Liberdade é festa, violência é proibir! #AgainstModernFootball

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Olá nação tricolor!

Esta coluna é extensiva para as torcidas organizadas Independente e Dragões da Real.

Porque somente a união de forças, em esforços mútuos de conscientização, poderão beneficiar a todos os torcedores dos times paulistas, na questão tão sentida por nós que vivemos arquibancadas: as bandeiras de mastros, proibidas nos estádios!

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O futebol brasileiro se transformou ao longo das últimas décadas, perdeu identidade, “europeurizou”, criando um termo. Dentro do campo, com mais tática defensiva do que técnica pura. E fora também, com os novos modelos de arenas.

Nada contra a modernização do conceito dos estádios, mas tudo contra sufocar a tradição das torcidas paulistas, a forceps!

Torcedor brasileiro é singular, único. Não torce como europeu, ou sul-americano. Tem a ligação ímpar do samba da bateria e bandeiras na arquibancada. Prefere o cimentão (que hoje está com cadeiras) do que a numerada confortável. Não importa a classe social.

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No estado de São Paulo, existe a proibição legal das bandeiras com mastros nos estádios paulistas, desde os anos 90.

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Nos últimos anos, os belos sinalizadores (os inofensivos, não os navais que causaram tragédia na Bolívia) também foram proibidos.

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Episódios de violência cessaram pela proibição da festa das torcidas?! Todos são sabedores que não!!

É uma medida descabida, que mais visa punir o conceito de torcida organizada, do que coibir o torcedor violento.

Alguns afirmam que bandeiras se transformam em armas. Isso não existe no modelo atual dos estádios, com divisão de torcidas em 10 ou 5%, devidamente separados, itinerários com escolta e aguardo para dispersão.

A proibição está errada, premiando a incapacidade de punir o mau torcedor, sobrando para o espetáculo da arquibancada.

Os bons (maioria) não podem pagar pelos maus (minoria). Para os delinquentes infiltrados no futebol, sejam em organizadas ou em qualquer lugar do estádio, tem que existir a lei severa, aliás, deveria ser assim em todas as áreas da sociedade brasileira. A impunidade impera e somente medidas paliativas são tomadas.

Bandeiras nas arquibancadas, autoridades paulistas, fascinam crianças, mulheres, famílias. Encantam do pequeno ao idoso. E não representam perigo real. O Maracanã, maior estádio do Brasil, é a prova maior. Bandeiras dos times cariocas completam o espetáculo do futebol. Aqui, em São Paulo, só viajando ao RJ ou outros destinos estaduais, que contemplamos a festa que o futebol é capaz de proporcionar.

Portanto, se a reparação de justiça nesse caso envolve deputados, Ministério Público, Polícia Militar e o governador, que sejam acionados e acolhedores deste apelo popular, que somente será benéfico para todos.

Afinal, a festa no futebol preenche corações e mentes de torcedores. A proibição dela, ao contrário, abre espaço pra violência, pela cabeça vazia. Quanto mais o torcedor estiver ocupado em promover a festa mais bonita que a do time rival, maior a conscientização dos mesmos, em reprimir atos marginais, que tirariam novamente as bandeiras das arquibancadas.

Violência precisa ser punida sempre! Mas com medidas eficazes e certeiras, não com injustiça e autoritarismo.

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#AgainstModernFootball

Saudações Tricolores!

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Bandeirões, luzes, bandeiras de mastro. A alma da arquibancada.

Digníssimas autoridades do Estado de SP,

O espetáculo magistral, único, inesquecível e eterno que foi a despedida de Rogério Ceni dos gramados, ao final de 2015, proporcionado pela torcida do São Paulo FC com as organizadas Torcida Tricolor Independente, Dragões da Real, Implacáveis e Falange, serviu também para demonstrar como é possível retomar a alma da arquibancada nos estádios paulistas.

No Brasileirão 2017, espetáculo repetido em treino aberto e nas concentrações épicas do portão 1 do Cícero Pompeu de Toledo.

Bandeirões, luzes, bandeiras de mastro. Violência é proibir!

Não troque, senhor governador, a democracia pelo autoritarismo.

Não troquem, senhores deputados, a liberdade pela ditadura.

Não troque, Ministério Público, a ação pela omissão.

Não troque, Polícia Militar, a segurança pela coerção.

É tão simples permitir as bandeiras de mastro de volta, junto de todo aparato que maravilha crianças, adultos e idosos, em jogos de futebol. As torcidas são devidamente credenciadas na Federação Paulista de Futebol, termos de responsabilidade por cada mastro na arquibancadas seriam facilmente administrados.

Basta querer!

A única violência que existe nos estádios, atualmente, é a ação pública matando a festa da arquibancada. 10 anos de proibição já passou do limite do tolerável. A ação que pune atos criminosos deve ser implacável sim, mas pra quem pratica o ato criminoso, não para as entidades como um todo.

Até quando?

Que as imagens falem por si só.

Saudações Tricolores!

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Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

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Carlos Port

Opinião Tricolor

Crédito-imagens: sites Globo Esporte, Esporte Uol, Lancenet, Facebook Arquibancada Tricolor, Superesporte, Arquivo Pessoal.

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Camisa: estrelas, faixas, patrocínios. Branding!

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Olá nação tricolor!

O blog abre espaço para uma propositura que poderia e deveria ser objeto de debate no Conselho do São Paulo FC, em cada ano, quando da renovação de modelos do uniforme.

A preservação de um dos maiores símbolos oficiais do clube.

A camisa do São Paulo, o manto sagrado.

Nos quesitos patrocínio, numeração e estrelas vermelhas e amarelas.

Patrocínios:

Vamos analisar primeiro os patrocínios, tão fundamentais ao futebol moderno, mas que descaracterizam a camisa 1, na sua concepção original, ou seja, faixas um pouco mais altas, próximas ao peito.

Nos anos 80 (entre 1982 a 1987), anunciantes ainda estavam abaixo das faixas da camisa do São Paulo. A partir da década de 90, a posição das marcas subiu, alterando a formatação do manto tricolor. Jamais voltaram para debaixo das faixas.

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*Alguns argumentarão que é pela visibilidade da TV, mas o Coritiba está aí para provar o contrário. Vide uniforme 1 do clube paranaense, que manteve o respeito à posição das suas faixas.

Recomendo a visita do blog do Thiago Pulzatto, que fez um belo trabalho de pesquisa das fases da camisa tricolor: https://omantotricolor.wordpress.com/camisa-um/

Recuperar as faixas mais perto do coração deveria ser condição mister para cada possibilidade de novo patrocínio.

Uma prova de respeito incondicional, um manual de marca.

Estrelas:

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Nos anos de 1952 (como atleta do São Paulo) e 1956 (representando o Vasco da Gama), o lendário Adhemar Ferreira da Silva, conquistou recordes olímpicos e mundiais, ao ser medalhista olímpico, na modalidade salto triplo, consecutivamente em duas Olimpíadas, Helsinque e Melbourne.

Tais façanhas eternas renderam estrelas amarelas na bandeira oficial do São Paulo FC, a partir de 1956 (não na camisa, que permaneceu intacta, com suas faixas, listras e escudo, por mais 40 anos).

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Décadas se passaram com a camisa sempre imaculada, até o ano de 1996, quando, na gestão de Fernando Casal De Rey, o São Paulo decidiu inserir as estrelas das glórias do atletismo, em sua camisa de futebol.

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Quatro anos mais tarde, em 2000, na presidência de Paulo Amaral, as estrelas vermelhas passaram a integrar a camisa do Tricolor, pelo bi-mundial 1992-1993.

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Enfim, após o Mundial 2005, no início da temporada 2006, a terceira estrela vermelha.

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Pois bem, as estrelas representam glórias tricolores, fato inconteste. Mas seriam mesmo necessárias? Ou seriam uma ostentação que restringe novas conquistas?

Já imaginaram no futuro? O São Paulo tetra, penta mundial? A estética, o design da camisa, estariam seriamente comprometidos, poluídos visualmente.

Conceitos mercadológicos, da força de uma marca, devem independer de uma “chancela” auto-intitulada.

Outro problema conceitual: o próprio Tricolor estipulou as estrelas vermelhas às conquistas mundiais. Não há uma formatação reconhecida pela Fifa ou qualquer outra entidade, que recomende estrelas vermelhas como sinônimos de conquista.

E quanto ao atletismo? Nobre modalidade, mas somos um clube que possui quase 20 milhões de torcedores movidos por futebol e por este esporte, é que a camisa deveria conter qualquer homenagem.

Devemos gratidão e reverência a todo aquele que representou o manto tricolor, em qualquer outro esporte, com maestria. Porém, se um outro atleta olímpico no futuro, patrocinado pelo São Paulo, for medalhista de ouro e recordista mundial novamente, teríamos também outra estrela amarela na camisa?

Somente nas Olimpíadas de 1952, Adhemar representou o São Paulo. Em 1956, já era atleta do Vasco da Gama, quando foi bicampeão. As estrelas são pelos recordes mundiais (e olímpicos) batidos em 1952 e 1955. Marcas belíssimas, mas seriam para justificar eternidade?

Temos um campeão mundial de boxe, Eder Jofre, no ano de 1960. Se as estrelas valem pra Adhemar, deveriam valer pro boxeador tricolor também. Fato que já lutava profissionalmente, mas até hoje o São Paulo ostenta sua façanha.http://www.saopaulofc.net/noticias/noticias/historia/2015/11/18/ha-55-anos,-eder-jofre-conquistou-o-mundo-pela-primeira-vez/

Maurren Maggi, campeã olímpica, quando passou a ser atleta do SPFC em 2010, sonhou em colocar a terceira estrela amarela, em caso de uma nova conquista. A pergunta é: onde seria? http://www.saopaulofc.net/noticias/noticias/futebol/2010/2/23/maurren-quero-colocar-uma-estrela-no-simbolo/

Se o clube, com suas marcas vencedoras em outras modalidades, quiser homenagear ídolos do passado ou outros que possam vir a representar o São Paulo no presente e futuro, existem diversas formas, objetos de autorizações estatutárias.

A camisa do São Paulo é do Futebol Clube, acima de tudo! Reconhecida como tricampeã do mundo em qualquer parte do planeta, sem que estrelas precisem contar isso.

Portanto, recuperar a tradição do escudo, sem a necessidade de auto-ostentar estrelas, seria um grande ato do São Paulo.

Além do mais, é um ato de justiça com o passado, pelos 66 anos que a camisa do São Paulo foi muito vencedora, sem estrelas, com ídolos para sempre.

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A primeira camisa, a partir de 1930, de Friedenreich e cia, não é “menor” que aquela com estrelas. Muito menos, a da era do Rolo Compressor de King, Leônidas da Silva, Sastre, Teixeirinha, a linha média de Bauer Ruy e Noronha e inesquecíveis craques do Tricolor na década de 40. O período de De Sordi e Zizinho, Gino, Maurinho, Canhoteiro, os títulos dos anos 50. Roberto Dias e os guerreiros que defenderam o São Paulo na construção do Morumbi, nos 60. O estádio pronto, a explosão de títulos a partir de Sérgio Valentim, Gerson, Fórlan Pedro Rocha, Toninho Guerreiro, Mirandinha, Chulapa, Chicão, Zé Sérgio, nos 70. A Máquina Tricolor e os Menudos do Morumbi nos 80, com Gilmar, Oscar e Dario Pereyra, Renato Pé Murcho, Silas e Muller, Careca, Pita e o Rei de Roma. Os mágicos anos 90 de Telê, Rei Raí, Cafu, Zetti. Muitos outros heróis completam a lista desses lendários tricolores.

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Seriam menos campeões por não terem estrelas amarelas ou vermelhas em suas épocas? Claro que não!

Números:

Ainda existe a abordagem dos números e suas tipografias, que fazem com que o São Paulo, em diversas temporadas, corte suas faixas e listras para inserí-los.

Novamente, volta à tona o argumento da visibilidade das transmissões de televisão. Ocorre que, durante décadas, inesgotáveis jogos foram transmitidos sem a necessidade de se “mutilar” a camisa tricolor. Basta uma fonte forte e grande, para o problema estar resolvido, ano a ano. Dois exemplos a seguir, dos anos 80 e da década passada, já no novo século (alguma dificuldade de leitura?):

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Em cada tempo, a relevância das conquistas foi se transformando. Vencer um campeonato estadual já foi tão valioso quanto a mais alta performance internacional, nos dias atuais.

O escudo tricolor, o coração de cinco pontas, o diamante belo do Tricolor Paulista, é magnífico, imponente e poderoso por si só!

Bem como sua camisa, preservada na altura e extensão de suas faixas e listras.

Pense nisso, São Paulo FC!

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Site oficial do SPFC, Revista Placar, UOL Esporte, blog O Manto Tricolor, de Thiago Pulzatto.

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Descanse em paz Juvenal Juvêncio, o antagônico.

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Descanse em paz Juvenal Juvêncio, o antagônico.

O presidente que marcou época no Tricolor paulista, para o bem e para o mal. Carismático para muitos, soberbo para outros tantos, características notórias do cidadão mais ilustre da história de Santa Rosa do Viterbo.

Homem que migrou politicamente de Faria Lima, para os braços do PT. Democraticamente, de direito. Mas tal ideologia foi muito nociva ao São Paulo, principalmente, na era do fanático corintiano, Luís Inácio.

Porém, o assunto aqui é futebol.

E o momento é de pesar, pela morte de JJ.

Carlos Miguel Aidar. O homem que fez Juvenal Juvêncio ser diretor de futebol, em 1984. Grande diretor. Campeão paulista duas vezes (85-87) e brasileiro (86), com Carlos Miguel.

Após isso, foi eleito presidente do antagonismo vencedor e perdedor, no final da década de 80, ao vencer o campeonato paulista de 1989 e no ano seguinte, protagonizar a pior campanha do SPFC em um estadual. Seu sucessor, Pimenta, nada mais poderia fazer quando assumiu a equipe. O Tricolor só não caiu porque o regulamento não permitia.

A política tricolor mudou de ventos e mãos, foi bicampeã da América e do Mundo com outros personagens, até o começo do novo século.

Quando JJ promoveu uma escalada crescente e notória na política são-paulina, como ninguém foi capaz de superar, no século XXI.

O saudoso e também eterno Dr. Marcelo Portugal Gouvêa foi eleito presidente em abril de 2002 e convenceu Juvenal a voltar ao SPFC, para ser novamente diretor de futebol, cargo que ocupou entre 2003 a 2006.

Uma dupla que foi fantástica. Juntos, fizeram o SPFC voltar pra Libertadores após 10 anos. E a venceram.

Juntos, conquistaram o Tri-mundial!

Então, Juvenal Juvêncio gostou de ser Tri e partiu pra um novo mandato de presidente, conquistando o Tri-Hexa brasileiro. Campeonatos consecutivos que jamais outro clube brasileiro foi capaz de igualar.

Mas, a partir de então, os problemas começaram a se somar.

A postura tida como soberba, o tal “Soberano”, começou a “machucar” o SPFC, aos poucos.

Os números desfavoráveis mostram o tamanho do abismo provocado pela perpetuação do poder, “coroada” com um terrível terceiro mandato, às custas de uma mudança de estatuto, até hoje criticada.

Clássicos: 81 disputados entre abril de 2006 até abril de 2014. Apenas 27 vencidos, apesar da chave de ouro de vencer o último Majestoso em março 2014. Um terço de aproveitamento, isso nunca foi SPFC.

Campeonatos: 31 disputados, apenas 4 títulos. Como atenuante marcante, o histórico e único tri consecutivo da história do Brasileirão, já sublimado aqui. Mas foram muitas decepções e vexames históricos, como nunca na história do SPFC. Quando foi mata-mata, mais trágico ainda. 23 disputados, 22 perdidos.

O ocaso foi a campanha desesperadora do Brasileirão 2013.

Na era JJ pós 2006, foram cerca de 20 contratações que deram certo, para mais de 50 que deram errado. Quanto aos treinadores, foram 14 trocas, para 8 técnicos diferentes. Começou e terminou com Muricy Ramalho.

Ressalte-se a competência de JJ em vender bem, jogadores da base ou não, foram negociados com valores altíssimos para o SPFC, sobretudo, Lucas.

Mesmo com tantos desmandos entre 2009 a 2013, sua força política permaneceu gigante no conselho são-paulino. E os papéis se inverteram: Aidar havia feito JJ presidente em 1988. JJ fez Aidar presidente em 2014.

Para então, protagonizarem a maior briga de dirigentes já vista na história do Tricolor. Infelizmente, outra mancha histórica.

Dizem e concordo: JJ sempre funcionou melhor como diretor, do que como presidente. Os resultados falam por si só.

O legado de Juvenal foi a gestão patrimonial. Os avanços de Cotia, Barra Funda e Morumbi, justificaram, em parte, os últimos anos da presidência do polêmico JJ.

Juvenal Juvêncio fez parte da geração de dirigentes que mandaram nos seus clubes por grande período. Hoje, o futebol é outro. O caminho da profissionalização é mister. O São Paulo ainda não percebeu isso e se não acordar a tempo, seguirá refém do modelo que JJ deixou.

Amado, odiado, agora, perpétuo.

Deus o tenha.

 

Saudações Tricolores.

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O fim da era Aidar

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Olá nação tricolor,

A traumática e deplorável saída de Carlos Miguel Aidar da presidência do São Paulo se torna, ainda mais lamentável, diante do que a sua família representou para a instituição.

Uma situação vexatória de porta dos fundos, jamais condizente com os feitos de pai e filho, pelo Tricolor do Morumbi, nos anos 70 e 80.

Henri e Carlos Miguel, pai e filho, os primeiros campeões brasileiros presidindo o SPFC.

Da honra a desonra.

Uma tradição familiar perdida por atos egocêntricos, esnobes, transações questionáveis e suspeitas de ampla divulgação na mídia e agora objeto de auditoria interna e comissão de devassa, brigas com antigos “parceiros” políticos, maiores do que as travadas com a legítima oposição.

Um ocaso irreparável, para o ex-presidente que viu nascer os Menudos do Morumbi, ao contratar Cilinho; o ex-mandatário que contratou o Rei de Roma, Falcão; o ex-visionário fundador do Clube dos 13 que peitou a CBF; o ex-comandante que marcou época entre 1985 a 1987. Pita, Raí, gênios do meio-campo, aquisições de Carlos Miguel Aidar.

Tudo isso perdido, pela imoralidade que foi a administração são-paulina, nos anos de 2014 e 2015.

O choque de gestão previsto no sentido de profissionalização (até agora, bravata) acabou ocorrendo de outra forma, por escândalo de magnitude jamais vista.

O futuro do Tricolor é incerto.

A única coisa certa, é o São Paulo ter sido alvo de próprios são-paulinos.

Mas o manto enverga o varal, a camisa é gigante, as glórias mais ainda.

“Dentre os Grandes, És o Primeiro”.

Ele passará, o Tricolor permanecerá.

Adeus, Carlos Miguel Aidar. Que sua consciência lhe permita dias em paz. Ou não.

O mais importante: “Salve o Tricolor Paulista, amado clube brasileiro”, viva o Clube da Fé!

 

Saudações Tricolores

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Carta aberta ao São Paulo FC: Renuncie, Carlos Miguel Aidar

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São Paulo, 08 de outubro de 2015.

À Presidência do São Paulo Futebol Clube.

 

Senhor Presidente,

Esta carta será protocolada no São Paulo, mas também, será de conhecimento público.

Quem lhe remete foi um apoiador atuante nas eleições da sucessão são-paulina, que acreditava em seus princípios e possibilidades de fazer o Tricolor voltar a crescer.

Afinal, o senhor foi o presidente visionário dos anos 80, que reformulou o futebol do São Paulo e marcou época. O presidente que contratou Gilmar Rinaldi e Zé Teodoro para jogar com a zaga histórica remanescente de Oscar e Dario Pereyra, no meio, contratou o Rei de Roma Falcão e o craque Pita que, ao lado de Silas, fez um dos maiores setores de meio-campo da história do Morumbi. Os Menudos ainda tiveram Muller e Sidney, formados na sua gestão, com o genial Careca.

Os títulos inesquecíveis de 1985 e 1986.

Mais adiante, o senhor contratou Lê, Edvaldo e venceu a disputa pra trazer ninguém mais, ninguém menos, do que Raí.

São Paulo campeão 1987 e com sua base, campeão 1989 (mesmo já não sendo mais presidente).

Eu era oposição, presidente, em 2013. Fui um dos formadores do grupo chamado Consulado Tricolor e lutávamos pelo fim da era Juvenal Juvêncio, cujo terceiro mandato afundou o SPFC em vexames, humilhações e perda de força nos campos e bastidores.

O conceito arrogante da era JJ, o “Soberano”, fez muito mal ao Clube da Fé.

Mas sua chegada como candidato, já no “segundo tempo” da sucessão, me fez ter a esperança que teríamos um grande nome para suceder Juvenal, sem ser subserviente a Juvenal. Eu estava certo, só não esperava, que isso se consumasse por uma guerra sem fim, que hoje prejudica tanto o nosso time.

Esperava que esse “rompimento” fosse amistoso e que o senhor fizesse da sua personalidade, a sua marca, tal qual o período 1984 a 1988, repito, histórico na época do São Paulo.

Mas não foi o que assistimos.

Seu atual mandato se tornou trágico para o Tricolor. Reconheço que, após uma campanha para se salvar do rebaixamento em 2013, herdada do último ano de JJ, sua chegada ofereceu um curto crescimento, com o vice-campeonato brasileiro de 2014 causado, principalmente, pelo repatriamento de Kaka.

Mas ficou por aí, presidente.

2015, mais humilhações, agora somados a escândalos, de grande conhecimento pela mídia. Não é preciso fazer alguma acusação, todas estão noticiadas quase todos os meses, neste ano de 2015. Não entrarei no mérito de cada uma, se são factíveis ou não, mas o fato é que a soma de todas elas, tornaram inviável a sua permanência no cargo que ocupa.

O São Paulo Futebol Clube tem uma história ilibada, íntegra, tida sempre como exemplo aos rivais. Hoje somos a vergonha do futebol paulista, em termos administrativos.

Perdemos a vanguarda, perdemos respeito.

Perdemos também dinheiro, muito dinheiro, pelo amadorismo de áreas fundamentais ao clube, que o senhor não soube administrar.

Falando no financeiro, como explicar encontrar “terra arrasada” e manter o departamento com os mesmos na condução das receitas e despesas?

Um ano e meio sem patrocínio master na camisa, em um clube tricampeão mundial.

Marketing nulo com a lenda Rogério Ceni.

A mesma crítica contumaz aos demais grandes nomes, tido como ídolos.

O projeto do técnico estrangeiro, desperdiçado pela incapacidade diretiva. Em tempo, obrigado Juan Carlos Osorio, que sequer citou seu nome em sua despedida.

A não contratação de superintendente, promessa de campanha, expondo elenco e técnicos, aos problemas de sua gestão.

Contratações questionáveis tecnicamente e pior, até alvo de investigação da Confederação Brasileira de Futebol, no caso Iago Maidana.

O plano de profissionalização que seria apresentado pelo ex-CEO (que recebeu pra isso), sequer levado adiante.

Brigas e brigas nos corredores do Conselho, que vazavam na grande imprensa, nas discussões entre seus pares e desafetos políticos. Como gran finale, a dissolução da diretoria de futebol de forma aviltante à história do São Paulo.

Foi, sem dúvida, o pior ano da história do São Paulo, administrativamente falando. Sorte do senhor e da torcida, que a camisa do Tricolor “enverga o varal” e o time ainda briga nos gramados, por título e por vaga na Libertadores.

Mas não dá mais, mesmo o senhor tendo pedido que todos oferecessem seus cargos para uma nova reformulação. Os ex-presidentes não irão somar, muitos grupos políticos querem outra saída.

A sua saída!

Portanto, renuncie Carlos Miguel Aidar, pela preservação do que fez de bom pelo São Paulo e sei reconhecer. Os dois primeiros títulos brasileiros do Tricolor tiveram a família Aidar no comando, mas o presente é de desilusão total com tudo aquilo que acreditávamos.

Caso insista em permanecer no poder, até seu passado poderá sofrer as consequências.

Porque o São Paulo sangra atualmente!

Seja grande, reconheça que falhou, entregue o cargo, como gesto de são-paulinidade!

Será, acredite, ato de grandeza.

Obs: essa carta segue com manifestação de cerca de 1000 torcedores, que também pedem sua renúncia, nas redes sociais.

Pense no bem do São Paulo, renuncie, Carlos Miguel Aidar!

É o que a maioria da nação tricolor espera.

 

Atenciosamente,

Carlos Port

Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Rogério Ceni: começo, meio e fim

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Agora é pra valer.

2015 é o final de uma era.

Um quarto de século.

07 de setembro de 1990. Dezembro de 2015.

Não vou narrar mais uma biografia de Rogério. Está no brilhante livro Maioridade Penal, de André Plihal, está em tantos sites tricolores. Tem dados no Wikipedia, tem estatísticas, recordes e feitos em todos os lugares, onde o futebol é amado.

Vou narrar o São Paulo, antes, durante e depois de Ceni. Para que todos percebam, o quanto o goleiro incorpora o que representa o Tricolor paulista.

Século XX, década de 30. O Tricolor nasceu ambicioso, campeão. Em dificuldades, se reergueu ainda nos primeiros anos de vida. Surgia o Clube da Fé.

Ceni também tem fé.

A moeda caiu em pé. O Rolo Compressor dominou. Anos 40. Imposição sobre os rivais estaduais.

Ceni também arrebentou os rivais, em títulos, classificações, gols. Até o centésimo foi em clássico.

“Se é pra sonhar, que seja grande”. O advento do Morumbi. Títulos rarearam nos anos 50, sumiram nos 60. Mas o gigante era levantado, com suor e sangue tricolor.

Ceni também conviveu com as vacas magras, na reforma do Cícero Pompeu de Toledo.

Pós 1970. O portentoso estádio, enfim, concluído. Começaria um novo domínio, que se constituiria predomínio.

Ceni também teve no Morumbi, a sua supremacia. Recordes imbatíveis, de jogos, tarjas de capitão, taças, glórias.

Máquina Tricolor nos anos 80. Geração Menudos do Morumbi.

Ceni também conviveu com craques consagrados e jovens ídolos.

Os 90. Era do Mestre, Telê Santana. Tempo do Rei Raí, o terror do Morumbi.

Ceni também trabalhou com Telê e teve em seu discípulo, Muricy, o maior parceiro de títulos. Viu Raí na sombra de Zetti, se tornou o 10 ao contrário. O 01.

Os Brasileiros, a Libertadores, o Mundial. Tudo no novo século, com um mito sendo a muralha que defende o território e destroi o gol adversário.

Ceni também teve sua marca, no 6-3-3 tricolor. Titular do gol, foi 3-1-1.

Quantos clubes em suas sagas, por mais campeões que já tenham sido, invejam a façanha de um mítico goleiro, por não conseguirem superá-lo.

Porém, foi no São Paulo, o maior clube brasileiro, que despontou o maior goleiro artilheiro.

Começo, meio e fim.

Tudo na vida tem ascensão, ápice e declínio.

No caso de Rogério Ceni, o declínio não faz mal, até porque, encerrará a carreira ainda em alto nível.

Milagres e falhas, todos os estupendos do gol tiveram em suas carreiras. O único que não erra, está acima de nós. Certamente, batendo palmas para um dos seus santos: Santo Paulo.

Portanto, quanto tudo terminar, restará nostalgia, saudade, vazio.

Porém, maior do que tudo isso, terá a eternidade, daquele que escreveu para sempre, seu nome na história.

Gravado na memória e no sangue vermelho, branco e preto, das veias de milhões de são-paulinos.

Perdoem, rivais, nenhum ídolo de você chegou perto disso. Jamais entenderão, do que estamos falando aqui.

Saudações tricolores e muito obrigado, Rogério Mücke Ceni.

De pais, filhos e netos, da nação tricolor.

 

Carlos Port

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Grêmio Sampaulino, depois TUSP, a 1ª uniformizada do Brasil

Olá nação tricolor!

1939, o São Paulo vivia o final de sua primeira década.

Fundado em 1930, refundado em 1935, da Floresta ao Clube da Fé.

Persistente, na busca do gigantismo que se consolidaria.

Então, torcedores abnegados do Tricolor, o Mais Querido da cidade, criaram o Grêmio Sampaulino que se transformaria, no início dos anos 40, na TUSP.

Personagens históricos, como Manoel Raymundo Paes de Almeida, Frederico Menzen e anônimos, no folhetim Arakan, provam o pioneirismo da nação tricolor, em levar o vermelho, branco e preto, de forma organizada, aos estádios do Brasil.

Eternizados no tempo, pelo universo fanático em 3 cores:

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Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Site oficial do SPFC, SPFCpedia (Michael Serra), Blog do Curioso (Marcelo Duarte).

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Grandes ídolos do São Paulo, por Carlos Port: Toninho Guerreiro

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Olá nação tricolor!

Antonio Ferreira, o Toninho Guerreiro, nasceu em 10 de agosto de 1942. Faleceu jovem, aos 47 anos, em 26 de janeiro de 1990.

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Toninho escreveu uma história vencedora nas camisas de Santos e São Paulo, em uma relação inversa ao que fez outro grande centroavante dos dois times, Serginho. Chulapa brilhou primeiro no SPFC, depois no SFC. Guerreiro, o contrário.

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Toninho chegou ao Tricolor ao final de 1969, para continuar sua carreira extremamente vitoriosa no time praiano. Jogando ao lado de Pelé, foi certamente um dos 3 maiores avantes da história santista, marcando 283 gols. Depois de vencer tudo que era possível no rival da praia, de estadual a mundial, os desafios se renovariam para ajudar um gigante que estava há 13 anos na fila de títulos, pela construção do seu monumental estádio.

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Assim, Toninho chegou ao São Paulo ciente da missão que seria honrar o manto sagrado tricolor. E o fez com maestria.

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Campeão em 1970, bicampeão em 71. Duas artilharias de Campeonato Paulista (70/72).  Ao todo, 7 títulos estaduais na carreira do saudoso matador, sendo o único jogador da história a vencer 5 vezes consecutivamente (1967 a 1971).

Na final de 1971, diante do Palmeiras, o gol da vitória foi de Toninho, logo aos 5 minutos do primeiro tempo, diante de 103.000 torcedores pagantes.

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Ao todo, 171 jogos e 86 gols. Verdadeiro goleador, que aliava técnica, categoria e faro artilheiro na área.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Placar, blog Tardes de Pacaembu, site Terceiro Tempo.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Aloísio Chulapa

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Olá nação tricolor!

Aloisio José da Silva, o Aloisio Chulapa, nasceu em 27 de janeiro de 1975.

A carreira de Aloisio já havia atravessado o mundo, antes de chegar ao São Paulo. Do CRB da adolescência, aos campos da França e Rússia.

Obstinado, muito forte fisicamente, poderia causar temor adversário. Mas Aloisio desmontava defesas somente com futebol, irreverência e humildade.

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Contratado pelo São Paulo depois de ser derrotado pelo Tricolor na final da Libertadores, em 2005, Aloisio chegou com a predestinação escrita em seu destino.

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Na final do Mundial de Clubes, seu passe preciso e espetacular encontrou Mineiro, que rompeu a defesa dos então imbatíveis zagueiros do Liverpool e marcou o gol da vitória do São Paulo. Gol de título mundial, com participação decisiva de Chulapa.

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Bicampeão brasileiro nas temporadas 2006 e 2007, não teve tempo de levantar a taça do Tri, pois em agosto de 2008 foi jogar no mundo árabe, mas ainda disputou partidas pelo Tricolor, no Brasileirão daquele ano.

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Já em 2009 voltou ao Brasil, sem o mesmo destaque, porém, sua história não seria esquecida pelos gols no Tricolor e pela enorme simpatia nordestina, cativante e importante nas campanhas vencedoras do Tri-Hexa.

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O rei do Danone! (apelido dado a cerveja, por ele e Adriano Imperador).

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Blog Daniel Perrone, Esporte UOL, Terra, Globo Esporte, Placar.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Arlindo

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Olá nação tricolor!

Arlindo Galvão, o Arlindo, nasceu em 08 de maio de 1948. Seu primeiro time era, podemos dizer, quase o São Paulo, o São Paulinho do bairro de Santa Terezinha, na capital paulista (conheça http://saopaulinho.blogspot.com.br).

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Descoberto e trazido para o Tricolor em 1960, Arlindo teve toda infância e juventude dedicada ao SPFC.

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Em 1968, enfim, a promoção para os profissionais. Emprestado ao Náutico do Recife para ganhar experiência, voltou logo, devido ao sucesso da temporada vice-campeã pernambucana.

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A missão de Arlindo não era fácil no SPFC, que buscava o fim da fila de 13 anos, pela construção do Morumbi. Marcar Pelé, com Roberto Dias, estava entre uma das suas atribuições.

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Mas a personalidade do beque logo se destacou nos anos 70.

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O zagueiro se tornou tricampeão (1970-1971-1975), com sua marcação firme e liderança de grupo. Com Jurandir também formou grande zaga. Foi atleta referencial para os técnicos Zezé Moreira, Osvaldo Brandão e Poy. Na Libertadores onde o SPFC foi vice-campeão, em 1974, a fibra de Arlindo foi um dos fatores da excelente campanha são-paulina.

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Ao todo, 405 partidas pelo Tricolor, entre 1968 e 1977. Arlindo está entre os 20 (17º) jogadores que mais jogaram pelo SPFC. Saiu antes do primeiro título brasileiro conquistado pelo Mais Querido, o Brasileirão 77, que foi decidido somente em 1978.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Memória Pública do Estado de SP, Jornal Última Hora, blog Tardes de Pacaembu, revista Placar, site Terceiro Tempo.

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Grandes ídolos do São Paulo, por Carlos Port: Maurinho

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Olá nação tricolor!

Mauro Raphael, o Maurinho, nasceu em 6 de junho de 1933 e faleceu em 28 de junho de 1995, aos 62 anos. Partiu cedo, mas a tempo de assistir o seu São Paulo ser bicampeão do mundo em 92/93.

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A “Flecha” jogou no SPFC durante 8 anos, conquistando o bicampeonato estadual de 1953 e 1957. Foram 347 jogos e 136 gols.

A partida decisiva do campeonato paulista de 1957 é lembrança eterna dos são-paulinos nostálgicos. A data de 29 de dezembro de 1957 ficou conhecida como a Tarde das Garrafadas.

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A “final” já havia começado em Majestoso anterior. Maurinho protagonizara uma bola dividida com Alfredo, na qual o ex-tricolor que passara a defender o Corinthians, levou a pior, fraturando a perna. Na visita ao hospital, no dia seguinte, Gino Orlando, centroavante tricolor, foi atingido por um tijolo na cabeça arremessado por Luisinho, jogador alvi-negro.

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Com esse clima o líder do campeonato Corinthians decidiu o título com o São Paulo. Quem vencesse, seria campeão. A partida foi alucinante. No primeiro tempo, 3 gols em apenas 6 minutos, dos 17 aos 23 minutos. Amauri e Canhoteiro para o SPFC, Rafael para o SCCP.

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No segundo tempo, pressão corintiana o tempo todo, até a estrela de Maurinho, aos 34 minutos.Triangulação Zizinho e Orlando, chegando no atacante. O mesmo arranca, se depara com o goleiro Gilmar dos Santos Neves, pára, escolhe o canto, pergunta onde quer que marque, chuta e aponta a bola no fundo do gol, com leve tapinha no rosto do goleiro, na comemoração.

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Gilmar, ensandecido, partiu pra cima de Maurinho. Como faltavam 10 minutos e a fatura já estava liquidada, o Pacaembu assistiu a imensa chuva de garrafas em direção ao campo, dos inconformados corintianos. Briga generalizada no campo e na arquibancada. Partida paralisada e reiniciada para o apito final. São Paulo campeão!

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Ao rival, nem o vice. O Santos terminaria o segundo. Oswaldo Brandão seria demitido, na tradição que o Corinthians tem de demitir técnicos, após perder para o São Paulo.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: arquivo público do estado de SP, revista Manchete Esportiva, blog Tardes de Pacaembu, blog SPFCpedia, blog Istoespfc, site Museu da Pessoa, acervo Folha da Manhã.

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Grandes ídolos do São Paulo, por Carlos Port: Terto

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Olá nação tricolor!

Tertuliano Severiano Santos, o Terto, nasceu em 29/12/1946.

O vermelho, o branco e preto sempre estiveram presentes na vida de Terto, antes e depois do São Paulo. Primeiro no Santa Cruz, depois no Botafogo de Ribeirão Preto e Ferroviário do Ceará. Destino?

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Fato é que Terto chegou no SPFC na fase final da construção do Morumbi, para ser campeão, como revelação do Nordeste. Primeiro na condição de meia-direita, até descobrir sua vocação como ponta.

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Primeiramente, ao lado de Toninho Guerreiro e Paraná, formou um poderoso ataque municiado por Gerson e Pedro Rocha. Depois, jogou com uma linha de meio-ataque que contava com Mirandinha (depois Chulapa) Serrão e Muricy.

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A técnica apurada não era o forte de Terto, mas sim, o espírito incansável de não desistir nunca de uma jogada. Veloz, brigador, perseverante, típico atacante “chato” para qualquer defesa.

Os títulos no São Paulo foram total merecimento. Campeão em 1970, no primeiro ano do Morumbi concluído. Com direito a jogo de faixas vencendo o Corinthians.

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Bicampeão 1971, na polêmica final diante do Palmeiras. Mas o alvi-verde pode chorar eternamente sobre o gol de Leivinha ter sido com a mão ou não. O empate era tricolor e o São Paulo vencia o jogo.

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Terto foi jogador brigador e muito importante nas campanhas da Libertadores de 1972 e sobretudo, 1974, quando o São Paulo foi finalista diante do Independiente, da Argentina e Terto, um dos artilheiros da competição. Na decisão, 3 partidas duríssimas, com 1 vitória para cada lado e o jogo desempate sendo vencido pelos portenhos, em campo chileno.

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O terceiro título paulista de Terto veio em 1975, com o São Paulo tendo conquistado a taça dos invictos jogos antes, com 25 partidas invicto. Na final, uma Portuguesa briosa e de talento, que contava com Dicá, Enéas e Tatá. Vitórias para cada lado e consagração de Waldir Peres, no primeiro título pós era Sérgio Valentim.

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Em 1977, Terto deixou o São Paulo para o tricolor do Interior, o Botinha de Ribeirão. Time que, meses antes, havia conquistado sua maior façanha na história, ao vencer o Tricolor no Morumbi, pela Taça Cidade de São Paulo. Em 1979, ainda foi campeão pelo Ferrinho, no Ceará.

500 jogos exatos com a camisa do SPFC, oitavo jogador a mais vestir o manto tricolor, 85 gols. Um guerreiro tricampeão!

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: site oficial do SPFC, revista Placar, Terra, blog Tardes de Pacaembu.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Bezerra

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Olá nação tricolor!

Juvenal de Souza, o Bezerra, nasceu em 5 de setembro de 1949.

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No São Paulo, construiu uma bela história, entre 1976 e 1980, ano de sua despedida não apenas do Tricolor, mas também da carreira, devido a um problema de saúde constatado em sua cabeça. Ainda jogaria profissionalmente 2 anos depois de deixar o SPFC, mas em times de menor expressão, pelo interior de SP e MG.

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Bezerra teve marcas pessoais simbólicas no Campeonato Brasileiro de 1977, que teve sua final decidida no Mineirão lotado, já no ano de 1978. Participou, ao lado de Chicão, de toda campanha do título e foi dele o gol decisivo nas cobranças de pênaltis, vencida pelo São Paulo por 3 a 2 (Peres e Antenor também converteram, enquanto Waldir Peres garantia a catimba e tensão nos atleticanos, que erraram 3 penalidades).

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Jogador de futebol simples e eficiente, marcação firme, saída de jogo de cabeça erguida, conquistou a torcida pela dedicação ao clube, em um Tricolor que ficou marcado como time de raça, durante a segunda metade dos anos 70.

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Mas a doença do zagueirão traria riscos, se continuasse jogando. Assim, o São Paulo amparou o atleta emocional e materialmente, com a diretoria tricolor garantindo tudo que fosse necessário, até que Bezerra tivesse a aposentadoria concedida.

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O jogo-despedida ocorreu no início de 1980, um amistoso contra o Flamengo no Morumbi, com direito a convidados especiais (Paulo Roberto Falcão pousou de helicóptero no gramado).

O time de Zico era a grande potência nacional da época (seria campeão do mundo em 1981), nada mais pomposo. Foi o jogo que marcou também a estreia de Ailton Lira no São Paulo, meia vindo do Santos com grande expectativa, mas que acabou jogando apenas uma temporada.

Bezerra foi homenageado e saudado pela torcida, em emocionante ato de gratidão. Afinal, foi um dos protagonistas do primeiro título que colocou o São Paulo no topo do futebol brasileiro.

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Se Hélio Silva, o folclórico diretor-presidente da extinta T.U.S.P. (Torcida Uniformizada do São Paulo) conduzia algum atleta pelo gramado, era porque o jogador tinha seu valor de idolatria com a nação tricolor. Assim foi também com Bezerra, em ato final de gratidão.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Placar, Gazeta Press, blog Soberano Arruda.

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Falcão: O Rei de Roma no São Paulo

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Olá nação tricolor!

Paulo Roberto Falcão, o Falcão, nasceu em 16 de outubro de 1953.

A história do lendário jogador que nasceu nos campos colorados do Internacional (1973 a 1980) e conquistou a Roma (1980-1985) pela sua classe, teve uma passagem campeã pelo São Paulo, porém, não tão protagonista quanto se imaginava.

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Falcão foi contratado com grande pompa pelo São Paulo, na primeira gestão de Carlos Miguel Aidar. Chegou no Morumbi com 27 anos e grande recepção em amistoso contra seu time de coração, com mais de 50 mil torcedores na partida que ficou marcada pela bola laranja e vitória tricolor por 1 a 0.

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Um ano antes, a Roma havia feito um amistoso no Morumbi, com Falcão e também Toninho Cerezo na sua esquadra. O jogo terminou 0 a 0. Teria sido o começo do sonho?

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Em 1985 o São Paulo ganhava contornos de esquadrão, mas ainda era um time inconstante, com os Menudos do Morumbi, Silas, Muller e Sidney, alternando boas e más jornadas e Careca começando a desequilibrar. O Paulistão era um campeonato extenso, de maio a dezembro. Falcão chegou e trouxe o status que faltava. Mas Cilinho, treinador com fama de avesso a estrelas, contava e não abria mão de Márcio Araújo, modesto volante, na cobertura da defesa.

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Falcão teve dificuldades físicas no começo e com isso, ficou ainda mais complicado com o treinador. Somente nas fases decisivas, conseguiu o seu lugar para a arrancada do título. O toque refinado na bola apareceu nas semifinais e finais.

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O Rei de Roma merecia mais um título no Brasil e o teve, sendo campeão paulista de 1985, antes de encerrar a carreira, após a Copa de 1986 no México, onde foi convocado ao lado de Oscar, Silas, Muller e Careca.

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Mesmo com poucos jogos (apenas 15), sua classe enobreceu o Tricolor.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Placar, Terra, blog Soberano Arruda, Gazeta Press, blog Anotações Tricolores de Alexandre Giesbrecht, Acervo O Estado de São Paulo.

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Grandes ídolos do São Paulo, por Carlos Port: Miranda

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Olá nação tricolor!

João Miranda de Souza Filho, o Miranda, nasceu no dia da independência do Brasil, 07 de setembro. Em 1984.

Um breve resgate histórico: nos anos 50 e 60, o São Paulo trocou a classe de Mauro Ramos pela raça de Bellini. Entre 2005 e 2006, ocorreu o contrário. Saiu a raça de Lugano, chegou a classe de Miranda.

Zagueiro que marcou o período de glórias jamais alcançadas por nenhum outro grande clube do país. Miranda foi protagonista do inédito tricampeonato brasileiro, façanha que só o São Paulo conseguiu na história.

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Após a Libertadores 2006, Miranda chegava ao Tricolor ciente da responsabilidade de ser o novo líder da zaga. Assumiu com total personalidade a incumbência e ao final do ano, o São Paulo levantou a taça de campeão nacional, após 15 anos de espera.

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Dono absoluto da posição, atingiu o ápice em 2007, quando a defesa são-paulina tomou apenas a baixíssima e espetacular média de 0,47 por jogo. Companheiros de zaga como Breno, André Dias e Alex Silva, contribuíram e muito para tamanha robustez. Mas o craque era ele, Miranda. O segundo título brasileiro consecutivo foi a consequência.

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Sua participação internacional mais marcante foi diante do Boca Juniors. O SPFC foi o primeiro time brasileiro a eliminar os xeneizes na década de 2000, na Sulamericana também no ano de 2007.

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Na campanha do Tri, a grande arrancada. 11 pontos atrás do líder, em um segundo turno quase inteiro de invencibilidade, 18 partidas sem perder. Assim, o São Paulo desafiou os matemáticos e se tornou tri-hexa.

O São Paulo perdeu força nos anos seguintes, mas seria inimaginável exigir uma quarta conquista consecutiva. Todos queriam parar o Tricolor e se fortaleceram. Além disso, grandes renovações ocorreram nos quadros tricolores.

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Miranda permaneceu até o primeiro semestre de 2011, após a decepção de não ter sido convocado para a disputa da Copa do Mundo, em 2010. Ao todo, 260 jogos com a camisa tricolor.

No Atlético de Madrid, começaria um novo ciclo de conquistas, diante dos gigantes Real Madrid e Barcelona. 5 taças em diversas competições europeias, sendo 1 campeonato espanhol. Gigante.

Técnica pura na zaga, eis Miranda!

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Ultradownloads, Terra, UOL Esporte.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Lê e Edivaldo

Olá nação tricolor!

Ronaldo Francisco Lucato, o Lê, nasceu em 1 de setembro de 1964.

Edivaldo Martins da Fonseca, o Edivaldo, havia nascido em 13 de abril de 1962. Infelizmente, em um trágico acidente automobilístico, perdeu a vida em 14 de janeiro de 1993, em estrada na altura da cidade de Boituva.

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Lê e Edivaldo se tornaram parte da história são-paulina ao decidirem o título paulista de 1987, contra o rival Corinthians. Vitória por 2 a 1 na primeira final (João Paulo fez o gol do SCCP), empate sem gols na finalíssima.

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Em uma época de clássicos decididos no campo e fora dele, a disputa começava na arquibancada. Na divisão das torcidas. Sempre em maioria no passado do Morumbi, a torcida alvi-negra, pela primeira vez, assistiu a nação tricolor estar em maior número, no jogo que decidiu o campeonato.

havia se tornado protagonista do futebol de SP em 1986, quando na Internacional de Limeira, derrotou o Palmeiras na final, deixando em silêncio os palmeirenses que já amargavam 10 anos na fila. Os interioranos venceram com gols de Kita e Tato, sendo Lê a opção veloz de contra-ataque e presença de área. O interesse tricolor surgiu daí, indicado por Pepe, técnico da Inter que também chegara ao SPFC depois da façanha dos limeirenses.

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A missão era inglória: primeiro, ser banco de Careca, astro. Mas o craque partiu para jogar com Maradona no Napoli e Lê agarrou a chance. Baixinho, não se deixou intimidar pela zaga alta do rival na final e fez de cabeça um dos gols mais importantes do Tricolor, nos anos 80, desempatando a decisão. Vale a lembrança que Cilinho voltara ao comando técnico do SPFC durante o campeonato e foi um dos maiores incentivadores do jogador.

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Enquanto todos comemoravam o título depois de 180 minutos, Lê brindava o bicampeonato. Depois disso, no ano seguinte, se transferiu para a Lusa.

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Edivaldo brilhou como ponta esquerda no Atlético Mineiro, fazendo Telê Santana o convocá-lo para a Copa do Mundo de 1986. O campeão brasileiro do mesmo ano, o São Paulo, queria o atleta no Morumbi.  Assim, em 1987, o veloz e habilidoso atacante já estava no plantel são-paulino.

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Foi de Edivaldo o gol que abriu a vitória são-paulina na final do Paulistão 1987. Jogador que além do drible, tinha o chute como ponto forte. Segundo o Almanaque do São Paulo, de Alexandre da Costa, foram 123 jogos e 26 gols com o manto tricolor.

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Foi bicampeão em 1989, diante do São José, em um Morumbi lotado de são-paulinos, a famosa final do bandeirão tricolor estendido do lado de fora do estádio. Um privilegiado, pois jogou ao lado de Pita e depois Bobô e Raí, na armação tricolor.

Um acidente na rodovia Castello Branco findaria a vida e carreira de um jogador que fez do talento, sua profissão.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagem: Placar, Gazeta Press, Acervo Folha.

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Grandes ídolos do São Paulo, por Carlos Port: Canhoteiro

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Olá nação tricolor!

José Ribamar de Oliveira, o Canhoteiro, nasceu em 24 de setembro de 1932. Faleceu jovem, na meia idade, aos 42 anos, vítima de derrame cerebral, no ano de 1974.

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Canhoteiro era a arte da finta, o drible perfeito, a velocidade implacável, a marcação impossível. Atacante que representa a mais perfeita nostalgia do futebol-espetáculo.

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Muitos dizem que era o Garrincha da ponta esquerda. Porque não dizer que Garrinha foi o Canhoteiro da direita? Uma pena que a trajetória de ambos não coincidiu nas seleções das Copas de 1958 e 1962. Seria o maior tormento já visto na história do planeta bola.

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Jogou 10 anos no São Paulo, desde o quarto centenário paulistano até o ano de 1963. Neste período, o título lendário de 1957, no jogo em que o inconformismo tomou conta dos torcedores corintianos, ao serem humilhados, na bola, no Pacaembu. Partida vencida pelo Tricolor por 3 a 1, com direito a gol do mágico driblador.

A vida boêmia foi, talvez, o maior adversário do craque, mais uma coincidência com Garrincha. Tanto no Mais Querido, quanto na seleção brasileira, onde atuou bem menos do que poderia.

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As marcas deixadas no São Paulo foram grandiosas:

413 jogos, o 16º jogador que mais atuou pelo Clube da Fé.

105 gols, o 17º que mais marcou.

Porém, certamente, o que mais entortou adversários na história.

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Virou até livro, na obra “Canhoteiro, o homem que driblou a glória”, de Renato Pompeu.

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Blog Tardes de Pacaembu, Revista Manchete Esportiva, site Literatura na Arquibancada, SPFCpedia, site Mundo Bola, arquivo histórico do São Paulo FC, arquivo público do Estado de SP.

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Grandes ídolos do São Paulo, por Carlos Port: Gérson

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Olá nação tricolor!

Gérson de Oliveira Nunes, o Gérson, nasceu em 11 de janeiro de 1941.

Carioca de Niterói, foi marcar sua passagem no futebol paulista no final dos anos 60 quando, em 1969, chegou ao São Paulo para ajudar a findar a fila de 13 anos sem títulos, devido a construção do Morumbi.

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Gérson, o Canhotinha de Ouro, tratava a bola como sua, tamanho talento. Um dos maiores meias da história do futebol brasileiro, veio de uma era campeoníssima no futebol fluminense, para desbravar caminhos de glória no Tricolor.

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Assim o fez com maestria, mesmo chegando ao Morumbi com 29 anos. Em apenas 75 jogos que permaneceu no SPFC, marcou 11 gols, serviu outras dezenas e conquistou dois títulos consecutivos, os Paulistões de 1970 e 1971.

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Mais uma vez, a tradição veterana se fez valer no São Paulo. Anos antes, com Zizinho e Sastre, anos depois, com Toninho Cerezo.

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Realizado e consagrado pelo tricampeonato da seleção brasileira no México em 70 e pelas duas taças no São Paulo, em um ano de competições vencendo tudo, encerrou seu ciclo no Tricolor paulista para realizar o sonho de jogar no time do coração, o Tricolor carioca, em 1972.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: blog Tardes de Pacaembu, Revista Placar e Grandes Clubes Brasileiros.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Benê

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Olá nação tricolor!

Existe uma máxima (para alguns) que sinônimo de ídolo é título. Acredito diferente. Ídolo é quem se doa para um clube, com tempo de time, devoção, respeito, talento e raça. Vencer uma taça depende de outros.

Benedito Leopoldo da Silva, o Benê, é um desses exemplos. Nascido em 28 de fevereiro de 1935, falecido em 06 de janeiro de 2001. Morreu no início da velhice, aos 65 anos.

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Benê jogou no São Paulo na época que o Tricolor tinha a prioridade total da construção do Morumbi. Ao lado dos inesquecíveis Roberto Dias e Bellini, era o sinônimo de talento da equipe nos anos 60. Mas um talento que aliava força física também. Um tanque na armação de meio-campo.

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Contratado junto ao Guarani, em 1961, tomou conta da meia cancha tricolor e sua técnica mais vigor o levaram para a seleção brasileira, antes da Copa do Mundo de 1962. Porém, um exame médico controverso apontou um “sopro no coração” do atleta. Cortado, deu lugar a Mengálvio para a Copa do bi do Brasil. Acontece que os médicos do São Paulo refizeram baterias de exames e não encontraram nada. Com esse erro médico, o atleta perdeu a chance de ser campeão do mundo pela seleção. Detalhe crucial foi que a escolha final coube a Aymoré Moreira, técnico que era do São Paulo e também da Seleção, após a contra-prova dos exames. O treinador manteve o corte e trouxe mágoas no Tricolor. Aymoré faleceu em 1998.

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Benê, de volta ao São Paulo, participou da épica partida do cai-cai santista em 1963. Goleada são-paulina por 4 a 1, encerrada aos 8 minutos do segundo tempo, após o Santos “entregar” o jogo por expulsões que começaram após o terceiro gol são-paulino. Simulação de lesões completaram o vexame do time de Pelé.

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Foram 264 jogos e 77 gols. O meia permaneceu no São Paulo a tempo de ser campeão, em 1970. Não era titular, talvez, tenha entrado em campo na forma de homenagem, saindo do banco de reservas no lugar de Terto, diante do mesmo Guarani que fora contratado. Justo, muito justo.

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Placar, Gazeta Esportiva Ilustrada, Revista do Esporte, Museu dos Esportes blogspot.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Mauro Ramos e Bellini

Olá nação tricolor!

O contraponto é uma das situações da vida que merecem reflexão. No futebol, não é diferente.

Mauro Ramos e Bellini são contraponto na história do São Paulo, em conquista de títulos e estilo de jogo. Um supercampeão, outro não. Um técnico, outro raçudo. Porém, em comum, a seleção brasileira e as Copas do Mundo de 1958 e 1962, os primeiros mundiais vencidos pelo nosso país. Ambos foram capitães do Brasil nas conquistas, primeiro Bellini, depois Mauro.

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Mauro Ramos de Oliveira, o Mauro Ramos, nasceu em 30 de agosto de 1930, sendo falecido em 18 de setembro de 2002.

Talvez tenha sido o zagueiro de estilo mais clássico do futebol brasileiro. A elegância imperante em seu passe, na saída de jogo, em total harmonia com a marcação e cobertura do seu espaço da defesa.

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Mauro conquistou quatro títulos no SPFC, o bicampeonato 1948/49 e as taças da década de 50, 1953 e 1957.

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Pegou a era de Leônidas e de Zizinho, dois lendários ídolos são-paulinos. Um privilégio.

Quase 500 jogos com a camisa tricolor, 498 ao todo, sendo o nono em todos os tempos a mais defender a instituição São Paulo. Permaneceu no Tricolor de 1948 a 1959.

O sonho do Morumbi começara e os tempos seriam outros no SPFC, até então, o caçula da capital multicampeão. Os recursos financeiros eram quase todos destinados à construção do estádio tricolor e grandes esquadrões ficaram mais difíceis de se montar.

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Mas, em 1962, um grande defensor foi contratado, Bellini. Hideraldo Luiz Bellini nasceu em 21 de junho de 1930 e faleceu em 20 de março de 2014, aos 84 anos.

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Aí que entra o contraponto. Após a era Mauro Ramos, clássica, viria o período de Bellini, zagueiro vigoroso, de raça. É bem verdade que ao seu lado, nos anos 60, contou com um outro craque na defesa, o lendário Roberto Dias.

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Se não foram campeões nos anos 60 (Dias seria na década seguinte), Bellini e Dias protagonizaram um dos jogos mais fantásticos da história do São Paulo, o clássico que o Santos fugiu de campo, em 1963, após estar sendo derrotado por 4 a 1.

Um Pacaembu lotado com aproximadamente 60.000 torcedores assistiu perplexo, os são-paulinos dominarem completamente o então melhor time do mundo. A partida terminou aos 8 minutos do segundo tempo, com o time santista reduzido a 6 jogadores, após expulsões (inclusive de Pelé, após o SPFC marcar o terceiro gol) e simulação de lesões. Histórica e implacável partida do Tricolor.

O mais emblemático: do lado santista, estava Mauro Ramos, a quem Bellini substituiu. O contraponto se enfrentava e o são-paulino do então presente, levou a melhor sobre aquele do passado.

Bellini jogou 214 partidas pelo clube, entre 1962 e 1968. Dois anos após sua saída, o São Paulo inauguraria definitivamente, o Morumbi.

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Acervo Folha, SPFCpedia, Tardes de Pacaembu, Revista do Esporte, Revista Tricolor, Revista O Cruzeiro.

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Grandes ídolos do São Paulo, por Carlos Port: Chicão

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Olá nação tricolor!

Francisco Jesuíno Avanzi, o Chicão, nasceu em 30 de janeiro de 1949 e faleceu em 8 de outubro de 2008. Aos 59 anos, o deus da raça tricolor deixou saudade eterna no são-paulino.

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Garra até hoje insuperável no São Paulo, comparada talvez com os ídolos uruguaios Fórlan e Lugano, que chegaram perto, mas jamais alcançada por outro jogador brasileiro de trajetória no Tricolor.

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Chicão chegou no São Paulo em 1973, após jogos de fibra na Ponte Preta, que chamaram a atenção dos dirigentes são-paulinos. Anos antes, já havia feito peneira no São Paulo, em 1967. Seu destino acabou sendo o XV de Piracicaba, onde Cilinho (que anos mais tarde marcaria época como treinador do time lendário de 1985) o levou para os profissionais. Foram mais 3 equipes interioranas até chegar na Ponte. Chicão não veio sozinho sozinho para o Morumbi. Waldir Peres, outro lendário goleiro, veio também, Juntos, foram os protagonistas do título paulista de 1975 e do primeiro campeonato brasileiro vencido pelo SPFC, em 1977.1974vice

Antes disso, a primeira prova de fogo, a Libertadores de 1974, quando o São Paulo foi vice, para inconformismo do volante. Sua fibra na competição foi duramente castigada, depois de uma vitória são-paulina, mas duas argentinas, sendo a última em campo neutro chileno.

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A redenção viria nos anos seguintes. A catimba de Waldir e a raça de Chicão desmontaram os times da Portuguesa e do Atlético Mineiro, respectivamente. A final diante de um Mineirão lotado, já avançando em 1978, foi o grande momento da história inesquecível do deus da raça. Mais de 100 mil atleticanos, a imprensa nacional, todos davam como certa a conquista mineira. Mas o São Paulo tinha o espírito abnegado traduzido no futebol do seu volante, que jamais entregava uma batalha. Assim, pouco a pouco, a empolgação do estádio foi minguando, diante de uma pequena torcida do São Paulo que foi se agigantando. Em um lance dividido entre o atleticano Ângelo e o são-paulino Neca, Chicão casualmente participou, sendo acusado de fraturar a perna do rival. Coisas fortuitas do futebol de disposição e lealdade. Era guerra.

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O espírito guerreiro levou Chicão para a Seleção Brasileira na Copa de 78, justamente na casa do maior rival, onde a raça seria ingrediente indispensável para suportar a pressão. Ardiles e Kempes não esqueceriam o volante tricolor tão cedo. A marcação implacável anulou a seleção portenha diante do Brasil, no jogo que terminou empatado em 0 a 0.

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Permaneceu no São Paulo até 1979, totalizando 317 jogos e 19 gols. O destino da bola, ironicamente, o levaria para o Galo mineiro, ainda traumatizado pela derrota diante do Tricolor. Definitivamente, era melhor ter Chicão a favor do que contra.

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No ano de 2008, o São Paulo e o Brasil perderam Chicão, vítima de um câncer. Eternamente relembrado nos corações e mentes de todo são-paulino que o viu jogar.

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Site oficial do SPFC, SPFCpedia, Terra, Placar, spfc1935.blogger, documentário Todo Mundo, Thomaz Farcas.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Serginho

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Olá nação tricolor!

Sérgio Claudio dos Santos, o Serginho, nasceu em 27 de junho de 1971.

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Ao lado de Leonardo e Noronha, foi um dos laterais esquerdos mais habilidosos que já jogaram na história do São Paulo. Sua grande capacidade técnica encantava nos gramados, em uma época que o São Paulo sofria carência de grandes jogadores, pós reforma do Morumbi, que consumiu muitos recursos dos cofres do clube.

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Seu primeiro jogo foi em 1996, o último, em 1999. No período, o SPFC esteve afastado de grandes competições internacionais, mas venceu o histórico Campeonato Paulista de 1998, revertendo a vantagem corintiana no ano da volta de Raí, o Terror do Morumbi. Foi também a final-despedida de outro prodígio criado no Morumbi, Denilson.

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Foram 179 jogos e 28 gols do ala, que do São Paulo foi ao Milan, marcar época no futebol italiano.

Na carreira de Serginho consta um fato inusitado. Sempre com grandes atuações na Itália, nunca era lembrado nas convocações da seleção brasileira. Anos de esquecimento até que enfim, chegou uma convocação. Serginho não só rejeitou, como fez um pedido formal para que nunca mais fosse convocado. Ato de coragem, na era comercial da CBF.

Não era pra menos, no Milan conquistou duas vezes a Europa e uma vez foi campeão mundial.

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Voltando ao Tricolor, Serginho, quando veio para o São Paulo, foi alvo da famosa troca 5 por 2, com o Cruzeiro. O talismã Ronaldo Luis, da sua posição, foi para o time mineiro, depois de anos de insucesso pós Mundial 1992, Palhinha, Gilmar, Donizete e Vitor seguiram o mesmo caminho. Para o Tricolor, ainda viria Belletti.

Coincidentemente, Belletti também foi campeão do mundo, mas pelo Barcelona, ao deixar o São Paulo, anos mais tarde. Venceu com Serginho em 1998 o estadual e também foi campeão paulista em 2000, quando o São Paulo derrotou o Santos.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Placar, revista do SPFC.

 

Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Ricardo Rocha

Ricardo Rocha

Olá nação tricolor!

Ricardo Roberto Barreto da Rocha, o Ricardo Rocha, nasceu em 11 de setembro de 1962.

Zagueiro da mais alta qualidade técnica, bola de ouro nos tempos da Copa do Mundo 1990, foi jogador do São Paulo desde 1989, vindo do Sporting de Portugal.

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Chegou a tempo de conquistar o Paulistão daquele ano, que consagraria o Tricolor como o time da década.

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Ainda em 1989, a derrota sofrida em pleno Morumbi, para o Vasco da Gama.

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Outro vice em 1990, diante do Corinthians, onde a falta de Ricardo Rocha no time foi muito sentida pela torcida do São Paulo. A abnegação continuava para conquistar o Campeonato Brasileiro.

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1991, a sofrida espera após um bi-vice nacional levaria o Tricolor para a terceira decisão consecutiva. Naquela época, a vitória ainda valia 2 pontos e o SPFC terminou líder da primeira fase do campeonato, ao lado do Bragantino de Parreira. Os 4 melhores se classificariam para as semifinais e assim, Fluminense e Atlético Mineiro completaram os times candidatos ao título.

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Depois de 2 empates com os mineiros, o passaporte para a final garantido pela melhor campanha. Então, a dramaticidade. O grito de gol são-paulino estava entalado na garganta por 89/90, mas viria em 91 dos pés de Mário Tilico. Na defesa, Ricardo Rocha era um dos alicerces são-paulinos, que continham ainda em sua formação Antonio Carlos como zagueiro, Zé Teodoro e Leonardo nas alas, Bernardo e Ronaldão na contenção. Uma muralha em 3 cores! Depois da vitória por placar mínimo no Morumbi, o título dramático assegurado em Bragança Paulista, com direito a caravana na estrada até a chegada em São Paulo.

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A técnica de Ricardo Rocha o levou para as Copas de 90 (pelo São Paulo) e 94. Nesta última, se lesionou em pleno Mundial, mas permaneceu com o grupo da seleção brasileira, dado o seu carisma agregador. O zagueiro, além da técnica, também era reconhecido pelo temperamento forte e de grupo, fundamental em liderança.

O título brasileiro e a titularidade da seleção brasileira conduziram Ricardo Rocha ao portentoso Real Madrid, depois do São Paulo. Foram 70 jogos ao todo, sem marcar gols, mas garantindo outros tantos não tomados.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagem: Placar, Terra, IG, UOL Esporte, Band, Gazeta Press

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Grandes ídolos do São Paulo, por Carlos Port: Pintado

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Olá nação tricolor!

Luis Carlos de Oliveira Preto, o Pintado, nasceu em 17 de setembro de 1965.

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Pintado cresceu desde garoto, no futebol do São Paulo. Volante de fibra, compensava a pouca técnica com uma entrega emocionante e guerreira, nos jogos do Tricolor.

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Abnegação, persistência, espírito de luta, toda garra de Pintado se transformou em glórias e conquistas, com lendários craques na era mágica do Mestre Telê Santana.

Ainda juvenil saiu do São Paulo rumo ao Bragantino, para ganhar experiência. Voltou ao Morumbi em 1984, ainda com 18 anos, ficou por mais 2 anos, com o time do Interior pleiteando seu passe. Retornou ao futebol “caipira” até o ano de 1991, quando o Tricolor o quis definitivamente. Foi difícil, o Braga foi até a justiça pelo atleta, mas seu destino já estava traçado no Mais Querido.

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Com Telê Santana, Pintado foi mais um dos atletas que aprimorou fundamentos, para aliar à conhecida fibra. Jogador da linha de frente do São Paulo bicampeão da América, um são-paulino nato.

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Depois da Libertadores, o São Paulo viajou para a Espanha para alguns torneios importantes da época. Ciutat de Barcelona, Tereza Herrera e Ramon de Carranza. O Tricolor se impôs diante de Español (1×2), Barcelona(1×4) e Real Madrid(0×4), com vitórias acachapantes. Um visitante que preocuparia um certo poderoso catalão.

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Entre os títulos da Libertadores, a maior façanha, o mundial interclubes diante do poderoso Barcelona de Cruyff, Stoichkov e companhia. Mas os favoritos espanhóis não esperavam encontrar um leão na linha de volantes. Após Ronaldo Luis salvar o São Paulo de tomar o segundo gol, Pintado reuniu o grupo no intervalo e disse que aquele título não escaparia do Tricolor de jeito nenhum. Estava mais do que certo. Raí fechou o caixão do Barça.

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A comemoração veio com outro título, em cima do Palmeiras no Morumbi, com são-paulinos em 90% do Morumbi lotado. No primeiro jogo, vitória são-paulina por 4 a 2. Viagem ao Japão, campeão do mundo e na volta, mais uma conquista, na finalíssima vencida por 2 a 1. Muita chuva no fim, pra lavar a alma. Pintado merecia!

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Permaneceu no São Paulo para conquistar mais uma Libertadores, a de 1993, sendo a raça tricolor no bicampeonato. Depois, seguiu ao futebol mexicano.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Site oficial do São Paulo, Terra, Gazeta Press

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Cicinho e Júnior

Olá nação tricolor!

O ano de 2005 é eterno para todo são-paulino, pela consagração do Tricolor como tricampeão do mundo.

Um time encaixado, dinâmico, forte, competitivo. Não foi recheado de craques lendários como esquadrões do passado, mas foi formado por um mito e seus jogadores rápidos, habilidosos e versáteis.

Exemplo disso, foram os laterais do São Paulo campeões do mundo, Cicinho e Júnior.

Cícero João de Cézare, o Cicinho, nasceu em 24 de junho de 1980. Veloz e ofensivo, consolidou-se como um dos jogadores mais promissores da torcida do Galo Mineiro, no ano de 2003. Porém, administrativamente, atleta e clube não se entendiam e aí, o São Paulo percebeu a oportunidade.

Cicinho chegou ao Tricolor em 2004 e passou a fazer parte do grupo que iria construir o caminho para chegar ao topo do planeta bola. O São Paulo não jogava uma Libertadores em 10 anos, após períodos conturbados de reforma do Morumbi e péssimas gestões no início do século XXI. Mas, enfim, voltara pra competição com o saudoso e eterno presidente Marcelo Portugal Gouvêa.

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Naquele ano, o Tricolor ficou na semifinal da competição, mas fez do Morumbi o caldeirão que todos sentiram falta, por uma década. Era preciso amadurecer para chegar mais longe.

Então, em 2005, o SPFC reforçou o time que já havia chegado na semifinal da Libertadores, que continuava obsessão (sempre o é). Cicinho na direita passou a contar com Jenílson Ângelo de Souza (nascido em 20/06/1973), o Júnior, na esquerda, para juntos, possibilitarem ao são-paulino sonhar mais alto. Sonho que se tornou realidade.

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Junior chegou no São Paulo, vindo do futebol italiano, já referendado de conquistas (inclusive a Libertadores de 1999), experiente, com 31 anos. Jogou algumas partidas no Brasileirão do ano anterior, antes de brilhar novamente em 2005.

O São Paulo teve o entrosamento perfeito de Mineiro e Josué na épica Libertadores de 2005. Podemos dizer quase o mesmo de Cicinho e Junior, que fizeram o Tricolor aniquilar adversários pelas laterais do campo, em muitas partidas. Ambos tinham técnica, bom cruzamento, velocidade e poder de recuperação. E ótimo chute.

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Chute como o de Cicinho em pleno Parque Antártica, na disputa do Choque-Rei valendo vaga para a semifinal da Libertadores 2005. Um petardo no ângulo que são-paulinos (e palmeirenses) que estavam presentes e pelo mundo, jamais esquecerão. Golaço da vitória que encaminharia o Tricolor para a vantagem do segundo jogo das oitavas-de-final. Foram 4 gols de Ciço na campanha do título. O alto nível do lateral trouxe o interesse do poderoso Real Madrid, foi impossível para o São Paulo segurar e Cicinho deixou o clube ainda no final de 2005. Voltaria em empréstimo na temporada 2010, sem o mesmo brilho de outrora. Tempos depois, confessou ter atravessado problemas com vícios de bebida e tabaco. Ao todo, jogou 151 partidas e marcou 21 gols.

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Se Cicinho foi decisivo contra o Palmeiras em 2005, no ano seguinte foi a vez de Junior criar grande jogada de contra-ataque pela direita, aos 37 do segundo tempo, arranque do meio-campo até sofrer o pênalti que decretaria a vitória tricolor e mais uma eliminação palmeirense, diante do SPFC. O ala servia com incrível facilidade, literalmente, “deixava pro atacante só fazer”. Além de um excepcional nível técnico na Libertadores do Tri, foi também jogador muito importante nas conquistas do inédito Tri-Hexa, entre 2006 e 2008, já sob o comando de Muricy Ramalho. Junior crescia em clássicos, não fugia de dividida, mesmo sendo atleta leve e de baixa estatura. Atingiu quase 300 jogos pelo São Paulo, sendo um dos atletas mais campeões do Tricolor, no século XXI.

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Primeiro, a Libertadores. Afinal, para conquistar o mundo, é preciso atravessá-lo. Lá estavam Cicinho e Junior, diante dos ingleses do Liverpool, para lutarem pelo tricampeonato mundial do São Paulo. Foram e venceram.

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Chegando em São Paulo, presenciaram a maior festa já feita para um clube de futebol, no futebol brasileiro. Mas isso é assunto pra outra coluna do Opinião Tricolor.

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Site oficial do SPFC, Terra, Reuters, Getty.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Válber

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Olá nação tricolor!

Válber Roel de Oliveira, o Válber, nasceu em 31 de maio de 1967.

Dono da maior habilidade na zaga do São Paulo nos anos 90, aliou seu futebol técnico à boa malandragem carioca, para se tornar atleta emblemático e até folclórico, no Tricolor.

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Válber veio para o São Paulo em 1992, com uma estreia de respeito. Jogando o torneio Ramon de Carranza, o Tricolor impôs humilhante goleada diante do Real Madrid, 4 a 0.

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Devidamente apresentado, passou a ser a opção de talento da zaga são-paulina, Telê o credenciava como líbero. Esteve no banco de reservas da final do mundial contra o Barcelona e jogou as finais do Paulistão de 1992, entrando nas segundas etapas das decisões contra o Palmeiras/Parmalat, o grande rival da época, quando o São Paulo se sagrou bicampeão estadual.

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Em 1993 e 1994, seus grandes momentos. Válber na zaga, ao lado de Ronaldão, conquistou com o São Paulo todos os títulos do continente, Libertadores, Recopa e Supercopa.

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O ápice viria em 12/12/1993, na conquista do bicampeonato mundial de clubes, diante do Milan. Válber jogou muito diante dos rossoneros, barrando as ações de Massaro, Papin e cia, desarmando e saindo pro jogo. Consagração do craque.

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Mas a disciplina pesou em sua carreira. Os dirigentes da época se divertem ao lembrar as peripécias do zagueiro. Telê Santana, disciplinador ao extremo, não compactuava com atitudes de não aparecer em treinos, atrasar-se ou arrumar confusões nos jogos. “Matou 3 avós” dizia o Mestre.

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No dia que o Brasil perdeu Ayrton Senna, em 01/05/1994, ocorreu um Choque-Rei no Morumbi, válido pelo Campeonato Paulista, com mais de 60 mil presentes. Momentos de emoção no começo da partida, com paralisação e as duas torcidas entoando o nome de Senna, logo após sua morte ser anunciada, no placar eletrônico. Mas o jogo esquentou e não teve nada de comoção. Após provocações durante a partida com Antonio Carlos Zago, ex-zagueiro tricolor campeão em 1991, socos entre o são-paulino e o palmeirense causaram estragos dos dois lados. Primeiro foi Antonio Carlos que acertou Válber, aos 12 minutos do segundo tempo, fazendo o tricolor perder 4 dentes. O mais surreal, o juiz paraguaio Escobar não viu e na sequência, não expulsou o jogador do Palmeiras/Parmalat, mesmo com o são-paulino sangrando. Não ficaria assim. O São Paulo estava vencendo o jogo por 2 a 1, mas Válber não deixaria Antonio Carlos passar impune. Em um escanteio para o Palmeiras, faltando 15 minutos para o fim do jogo no tempo regulamentar, bola levantada na área, Válber acertou um soco de direita na mandíbula de Antonio Carlos, que constataria fratura do maxilar após o jogo. Maurílio, que ficou livre na jogada, não desperdiçou e marcou o gol de empate. Dessa vez, o juiz puniu com a expulsão. O São Paulo ainda tomaria a virada, em cobrança de falta de Evair. Foram as chances de título e o “troco” diante do Palmeiras viria somente na Libertadores daquele ano, quando o Tricolor eliminou o Palmeiras.

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As atitudes indisciplinadas fizeram o atleta perder espaço na temporada 1994, gradativamente. Voltou então ao Rio de Janeiro, sua praia, para jogar pelo Flamengo. Válber jogou por todos os times grandes do Rio de Janeiro. Ainda retornaria ao São Paulo, em passagem sem brilho, no ano de 1996.

Foi genial, talentosíssimo, conquistou o mundo, mas sem dúvida, poderia ter ido muito mais longe, se tivesse a cabeça no lugar.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Folha, Gazeta Press, Uol, blog Baú do São Paulo.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Dino Sani

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Olá nação tricolor!

Dino Sani nasceu em 23/05/1932. Em 2015, segue firme com 82 anos.

Sua carreira no São Paulo seguiu os passos iniciais de outro legendário atleta tricolor, Gino Orlando. Dino e Gino caminharam juntos do Palmeiras ao melhor XV de Jaú de todos os tempos, campeão da então forte segunda divisão paulista, em 1951. De volta dos seus empréstimos, o caminho de Sani foi o Comercial de Ribeirão, até que despertou o interesse do São Paulo.

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Em 1955, o ainda meia chegaria ao Tricolor, para descobrir, tempo depois, sua vocação de médio-volante. Inicialmente protestou, mas se adaptou e então, sobrou em técnica na posição.

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Comandando a saída de jogo pelo meio, Dino foi fundamental na conquista do histórico título paulista de 1957, impondo 3 a 1 no Corinthians no jogo decisivo, sob o comando do seu maior incentivador na posição, o húngaro da geração de Puskas, Béla Guttmann, que havia sido contratado para treinar o São Paulo. O meio teria Zizinho em sua ponta de lança. E Gino Orlando, seu amigo de começo de carreira, estava no comando de ataque tricolor.

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Dino Sani foi convocado para a Copa de 1958, na seleção campeã que encantou o futebol da época. Atuou na vitória contra a Áustria por 3 a 0 e no empate sem gols com os ingleses, até que lesionou antes de enfrentar os soviéticos. Assistiu na torcida o final do primeiro caneco do escrete canarinho.

Ao todo, foram 325 jogos e 113 gols.

O craque volante permaneceu no São Paulo até 1961, de onde partiu ao Boca e dos xeneizes foi ao Milan, onde recebeu a alcunha de “bisturi”, tamanha sua precisão cirúrgica para jogar futebol.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: arquivo histórico do SPFC, blog Tardes de Pacaembu

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: talismã Ronaldo Luis

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Olá nação tricolor!

Ronaldo Luis Gonçalves, o Ronaldo Luis, nasceu em 14 de agosto de 1966 e é um pastor da Igreja Batista.

Abençoado seja, pois eternamente será lembrado como talismã tricolor, na decisão mais importante da história do São Paulo, até o ano de 1992, quando o Tricolor se sagrou campeão do mundo, pela primeira vez.

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Naquele ano, meses antes, Telê Santana (sempre ele) indicou ao SPFC um lateral do América Mineiro, “mineirinho” ao estilo do técnico. Aposta certeira e quase uma premonição do Mestre.

Ronaldo Luis assumiu a titularidade no segundo semestre de 1992, para não perder lugar no time que disputaria o Mundial de Clubes. Concomitantemente, o São Paulo chegaria na final do Campeonato Paulista. Nas duas oportunidades, o predestinado estava no lugar certo.

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Era chegado o grande momento. Favoritismo espanhol do Barcelona de Cruyff, diante do São Paulo de Telê Santana. O início do jogo foi avassalador para os comandados do holandês, com o esquema carrossel que lembrava a laranja mecânica de 1974. Não demorou muito, abriram o placar com Stoichkov. Mas do outro lado havia uma camisa pronta para fazer história. Havia também o Terror do Morumbi. Raí empatou e o São Paulo passou a dividir as jogadas de perigo com o Barcelona.

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Eis que aos 44 do primeiro tempo, talvez o lance que tenha sacramentado a certeza que aquela partida seria vencida pelo Tricolor. Beguiristáin chutou e Ronaldo Luis estava lá, embaixo da linha, para salvar o São Paulo. Incrível!

Na segunda etapa, um Tricolor mais confiante do que nunca, após o milagre do mineiro, partiu para a vitória, com a consagração da falta perfeita de Raí.

Nem deu muito tempo para comemorar, o SPFC voltaria para decidir o Paulistão diante do Palmeiras. E onde estava Ronaldo Luis? Novamente, embaixo das traves, salvando Zetti e garantindo mais um título para sua vasta galeria.

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O lateral seguiu participando do elenco das lendárias campanhas do São Paulo pelos gramados do mundo, em 1993. Mas sua carreira se abreviou por uma série de lesões no joelho, perdendo a titularidade. Ficou no Tricolor até 1995.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Placar, Globo, Arquibancada Tricolor, arquivo histórico do SPFC.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Ronaldão

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Olá nação tricolor!

Ronaldo Rodrigues de Jesus, o Ronaldão, nasceu em 19 de junho de 1965.

Supercampeão no São Paulo, a prova de que um time técnico também precisa ter a força física e a garra, para ser vencedor.

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Alicerce, muralha, líder. Atributos que fizeram Ronaldão ser um dos protagonistas dos anos de glória do São Paulo, em 300 jogos e 14 gols, no período entre 1986 e 1993.

Utilizado como lateral-esquerdo e volante nos primeiros anos de Morumbi, foi como zagueiro e claro, com Telê Santana, que encontrou sua verdadeira vocação, a zaga. Mestre Telê aprimorou o seu futebol, aliado ao já excepcional condicionamento, para que Ronaldão fosse o xerife da defesa.

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Um lance emblemático marca sua trajetória, na final mundial interclubes, colocou respeito sobre Stoichkov, quando o Barcelona vencia o São Paulo. O craque sentiu como seria difícil enfrentar o zagueirão. E o Tricolor passou a dominar ações de meio-ataque, para a histórica virada pelo comando de Raí.

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12 conquistas, sendo titular em 9. Campeão Paulista de 1987, 1989, 1991 e 1992, campeão brasileiro de 1986 e 1991, bicampeão Libertadores e bicampeão Mundial Interclubes em 1992 e 1993, campeão da Supercopa e Recopa Sulamericana de 1993.

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O tanque do Morumbi, homem de confiança de Zetti e fiel aluno dos aprendizados do Mestre Telê.

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Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Site oficial do SPFC, Globo, Placar, Estadão, Memória campeã.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Toninho Cerezo

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Olá nação tricolor!

Antonio Carlos Cerezo, o Toninho Cerezo, nasceu em 21 de abril de 1955.

Cerezo foi um dos jogadores mais campeões da história do São Paulo, pelo pouco tempo de passagem. Foram apenas 72 jogos, mas suficientes para os seguintes grandes títulos: Campeão Paulista de 1992, Bicampeão Mundial 1992 e 1993, Campeão da Taça Libertadores da América de 1993, Campeão da Recopa Sulamericana de 1993 e da Supercopa Sulamericana de 1993.

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A história do volante que já chegou veterano ao Morumbi (36 anos), atendeu uma tradição do São Paulo contar com atletas experientes para grandes façanhas. Mas, para tanto, Cerezo contou com um Mestre. E aí, vale o resgate histórico.

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10 anos antes da estreia de Cerezo no Tricolor, ocorreu a Copa do Mundo de 1982. O Brasil teve uma das seleções mais espetaculares de todos os tempos e 2 personagens do São Paulo 1992 estavam lá: Telê Santana e Toninho Cerezo. O escrete canarinho encantou o mundo, mas por caprichos do planeta bola, o título de melhores do mundo não ficou com a seleção.

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No São Paulo, Telê e Cerezo redimiriam essa história. A experiência de ambos foi crucial para atravessar o mundo e enfrentar os considerados imbatíveis do Barcelona, comandados por Johan Cruyff. Ao final do jogo, um atordoado lendário holândes comentou que uma “Ferrari” atropelou o Barça. Cerezo foi ainda mais importante, pois já conhecera o rival quando, meses antes, disputou a final da Champions League, a liga européia que carimbaria o passaporte para o Mundial, com a Sampdoria. Deu Barça.

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Barça que não foi páreo para o São Paulo. Ao lado de Raí, Cerezo foi o equilíbrio do meio-campo, linha de combate e criação decisiva para a virada diante dos espanhóis. O topo do mundo era tricolor.

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Mas nem houve tempo para festa e descanso. A comemoração foi com outro título, o Paulista, diante do Palmeiras. Vantagem construída no primeiro jogo, viagem ao Japão, jogo de volta e nova vitória tricolor, com gol dele, Cerezo, na vitória por 2 a 1. Consagração.

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A confiança com Cerezo era tamanha que em 1993, sua segurança e personalidade ajudaram o Tricolor a atingir o ápice das conquistas dos anos 90, o bimundial, com direito a vencer o prêmio de melhor em campo. No ano mais vencedor de toda sua carreira, participaria ainda das campanhas da Libertadores e das decisões de Recopa e Supercopa, sagrando-se campeão em todas.

A justiça da bola estava feita: Mestre e Cerezo, melhores do mundo!

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Blog Terceiro Tempo, Globo Esporte, Arquibancada Tricolor, Uol Esporte, Gazeta Press.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Mirandinha

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Olá nação tricolor!

Sebastião Miranda da Silva Filho, o Mirandinha, nasceu em 24 de fevereiro de 1952.

Provavelmente, a história de Mirandinha deve ser uma das mais incríveis em termos de persistência, esperança e superação no futebol brasileiro e mundial.

Oriundo da fila que parecia eterna no Corinthians, Mirandinha chegou no São Paulo na segunda metade de 1973. De emprestado a definitivamente contratado, após muitos gols no Brasileirão daquele ano, onde o Tricolor foi vice-campeão.

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1974. O São Paulo tinha um plantel forte e foi finalista da Libertadores, diante do Independiente argentino, até hoje, o maior vencedor da competição. 3 jogos, com uma vitória para cada lado, antes do jogo decisivo em campo neutro, no Chile, onde os portenhos se deram melhor. Na primeira finalíssima, o gol da virada foi de Mirandinha, levando ao delírio os mais de 51.000 presentes ao Pacaembu.

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Seu faro artilheiro ocasionou convocações para a seleção brasileira, mas o acaso levou Mirandinha para a Copa de 74, pelo corte de Clodoaldo, do Santos. Porém, o ano de 1974 seria inesquecível para Mirandinha, por outra razão, muito mais séria e grave.

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Em um jogo de novembro daquele ano, contra o América de Rio Preto na casa interiorana, Mirandinha (que tinha fama de não fugir de dividida) disputou uma bola com o defensor Baldini e teve uma das fraturas expostas mais terríveis da história do futebol. Um lance que correu o mundo em imagens dramáticas.

O destino da bola tem situações inusitadas. Em seu lugar, entraria Serginho, que se tornaria o maior artilheiro da história do São Paulo, com 242 gols.

Daí começou uma história de muita fibra, determinação e fé. Mirandinha jamais desistiu e o São Paulo foi seu grande aliado. Chegou a ser desenganado para o retorno, foram várias cirurgias complexas, 7 ao todo, em mais de 3 anos de recuperação e algumas tentativas de retorno. O Tricolor bancava o tratamento e salários do atleta, em todo período.

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A volta de Mirandinha ocorreu em dezembro de 1977, de forma definitiva, no Brasileirão daquele ano. Mais uma vez, é necessário citar o destino da bola. Se Mirandinha cedeu lugar, em seu ápice, ao Serginho por um drama, foi justamente no lugar de Chulapa, que também vivia grande fase, que retornaria. Serginho foi expulso em Ribeirão Preto, após agredir um bandeirinha com pontapé. Inicialmente Mirandinha retornaria pela suspensão automática. Porém, a mesma se transformou em julgamento e afastamento por 14 meses, devido à agressão. Assim, Mirandinha voltou para ser campeão brasileiro, já avançando em 1978, valendo pelo título do ano anterior. Justa recompensa, depois de tamanho sacrifício.

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Após o título, Mirandinha foi jogar nos Estados Unidos. Voltou ao Brasil no início dos anos 80, onde encerrou a carreira em 1985.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: revista Placar, blog Tardes de Pacaembu, arquivo Folha.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Serrão

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Olá nação tricolor!

José Carlos Serrão, o Serrão, nasceu em 12 de outubro de 1950 e foi um grande meia-atacante do São Paulo, nos anos 70.

Uma trajetória de talento no Tricolor iniciada em 1969, passando pelos elencos que conquistaram títulos são-paulinos pós-década da inauguração definitiva do Morumbi.

No seu currículo constam quase 300 (261) jogos pelo Tricolor, marcando 28 gols.

Poy lançou Serrão na meia-direita nos juvenis do SPFC, mas sua polivalência por todos os lados do campo o conduziu para o lado esquerdo, na criação e chegada ofensiva.

Inicialmente, foi emprestado para o futebol interiorano, ao XV de Piracicaba, com intuito de ganhar experiência, no então forte Paulistão. O elenco do São Paulo bicampeão de 70 e 71 era muito forte. Seria uma boa para o jovem promissor disputar certame estadual por equipe menor. Mas logo, seu vistoso futebol o trouxe de volta ao Morumbi.

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Serrão sofreu com lesões no joelho, seu menisco impediu a chance de disputar a Copa do Mundo de 1974 já que, a partir do ano anterior, passara a figurar nas convocações da seleção brasileira.

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O momento derradeiro do Zé Carlos ocorreu na Libertadores de 1974. Com excelentes participações, jogando com Pedro Rocha e outros craques, Serrão ajudou o São Paulo a chegar na final, contra o super-campeão Independiente (até hoje, o clube argentino detém o maior número de títulos da Libertadores, 7). Foram 3 finais. Vitória do São Paulo no Pacaembu com 51.000 torcedores, por 2 a 1, derrota em Avellaneda por 2 a 0 e a partida desempate ocorreu em Santiago, no Chile. Os portenhos abriram o placar na primeira etapa, gol de penalidade. No segundo tempo, outro pênalti, dessa vez para o Tricolor. Pedro Rocha não pôde bater em razão de infiltrações que sofrera para jogar, a incumbência coube a Serrão. O goleiro defendeu e o São Paulo acabou vice-campeão.

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O reerguimento ocorreu em 1975, com o título paulista. Mas o joelho seguia seu maior adversário nos campos. Com isso, Serrão não resistiu o alto ritmo de competitividade do Tricolor que teria Minelli no comando e deixou o São Paulo, rumo ao futebol paraibano.

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Nos anos 80, voltou ao Morumbi para treinar categorias de base, pela sua trajetória de superação em todos anos de Tricolor. É técnico atualmente.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Revista Placar, blog Tardes de Pacaembu

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Cafu

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Olá nação tricolor!

Marcos Evangelista de Morais, o Cafu do Jardim Irene, nasceu em 7 de junho de 1970, coincidentemente, durante a Copa do Mundo do inesquecível Tri campeonato do Brasil. Ou não seria coincidência? Pois anos mais tarde, se tornaria recordista com a camisa amarelinha, em número de jogos e finais de Copa do Mundo.

Mas aqui, o assunto é o Mais Querido e no São Paulo, Cafu abriu o caminho para a sua vitoriosa carreira. O Tricolor revelou um atleta nato, mas que foi lapidado ao longo dos anos de Tricolor, nas mãos do Mestre Telê Santana.

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Sua estreia, ainda jovem promovido da base, foi no segundo semestre de 1989. Período de amadurecimento para, a partir de 1991, marcar sua passagem na era mais vencedora da história do São Paulo FC.

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O ala direito já foi atacante, já vestiu até a camisa 11. Fôlego interminável, biotipo e dinamismo exemplares do futebol moderno, jogador fundamental da era Telê com seus craques.

Os títulos falam por si só: Campeão Mundial de 1992 e 1993; Campeão da Taça Libertadores da América de 1992 e 1993; Campeão da Supercopa da Taça Libertadores de 1993; Campeão da Recopa Sulamericana de 1993 e 1994; Campeão Brasileiro de 1991 e Campeão Paulista de 1991 e 1992.

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Uma sequência incrível, que terminou com o fim de dois vice-campeonatos brasileiros do São Paulo, no título brasileiro diante do Bragantino. Naquele ano de 1991, vários jogadores formados no São Paulo estavam no plantel campeão. Entre eles, um de vitalidade incansável, Cafu.

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10 taças, vencendo na sequência os rivais estaduais Corinthians e Palmeiras, em finais de campeonatos paulistas.

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Cafu conquistou o topo da América, vencendo a Libertadores, contra os argentinos do Newells Old Boys e depois Universidad Catolica do Chile. As competições sulamericanas eram acumuladas pelo São Paulo de Cafu e cia.

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O mundo era o limite. O São Paulo já havia dado mostras de sua força, ao vencer Barcelona e Real Madrid, goleando em campos espanhóis, nos Torneios Tereza Herrera e Ramon de Carranza, tradicionais do passado.

Era o ensaio do ápice. Cafu, então, subiu ao lugar mais alto do planeta bola, também por duas vezes, superando Barcelona e Milan (onde escreveria seu nome, anos mais tarde).

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Ao todo, uma história de 6 anos no São Paulo, profissionalmente, com 273 jogos e 38 gols.

Um super atleta, nascido no Tricolor do Morumbi!

Saudações Tricolores!

Créditos-imagens: Site oficial do SPFC, SPFCpedia, Terra, Placar, Uol, Globo Esporte, Ig, Lancenet.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Jorge Wagner

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Olá nação tricolor!

Jorge Wagner Goes Conceição, o Jorge Wagner, nascido em 17 de novembro de 1978, teria tudo pra não dar certo no São Paulo, na condição de ídolo.

Foi campeão diante do Tricolor, jogando por rival da capital, em 2003. Anos mais tarde, reencontrou o SPFC na final da Libertadores, vestindo a camisa colorada, em 2006. Logo após a derrota são-paulina, acabou indo pro clube espanhol que vetou estender o empréstimo de Ricardo Oliveira.

Mas algo a mais estava reservado no destino do bom baiano, no Morumbi, não somente na condição de adversário.

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Do Betis espanhol, surgiu o interesse tricolor no versátil ala e meio-campista, então, o empréstimo se concretizou. Aposta certeira que se constituiu na aquisição dos direitos do atleta, no mesmo ano de 2007.

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Jorge Wagner foi protagonista em dois dos três títulos brasileiros do São Paulo, em 2007 e 2008. Deixou sua marca registrada de morder a camisa com o escudo do clube após um gol, em muitos momentos.

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Exímia bola parada, em mais de 200 jogos, superando 30 gols. Foi garçom com premiações individuais em assistências, mas também goleador. Bom passe e cadência de jogo nos momentos mais importantes da saga do até hoje imbatível, tri consecutivo no Brasil.

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Com o sentimento de missão cumprida, ao final de 2010 Jorge Wagner foi desbravar o futebol japonês, deixando títulos e sentimento de gratidão da torcida.

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Terra, UOL, Globo Esporte.

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O paradigma do futebol brasileiro: São Paulo e a Libertadores

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Na história da Libertadores da América no futebol brasileiro, existiu um divisor de águas: o São Paulo Futebol Clube.

É fato que Santos, Cruzeiro, Flamengo e Grêmio venceram a taça antes do Tricolor Paulista. E Vasco, Palmeiras, Internacional, Corinthians e Atlético Mineiro ganharam depois.

Mas, em 1992, ocorreu a grande mudança, na relevância do que era a Libertadores no Brasil, a partir da lendária conquista do São Paulo. Com 105.185 torcedores oficiais e mais de 120 mil presentes realmente, o Tricolor mudou, para sempre, a importância da competição no futebol brasileiro.

Até então, os campeonatos estaduais eram tratados como elite da bola, tanto quanto as edições dos torneios nacionais. Vencer um título contra um rival local movia o futebol, tanto quanto ser campeão brasileiro.

Porém, o futebol precisava se globalizar, seguindo o conceito da abertura política e econômica que o Brasil apresentava, naqueles tempos. Os títulos da Libertadores conquistados antes do São Paulo, por rivais nacionais, não atingiram a importância deste fato.

Então, tudo mudou. O primeiro título em 1992, o bicampeonato em 1993, uma nação movendo sentimentos por um ideal, centenas de milhares de alucinados torcedores, em êxtase por vitórias, assistindo o São Paulo atravessando o mundo, para conquistá-lo.

As torcidas que assistiram aquilo, ficaram sem reação e com apenas uma certeza: queriam fazer como o São Paulo fez.

Os campeonatos estaduais perderam a força, porque o semestre inicial de cada ano, era e é, o da obsessão pela Libertadores.

Outros conseguiram o que o São Paulo fez, mas somente o Santos de Pelé e depois Neymar, na mesma quantidade que o Tricolor do Morumbi. Ser Tri é para poucos.

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Os heróis tricolores. Desde os anos 70, quando a geração de Pedro Rocha tentou vencer a competição, sendo vice, até o ápice do trimundial, pelo gol inesquecível de Mineiro.

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Mas para chegar no Japão, era necessário conquistar o continente, vencer a Libertadores. Essa é a regra e a lei ética da bola, não mundiais inventados.

Não se pode ser campeão do mundo, sem antes, ser campeão continental. É o que diz a dignidade.

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Telê Santana eternizado e vencedor, cessando de vez o seu estigma de pé-frio, para ser campeão mundial. 1982 e 1986 pela seleção, absorvidos por 1992 e 1993, com o São Paulo. Mas a trilha começara bem antes, conquistando a América.

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Raí, de Terror do Morumbi, para se tornar Rei. Decisivo, herói, bola parada na cal, gol heróico que levou a primeira final para os pênaltis. Consagração.

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O Menudo do Morumbi Muller, de bad boy, para a maturidade e resposta “questo gol e per te, buffone”, diante de um atônito rossonero, no bimundial tricolor que começou meses antes, na segunda Libertadores vencida pelo São Paulo.

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Rogério Ceni, de goleiro artilheiro, para o melhor goleiro do mundo. Uma muralha intransponível na final do tricampeonato mundial. Mas o M1to do Tricolor, para tanto, precisava chegar no topo da América. Assim o fez, sendo arqueiro e artilheiro, quando o São Paulo mais precisou.

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Zetti, monstruoso, em suas mãos estava o passaporte para a conquista do mundo. Não só o carimbou, como repetiu a viagem. Um gigante no gol.

Muitos outros heróis nesta jornada, representando vidas de sangue de 3 cores, o vermelho, o branco e o preto.

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A Libertadores mudou para sempre.

O que o Tricolor fez, todos quiseram fazer igual.

O paradigma do futebol brasileiro: O São Paulo e a Libertadores.

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Site oficial, Terra, Placar, Uol, Globo

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Zizinho

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Olá nação tricolor!

Tomás Soares da Silva, o Zizinho, nasceu em 14 de setembro de 1921 e faleceu aos 80 anos, em 08 de fevereiro de 2002.

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Jogador completo no meio-campo e ataque, o carioca de Niterói é considerado por muitos, o maior ídolo do Flamengo do passado, até o surgimento de Zico. Eleito ainda o melhor jogador brasileiro da Copa de 50, viveu a era de ouro do hoje modesto Bangu, mas time de tradição à época, entre 1950 e 1957, vencendo campeonatos.

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Até acontecer um desafio novo, o futebol paulista.

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O São Paulo ousou no futebol brasileiro e trouxe ao país o técnico Béla Guttmann, da escola do futebol húngaro que encantara o mundo, na copa de 1954. O treinador fez um pedido com jeitão de exigência: Zizinho.

Então o Tricolor foi buscar o genial Ziza para, em apenas duas temporadas, marcar época pelo lendário título de 1957.

Zizinho foi o líder que conduziu o São Paulo na conquista do campeonato diante do Corinthians, no histórico jogo que terminou 3 a 1 no Pacaembu, onde o Tricolor não pode realizar a volta olímpica, pela chuva de garrafas dos inconformados perdedores, vinda da arquibancada.

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Foram 67 jogos do craque que chegou veterano ao SPFC, já com 35 anos, mas com futebol de sobra para marcar 27 gols e ser campeão.

Eterno mestre Ziza!

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: Arquibancada Tricolor, Soberano Arruda, Tardes de Pacaembu, A Gazeta Ilustrada

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Teixeirinha

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Olá nação tricolor!

Elísio dos Santos Teixeira, o Teixeirinha, nascido em 04 de março de 1922, foi atleta lendário no SPFC.

Se não teve o reconhecimento dos super-craques da época, na condição de melhor do time, era o matador do Rolo Compressor, alcunha dada ao Tricolor dos anos 40.

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Teixeirinha chegou aos aspirantes do  São Paulo em 1939, antes ainda de completar 17 anos. Atacante que fazia tanto a chamada meia-cancha como jogava pelo lado esquerdo em deslocamentos de velocidade, começou a marcar gols em cima de gols, na era da quebra dos padrões da moeda dar cara ou coroa, nos títulos alvi-negros ou palestrinos.

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A moeda caiu em pé em 1943 e depois disso, Teixeirinha também foi campeão com os avassaladores são-paulinos em 1945, 1946, 1948, 1949 e 1953.

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Na época do Rolo Compressor, o Tricolor goleava com autoridade. Em 1945, emplacou goleada por 12 a 1 no Jabaquara santista. Em 1950, 10 a 0 no Guarani. Teixeirinha deixava suas marcas nas redes adversárias, na mesma proporção do desespero rival.

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Ao todo, foram 525 jogos com o manto tricolor, também entre os maiores da história e 189 gols, o quarto maior artilheiro são-paulino de todos os tempos.

Saudações Tricolores!

Crédito-imagens: blog Tardes de Pacaembu, revista A Gazeta Ilustrada, revista oficial do SPFC.

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Grandes ídolos do SPFC, por Carlos Port: Leonardo

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Olá nação tricolor!

Leonardo Nascimento de Araújo, o Leonardo, nasceu em 05 de setembro de 1969.

Foi um dos grandes laterais da era moderna do futebol brasileiro e de trajetória muito marcante no São Paulo.

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Contratado junto ao Flamengo, Leo chegou ao Morumbi no segundo semestre de 1990, fazendo sua estreia no Brasileirão daquele ano. Era um período de reconstrução são-paulina, após um trágico Paulistão. O Tricolor se reergueu rapidamente, sob o comando de Telê Santana e foi vice-campeão, amadurecendo uma era que seria de glórias incomparáveis.

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1991. O ano que o São Paulo voltou a brilhar e Leonardo, encantar nos gramados. Ala inteligente, que fazia linha de fundo e também criava em diagonal como autêntico meia (seria no futuro), foi um dos protagonistas dos títulos paulista e brasileiro do Tricolor, naquele ano.

A classe despertou a cobiça do futebol europeu, Leo se transferiu na temporada seguinte para o futebol espanhol, porém, sua missão não estava cumprida no Morumbi.

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Voltaria em 1993, para uma função mais dinâmica e responsável, ajudar a conduzir o meio-campo tricolor ao lado de Toninho Cerezo, nas disputas internacionais pós-Libertadores, onde ainda estava no exterior. Leo não decepcionou, assumiu a responsabilidade, jogou muito e levantou as taças da Recopa, Supercopa e o gran finale, o bi Mundial interclubes do São Paulo, contra o Milan.

Cidadão do mundo, após a Copa do Mundo de 1994, Leonardo foi jogar no Japão, na França e na Itália, respectivamente.

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Voltou ao São Paulo em breve passagem por 2001, em sua despedida do Tricolor, antes do retorno ao seu Flamengo de formação e mais uma passagem pelo Milan, antes de encerrar a carreira.

Saudações Tricolores!

Crédito-Imagens: Arquibancada Tricolor, Gazeta Press, Esporte Uol.

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