistas ocorreram no Tricolor e no Brasil de Luis Inácio, mas com um preço muito alto, a perpetuação do poder.

4) No cenário político nacional, Eduardo Cunha, o líder do PMDB que sempre foi base aliada do PT, criou um grupo dissidente e o enfrentamento político entre Câmara dos Deputados e Planalto, parou o Brasil. No SPFC, Carlos Miguel Aidar, sucessor de Juvenal Juvêncio, igualmente base aliada, também se rebelou contra o “sistema”. Com isso, sua administração confrontou um estado montado de coisas e pessoas, visando quebrar uma pirâmide de benefícios, por outra. Assim, derrubar Aidar se tornou ponto de honra para os partidários de JJ, assim como derrubar Cunha é missão mister dos conduzidos pelo governo federal. Independente dos seus atos vexatórios e indignos da tradição tricolor.

5) O Conselho são-paulino lembra muito o Congresso Nacional. Dos 240 conselheiros, 160 são vitalícios. Na Câmara e Senado, o que não faltam são mandatos estendidos. A renovação de 80 não é capaz de ocasionar uma mudança. O modelo administrativo é promíscuo, tanto lá em Brasília, quanto no Morumbi.

6) O PMDB trabalha como escudo do PT, desde 2003. O Conselho do SPFC trabalha (em sua maioria, salvo brilhantes exceções) como escudo da era Juvenal Juvêncio, desde 2011, quando da efetivação do terceiro mandato, via estatuto rasgado.

7) O mensalão, crime político que antecedeu o petrolão, minguou no Congresso pela ação da base aliada, que tinha o PMDB como principal engrenagem. Os crimes investigados do SPFC correm o risco de uma grande pizza também, fatiada entre aqueles conselheiros e dirigentes que apenas praticam a dança das cadeiras e são os mesmos, desde quando o Tricolor parou no tempo, a partir de 2009.

8) Criar o Soberano no SPFC foi ato arrogante, prepotente, ato de auto-julgamento inatingível. Reflexo do que pensa o ex-presidente da República, quando debocha das instituições da justiça nacional, diante das evidências dos seus ilícitos. Não existe soberania sem decência.

9) O Ministério Público precisou entrar em ação, tanto no Brasil do PT e do PMDB, quanto no SPFC dos “filhos” de Juvenal e Aidar, pelos atos cometidos nos últimos anos. A investigação Aidar-Ataíde segue curso paralelo na justiça, independente do que pensem e queiram, os mandatários são-paulinos. O SPFC precisa ser passado a limpo e auditorias bancadas pelo bilionário Abílio Diniz tentam fazer isso. O empresário, em carta, já disse da dificuldade em conseguir documentos. Recentemente, em ação da Polícia Federal, o Instituto Lula foi esvaziado antes da varredura interna. Vazamento, palavra que o são-paulino mais se acostumou a ouvir, nos últimos anos. A exposição da fratura exposta tricolor, o sensacionalismo, nada disso importa para aqueles que pretendem manter seus cargos em seus “gabinetes”, no Brasil e no São Paulo.

10) A oposição no Brasil é o PSDB, tucanos desalinhados e sem força política para derrubar o status quo. Tal qual a oposição são-paulina, onde grupos racham um modelo de ação e fiscalização que seriam fundamentais para o funcionamento da “máquina” com eficiência e eficácia. Fora aqueles que mudam de lado.

Deplorável.

Até quando teremos “os partidos” destruindo dentre os grandes, o primeiro?!

Com a palavra, o sentimento dos homens que mandam no Tricolor. Se é que este sentimento ainda existe, diante do fascínio pelo poder.

 

Saudações Tricolores

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Um editorial crítico e de respeito ao SPFC

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Salve nação tricolor.

2016, aparentemente, começava diferente no nosso amado São Paulo.

Aparentemente.

Depois de uma tormenta como nunca antes vista na temporada 2015, que quase destruiu o clube moralmente, conseguimos sobreviver para a Libertadores.

Não vou me ater ao passado político, sabedoria é olhar sempre para o presente e para o futuro.

Assim, iniciamos de certa forma promissora, não no sentido de favoritismo de títulos, mas de retomada de caminho.

Veio Bauza, um técnico bi-campeão da Libertadores. Chegou Calleri, que arrebatou a torcida de cara. E jogadores medianos, regulares, como Mena, Kelvin, fecharam o elenco. Limitados foram negociados.

Claro, acima de todos eles, a liderança de Lugano, a mais festejada contratação, para mudar a apatia que feriu a honra tricolor.

Também a base tem feito bonito nos campos nacionais e estrangeiros, conquistando títulos importantes, como Copa do Brasil e Libertadores sub-20.

No comando de futebol desta velha-nova fase (sim, afinal, já eram homens de Juvenal Juvêncio e Aidar), estão Gustavo Vieira de Oliveira e Ataíde Gil Guerreiro.

Vale a lembrança que a estes nomes de contratações citados, Thiago Mendes e Michel Bastos merecem destaque também, pela dupla Ataíde/Gustavo.

Tudo parecia realmente melhor, mas aí veio o primeiro clássico.

Na sequência, o primeiro jogo da fase de grupos da Libertadores.

Duas derrotas. Uma, autêntico vexame. Vergonha total!

Eis que devemos cutucar a ferida, para realmente saber se existe cicatrização dos males recentes. E não, ainda não há. O SPFC não está cicatrizado.

Não tenho posição política atual, nem sou sócio do clube para isso, apenas, como muitos nostálgicos dos anos 80, apoiei Aidar nas eleições, sedento pelo retorno de times maravilhosos, que sua gestão montou entre os anos de 1984 a 1988.

Com o perdão da expressão, caí do cavalo. Após uma ilusão de evolução em 2014, o tombo no ano seguinte.

A minha parte fiz, o que apoiei, cobrei e exigi renúncia (inclusive em carta aberta aqui neste blog). Mas, como bem disse, o olhar é para o presente e para o futuro.

Presente incerto, futuro que preocupa.

Comecemos falando brevemente de gestão, para logo mais entrar de sola no futebol.

Leco chegou com proposta de pacificação e por ser oriundo da era JJ, teve muita força política pra isso. Afinal, os homens do saudoso Juvenal Juvêncio ainda dominam completamente o conselho são-paulino.

Porém, Leco rejeitou a profissionalização, tão fundamental para o clube e, assumindo mais uma temporada de administração com pilares amadores (estatutariamente) o SPFC perderá mais um ano de sua história, em relação à evolução absolutamente necessária em sua gestão.

Mais do que isso, perderá muito dinheiro e ficará, novamente, atrás dos seus rivais da capital paulista, em receitas, ao final deste ciclo. Por parar no tempo e por vozes favoráveis a profissionalização, serem minoria no Morumbi.

Ah as carteiradas do poder…

A política ainda fervilha com investigações internas, para selar o destino de Aidar e Ataíde. O desfecho virá em breve.

Aidar se tornou passado, a coletividade tricolor agradece mas, Ataíde ainda é presente.

Não sei se ocorrerá “pizza” ou não, o que sei, é que Ataíde Gil Guerreiro jamais poderia ter sido mantido na vice-presidência de futebol, sendo objeto de um processo interno. Pelo menos, até sua resolução final, tinha que estar afastado. É o que a ética, minimamente, exigiria.

Enfim, permaneceu e com isso não honrou suas palavras de saída do cargo, por metas não cumpridas.

Um histórico de erros que superaram os acertos, que podem ser comprovados pelas suas próprias palavras.

Ataíde dizia que o futebol que comandava era uma “ilha blindada”e que não existia intervenção política. Assistimos que não foi assim.

Ataíde desmereceu a torcida do São Paulo, em declaração extremamente infeliz, sobre ingressos caros e ida ao estádio.

Ataíde ficou com obsessão por um zagueiro canhoto, demonstrando um desconhecimento inacreditável para a função. Para um zagueiro jogar pelo lado esquerdo, não precisa ter o pé esquerdo como o bom! Era só conhecer a história das zagas lendárias do Tricolor.

Ataíde negou Lugano, quando as condições eram muito mais favoráveis e, por mais que se diga que quem não quis foi o técnico Osorio, o colombiano não tinha obrigação de conhecer a mística do uruguaio no Tricolor. Ataide tinha o dever de informá-lo e exercer seu comando de última palavra.

Em 2016…

O São Paulo tomou 31 gols clássicos em 2015, marca negativa recordista, em 86 anos de história.

Aí já é hora de questionar Gustavo, ao lado de Ataíde.

O gerente, que tem seu alto salário mais bonificação contestado por muitos, inclusive, por este que vos escreve, teve um planejamento errado de zaga, em conjunto com o VP de futebol.

Trazer Lugano, sem considerar as variáveis físicas de declínio das últimas 4 temporadas do ídolo, somado ao problemático Breno, esperança que ainda se ressente de lesões seguidas pelo período afastado do futebol, sem uma reposição confiável, foi um grande erro no planejamento da equipe.

Rodrigo Caio, tido como o zagueiro mais técnico do time, precisa ter um xerife do lado, senão se torna presa fácil, pela sua característica (física e técnica) de não impor temor e pior, contando apenas com zagueiros inexperientes ao lado.

Impressiona como o Tricolor não tem líderes de linha, falta malandragem. Imposição. Hashtag de rede social #JuntosSomosMaisFortes não assusta ninguém. É risível, vira chacota.

Lucão foi a prova no final de 2015 e começo de 2016. Fatalista, despreparado para a pressão, entregou o time em momentos que o são-paulino vai demorar pra esquecer. Mas, independente da limitação evidente do zagueiro, não atirarei ainda mais pedras, além das quais já recebeu.

Acima de tudo e por incrível que pareça, Lucão foi também vítima desse planejamento errôneo, para não dizer, tosco, da diretoria. Porque nele foi depositada uma carga de responsabilidade pelo vice-presidente, desde a temporada passada. Abrindo mão de contratações pra isso.

Aí o desespero bateu na porta e como já fizeram com Luiz Eduardo em 2015, zagueiro trazido de série D, foram buscar às pressas o defensor Maicon, ex-Porto. Vamos torcer para dar certo mas já alertamos que é outro caso como Doria, com contrato curto e que deixará o SPFC na mão no segundo semestre.

Então chega a questão da grana, do cacau. A diretoria alega que o dinheiro para contratar era curto, que foram feitas tentativas que não deram resultado.

Fica tudo por isso mesmo?

Pera lá…

No meio da turbulência mais apavorante que vivia, a Brand Finance, uma das mais conceituadas consultorias do planeta, conferiu ao São Paulo o título da “marca mais valiosa das Américas”. Entre aspas, porque assim foi noticiado no site oficial.

Por favor, pense comigo leitor, como a marca mais valiosa das Américas não consegue ter dinheiro para contratar um zagueiro?!

E não estamos falando de craques consagrados, de jogadores muito caros, inviáveis. Defensores, por si só, já valem menos que atletas de meio-ataque. O mercado era o sul-americano, onde o futebol argentino, uruguaio, colombiano, paga muito menos que o futebol brasileiro. Só insucessos.

Aí o círculo vicioso volta à falta de profissionalismo e gestão por meritocracia de funções. Se o dinheiro é curto, entra o marketing! Nada foi feito para um plano de ação. O departamento de Vinicius Pinotti (que tanto tem feito por amor ao clube) e Manssur tem méritos mas não pode ser tratado também como política. Precisa ser totalmente profissional, meritocrático, técnico. Agressivo, atuante, digno de uma camisa trimundial!

A defesa ficou exposta. A torcida não sabe o que esperar, pois segue refém da condição física ainda incerta das suas maiores esperanças.

A Libertadores já começou trágica, não sabemos como terminará. Mas assusta o nível de falta de identidade com a tradição tricolor!

Ao São Paulo, restará mais um ano de superação e força da camisa. O futebol é dinâmico e podem haver surpresas positivas.

Mas, definitivamente, não por um planejamento profissional e boleiro.

Aliás, superintendente ex-ídolo, do ramo, é tabu no Morumbi!

A batida segue no amadorismo dos seus cartolas…

Até quando?!

 

Saudações Tricolores.

Carlos Port

Opinião Tricolor

A morte dos clássicos paulistas. Definitivamente.

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Olá nação tricolor!

Em 2009, escrevi uma coluna que o grande jornalista Marcello Lima publicou em seu blog: https://marcellolima.wordpress.com/2009/02/06/a-morte-dos-classicos-paulistas-por-carlos-port/.

Entitulada “A morte dos clássicos paulistas”, tratava da então decisão do SPFC, em destinar apenas 10% de carga visitante aos rivais, nos clássicos do Morumbi. Medida até que tardia, por décadas que o Tricolor abriu portas em igualdade, mas recebi tratamento desigual no Pacaembu, Parque Antártica e Vila Belmiro.

Pois bem, chegamos em 2016. Anos após, a cidade de SP agora conta com o maior estádio de todos, o tradicional Morumbi, ao lado de duas novas arenas, uma financiada com dinheiro público, outra com parceria de empreiteira.

Todos, então, tem “casa”. Mas só uma está paga.

Porém, a questão principal não é cutucar nenhum rival, mas lamentar a realidade do final dos clássicos, envolvendo São Paulo, Corinthians, Palmeiras e até, o Santos.

Os nostálgicos vão se lembrar dos clássicos nas cordas. Torcida que ia mais, ficava com maior parte do estádio. Na grande maioria das vezes, Morumbi dividido ao meio. E ponto final.

1991

Corintianos dominavam nas finais contra o São Paulo, mas chegaram a ser minoria também, exemplos dos jogos decisivos de 1987 e 1991 (foto acima). Nos anos 70 e 80, São Paulo x Palmeiras “rachavam” o Morumbi mas, pós a explosão da torcida tricolor nos anos 90 do bimundial, o clássico foi totalmente dominado pelo Tricolor. Chegou a ocorrer um 9 “gomos” a 3 para o SPFC, em 2002. Já diante do Santos, 122.000 estiveram presentes na final de 1980. Outras 70.000 na final de 2000. Com a torcida santista sempre menor, mas em grande número também.

O fato é, torcida maior, menor ou igual em um determinado jogo, era decidido pelo momento! Assim, grandes massas acompanhavam seus times, no Maracanã dos paulistas, o Morumbi.

Quando o São Paulo fez justiça ao limitar 10% aos rivais no Morumbi, igualando tratamento que recebia nos jogos contra os grandes fora dos seus domínios, o futebol paulista passou a ter uma mudança no conceito de “clássico”, pelo quesito torcida.

Consolidado de vez com o Itaquerão e Allianz Parque.

Hoje, um clássico paulista é ditado pelo mandante, que sempre será o favorito no ambiente de sua torcida. Salvo quando times forem extremamente desproporcionais tecnicamente.

Atualmente, quando Corinthians e Palmeiras jogam contra o São Paulo no Morumbi, é como se estivessem jogando fora contra times do RJ, MG ou RS. E vice-versa.

É essa a atmosfera das arquibancadas, decretando a morte dos clássicos, no tocante ao “jogo” das torcidas.

Quem dera o Morumbi pudesse ainda estar dividido, com bandeiras e tudo mais que a festa do futebol já viveu. Mas, pra isso, Itaquera e Allianz também deveriam, obrigatoriamente, rachar as suas casas para o rival.

Utopia pura.

Enfim, quem viveu, viveu.

RIP, clássicos paulistas.

 

Carlos Port

Opinião Tricolor